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Mostrando postagens de Agosto, 2020

Crônicas do Isolamento - - Querendo ver o mais distante...

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Agosto passou. 
Desde o começo dessa situação declarada de quarentena, só coloquei a carinha na rua 3 vezes.
Por aqui, tenho a sorte de estar protegida em casa, ter mercados próximos que seguem abastecidos e fazendo entrega, insulinas e sensores em quantidades suficientes, o trabalho andando bem e os meus com saúde. Lá fora, as notícias continuam me assustando. Não me conformo com o egoísmo e a falta de senso comum de tantos... Do uso de máscaras ao distanciamento do outro, a falta de respeito é enorme. E o que me parece é que a cada notícia de queda do número de casos, isso tudo se amplia na mesma proporção dos novos casos de óbitos que vêm em seguida. Uma loucura essa conta! Não consigo acompanhar e, ao mesmo tempo, me manter tão positiva. Ainda não alcancei esse equilíbrio...Por mais que já tenham ido meses assim.Não me acostumei com a falta de política pública para proteger nossa gente. Não me acostumei com as máscaras no queixo - e agora, no cotovelo, a nova moda!Não me acostumei c…

Tim-Tim!

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Quando se pensa em diabetes, o que vem de imediato é sempre cercado de tabu: vai ficar cego, vai amputar, vai isso, vai aquilo....Ainda se prendem à ideia de que o diagnóstico do diabetes é sinônimo de uma vida cheia de limitações.  Por isso, ter pessoas experientes - seja pela profissão, seja pela vivência com a condição - falando sobre assuntos que trazem dúvida, é um alento! E foi assim que a ADJ - Associação de Diabetes Brasil juntou um grande time para falar sobre 'O Consumo de Bebidas Alcoólicas e o Diabetes':  Denise Franco (endocrinologista), Juliana Baptista (que é nutricionista, educadora em diabetes e tem DM1 há 33 anos), Beatriz Bernardo (nutricionista) e Moizes Barros (bartender).
Quando eu fui diagnosticada, dei a sorte de ter no caminho uma médica que, em vez de me trazer os clássicos 'nãos' diabéticos, me explicou que eu ia aprender, com calma, que com educação e autocuidado eu poderia ir em frente sem medo.
Assim aconteceu. A educação em diabetes foi uma de…

Na onda dupla...

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Aparecer nas redes sociais dividindo a vida diabética com todo mundo me trouxe muitos amigos, muitos aprendizados, muitos desafios no que diz respeito ao meu controle e à minha busca sempre por um autocuidado cada vez maior. 
Hoje - 11 anos e meio depois do diagnóstico e quase 10 anos após o primeiro post no Blog - fico feliz com o retorno que tenho de tanta gente agradecendo pelo que eu compartilho e até em como inspiro. Poder ajudar só mostrando minha própria vivência como exemplo é tão gratificante!
Mas, desde que fiz os testes com a bomba de insulina e decidi não adotar como tratamento, essa se tornou a situação de maior dúvida e questionamento!! E eu faço questão de responder, sem qualquer problema. Não me adaptei, não gostei de ter algo pendurado em mim o tempo todo, minha glicemia ficou muito instável e eu preferi seguir com as múltiplas injeções diárias de insulina.  (Para quem quiser saber mais sobre esse processo, desde o início dos teste até a decisão de parar, é só clicar nos …

Crônicas do Isolamento -- Um tanto de quarentena...

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Uma sensação de meses vazios.
Sem encontros, sem sair por aí, sem poder ir e vir.
Ainda assim, sei que sou privilegiada: estou em casa, protegida da pandemia, garantindo meu trabalho, meus insumos, meus momentos de descontração.
Procuro fazer tudo que está ao meu alcance para tentar manter mente e corpo são.
(quer dizer, sendo bem honesta, o corpinho tá meio de lado com a falta de exercícios... essa parte eu ainda não consegui organizar e ter o ímpeto de começar)O que de mais certo eu continuo fazendo é ficar de olho na minha doçura. Meço a glicemia umas oito vezes por dia e fico alerta à qualquer variação esquisita.
Foi justamente por isso que levei um susto um dia desses. 
Medi antes de dormir e estava numa boa: 89mg/dL. Relaxei!
No dia seguinte, medi na maior tranquilidade e lá estava um resultado de 185mg/dL gritando!!Um início de pânico achando que poderia ser um sinal do tal do covid-19 enquanto buscava pela calmaria, tentando entender o que poderia ter acontecido. Até que me dei cont…