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Mostrando postagens de 2021

Crônicas do Isolamento -- Resista!

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Eu nunca me imaginei circulando por aí usando máscaras que não fosses as de Carnaval (que eu adoro!). Essa, com requisitos específicos de proteção, elásticos que pegam atrás das orelhas, até então me remetiam somente à médicos, profissionais de saúde…  Via imagens que vinham do Japão e, apesar de entender o conceito por trás da escolha - se um estava doente, cabia a esse um proteger os demais e por isso saía de máscara - eu só conseguia pensar em como aquilo devia ser desconfortável. A pandemia chegou e a máscara veio como boia salva-vidas: era o que se tinha de mais seguro na tentativa de nos proteger do vírus. Um mês. Seis meses. Um ano… Durante todo esse tempo, acompanhando as notícias, os novos casos, o número triste e absurdo de perdas, as máscaras foram permanecendo, se tornando cada vez mais e mais necessárias.  E eu, que achava que seria passageiro e logo não precisaríamos mais delas, fui me acostumando na marra.  Um ano e meio e seguimos. Se é o que temos para trazer mais segu

Procure saber!

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Um pedido de doação de insulina nunca é em vão. Vindo de uma mãe então, é caso de extrema urgência, pode contar! Eu não tenho insulina sobrando.  Compro as minhas e aproveito descontos para abastecer o estoque sempre que posso. Mas a verdade é que eu não tenho faltando. Ela sim. Uma mãe. O pequeno de 10 anos com 13 unidades de insulina na caneta e nada mais.  Nas farmácias ela não encontrou. Nem sempre é fácil. Se não é fácil na zona sul, imagine na baixada do Rio de Janeiro...  E aqui não quero fazer nenhuma ode à melhor ou pior condição de vida, não. Quero somente mostrar a realidade que se repete por bairros e cidades desse Brasil. Conversei com a mãe - nunca tínhamos nos falado antes - e em poucos minutos vi a grandeza dessa mulher!  Muito além do próprio filho, ela já se movimentou por entender o quanto falta de tratamento, educação e informação onde moram.  Chamou um vereador do município, explicou a situação e apresentou a proposta de desenvolvimento de um projeto social que vis

Crônicas do Isolamento -- A insistência pelo que é devido...

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O sujeito que ocupa a presidência do país sai daqui e vai explanar lá na ONU o monte de baboseira que ele não se cansa de repetir.  Antes da volta, o Ministro da Saúde - depois de xingar as pessoas através de gestos - é diganosticado com covid. O outro vai na CPI e faz marketing da sua rede de lojas.  Enquanto tudo isso acontecia, seguia-se a investigação sobre a empresa que obrigou a médicos que usassem medicamentos inúteis em pacientes internados e, depois, os obrigou a alterar certidões de óbito.  Ah, sem esquecer sobre o ganho de dinheiro do excelentíssimo Ministro da Economia em um paraíso fiscal…  É impressionante a capacidade que eles têm de se superar na arte de fazer o mal-feito. Nem em uma trama de filme ruim seria possível tantos absurdos de uma vez! O número de ocupação das UTIs está caindo.  De acordo com dados do consórcio de imprensa que vem monitorando o avanço da pandemia no Brasil, dos pacientes com coronavirus  internados atualmente, 94% deles se recusaram a tomar a

Mil vezes coragem!

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Desde o dia um desse Insulina Portátil escuto títulos que me vão sendo dados e, confesso, ainda tenho dificuldade em aceitar. Blogueira.  Influenciadora. Educadora.  No fundo, me vejo somente como uma igual.  Como quem quer dividir o que aprende por acreditar que os outros podem aprender também. Por acreditar, principalmente, que é preciso mudar esse peso que é dado ao diabetes, ao diabético.  Não somos um diagnóstico.  Não somos uma doença. Não somos as complicações que podem vir pela falta de educação e acesso adequados.  Somos força! Mais força do que quem não tem a condição pode imaginar. Uma força que nem sempre desperta com a gente, mas que renasce a cada verificação de glicemia que começa com o 'bom dia'. Uma força que rege cada decisão, inclusive as erradas. Porque haja coragem para chutar a quantidade de carboidratos e esperar só mais um pouquinho para ver se a glicemia abaixa sem aplicar mais insulina... Haja coragem para encarar uma hipoglicemia de queixo erguido enq

Uma voltinha pelo universo glicêmico...

