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Mostrando postagens de 2021

Crônicas do Isolamento -- Haja (des)controle!

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Se tem uma coisa que eu sinto falta nesse mundo pandêmico é de poder viajar. Seja a passeio ou a trabalho, viajar me completa, me motiva e me encanta sempre! E os eventos de diabetes não ficam fora dessa conta.  Junta nesse pacote a chance de passar horas dividindo e ouvindo histórias reais e cheias de doçura sobre o diabetes, compartilhando abraços, glicemias e aprendizado...  Enquanto os encontros presenciais não podem acontecer, os virtuais vão dando um gostinho de longe dessa missão aí! Aconteceram, nos dias 18 e 19 de junho, os eventos da ADJ para Jornalistas e Influenciadores.  Depois, no dia 27 de julho, o evento da Novo Nordisk pelos 100 anos da insulina.  Antes, em maio, o Diabetes On.  E tem mais por vir! Rever os amigos que chegaram com o diabetes é sempre um alento, um carinho no coração e nesse pâncreas que não funciona.  A cumplicidade de estarmos falando a mesma língua e sentindo tal e qual o impacto das novidades tecnológicas dos tratamentos, das insulinas mais modernin

Cem anos!!!!

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Foi nesse laboratório que tudo aconteceu.  {Imagem: Livro 'Breakthrough'} Depois de testes e pesquisas que vinham acontecendo por alguns anos, Frederick Banting e Charles Best conseguiram, pela primeira vez em 27 de julho de 1921 - há exatos 100 anos!! - isolar o tal do hormônio 'insulina'. Foi assim a comprovação de que era esse o hormônio que regulava o açúcar no sangue.  Com essa descoberta, nos anos que se seguiram, salvaram da morte Leonard Thompson, Elizabeth Hughes, JL, Teddy Ryder, James Haven.  Nesses cem anos, seguem salvando: Juliana, Maria, Natália, Carolina, Pablo, Daniel, Igor, João, Roberta...  Há 100 anos a insulina segue salvando um monte de gente todo dia. De uma época em que inanição era a solução, passamos pela evolução das seringas, das agulhas, chegamos nas canetas.  Passamos de uma medição de glicemia como tecnologia exclusiva dos hospitais com impressionantes resultados em uma semana para monitores contínuos que tem o tamanho de uma moeda e ficam

Crônicas do Isolamento -- Essa mistura do sentir...

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Uma Olimpíada postergada em um ano.  Na esperança por um momento mais leve, a espera mostrou que a pandemia não vai muito bem com planejamentos.  A simplicidade da abertura, mesmo com a tecnologia a favor, foi tocante e dura. Exaltação à atletas, à profissionais de saúde, aos que se foram antes dos jogos.  Me emocionei não pela dança ou pelas imagens puramente, mas pela mensagem que faz repensar esses últimos 17 meses em que o mundo virou do avesso. De novo me pego em um momento de escolher me afastar das notícias. Ainda faltam vacinas, ainda existem absurdos sendo ditos sobre efeitos irreais que elas trazem, ainda tem a política suja agravando o que já é cruel. Não dá para acompanhar.  Enquanto espero na contagem regressiva pela data da minha segunda dose,  escolho por não ouvir ou ler os jornais para manter o mínimo de sanidade. E se antes o diabetes e as tais comorbidades eram o foco e o que nos trazia medo, agora o que se mostra é o grande número de mortes entre pessoas mais jovens

Crônicas do Isolamento -- Para repensar os limites...

