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A cidade de luz e prazer...

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Mais uma viagem para a conta! Foi um bate e volta bem rápido em Salvador, mas que já deixou saudades e uma enorme vontade de ir de novo, com mais calma.

A energia que flui naquela cidade é incrível e em um final de semana de festejos para Yemanjá, isso só aumenta.

Saímos sexta à noite do Rio, praticamente direto do trabalho. Chegamos lá e fomos levados pelo cheiro do acarajé até as ruas do Rio Vermelho. Boas vindas com gostinho mais baiano não tem!
Mas e a glicemia?? Até aqui tudo bem. A dúvida que pairava no era: qual a quantidade de carboidratos de um acarajé e como isso ia interferir na minha doçura?

Por aqui, no dia a dia, tenho uma visão mais clara do quanto que os alimentos do dia a dia interferem na minha glicemia. Por exemplo, arroz branco eu conto mais do que é indicado na tabela de carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes, porque se for usar a quantidade indicada não vai ser suficiente.

Voltando ao acarajé, por conta dessas variações que podem acontecer com cada ali…

Para caminhar no novo ciclo...

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Aniversário, para mim, é como um novo réveillon. Adoro sentir a energia que vem dos abraços, dos desejos de bem, dos sorrisos.

E aquele momento de repensar e refazer promessas:
- vou aplicar insulina 15 minutos antes das refeições
- vou fazer o rodízio de aplicações com a maior atenção
- vou tomar cuidado com a conservação das insulinas sempre que sair por aí
- vou me planejar para garantir que os insumos não acabe antes de renovar o estoque
- vou buscar me alimentar sempre com equilíbrio
- vou manter meus exames em dia... e por aí vai.

"Nossa, quanta coisa"...
Nem tanto. Isso é o mínimo e nem é novidade, é só uma reflexão com a nova idade. Uma vontade de seguir 'funcionando' direitinho, sabe?

Eu adoro comemorar o meu aniversário. Não tenho qualquer problema com essa coisa de ficar mais velha. E, no fundo, convivendo com uma doença crônica, só tenho a certeza de que tenho muito o que comemorar.

Quase chegando aos 11 anos de diagnóstico e, até aqui, sem qualquer compl…

A vida nas prateleiras...

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Não é de hoje que o preço dos insumos e insulinas vem aumentando.
Cada vez que preciso renovar meu estoque, faço uma pesquisa por quatro ou cinco farmácias. A variação pode chegar a 30% do valor...
Isso faz muita diferença!

Além disso, fico de olho nas promoções, seja online ou nas lojas físicas. E se encontro uma lanceta ou as agulhas, por exemplo, com preço melhores, já aproveito para comprar em maior quantidade.

Esse hábito acabou gerando um outro: toda vez que eu viajo, seja no Brasil ou para outro país, aproveito para 'passear' por farmácias e ver o que tem disponível e quais os preços praticados.

Aqui em terras tupiniquins, por exemplo, já vi capital de estado não ter insulina disponível. Para comprar, seria necessário esperar alguns dias, até que o farmacêutico encomendasse de Brasília. Em compensação, também já pude conhecer histórias de acesso a Bomba e Sensor numa cidadezinha de interior no Nordeste.
Por que então a diferença? Na minha opinião, aqui entra o compromis…

A individualidade da doçura...

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"Todo mundo passou por uma situação grave quando foi diagnosticado".
Acho que isso é o que eu mais escuto em palestras, apresentações ou eventos de pessoas com diabetes.
O fato é que não é bem assim.

Eu não tive - e só agradeço por isso! - um episódio de internação ou um colapso que me levasse à uma situação maior de risco. Meu diagnóstico, como já contei por aqui, foi descoberto através de um exame de rotina.

Nesses dez anos de diabetes, cada vez mais tenho a certeza que a gente não pode generalizar.
Tem gente que passa mal com a glicemia pela casa dos 70mg/dL. Enquanto isso, eu já tive uma hipoglicemia de 34mg/dL (acho que foi o mais baixo que registrei nesse tempo todo) e estava consciente, capaz de ir buscar minha coca-cola na geladeira. Claro, senti a aflição imensa pela situação, além da taquicardia, o suor frio... Mas não perdi os sentidos ou precisei de auxílio médico mesmo com essa glicemia tão baixa.

Tem gente que usa muita insulina e tem gente que usa pouco. Aliás…

Para o ano que já chegou...

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Para o novo ano, quero - mesmo! - voltar a fazer pilates. O corpo sente e a mente até mais.
Quero escrever mais. Quero ler mais também.

Quero sentir o caminhar dos dias com mais leveza, em vez de deixar a pressão do relógio tomar conta e assumir a frente.
Me planejar e me organizar melhor na rotina do trabalho em horário comercial.

Quero aprender as letras das músicas que me encantam.
Quero viajar.

Quero seguir sendo 'recarregada' pelos beijos e abraços do meu amor, da minha família, dos amigos.
Quero matar saudades e estar com os meus com mais frequência.

Quero o riso solto.
Quero saúde. Plenitude!

Quero cinema e pipoca.
Quero a preguiça do sofá com delivery.
Quero jantar fresquinho regado à vinho.

Quero dividir e aprender.
Me doar e agradecer. Sempre agradecer!
Quero todas as possibilidades que um novo ano vem oferecer.

Quero acesso para todos.
Insulina? Que não falte!
Informação sendo entregue com qualidade.

Quero construir novas histórias.
E revisitar as antigas. Trazer o …