Na onda dupla...

Aparecer nas redes sociais dividindo a vida diabética com todo mundo me trouxe muitos amigos, muitos aprendizados, muitos desafios no que diz respeito ao meu controle e à minha busca sempre por um autocuidado cada vez maior. 

Hoje - 11 anos e meio depois do diagnóstico e quase 10 anos após o primeiro post no Blog - fico feliz com o retorno que tenho de tanta gente agradecendo pelo que eu compartilho e até em como inspiro. Poder ajudar só mostrando minha própria vivência como exemplo é tão gratificante!

Mas, desde que fiz os testes com a bomba de insulina e decidi não adotar como tratamento, essa se tornou a situação de maior dúvida e questionamento!! E eu faço questão de responder, sem qualquer problema.
Não me adaptei, não gostei de ter algo pendurado em mim o tempo todo, minha glicemia ficou muito instável e eu preferi seguir com as múltiplas injeções diárias de insulina. 
(Para quem quiser saber mais sobre esse processo, desde o início dos teste até a decisão de parar, é só clicar nos posts: Roche - AccuChek Combo e Medtronic - MiniMed 640G)

Só que mesmo as experiências que não dão muito certo, acabam deixando uma lição, certo?
Então, com os testes das bombas não foi diferente. 
Tem uma coisa que eu adorei: o tal do bôlus duplo. Eu nunca tinha usado porque ficava com medo de fazer isso com as injeções múltiplas e acabar tendo uma hipoglicemia. 
Depois que aprendi por causa da bomba, adotei o recurso no meu dia a dia. 

O bôlus duplo é uma liberação de insulina em dois tempos. No sistema de infusão contínua - a bomba, você programa a liberação de insulina em dois momentos: um quando inicia a refeição e outro para começar duas (ou mais) horas depois, por exemplo. 
Isso é usado quando há a ingestão de comidas gordurosas: pizza, hambúrguer, aqueles molhos carregados de queijo... 

A primeira vez que eu fiz o bôlus duplo na bomba, achei incrível! Eu realmente tinha problemas de picos de glicemia sempre que comia uma pizza ou um super sanduba desses que a gordura impera e amei ver a mágica do controle acontecer. 

Por isso, apesar de ter decidido não fazer o tratamento com a bomba, adotei o bôlus duplo na vida (claro, depois de ter conversado com a minha Super Endócrino). 
Me senti mais confiante depois de ver o resultado na prática. 

{E, cá entre nós, em tempos de ansiedades de quarentena, essas refeições nem tão saudáveis têm sido mais frequentes.} 

Diabetes é assim, um dia de cada vez e todo dia aprendendo.
Educação em diabetes andando juntinha com as doses de insulina, na busca da doçura no alvo!




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A vida nas prateleiras...

Consulta Pública: recomendação para as Insulinas Análogas de Ação Prolongada

Nostalgia pré-diabetes... Será?