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Controle: ato ou efeito de controlar(-se). No diabetes e na vida. E nem sempre a gente tem a vida sob controle.  Quer saber? Com o diabetes também não. Mesmo quando acha que sabe tudo! Um jantar levinho: cenoura, palmito, alface romana fresquinha.  Parmesão em pedaços, uma foccacia deliciosa. A glicemia antes de começar a comer me brindou com um unicórnio: 100mg/dL. Certeira!! Me dei ao luxo de tomar um vinho para acompanhar.  Comi pouco e na hora achei que não precisasse - ainda - da insulina.  Medi duas horas depois e a glicemia estava 157mg/dL, estável.  Dormi sem aplicar insulina de ação rápida. O medo da hipoglicemia me faz tomar esse tipo de decisão... Hoje acordei, medi: 111mg/dL.  Geralmente acordo com a glicemia na casa dos 90mg/dL. Então, fui olhar o gráfico da madrugada: a doçura bateu na casa dos 250mg/dL. O resultado da decisão (errada) de não aplicar insulina para a foccacia. Pão é pão! Pão faz a glicemia flutuar pelo universo glicêmico. Eu sei disso. Eu tenho clareza abs

Crônicas do Isolamento -- Ainda...

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Quarentena, dia 551. Até aqui, quinhentos e cinquenta e um dias evitando exposição que traga riscos.  Até aqui, ainda esperando por dias melhores, mas sem deixar de reconhecer a sorte de estarmos bem e com saúde. Ainda não acabou. Ainda não tem vacina suficiente. Ainda questionam a ciência.  Ainda tentam convencer o povo sobre remédios com ineficácia comprovada. Ainda insistem em dizer que máscaras não protegem. Ainda tem quem ignore a importância do distanciamento. Ainda tem hospital lotado. Ainda tem uma CPI tentando provar que o presidente é culpado. Ainda tem desdém pelas mortes ocorridas. Ainda tem quem acredite em conspiração chinesa. Ainda tem escolas sem condição de voltar a receber seus alunos.  Ainda tem - muitos! - desempregados.  Ainda tem luto. Ainda tem luta!  Ainda dói pensar em tudo que poderia ter sido evitado se os governantes desse Brasil continental fossem sérios e tivessem trazido as vacinas logo que elas foram oferecidas.  Se eu não consigo mudar isso, eu ainda ac

A vida de doçura como ela é!

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Esses dias eu estava muito diabética! Brincadeiras à parte, a coisa ficou esquisita por aqui.  Pelo que eu pude avaliar, foi uma sucessão de fatores: insulina de ação rápida de menos, comida demais, ansiedade para resolver pendências de trabalho lá no alto e um ataque à uma quantidade de açúcar que não costuma acontecer.  Vamos aos fatos: Para começar, um flashback da volta do feriado. Fugimos para a roça aproveitando a folga. Por lá foi tudo bem ao longo dos quatros dias. Glicemias super comportadas.  Voltamos na terça-feira e chegamos no Rio no final da tarde.  Paramos numa delicatessen para garantir o jantar, que o cansaço da viagem e o que precisaria ser organizado para o dia seguinte ainda iam consumir o restinho de energia que sobrou. Começa aqui o potencial causador do caos glicêmico: do lado da loja em que compramos a pizza do jantar e o pão do café da manhã, tinha uma outra lojinha que vende só pastel de belém (aquele docinho português que é feito de massa folhada, ovos e aç

Crônicas do Isolamento -- Eu nem vi!

