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Mostrando postagens de Novembro, 2021

Hipo sem crise!

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Quando alguém me pergunta, aleatoriamente, qual é o meu maior medo em relação ao diabetes, a resposta é imediata: hipoglicemia.  Lembro claramente da primeira hipo que tive (já sabendo do que se tratava) no dia seguinte ao do meu diagnóstico.  Enjoo, uma sensação de fraqueza, de que eu não ia conseguir andar se tentasse levantar.  A partir dali, comecei a prestar atenção às sensações que me avisam que a glicemia está despencando: suor frio, mãos trêmulas, corpo não querendo me obedecer. É medir e confirmar: 60mg/dL, 72mg/dL; 45mg/dL... do que eu me lembro, a hipoglicemia mais complexa que eu já registrei foi de 34mg/dL. E aí tem a regra dos 15g de carboidratos.  Até 70mg/dL, essa é a quantidade indicada de carboidratos simples (aqueles que agem mais rápido para fazer a glicemia subir, como suco, refrigerante, mel...). O problema é que na hora que o corpo descompensa com hipo, a razão vai embora. O resultado é que eu comia tudo que estivesse pela minha frente! Coca-cola com chocolate co

Obrigada, Floripa!!

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Férias em tempos pandêmicos são diferentes. Eu, que adoro viajar, me segurei nesses últimos 18 meses. Posterguei o período de férias do ano passado porque estava em casa e não iria me expor. Até tomar a vacina, estava reclusa e evitando qualquer risco.  Deixei para este ano os dias de descanso e valeu a pena.  Com duas doses de vacina, decidi que ia aproveitar para ir atrás do sol. Floripa foi o destino escolhido.  Tenho uma relação especial com a Ilha da Magia.  Amigos, família, um lugar que me acolheu logo que me formei e faz parte da minha história.  Mais: como eu já conheço bem, não ficaria naquela ansiedade de sair, turistar e explorar novos lugares.  Passagem comprada, comecei a organizar e planejar tudo que seria preciso para viajar em tempos de restrições sanitárias.  Máscaras KN95, comprovação da vacinação contra a covid-19, álcool 70 em embalagem de até 100ml (é o limite permitido pelas companhias aéreas), atestados para insulinas e insumos - um na mochila de mão e outro na m

Da marca na pele…

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Quando era pequena, um dos desenhos que eu mais gostava de fazer era a rosa dos ventos. Lembro da minha professora de geografia reproduzindo aquele desenho no quadro da escola e do quanto eu achava incrível aquela simbologia que representava o mundo. O movimento de ir e vir mas tendo sempre uma direção indicada.  Lá pelos meus trinta, deicidi que queria marcar na pele uma rosa dos ventos. Simples, sem muita firula. Os pontos caredais indicados, o Norte marcado. Em volta dela, o uma borboleta e um caminho traçado.  Tatuagem é aquela história: depois da primeira, o gostinho de quero mais fica! Essa foi a minha segunda... A primeira, uma rosa - a flor - aberta desenhada no meu ombro, era para marcar a evolução ~ dos sentidos, dos sentimentos ~ com o passar do tempo. Os anos passam e as tatuagens permanecem.  Mas da mesma forma que o corpo, as tatuagens vão se modificando. O traço deixa de ser tão delicado, as cores ficam menos visíveis. E, da mesma forma como damos movimento ao corpo para

Crônicas do Isolamento - - “portas em automático”

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Adoro arrumar uma malinha para viajar! Faço com prazer. Nesse processo já começo a viagem da vez, pensando onde devo ir, o que tem de novo para conhecer, como estarão os dias… Agora, nesse momento ainda pandêmico, tudo era novo, desde a arrumação da mala até o fato de estar novamente circulando em um aeroporto. As férias curtinhas serviriam para voltar à sala de embarque. Floripa no radar!  A chance de rever a minha Sis, a prima, os amigos; um lugar que eu já conheço e, por isso, não traria aquela ansiedade de ter que sair e explorar a cidade. Comprei a passagem com uma alegria que não sei nem descrever.  Quando a data foi se aproximado, eu ainda estava um tanto descrente que ia encarar um avião - fechado, praticamente aglomerado - após todo esse tempo de reclusão. E eu, que sempre viajei levando meus insumos com a maior tranquilidade, me vi super preocupada pensando se poderia ter algum questionamento. Insulina basal extra, insulina de ação rápida extra, sensor extra,  glucagen , agul

Crônicas do Isolamento -- Viajei!

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Em um momento diferente, de menos casos de covid-19 registrados por dia, dos menores índices desde o início da pandemia, viajei.  Viajei para um hotel fazenda bem perto do Rio, duas horinhas de estrada.   Marcamos a viagem em julho, se não me engano, na esperança de estarmos em um período melhor considerando o avanço da vacinação.  As amigas de infância juntas de novo, depois de tanto tempo. Nós, que somos acostumados a comemorar Dia das Crianças, Páscoa, Natal, os aniversários - da gente e dos pequenos - passamos esses últimos 20 meses guardando os abraços de longe.  A escolha foi um local com muito verde, no meio da natureza, com muito espaço aberto para as crianças e os adultos curtirem com um mínimo de liberdade e diversão. E valeu muito a pena.  No primeiro dia, um misto de ansiedade com o que estava correto, o que era excessivo (apesar de ainda achar que nenhum cuidado é excesso...), o que precisava de mais atenção.  A espera por cada um que ainda ia chegar. Quanta ansiedade!! Ál