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As notícias começam a trazer uma pontinha de melhoria na situação da pandemia no Brasil.  Com o avanço - ainda menor do que o desejado - da vacinação no país, os números de novas internações estão caindo e o número de vidas perdidas também.  Claro, enquanto ainda tiver uma única morte por dia ou por semana ou por mês em função da irresponsabilidade pelo atraso na compra das vacinas, ainda não está bom.  Mas '51' sempre foi uma boa ideia... E ver que nas pesquisas 51% da população considerando o governo do presidente ruim ou péssimo é um alento! Não entendia a dificuldade em considerar ruim ou péssimo tudo que vem dele e ver que já passa da metade o número de insatisfeitos vai trazendo mais uma luz.  A moda por aqui agora é escolher a vacina. E lanço mão do que já vem sendo amplamente repetido: vacina boa é a que está no braço.  Eu estava aberta a correr para a que tivesse pronta e disponível. Chegou coronavac, eu queria.  Chegou astrazeneca, eu queria. Pensaram em trazer logo a

Crônicas do Isolamento -- "Com quantos reais se faz uma realidade?"

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E vacina, rima com propina? No Brasil parece que sim!  Se saber da recusa pela oferta de vacinas revolta, revolta ainda mais saber que do outro lado da moeda a motivação passa por doses extras de maldade.  Em português claro, tudo leva à comprovação do genocídio (já pode falar essa palavra?) pelos governantes. Se a vacina tivesse chegado logo que nos foi oferecida, não teríamos tantas perdas.  Se a orientação e os recursos de prevenção tivessem sido oferecidos à população, não teríamos tantas perdas.  Um dólar.  1.  Fazendo a conversão para câmbio do dia, R$ 4,97.  Sabe quanto custa a insulina? Sabe quanto custa uma tirinha para medir a glicose? Sabe quanto custa uma agulha ou uma seringa?  Custa muito! Custa uma vida. E sabe quanto custa uma vida? Quatro reais e noventa e sete centavos foi o que custou a vida de cada uma das quinhentas e dezoito mil e sessenta e seis pessoas desse país tropical que tiveram as vidas interrompidas pela irresponsabilidade e pelo egoísmo desse monte de la

Crônicas do Isolamento — De encontro, amor e glicemia…

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Aqui somos assim: vó, três filhas, duas netas. Imaginem quando chegou a notícia que o bebê que ia chegar seria um menino?!  Já reinou em absoluto desde a barriga! Ana e eu (as duas netas) somos muito unidas. Parceiras mesmo. Conectadas em todos os sentidos… e, em tempos pandêmicos, mais ainda pelo telefone e pelas redes. Hooooras falando! Se deixar, a gente não para. Lucca, filho dela, é meu afilhado. Meu pirralho! Que quando, aos 3 anos, acompanhou meu diagnóstico, entendeu dentro do que era do alcance dele e me perguntava se eu já tinha “tomado insulina no bigo”.  Bigo, o umbigo, era referência à barriga. Nunca escondi nada. Na verdade, nunca me escondi para nada relacionado ao meu tratamento do diabetes. O diabetes, como já foi muitas vezes repetido desde que a pandemia chegou, nos coloca dentro do grupo de risco. E por isso, nos afastamos. Cada uma no seu canto, por amor e proteção. Agora, a vacina trouxe esperança e um alívio no peito! E, com todos os cuidados, decidimos nos encon

Crônicas do Isolamento -- Eu sinto muito...

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Lanço aqui um desafio para você: e se você dependesse de uma 'vacina' diariamente para sobreviver? Imaginou? Sentiu na pele?    Substitua a vacina por insulina, adicione mais algumas doses ao dia e pronto: prazer, essas somos nós, pessoas com diabetes. Temos no Brasil um grande histórico de sucesso com campanhas de vacinação e erradicação de doenças endêmicas. Agora, por conta de tantos absurdos e notícias falsas que seguem sendo espalhadas, as pessoas têm uma resistência em encarar de frente o único recurso que salva conta a covid-19, a vacina.  Não entendo.  Medo de reações? Todas as vacinas são passíveis de reação.  Medo de que seja inserido um chip de controle em você? Sério, não me dou nem ao trabalho de comentar...  Medo de virar jacaré? "Cuidado com a Cuca que a Cuca te pega". Gente, eu sei que nem nos piores pesadelos alguém podia imaginar que viveríamos uma pandemia. Até então, isso era uma história de ficção que lotava os cinemas.  Mas a realidade está escan

Abre aspas...