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Setembro chegou e eu nem vi! A glicemia, o trabalho, a pandemia… Tem uma nova variante mas não tem vacina para todos. Tem instrução de manter o distanciamento e o uso das máscaras, mas tem um montão de gente por aí ignorando! Que difícil isso tudo. Quando eu acho que está perto de termos uma virada e uma grande melhora na situação, vem uma sacudida de aumento de novos casos. Tô cansada. Cansada de lavar as compras.  Cansada de passar álcool em tudo. Cansada de ter que me privar de encontros e abraços.  Mas tô mais cansada ainda dessa galera que não respeita os cuidados mínimos de prevenção e, pela falta de responsabilidade, expõe quem passa do lado. Até quando?? O fato é que enquanto não houver consciência, mais longe ficamos da solução. Ainda dói quando penso que já poderíamos estar em uma situação bem menos crítica e em tudo que nos deixou nesse patamar avassalador de mortes. Minha esperança está no aumento - ainda que menor do que o deveria ser - do número de pessoas vacinadas no Br

Crônicas do Isolamento -- Mais uma dose?!!

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Eu sou chata. Quer dizer, eu estou chata. Desde o começo da pandemia venho me cuidando e me mantendo em casa. Faço isso porque, além de saber que minimamente é o que pode garantir uma proteção a mim e aos que estão no meu entorno, sei também que isso é o correto no caminho para acabar com esse caos. Se tenho a oportunidade trabalhar de casa, não tem razão para me expor além do necessário E por muito tempo, me mantive assim. Não saía. Não encontrava.  Não ia ao mercado.  O que podia chegar na minha casa, ok.  Se não tinha proteção e segurança, esquece.    Isso não era frescura. Era um cuidado para além do meu umbigo.  Era para manter um mínimo de controle de riscos.  Era isso o que estava ao meu alcance fazer. Era amor. E por esse amor, sigo ainda à esta máxima.  Me permito, depois da vacina, parar em um restaurante com mesinha em espaço aberto e sentar para almoçar. Me permito ir ao hortifruti escolher meus legumes e minhas frutas pessoalmente.  Me permito. E me permito também não esta

Fiasp: a insulina turbinada!

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O que é, o que é: "pode ser injetado no início de uma refeição ou até 20 minutos após iniciar uma refeição"? Essa é a Fiasp, a insulina ultra rápida que chegou no Brasil no início do ano passado e já vem sendo utilizada por muitos.  Eu, interessada nos benefícios que ela trazia, logo quis mudar da que usava - NovoRapid - para a Fiasp, mas só este ano isso aconteceu.  O fato é que, por causa da pandemia, suspendi minhas consultas com a minha endócrino e ela, corretamente, me orientou a seguir com o tratamento como estava até que pudesse fazer meus exames e estar no consultório pessoalmente.  A expectativa ficou rodando por aqui...  Esperei (ansiosamente!!) e em fevereiro, depois de fazer os exames pendentes e me consultar, minha Super Endócrino autorizou a mudança.  Com as insulinas ultra rápidas, a regra básica é esperarmos mais ou menos 15 minutos a partir do momento da aplicação para então iniciar a refeição, para dar tempo da insulina começar a agir. Na teoria, meu entendi

Crônicas do Isolamento -- "A gente quer viver pleno direito"

