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Mostrando postagens de Dezembro, 2020

Vaza, dois mil e vinte!

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Jamais imaginei ficar tanto tempo isolada dos meus e de tanta coisa que gosto de fazer por aí. Desde parar para tomar um cafezinho enquanto andava pela rua para resolver alguma coisa até um show delícia em um sábado qualquer no Circo Voador.  Não teve ensaio, não teve batucada, não teve dia de chão à toa com a família e os amigos, não teve viagem, fila de aeroporto...  O que teve esse ano foi cuidado e proteção. O amor sendo o combustível para manter a decisão de seguir quarentenando.  Até aqui, lá se vão 291 dias de isolamento.  Nesse isolamento, entre tempos e horas passando numa lentidão absurda e outros passando como se num piscar de olhos, chegamos ao final de 2020.  Que ano louco, insano!  Eu, que não sou de planejar mil resoluções de ano novo mas gosto de fazer a clássica retrospectiva e reavaliar o que passou, deste ano só consigo pensar que tenho sorte por conseguir chegar até aqui livre desse vírus.  Vi e ouvi casos muito próximos. Amigos, familiares de amigos, amigos de amig

O meu lugar...

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Quando eu saí do projeto que trabalhava em 2015, a empresa me ofereceu um daqueles programas de reavaliação de carreira. Eu nem sabia exatamente do que se tratava, mas decidi ver como era e no que aquilo poderia me ajudar. Já que eu conseguia reconhecer que não me encaixava mais em tudo o que o mundo corporativo me exigia, estava disposta a ouvir quais eram as alternativas. Na época, apesar de ter decidido não renovar meu contrato depois de 7 anos no projeto (e, ao todo, 16 anos atuando na área), estava cheia de dúvidas. Medo do desconhecido... quem nunca?? Ao longo do processo, uma reavaliação das minhas realizações. Não as das empresas e projetos nos quais eu tinha trabalhado, mas o que EU tinha realizado, executado, criado. Verbos em primeira pessoa: fiz, organizei, coordenei, liderei, desenvolvi. Podem acreditar: foi muito difícil! Não por não ter feito, organizado, coordenado, liderado ou desenvolvido. Mas por achar que tudo isso era de um monte de gente, e não meu somente.

Crônicas do Isolamento -- A vida de viés...

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Lá se vão 261 dias desde o início efetivo dessa quarentena. Enquanto sigo em casa e tento dosar a equação racional x emocional - e, em paralelo, conter a raiva por quem parece ainda não acreditar no tamanho do estrago que esse virus pode causar - tenho buscado manter o foco no que é possível e está ao meu alcance.  A quem nega que a doença ainda está solta pelo ar, basta ver os números que voltaram a crescer no Rio e em quase rodos os outros estados do país.  Jornais falam de segunda onda. Eu penso em uma onda que nunca chegou a virar marola nesse período. Ao contrário, diferente do que se previa, agora ela chega derrubando independente de idade, raça, gênero, convicções de atleta... Mesmo assim, bares e praias lotados. Shows e restaurantes lotados. Shoppings e salões lotados.  Sol, calor, cerveja, diversão, aglomeração... Barba, cabelo e bigode; unha, maquiagem, botox. Roupa nova para o final do ano...  Hospitais lotados! Nâo entendo. Falta respeito, falta cuidado, falta compaixão. So