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Mostrando postagens de 2020

Do lado de cá...

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Sempre tive dificuldade em fazer aquelas atividades de planejar onde eu gostaria de estar e o que eu gostaria de estar fazendo em 5 ou 10 anos. As poucas vezes que uma dinâmica empresarial me pedia esse tipo de coisa, me forcei a escrever alguma coisa no papel só para constar. Não sabia o que eu ia querer fazer na semana seguinte, imagina tantos anos à frente!

Na teoria, continuo pensando da mesma forma. Mas hoje, em tempos de quarentena, uma coisa mudou: sei exatamente onde eu imagino (querer) estar semana que vem, e na outra, e depois: na rua!! Na chuva, na fazenda, numa casinha de sapê, no mar, no escritório, na casa da Mamy...   

Antes, com a correria dos dias da rotina divididos entre trabalho, atividade física, casa, família, amigos, lazer, em vários momentos me peguei pensando em como gostaria de ficar em casa quietinha. E agora?! Agora eu estou em casa quietinha e queria sair! Acho que é normal - e coletivo - esse sentimento, né?

Sol, praia, vento no rosto, carona na garupa d…

Um dia de cada vez...

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Optei por me afastar um pouco das notícias.
No início desse movimento de ficar em casa, estava totalmente ligada aos jornais e à evolução da pandemia, no Brasil e mundo afora. Depois, ouvindo relatos dos casos mais graves e até dos fatais, a ansiedade foi crescendo.

Uma palavra gritava nas chamadas de cada reportagem: diabetes.
... grupo de risco: diabetes
... CTI: diabetes
... histórico anterior: diabetes
... complicações: diabetes
(acho que nem no Dia Mundial eu escuto falar tanto sobre o diabetes).

Sim, é verdade que pessoas com diabetes podem ser mais suscetíveis e estão incluídas no grupo de risco para o coronavirus. Esse tal, que chegou no susto e está fazendo o mundo parar, segue como protagonista da vida e das estatísticas. Mas acompanhar esse assunto o dia inteiro estava me deixando fora do eixo. Me senti alvo! Decidi, então, me desligar - em parte - e checar as informações da pandemia no início do dia ou à noite.

Estou longe de ser alarmista, ao contrário, sempre fui a apont…

Mente, corpo e doçura em tempos de Quarentena

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Porra! (desculpem, mas em tempos de liberdade cerceada, vale a liberdade de expressão!!) Quarentena?  Eu tenho insulina? Eu tenho tirinha? Eu tenho agulha? Ufa, tenho!  Na dúvida, antecipei a compra de novos insumos (faltavam uns 10 dias para comprar a nova leva...). Mas e a glicemia, como lidar? No que esse isolamento pode interferir no controle da glicemia?

Vamos por partes! Ficar em casa é ótimo e aqui faço um à parte: tenho a sorte de poder trabalhar em esquema de home office, minha empresa dispensou os funcionários sem distinção, estou protegida e o que me falta é gerenciar a saudade e a falta dos abraços. Sou gente de abraço e de abraçar, me faz bem para corpo e alma. 
Mas e a glicemia?
Aí me cabe organizar a ansiedade, as refeições, a vontade ficar roendo quitutes gostosinhos o dia todo... E junto com isso, medir, medir, medir e medir mil vezes.  Uma chamdade de vídeo aqui e outra ali para ajudar a acalmar o coração.
E uma mistura de sentimentos e vontades... quero ficar em c…

Era uma vez uma caneta de insulina...

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Na movimentação agitada entre confetes e serpentinas, lá se foi uma caneta de insulina. E eu nem percebi!

Um ensaio aberto do bloco, amigos junto, uma quinta-feira qualquer, tamborim, purpurina, pochete... De repente, uma chuvarada! Ruas alagadas, calçada alagada... Conseguimos ficar protegidos no bar e, mesmo com atraso por conta do temporal, o ensaio aconteceu.
Diversão, batucada e como no dia seguinte seria dia de labuta, fui para casa assim que o ensaio acabou.

Quando estava abrindo a porta de casa, recebo uma mensagem de uma amiga:
Entrei em choque!

Raramente saía para ensaios, shows ou blocos com essa caneta. Levava a descartável, porque sei que a NovoPen Echo é mais delicada e mais cara!!
Não sei o que me deu nesse dia... Mas o fato é que a pochete deve ter ficado um pouquinho aberta e esse pouquinho foi o suficiente para a caneta escapar sem que eu nem percebesse.