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Me lembro quando foi anunciado que a partir da próxima segunda-feira deveríamos ficar trabalhando de casa por duas semanas. Uma semana depois, já se ampliou esse período para dois meses. Seguimos postergando até ser decretado que não voltaríamos ao escritório até o final do ano.  O tempo está passando desde o primeiro dia de quarentena e a memória alterna em lembranças que são muito claras ou, as vezes, como se fosse um vulto.  Já são dezoito meses dessa pandemia que ainda causa medo, tristeza, ansiedade. No meio de tudo isso, uma certeza: a vacina é o nosso maior escudo.  Hoje acordei e cedinho já estava no posto de aplicação esperando pela minha segunda dose.  A glicemia toda esquisita. Hipo no despertar, hiper de rebote... Haja insulina na espera da vacina!! Os atendentes estavam meio enroladas: muita gente esperando seu momento. Ufa! Esperei na minha fila com paciência. E enquanto esperava, fiquei observando as pessoas. Uns agarrando o comprovante da primeira dose com força (eu, in

Crônicas do Isolamento -- Haja (des)controle!

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Se tem uma coisa que eu sinto falta nesse mundo pandêmico é de poder viajar. Seja a passeio ou a trabalho, viajar me completa, me motiva e me encanta sempre! E os eventos de diabetes não ficam fora dessa conta.  Junta nesse pacote a chance de passar horas dividindo e ouvindo histórias reais e cheias de doçura sobre o diabetes, compartilhando abraços, glicemias e aprendizado...  Enquanto os encontros presenciais não podem acontecer, os virtuais vão dando um gostinho de longe dessa missão aí! Aconteceram, nos dias 18 e 19 de junho, os eventos da ADJ para Jornalistas e Influenciadores.  Depois, no dia 27 de julho, o evento da Novo Nordisk pelos 100 anos da insulina.  Antes, em maio, o Diabetes On.  E tem mais por vir! Rever os amigos que chegaram com o diabetes é sempre um alento, um carinho no coração e nesse pâncreas que não funciona.  A cumplicidade de estarmos falando a mesma língua e sentindo tal e qual o impacto das novidades tecnológicas dos tratamentos, das insulinas mais modernin

Cem anos!!!!

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Foi nesse laboratório que tudo aconteceu.  {Imagem: Livro 'Breakthrough'} Depois de testes e pesquisas que vinham acontecendo por alguns anos, Frederick Banting e Charles Best conseguiram, pela primeira vez em 27 de julho de 1921 - há exatos 100 anos!! - isolar o tal do hormônio 'insulina'. Foi assim a comprovação de que era esse o hormônio que regulava o açúcar no sangue.  Com essa descoberta, nos anos que se seguiram, salvaram da morte Leonard Thompson, Elizabeth Hughes, JL, Teddy Ryder, James Haven.  Nesses cem anos, seguem salvando: Juliana, Maria, Natália, Carolina, Pablo, Daniel, Igor, João, Roberta...  Há 100 anos a insulina segue salvando um monte de gente todo dia. De uma época em que inanição era a solução, passamos pela evolução das seringas, das agulhas, chegamos nas canetas.  Passamos de uma medição de glicemia como tecnologia exclusiva dos hospitais com impressionantes resultados em uma semana para monitores contínuos que tem o tamanho de uma moeda e ficam

Crônicas do Isolamento -- Essa mistura do sentir...

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Uma Olimpíada postergada em um ano.  Na esperança por um momento mais leve, a espera mostrou que a pandemia não vai muito bem com planejamentos.  A simplicidade da abertura, mesmo com a tecnologia a favor, foi tocante e dura. Exaltação à atletas, à profissionais de saúde, aos que se foram antes dos jogos.  Me emocionei não pela dança ou pelas imagens puramente, mas pela mensagem que faz repensar esses últimos 17 meses em que o mundo virou do avesso. De novo me pego em um momento de escolher me afastar das notícias. Ainda faltam vacinas, ainda existem absurdos sendo ditos sobre efeitos irreais que elas trazem, ainda tem a política suja agravando o que já é cruel. Não dá para acompanhar.  Enquanto espero na contagem regressiva pela data da minha segunda dose,  escolho por não ouvir ou ler os jornais para manter o mínimo de sanidade. E se antes o diabetes e as tais comorbidades eram o foco e o que nos trazia medo, agora o que se mostra é o grande número de mortes entre pessoas mais jovens

Crônicas do Isolamento -- Para repensar os limites...