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Tudo pode mudar, dependendo da maneira como as coisas são ditas.  E essa é daquelas teorias que valem para qualquer assunto ou situação. Hoje fui fazer os exames periódicos da empresa.  Nada demais, controle padrão. Mas em uma das etapas, justamente na conversa com a clínica geral, ela me pergunta, sem qualquer delicadeza: "tem doença?". Eu levei um susto. Cheguei a ficar alguns segundos repassando a pergunta para entender se eu tinha ouvido corretamente...  Respirei e respondi: tenho um diagnóstico de diabetes tipo 1.  Não tenho problemas em assumir meu DM por aí. Nunca tive e nunca fiz isso. Só que também nunca me vi ou me considerei doente. Tenho uma condição de saúde que requer cuidados. E não, isso não é negação. É a minha maneira de enxergar o diabetes. Se eu não me cuidar e não seguir o meu tratamento como devido, aí sim posso ficar bem doente.  Para deixar claro o que eu quero dizer, durante o mesmo exame, quando fui conversar com a psicóloga, a pergunta foi feita de

Autoestima e autocuidado: doçura na medida!

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Diabetes não é uma ciência exata.  Apesar de saber que por muitos anos o tratamento era definido considerando o gênero, o peso e a idade do paciente, sabemos que isso já evoluiu e hoje temos o tratamento individualizado. Atualmente, o tipo e a quantidade de insulina são estabelecidos para cada um. Nessa fórmula, são consideradas as atividades do dia a dia, o tipo de trabalho, alimentação, se praticam atividade física ou não... tudo é levando em conta. Então, a gente também consegue entender que não existe tratamento melhor ou pior, existe aquele que melhor se adequa e está ao acesso das pessoas com diabetes.  Por isso é tão complicado quando alguém quer comparar resultados.  - Minha glicemia não fica estável igual a sua.  - Se eu comer isso, minha glicemia vai explodir.  - Por que meu médico me passou mais insulina que o seu? As dúvidas são genuínas e não devem ser descartadas. Ao contrário, faz parte do aprendizado questionar! Só que nem sempre o que funciona para um serve para o outr

O antes e o depois da vacina...

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Alguns dias se passaram após a primeira dose da vacina contra a COVID-19 e pasmem: não virei jacaré! Provocações à parte, a sensação que eu tenho é que realmente virou uma chave que abre o caminho para deixar voltar a esperança. Na véspera do grande dia, eu estava muito ansiosa. Não por medo, mas por vontade que chegasse logo aquele momento. No dia, confesso que não consegui me concentrar muito até chegar a hora d rir ao posto de vacinação... E depois, passei o resto do dia sentindo aquele alívio por me saber na estatística dos que foram vacinados.  A vacina vem salvando vidas há muitos e muitos anos. Já nascemos com um rol de vacinas sendo planejados. E só devemos agradecer por isso. As vacinas vem acabando com doenças que antes já foram responsáveis por matar sem dó.  Qualquer semelhança com o COVID-19 não é coincidência.  A pressa em desenvolver vacinas para combater o vírus se justifica pelo grande número de vidas perdidas ao redor do mundo. Esse vírus é cruel e veloz!  E se temos

Crônicas do Isolamento -- Vacina sim!