Fiquei realmente chateada. Cheguei a pegar a caneta de volta para tentar usar, mas estava sem tampa, tinha rolado …

Onze anos bons...

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Ainda lembro com absoluta clareza do dia e do momento do meu diagnóstico. Fui para a consulta sem nem imaginar o que me esperava.
- Nossa, mas com a glicemia de jejum em 330mg/dL você nem desconfiava?
Não.

Na minha cabeça, era algo passageiro, causado pela correria da época. Trabalhava sei lá quantas horas por dia, entre Rio, Maranhão e Tocantins, voando de um lado para outro sem parar. Não me alimentava da melhor maneira e descanso era um luxo só para os finais de semana. Com essa rotina louca, claro que o corpo ia se desorganizar. Então, esse exame esquisito era o sinal: bastava um cuidado e uns ajustes aqui e ali e tudo voltaria para o seu devido lugar...

Claro que não foi isso que aconteceu e eu fiquei em choque.
- Mas eu nem como doce.
- Mas eu como comida, arroz e feijão!
- Mas eu nem tô gordinha.

Um monte de argumentos que, aquela hora, eu ainda não sabia que não significavam nada em relação ao diabetes tipo 1.

Hoje eu sei. Eu aprendi!
Na verdade, eu busquei aprender, fui atrás…

Status: recarregada!!

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Todo Carnaval tem seu fim!! Foram dias - meses! - de diversão entre a batucada e os cortejos nos blocos, regados a muita purpurina.

A maratona começou lá na virada do ano, com um show logo nas primeiras horas desse 2020. De lá pra cá, teve rua, teve palco e teve muita atenção à doçura.

Desde o meu diagnóstico, acho que o meu maior medo em relação ao diabetes é não poder ter a liberdade de fazer o que eu gosto. Pego isso como motivação e guia do meu tratamento!
Eu sei que diabetes é condição que não limita, mas sei que é condição séria que precisa de atenção. Mais: sei também que se eu cuidar direitinho, meu risco de desenvolver uma complicação diminui bastante.

Pronto! É assim que vou em frente todo dia, até quando a preguiça de furar o dedinho aparece. Não é porque tenho praticamente 11 anos de diagnóstico e estou acostumada à rotina de monitorização e aplicações de insulina que não me canso. Só que esta responsabilidade é minha e o cuidado continua sendo a minha escolha diária.

Por …

Rio 40 graus: sensor ou ponta de dedo?

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Adoro o verão! Dias claros, que brilham. Um dia de sol traz mais energia, parece que fica mais alegre. Mas um dia de sol também traz mais protetor solar, mais suor... e menos tempo com o Libre aplicado. Alguém percebe isso?

Por aqui, só em janeiro foram dois sensores que caíram antes do final do prazo: um com 9 dias e outro com 8. Sendo um produto europeu, tenho minhas convicções de que o adesivo realmente não aguenta a nossa 'quentura'. Acredito que a adesão na pele acaba sendo prejudicada pela exposição maior do sensor à altas temperaturas e os cuidados que temos em função disso.

Como já contei, eu uso o tegaderm para proteger o Libre e evitar que um esbarrão mais descuidado arrenque o sensor do meu braço. Só que, com o calor, o adesivo vai saindo e ficando meio nojentinho com dois ou três dias de uso. Acabo trocando com mais frequência e aí este pode ser mais um fato que interfere para o sensor sair antes do prazo previsto.

Em resumo, pela minha vivência nessas semanas de v…

A cidade de luz e prazer...

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Mais uma viagem para a conta! Foi um bate e volta bem rápido em Salvador, mas que já deixou saudades e uma enorme vontade de ir de novo, com mais calma.

A energia que flui naquela cidade é incrível e em um final de semana de festejos para Yemanjá, isso só aumenta.

Saímos sexta à noite do Rio, praticamente direto do trabalho. Chegamos lá e fomos levados pelo cheiro do acarajé até as ruas do Rio Vermelho. Boas vindas com gostinho mais baiano não tem!
Mas e a glicemia?? Até aqui tudo bem. A dúvida que pairava no era: qual a quantidade de carboidratos de um acarajé e como isso ia interferir na minha doçura?

Por aqui, no dia a dia, tenho uma visão mais clara do quanto que os alimentos do dia a dia interferem na minha glicemia. Por exemplo, arroz branco eu conto mais do que é indicado na tabela de carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes, porque se for usar a quantidade indicada não vai ser suficiente.