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As notícias começam a trazer uma pontinha de melhoria na situação da pandemia no Brasil.  Com o avanço - ainda menor do que o desejado - da vacinação no país, os números de novas internações estão caindo e o número de vidas perdidas também.  Claro, enquanto ainda tiver uma única morte por dia ou por semana ou por mês em função da irresponsabilidade pelo atraso na compra das vacinas, ainda não está bom.  Mas '51' sempre foi uma boa ideia... E ver que nas pesquisas 51% da população considerando o governo do presidente ruim ou péssimo é um alento! Não entendia a dificuldade em considerar ruim ou péssimo tudo que vem dele e ver que já passa da metade o número de insatisfeitos vai trazendo mais uma luz.  A moda por aqui agora é escolher a vacina. E lanço mão do que já vem sendo amplamente repetido: vacina boa é a que está no braço.  Eu estava aberta a correr para a que tivesse pronta e disponível. Chegou coronavac, eu queria.  Chegou astrazeneca, eu queria. Pensaram em trazer logo a

Crônicas do Isolamento -- "Com quantos reais se faz uma realidade?"

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E vacina, rima com propina? No Brasil parece que sim!  Se saber da recusa pela oferta de vacinas revolta, revolta ainda mais saber que do outro lado da moeda a motivação passa por doses extras de maldade.  Em português claro, tudo leva à comprovação do genocídio (já pode falar essa palavra?) pelos governantes. Se a vacina tivesse chegado logo que nos foi oferecida, não teríamos tantas perdas.  Se a orientação e os recursos de prevenção tivessem sido oferecidos à população, não teríamos tantas perdas.  Um dólar.  1.  Fazendo a conversão para câmbio do dia, R$ 4,97.  Sabe quanto custa a insulina? Sabe quanto custa uma tirinha para medir a glicose? Sabe quanto custa uma agulha ou uma seringa?  Custa muito! Custa uma vida. E sabe quanto custa uma vida? Quatro reais e noventa e sete centavos foi o que custou a vida de cada uma das quinhentas e dezoito mil e sessenta e seis pessoas desse país tropical que tiveram as vidas interrompidas pela irresponsabilidade e pelo egoísmo desse monte de la

Crônicas do Isolamento — De encontro, amor e glicemia…

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Aqui somos assim: vó, três filhas, duas netas. Imaginem quando chegou a notícia que o bebê que ia chegar seria um menino?!  Já reinou em absoluto desde a barriga! Ana e eu (as duas netas) somos muito unidas. Parceiras mesmo. Conectadas em todos os sentidos… e, em tempos pandêmicos, mais ainda pelo telefone e pelas redes. Hooooras falando! Se deixar, a gente não para. Lucca, filho dela, é meu afilhado. Meu pirralho! Que quando, aos 3 anos, acompanhou meu diagnóstico, entendeu dentro do que era do alcance dele e me perguntava se eu já tinha “tomado insulina no bigo”.  Bigo, o umbigo, era referência à barriga. Nunca escondi nada. Na verdade, nunca me escondi para nada relacionado ao meu tratamento do diabetes. O diabetes, como já foi muitas vezes repetido desde que a pandemia chegou, nos coloca dentro do grupo de risco. E por isso, nos afastamos. Cada uma no seu canto, por amor e proteção. Agora, a vacina trouxe esperança e um alívio no peito! E, com todos os cuidados, decidimos nos encon

Crônicas do Isolamento -- Eu sinto muito...