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Quarentena, dia 429. Enquanto outro países começam a liberar do uso de máscaras em locais abertos para aqueles que já tomaram as duas doses da vacina, no Brasil a luta ainda é em garantir vacina suficiente para a proteção dos seus.  Nem quando chega a boa nova sobre a existência de algumas vacinas, o povo brasileiro consegue comemorar como deveria...  A política de quem não se preocupa com o cidadão mata.  E é contra ela que devemos brigar todos os dias.  Combater esta política sórdida, ainda que com as mínimas e mais simples atitudes. Dezoito de maio de dois mil e vinte e um: data em que finalmente chegou a minha vez de receber a primeira dose da vacina contra o COVID-19. Em um protesto silencioso, meu coração já estava batendo forte e o olho marejado trazia só o começo do choro despejado que se seguiu. Não consigo explicar o alívio que senti. Uma pontinha de esperança que reaparece, sabe?  É um misto de "eu sei que ainda precisa de máscara e álcool e cuidados" com "me

Crônicas do Isolamento -- Indigna-nação...

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Aplico a insulina, tomo meu café da manhã e sigo para começar o dia de trabalho.  Umas duas horas depois, meço a glicemia e acho o resultado esquisito... mas julgo que seja do cansaço, de uma contagem de carboidratos errada, enfim. O dia corre.  Meço a glicemia, aplico insulina e almoço. Quando olho a doçur amais tarde, aquele pico pós almoço. De novo me causa estranheza, mas deixo passar. No dia seguinte, a mesma coisa. Aí já não consigo deixar passar de forma tão tranquila. Começo a me procupar, porque pode ser algo além de cálculo errado de insulina.  - Será que é COVID?? No final das contas, era só um frasco de refil de insulina quebrado, que fazia com que a insulina vazasse em vez de entrar na minha pancinha a cada injeção.  A questão é que em tempos pandêmicos a cabeça já leva qualquer comportamento diferente das glicemias para esse lado. "Já encheu o saco isso, pô"... E como! Desta vez eu tenho que conrcordar com o 'desabafo'. É verdade, presidente! (vocês sabi

Crônicas do Isolamento -- Fora da nova ordem mundial...

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Aquela olhadinha na glicemia antes de dormir e o sensor me joga um 57mg/dL na cara! Levanto num pulo!!  Antes de qualquer atitude, ponta de dedo: ela me aponta 125mg/dL. Tava estranhando um valor tão baixo sem sentir qualquer sintoma... Respirei aliviada e segui tranquila pro meu sono.  O sensor tem dessas, vez ou outra dá uma desorientada e voltamos à boa medição de glicemia capilar, para tirar qualquer dúvida. Mas o fato é que, nesses tempos em que nós, pessoas com diabetes, temos sido lembrados e destacados como grupo de risco a cada matéria, a cada notícia, a cada divulgação de planos de vacinação contra o coronavírus, uma glicemia baixa assusta ainda mais.  Desde o começo dessa pandemia, no início de 2020, passei a ficar mais alerta em relação à minha doçura. Se antes já não deixava passar 3 ou 4 horas sem dar uma olhada na glicemia, agora meço a cada duas horas.  Sei que no caso de uma gripe, que seja, nossa glicemia pode se alterar. Então, penso que qualquer coisa esquisitita

Crônicas do Isolamento -- Para todo mal, a cura.

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Sete de abril, Dia Mundial da Saúde.  Em um país que agoniza frente à pandemia, não há o que se comemorar.  Cortes orçamentários, negacionismo, gripezinha, kit covid... um absurdo de fatos que só comprovam o que os cidadãos brasileiros estão enfrentando e que se somam à força desse vírus invisível. Como consequência direta, um recorde vem sendo quebrado todos os dias: o do número de pessoas que perdem a vida para o COVID.  Não existem políticas públicas adequadas, não existem ministros que assumam a causa e o problema trazendo solução real, o caos anunciado segue ignorado, não há ação eficaz para ampliação do programa nacional de imunização...  Falta cuidado e sobra desdém.  Há pouco mais de um ano a pandemia chegou e escancarou a irresponsabilidade de governantes que já vinham fazendo da política o palco para suas escolhas e decisões mais absurdas.  Seguimos sem proteção a quem precisa, sem vacinas suficientes, sem cuidado, sem atenção. Se quando isso tudo começou não sabíamos o que v

Crônicas do Isolamento -- Socorro...