Voltando ao acarajé, por conta dessas variações que podem acontecer com cada ali…

Para caminhar no novo ciclo...

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Aniversário, para mim, é como um novo réveillon. Adoro sentir a energia que vem dos abraços, dos desejos de bem, dos sorrisos.

E aquele momento de repensar e refazer promessas:
- vou aplicar insulina 15 minutos antes das refeições
- vou fazer o rodízio de aplicações com a maior atenção
- vou tomar cuidado com a conservação das insulinas sempre que sair por aí
- vou me planejar para garantir que os insumos não acabe antes de renovar o estoque
- vou buscar me alimentar sempre com equilíbrio
- vou manter meus exames em dia... e por aí vai.

"Nossa, quanta coisa"...
Nem tanto. Isso é o mínimo e nem é novidade, é só uma reflexão com a nova idade. Uma vontade de seguir 'funcionando' direitinho, sabe?

Eu adoro comemorar o meu aniversário. Não tenho qualquer problema com essa coisa de ficar mais velha. E, no fundo, convivendo com uma doença crônica, só tenho a certeza de que tenho muito o que comemorar.

Quase chegando aos 11 anos de diagnóstico e, até aqui, sem qualquer compl…

A vida nas prateleiras...

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Não é de hoje que o preço dos insumos e insulinas vem aumentando.
Cada vez que preciso renovar meu estoque, faço uma pesquisa por quatro ou cinco farmácias. A variação pode chegar a 30% do valor...
Isso faz muita diferença!

Além disso, fico de olho nas promoções, seja online ou nas lojas físicas. E se encontro uma lanceta ou as agulhas, por exemplo, com preço melhores, já aproveito para comprar em maior quantidade.

Esse hábito acabou gerando um outro: toda vez que eu viajo, seja no Brasil ou para outro país, aproveito para 'passear' por farmácias e ver o que tem disponível e quais os preços praticados.

Aqui em terras tupiniquins, por exemplo, já vi capital de estado não ter insulina disponível. Para comprar, seria necessário esperar alguns dias, até que o farmacêutico encomendasse de Brasília. Em compensação, também já pude conhecer histórias de acesso a Bomba e Sensor numa cidadezinha de interior no Nordeste.
Por que então a diferença? Na minha opinião, aqui entra o compromis…

A individualidade da doçura...

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"Todo mundo passou por uma situação grave quando foi diagnosticado".
Acho que isso é o que eu mais escuto em palestras, apresentações ou eventos de pessoas com diabetes.
O fato é que não é bem assim.

Eu não tive - e só agradeço por isso! - um episódio de internação ou um colapso que me levasse à uma situação maior de risco. Meu diagnóstico, como já contei por aqui, foi descoberto através de um exame de rotina.

Nesses dez anos de diabetes, cada vez mais tenho a certeza que a gente não pode generalizar.
Tem gente que passa mal com a glicemia pela casa dos 70mg/dL. Enquanto isso, eu já tive uma hipoglicemia de 34mg/dL (acho que foi o mais baixo que registrei nesse tempo todo) e estava consciente, capaz de ir buscar minha coca-cola na geladeira. Claro, senti a aflição imensa pela situação, além da taquicardia, o suor frio... Mas não perdi os sentidos ou precisei de auxílio médico mesmo com essa glicemia tão baixa.

Tem gente que usa muita insulina e tem gente que usa pouco. Aliás…

Para o ano que já chegou...

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Para o novo ano, quero - mesmo! - voltar a fazer pilates. O corpo sente e a mente até mais.
Quero escrever mais. Quero ler mais também.

Quero sentir o caminhar dos dias com mais leveza, em vez de deixar a pressão do relógio tomar conta e assumir a frente.
Me planejar e me organizar melhor na rotina do trabalho em horário comercial.

Quero aprender as letras das músicas que me encantam.
Quero viajar.

Quero seguir sendo 'recarregada' pelos beijos e abraços do meu amor, da minha família, dos amigos.
Quero matar saudades e estar com os meus com mais frequência.

Quero o riso solto.
Quero saúde. Plenitude!

Quero cinema e pipoca.
Quero a preguiça do sofá com delivery.
Quero jantar fresquinho regado à vinho.

Quero dividir e aprender.
Me doar e agradecer. Sempre agradecer!
Quero todas as possibilidades que um novo ano vem oferecer.

Quero acesso para todos.
Insulina? Que não falte!
Informação sendo entregue com qualidade.

Quero construir novas histórias.
E revisitar as antigas. Trazer o …