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Lanço aqui um desafio para você: e se você dependesse de uma 'vacina' diariamente para sobreviver? Imaginou? Sentiu na pele?    Substitua a vacina por insulina, adicione mais algumas doses ao dia e pronto: prazer, essas somos nós, pessoas com diabetes. Temos no Brasil um grande histórico de sucesso com campanhas de vacinação e erradicação de doenças endêmicas. Agora, por conta de tantos absurdos e notícias falsas que seguem sendo espalhadas, as pessoas têm uma resistência em encarar de frente o único recurso que salva conta a covid-19, a vacina.  Não entendo.  Medo de reações? Todas as vacinas são passíveis de reação.  Medo de que seja inserido um chip de controle em você? Sério, não me dou nem ao trabalho de comentar...  Medo de virar jacaré? "Cuidado com a Cuca que a Cuca te pega". Gente, eu sei que nem nos piores pesadelos alguém podia imaginar que viveríamos uma pandemia. Até então, isso era uma história de ficção que lotava os cinemas.  Mas a realidade está escan

Abre aspas...

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Tudo pode mudar, dependendo da maneira como as coisas são ditas.  E essa é daquelas teorias que valem para qualquer assunto ou situação. Hoje fui fazer os exames periódicos da empresa.  Nada demais, controle padrão. Mas em uma das etapas, justamente na conversa com a clínica geral, ela me pergunta, sem qualquer delicadeza: "tem doença?". Eu levei um susto. Cheguei a ficar alguns segundos repassando a pergunta para entender se eu tinha ouvido corretamente...  Respirei e respondi: tenho um diagnóstico de diabetes tipo 1.  Não tenho problemas em assumir meu DM por aí. Nunca tive e nunca fiz isso. Só que também nunca me vi ou me considerei doente. Tenho uma condição de saúde que requer cuidados. E não, isso não é negação. É a minha maneira de enxergar o diabetes. Se eu não me cuidar e não seguir o meu tratamento como devido, aí sim posso ficar bem doente.  Para deixar claro o que eu quero dizer, durante o mesmo exame, quando fui conversar com a psicóloga, a pergunta foi feita de

Autoestima e autocuidado: doçura na medida!

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Diabetes não é uma ciência exata.  Apesar de saber que por muitos anos o tratamento era definido considerando o gênero, o peso e a idade do paciente, sabemos que isso já evoluiu e hoje temos o tratamento individualizado. Atualmente, o tipo e a quantidade de insulina são estabelecidos para cada um. Nessa fórmula, são consideradas as atividades do dia a dia, o tipo de trabalho, alimentação, se praticam atividade física ou não... tudo é levando em conta. Então, a gente também consegue entender que não existe tratamento melhor ou pior, existe aquele que melhor se adequa e está ao acesso das pessoas com diabetes.  Por isso é tão complicado quando alguém quer comparar resultados.  - Minha glicemia não fica estável igual a sua.  - Se eu comer isso, minha glicemia vai explodir.  - Por que meu médico me passou mais insulina que o seu? As dúvidas são genuínas e não devem ser descartadas. Ao contrário, faz parte do aprendizado questionar! Só que nem sempre o que funciona para um serve para o outr

O antes e o depois da vacina...

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Alguns dias se passaram após a primeira dose da vacina contra a COVID-19 e pasmem: não virei jacaré! Provocações à parte, a sensação que eu tenho é que realmente virou uma chave que abre o caminho para deixar voltar a esperança. Na véspera do grande dia, eu estava muito ansiosa. Não por medo, mas por vontade que chegasse logo aquele momento. No dia, confesso que não consegui me concentrar muito até chegar a hora d rir ao posto de vacinação... E depois, passei o resto do dia sentindo aquele alívio por me saber na estatística dos que foram vacinados.  A vacina vem salvando vidas há muitos e muitos anos. Já nascemos com um rol de vacinas sendo planejados. E só devemos agradecer por isso. As vacinas vem acabando com doenças que antes já foram responsáveis por matar sem dó.  Qualquer semelhança com o COVID-19 não é coincidência.  A pressa em desenvolver vacinas para combater o vírus se justifica pelo grande número de vidas perdidas ao redor do mundo. Esse vírus é cruel e veloz!  E se temos