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Mostrando postagens de Março, 2015

Pra ser normal...

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Hoje foi dia de consulta com a minha Super...  A vitamina D baixou um pouco, mas nada alarmante.  Alguns quilinhos foram perdidos nos embalos das fanfarras do Carnaval, por isso um pedido discreto para tentar recuperar pelo menos parte deles. A glicada reduziu mais!! Mas tenho que continuar na busca por um resultado ainda melhor. Levei um puxão de orelha de leve pelo mesmo motivo de sempre: preciso fazer exercício!  No mais, tudo em ordem na bandeirada dos 6 anos pós diagnóstico!! Sem contar o apoio incondicional das minhas pessoas todo dia e toda hora, tenho certeza que a decisão por levar o diabetes como mais uma coisa que preciso dar conta - e não como um peso que determinaria o que seria da minha vida - contribui bastante para que o tratamento e meu docinho sigam muito bem, obrigada! E isso acaba fazendo com que os cuidados diários aconteçam de maneira simples, corriqueira. Muitas pessoas já comentaram comigo que acham muito legal como levo tudo "numa boa&

Salva-vidas...

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No final do ano passado, a minha Super me apresentou um novo medicamento, o Glucagen. Ele pode ser considerado o oposto à insulina: à base do hormônio glucacon, tem o papel de fazer a glicemia subir e voltar à níveis normais, em casos de hipoglicemias extremas. Hoje, praticamente não tenho tido casos de hipoglicemia . Quando ocorre, são em situações específicas: jejum para exames, um erro de cálculo entre a refeição e a dose de insulina injetada... Mesmo assim, ter o Glucagen à mão pode ser importante principalmente em dias ou momentos de atividades que saem um pouco do ritmo: no período de Carnaval, por exemplo, que acabo gastando mais energia do que o usual. Acabei levando para a viagem à Cuba também e agora segue em qualquer ocasião que seja um pouco fora da rotina normal do dia a dia. Quando o paciente estiver com níveis de glicose mais baixos, mas ainda consciente, a hipo pode ser revertida com um copo de suco ou refrigerante, uma colher de açúcar ou ainda balas. Mas

Diabetes na TV - 2º capítulo...

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Voltando à série sobre DM no programa Dia Dia, da Band, ontem o entrevistado foi o Dr. Marcio Krakauer, que é endocrinologista e membro do Núcleo de Tecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes. O tema abordado foi alimentação saudável. Logo no início ele já faz uma ótima colocação, que vem de encontro ao que muita gente - seja paciente de diabetes ou não - tem medo: saudável não significa sem sabor! Hoje tem muitas opções de alimentos e de maneiras de preparo que garantem um bom prato. Outra coisa importante que ele diz é que a alimentação não precisa ser restritiva. Claro que fast food , frituras e açúcar não devem fazer parte do nosso cardápio todos os dias. Mas se você gosta, mais um motivo para manter o equilíbrio e, eventualmente, ter espaço para comer uma pizza ou um sanduíche daqueles caprichados, tomar um sorvete... O ideal é que no dia a dia se coma de tudo, em porções pequenas e fracionadas, buscando preferencialmente alimentos que sejam ricos em nutrientes. E p

Pra participar e ajudar a ser melhor!

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Uma das coisas que precisam melhorar neste mundo de doçura é a divulgação de informações sobre o diabetes. Seja qual for o tema - alimentação, tratamentos, inovações, exercícios, etc. - é fundamental que alcance quem precisa ser informado. E acho que nós temos que participar deste movimento, cobrando de quem deve ser cobrado (Ministério da Saúde, Governo, Hospitais, Postos de Saúde...). A Sociedade Brasileira de Diabetes está realizando uma pesquisa para avaliar o perfil de quem acessa a página. Já fiz (é só clicar aqui ) e percebi que, na verdade, a pesquisa pode ir muito além! São 33 perguntas (rápidas e simples) que identificam o paciente por idade, sexo, tipo de diabetes, e seguem por questões sobre o tratamento: como e se é feito o acompanhamento médico, quais as dificuldades enfrentadas pelos pacientes para acompanhamento do tratamento e para o controle da condição, de que forma é feita a monitorização e como é a rotina alimentar... Acho que esse é um passo bem importa

Diabetes na TV!

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Semana passada a rede de TV Bandeirantes iniciou, dentro do Programa Dia Dia , uma série que tem o diabetes como tema. Na conversa inicial o Dr. Walter Minicutti, que é o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes , apresentou alguns pontos e dados gerais sobre esta condição: - A diferença entre os tipos de diabetes - A estimativa - que impressiona! - de que 13 milhões de brasileiros sejam pacientes de DM - O crescimento no número de casos de diabetes tipo 2 em pessoas cada vez mais novas: hoje representa aproximadamente 90% dos diagnósticos - A mudança nos perfis dos pacientes de diabetes tipo 1, que até então era mais comum em crianças e adolescentes e hoje acontece em jovens adultos - Quais são os sintomas possíveis de serem reconhecidos - A importância do autocontrole do diabetes - Os efeitos do álcool em quem convive com o diabetes. A entrevista pode ser acessado na íntegra por  aqui . Esta semana os assuntos serão esportes, alimentação e  que há de novo na

Pra ser forte!