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~ socorro, eu não estou sentindo nada nem medo, nem calor, nem fogo não vai dar mais pra chorar  nem pra rir ~ Vinte e quatro horas: três mil cento e cinquenta e oito. Eu não sei mais o que sentir.  Raiva Tristeza Decepção Vergonha Um governo que leva vidas, dia pós dia.  Que recusou ofertas de vacinas e pôs em cheque uma população inteira pela ganância e por pirraça. Que questionou a ciência e promoveu remédios sem eficácia.  Estamos em um país com uma das maiores eficiências do mundo em campanhas de vacinação. E, por incompetência e egoísmo das ditas autoridades máximas desse país, hoje se registra um dos maiores recordes de mortes por covid diariamente. As vacinas estão chegando e isso é um alento.  Não tem a velocidade e o alcance na urgência que é preciso, mas estamos avançando em números de pessoas imunizadas.  Por outro lado, seguimos sem políticas públicas sociais e de saúde que permitam que nosso povo se proteja adequadamente.  Ônibus lotados. Trens lotados.  Auxílios emergenc

Há doze anos, todo dia!

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Ainda celebro uma glicemia na meta. Ainda me irrito com uma glicemia alta. Ainda acho um saco acordar no meio da noite quando sinto que estou com hipo.  Ainda agradeço por sentir cada sintoma dessas hipos! Ainda tenho preguiça de furar o dedinho.  Ainda perco sensor batendo o braço na porta. Ainda fico apreensiva a cada jejum para o exame de sangue. Ainda fico ansiosa com o resultado da glicada. Ainda lembro do quanto eu me assustei por falta de conhecimento.  Ainda lembro de como achei que tomar injeção era sinônimo de um diabetes grave. Ainda lembro do medo que eu tive de perder a minha liberdade. Ainda lembro de todo o acolhimento que eu recebi! Ainda leio livros e pesquisas sobre a condição.  Ainda penso que educação em diabetes é o melhor caminho.  Ainda fico indignada pela falta de acesso ao tratamento para tantos. Ainda acredito que um dia a cura vá chegar!! São 12 anos desde aquele "você tem diabetes tipo 1". E eu ainda sou uma aprendiz.  Diabetes não é fácil. Diabete

Crônicas do Isolamento -- Achismo não é ciência!

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Quarentena. 1 ano. 365 dias depois daquele primeiro dia de quarentena e do início do home office, consigo perceber e entender claramente o porquê dos medos que eu sentia um ou dois meses depois do isolamento ter começado.  O choro excessivo quando falava com a minha mãe, a raiva a cada pessoa que eu via resistindo às medidas de segurança que vinham sendo propostas... Ouvir o jornal declarar 14 mortes em um dia me machucava. Ouvir quando alcançamos um total de cerca de 4.500 vidas perdidas me machucou. E hoje, ver que continuamos subindo nessa escala triste de histórias encerradas por falta de uma governabilidade correta e humana, por falta de políticas públicas de verdade e de ações pelo coletivo me machucam ainda mais.  Tenho medo sim.  Medo por mim, pela família, pelos meus amigos.  E quer saber? Respeito meu medo! Tenho medo de ter COVID e não saber como meu organismo vai encarar. Medo de ter COVID, precisar ficar internada e não saber como vai ser a gestão do meu diabetes num hospi

#CanetadaSaúde

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A  Lei 11.347 de 27 de setembro de 2006  dispõe " sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores de diabetes inscritos em programas de educação para diabéticos ". E no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento do diabetes estão definidos todos os medicamentos e insumos incluídos na cobertura do SUS.  Quando a gente junta o que a Lei estabelece e a educação em diabetes, com destaque para o conhecimento adquirido sobre qualidade de vida para pessoas que convivem com o diabetes, a gente pode conseguir mais. Foi assim com os  análogos de insulina de ação rápida  e vai ser assim com tanta coisa que sabemos que ainda precisam melhorar!  Associações de pacientes à frente e uma força de gente que tem um pâncreas meio capenga no corpo, consultas públicas, campanhas, processos...  Foi assim que, após da aprovação do uso dos análogos de curta duração, o  SUS adotou as insul

