Tim-Tim!

Quando se pensa em diabetes, o que vem de imediato é sempre cercado de tabu: vai ficar cego, vai amputar, vai isso, vai aquilo....
Ainda se prendem à ideia de que o diagnóstico do diabetes é sinônimo de uma vida cheia de limitações. 
Por isso, ter pessoas experientes - seja pela profissão, seja pela vivência com a condição - falando sobre assuntos que trazem dúvida, é um alento!
E foi assim que a ADJ - Associação de Diabetes Brasil juntou um grande time para falar sobre 'O Consumo de Bebidas Alcoólicas e o Diabetes': 
Denise Franco (endocrinologista), Juliana Baptista (que é nutricionista, educadora em diabetes e tem DM1 há 33 anos), Beatriz Bernardo (nutricionista) e Moizes Barros (bartender).

Quando eu fui diagnosticada, dei a sorte de ter no caminho uma médica que, em vez de me trazer os clássicos 'nãos' diabéticos, me explicou que eu ia aprender, com calma, que com educação e autocuidado eu poderia ir em frente sem medo.

Assim aconteceu. A educação em diabetes foi uma descoberta que me ampliou esse horizonte e segue, até hoje, sendo meu pilar. Com base nesse mesmo pilar, a ADJ conduziu o papo sobre o consumo de álcool por pessoas com DM de uma forma leve e absolutamente clara. 

Eu curto um vinho e uma cerveja de vez em quando. E desde o início conversei com a minha Super Endócrino sobre o tema, para entender como poderia beber sem me colocar em risco.
Moderação serve para todo mundo, claro, mas nós - com a doçura do diabetes como companhia - temos que ser ainda mais precavidos. 

Para isso, esse timaço apresentou algumas dicas de ouro para que aquela dose de rum ou aquela tacinha de rosé sejam celebradas sem problemas:
1. A maior e melhor dica: monitorização!! Monitore sua glicemia o tempo todo. Antes, durante e depois de beber (inclusive antes de dormir). 
2. Sim, para beber também é muito importante saber sobre a quantidade de carboidratos que você está ingerindo. Se é um drink com frutas, tem carboidratos; se é cerveja, tem carboidratos; se é adoçado com açúcar ou mel tem muito carboidrato (optar por adoçantes é uma boa alternativa). 
3. Sempre comer alguma coisa quando ingerir álcool. O ideal é que seja alguma coisa rica em gordura e/ou proteínas, que têm uma absorção mais lenta e vai ajudar a manter a glicemia em ordem.  
4. Beber água!! A regrinha é fácil e ajuda: para cada dose de fermentados (cerveja, vinho, etc.), dois copos de água; para cada dose de destilados (vodca, gim, etc.), um copo de água.

Como acontece com qualquer tipo de alimento, o álcool pode agir de formas diferentes no organismo de cada um. Então, conheça seu corpo, entenda as reações e sensações que uma hipo ou uma hiperglicemia provocam, meça sua glicemia muitas vezes e acompanhe os efeitos que cada bebida ou cada comida geram. 

Ficam os alertas:
- O teor elevado de álcool pode levar à perda de reflexos e de consciência, tornando mais difícil identificar uma hipoglicemia.
- O álcool pode ter efeito na glicemia por até 24h, levando a episódios de hipo ao longo desse período...
- Uma hipo severa pode ser confundida com um estado de alcoolismo. Na dúvida, a decisão mais certa é medir a glicemia!

O diabetes não nos impede de fazer nada, mas para que tudo fique bem é preciso cuidar. 
Converse com seu médico, pergunte, aprenda, se envolva. Disciplina é liberdade!
Tim-tim!





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