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Já comentei aqui algumas vezes sobre Associações que tem o papel de auxiliar os pacientes a entender mais sobre o diabetes e aprender a conviver bem com esta condição... Sou fã da Associação de Diabetes Brasil, a ADJ , que realiza importantes trabalhos envolvendo pacientes, buscando a melhoria do tratamento e, principalmente, da qualidade de vida. Durante o Congresso Mundial de Diabetes, em 2013, tive a oportunidade de conhecer a Associação Protetora dos Pacientes Diabéticos Pobres, hoje chamada de  Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal , que foi criada em 1926. O objetivo destas Associações não é ensinar o tratamento, mas ensinar o paciente a se tratar. O embasamento é comum: só o próprio paciente pode controlar 100% o seu tratamento. E isso não significa somente prestar atenção nos horários e nas dosagens de insulina ou de medicamentos... significa assumir a sua condição e acreditar que o diabetes não tem o papel de acabar com tudo o que você gosta. Sabendo que o

Pra ser responsável!

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Voltando ao tema de ontem e colocando de novo o paciente como ponto principal do assunto, levanto a bandeira de um envolvimento maior de quem, diariamente, é o responsável por tomar as decisões, por escolher o que colocar no prato, por avaliar qual a dose de insulina de ação rápida precisa (e se precisa), por decidir como se exercitar, por querer seguir em frente 'de bem' com o diabetes. O paciente, que precisa pensar e definir tudo isso, tem que acreditar que ele pode. Já comentei sobre isso com a minha Endócrino na época do Congresso Mundial , já conversei com amigos - da área de saúde ou não, já coloquei esta posição para a família e sou mesmo a maior defensora dessa tese. Vejo na prática (comigo!) como faz diferença e influencia de maneira positiva todos os dias. Conviver com a condição demanda que haja sim uma mudança. Se não se alimentava bem, precisa se ajustar. Se comia muitos doces, se adequar. Se não fazia exercícios, começar. O foco deve ser no que se quer co

Nem mais, nem menos!

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Até ser diagnosticada com o diabetes, eu não conhecia de fato a condição. Como já contei aqui no IP , naquela época minha falta de informação me fazia considerar que o uso de insulina significava que a situação era grave! Mas uma vez na estatística do tal diabetes melittus , mergulhei a fundo nesse mundo para poder me cuidar da melhor maneira possível e entender e aprender foram parte bem importante neste processo. É bastante comum que as pessoas tenham dúvidas sobre os tipos de diabetes, que me perguntem sobre como eu descobri, como me cuido, o que pode causar, o que fazer para evitar... e respondo com o maior prazer. O que ainda me assusta - e está diretamente ligado com um tema que levanto com bastante frequência  - é a falta de conhecimento por outros pacientes. Junto com o acompanhamento clínico, insisto que os médicos deveriam explicar sobre o DM, ajudar a entender o que está acontecendo, o que significa conviver com a doçura, qual o papel de cada um no controle e n

Saúde em jogo?!

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Não tenho dúvida que a tecnologia e os aplicativos hoje tem crescido e se expandido para todas as áreas e a medicina não fica de fora. Só sobre o diabetes temos redes sociais, aplicativos para ajudar no controle da glicemia, glicosímetros que se conectam aos telefones celulares e por aí vai. Dentro desta linha, dois médicos da Universidade Estadual de Londrina lançaram um jogo online que,  segundo eles , visa auxiliar os médicos das unidades de atendimento básico de saúde na administração de insulina aos pacientes com diabetes, o InsuOnLine: " como se trata de uma ferramenta de ensino, optamos por montar um game bastante direcionado ao tópico que queremos ensinar: manejo de insulina no diabetes em um contexto de Atenção Primária à Saúde (ou seja, na Unidade Básica de Saúde), especialmente em pacientes com diabetes tipo 2, que correspondem a mais de 90% dos casos de diabetes. Conversamos muito sobre isso no início do projeto, e a equipe decidiu que incluir a discussão de outros p

Olha o mate!!