Crônicas do Isolamento -- O peso e o pesar de uma Pandemia

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1.726 vidas perdidas em 24h.  Se iniciou um novo março, em um novo ano, e a situação de destruição causada inicialmente por um vírus é ainda maior do que naquele março de 2020 em que a gente ainda colocava em dúvida a capacidade de alcance do tal covid-19. Se a máscara incomoda, incomoda ainda mais saber que a contaminação anda tão desenfreada.  É aqui que entra a minha justificativa para aquele "inicialmente" colocado ali em cima.  No início, não sabíamos ainda o verdadeiro potencial de fatalidade e de alcance do vírus. No início, não sabíamos ainda que a pandemia duaria tanto tempo.  Por isso, no início, o que nos cabia era ouvir as instruções e seguir conforme o protocolo. E, ao que parece, isso ficou lá no início... Hoje em dia, numa saída rápida para ir ao mercado, vejo pessoas inovando com o uso da máscara: tem no queixo, pendurada na orelha, até no cotovelo! E ouvi recentemente médico que continua defendendo coquetel de medicamento que não tem eficácia.  O que falta pa

Crônicas do Isolamento -- A fantasia lá na terra plana...

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A manchete mostra fulano famoso com a sua mocinha famosa "em dia de praia no Rio". O Facebook sugere um evento "para ninguém ficar sem folia" nos próximos dias. E faz a ressalva que o local tem espaço para o distanciamento.  Alguém me ajuda? Sério. Alguém me ajuda, porque eu realmente não consigo entender. O número de novos casos segue aumentando. O número de óbitos também.  Não tem vacina para todos. Não tem vacina nem para aqueles que estão entre as prioridades...   Esse mundo dos eventos é a tal Terra Plana?? Lá já acabou a pandemia?  - Ah, mas eu estou cansado/a de usar máscara. - Ah, mas eu não aguento mais ficar em casa. Aguenta hospital?  Aguenta ficar sem ar?  Gente, respira. Pára! Espera.  Já avançamos tanto...  Já temos mais de uma vacina aprovada e em uso.  Nâo fosse a ganância e a estupidez de quem governa esse país, já estaríamos até mais livres, ouso dizer.  Mas ainda assim, já demos um passo enorme.  De novo: esse vírus é invisível não atinge só você.

Crônicas do Isolamento -- Um mundo de números

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A glicemia deve ser lá pelos 100.  A idade é 43.  De basal são 18 unidades. De diagnóstico, estou perto dos 12 anos.   A glicada está 6,6%. O covid é 19. De quarentena, 324 dias.  Mais de 225.000 perdas na batalha contra o vírus.  Sabe-se lá quantos meses até a hora vacina. Intervalo de glicemias. Os anos de vida. As unidades de insulina. As metas dos exames. 3 vacinas já aprovadas. A esperança em uma - outra - injeção: até aqui, mais de 2,2 milhões de pessoas vacinadas no Brasil. Nesse mundo de números que indicam e impõem 'o que' e 'como', essa conta é a que mais traz alegria e esperança hoje em dia.  Quando imaginamos passar por uma situação dessas? E quantos de nós imaginou que essa pandemia nos tiraria a liberdade por tanto tempo? É difícil ficar longe dos nossos. É difícil quando vem a notícia de algum conhecido com o diagnóstico do vírus confirmado.  É difícil acreditar que a vida vai voltar ao normal, enquanto ainda vemos tanto egoísmo e individualismo pelas rua