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Carioca da gema e de praia desde sempre... E praia significava mar (com direito a alguns caixotes!), castelo de areia, picolé, biscoito Globo e mate de galão. Hoje, já que o melhor mate da praia não tem ainda a opção sem açúcar (fica a dica!), sigo no diet comprado pronto ou mesmo no fervido em casa, à moda antiga. A boa nova é que a bebida queridinha ainda faz bem e ajuda a controlar o docinho! De acordo a matéria divulgada pelo portal Minha Vida , "entre os nutrientes da erva-mate, e consequentemente de seu chá, destacam-se metilxantinas (cafeína e teobromina), compostos fenólicos, flavonoides e as saponinas." Pois são estes 'compostos fenólicos', "que tem ação antioxidante" que ajudam a combater o diabetes. Café da manhã, lanche, acompanhando um sanduba ou o almoço, a pipoca com o filminho da tarde, antes de dormir... quente ou frio... escolha o seu e tim-tim!

Nos passos da Educação...

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Hoje é dia de comemorar. O passo é grande para mim e, me atrevo a dizer, para todos os muitos (ainda!) docinhos espalhados por aí. Desde que conheci o conceito e entendi como tinha um efeito positivo no tratamento do diabetes – e aqui faço questão de pontuar que considero positivo para os pacientes, para os médicos, para a família e os amigos de quem convive... – tento me aprofundar na Educação em Diabetes.  Não é somente uma teoria, nem mesmo uma simples aula. É um processo que interfere da maneira mais positiva possível na qualidade de vida e no dia a dia de quem convive com a doçura, interfere na maneira do paciente enxergar o diabetes. É um meio de mostrar ao paciente de forma mais clara que ele pode levar uma vida normal, que precisar se cuidar não é um problema e que ele é parte fundamental (de novo, venho de atrevimento: parte principal!) no controle da sua glicemia e da sua saúde. A educação em diabetes parte do princípio que o paciente deve se conhecer, deve

Pra focar nos cuidados com a doçura!

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A agenda de atividades da ADJ para este mês chegou com um pouquinho de atraso, já que eu estava viajando e não consegui postar a tempo... mas mesmo já tendo acontecido o primeiro encontro (Grupo de Crianças e Pais, que foi ontem), dá tempo de conhecer e se planejar para os próximos! Grupo de Adolescentes e Pais 14/03 – 10h Grupo de Adultos 18/03 - 14h Grupo de Jovens maiores de 16 anos  21/03 – 14h Lembrando que, além destas reuniões específicas, há outras atividades na Associação que buscam orientar e ajudar o paciente docinho: Entrevista inicial e testes de glicemia : de segunda a sexta-feira. Dia-a-dia com Diabetes tipos 1 e 2 : todas as terças e quintas, dividido por grupos de 6 a 11 anos, 12 a 17 anos e adultos -  Atividades interativas, acompanhadas por equipe multidisciplinar. Arte Terapia : toda sexta-feira, às 09h. Odontologia Preventiva : de segunda a quinta-feira. Atendimento Jurídico : às  terças  e quintas. Atendimento de enfermagem e nutri

Direto no ponto!

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O papel da insulina é compensar o açúcar no organismo, fazendo com que entre nas células para se transformar em energia.  Normalmente, esta compensação é feita o tempo todo em pessoas que tem o pâncreas trabalhando.  Em quem convive com o diabetes e precisa tomar insulina diariamente, um dos desafios é manter a glicemia controlada. Isso porque a insulina age por certas horas (varia conforme o tipo e o uso) e algumas vezes a dose injetada não compensa tudo o que foi ingerido (é uma matemática!!). Algumas pesquisas já trouxeram soluções que melhoram bastante a forma de manter esta conta com saldo positivo (bomba de insulina, pâncreas artificial , insulinas de longa e longuíssima duração). E - ainda bem que eles não pararam por ali - os estudos seguem!! Agora o foco vem para uma insulina classificada como 'inteligente'. Também de longa duração, o que faz dela diferente das demais é que, uma vez injetada, ela atua cada vez que há a ingestão de alimentos, durante

Com rum, sem açúcar!

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Praticamente duas semanas desligadas do mundo e estamos de volta. Passamos os  últimos  12 dias em Cuba. Para  começar, vou falar sobre u ma coisa que deve ser de atenção máxima tanto na ida quanto na volta de uma viagem internacional: o fuso horário. Sei disso, mas dessa vez acabei não prestando atenção neste detalhe quando foi servido o café da manhã no voo, quase na chegada no Panamá para a conexão. O intervalo de tempo menor do que o devido entre as duas doses da insulina basal, a da noite e a de jejum, acabou fazendo com que ficassem sobrepostas. Consequência: hipoglicemia logo que desembarcamos! Compramos um chocolate e correção feita. Mas isso acabou me deixando perceber que eu tinha cometido uma outra falha de principiante: dentre os lanchinhos comprados especialmente para levar, não tinha nenhuma opção que fosse com açúcar!! Voltei na lojinha e me abasteci de chocolate para evitar qualquer problema em caso de uma hipo durante o período da viagem. Carmenc