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Mostrando postagens de junho, 2022

Crônicas do Isolamento -- Enfim, o negativo!!

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10 dias depois do primeiro positivo para o covil-19, enfim negativei: Que chatice esse vírus! Que esquisito ter que voltar a deixar de sair, de ir ao mercado, de ir às reuniões de trabalho presenciais, aos ensaios, aos encontros. E, mais esquisito ainda, estar na mesma casa que o Rafa e não podermos nem ficar perto um do outro.  Realmente esse tal covil não veio para passar despercebido... Ainda bem que agora, após três doses da vacina, os efeitos foram leves (no meu caso, só mesmo a garganta incomodando, nariz bem congestionado e um cansaço de leve até para atividades mais corriqueiras e sem muito esforço). O que me chamou muito a atenção nesses dias de contaminação é que a minha glicemia não sofreu alterações.  Uma ou outra correção de insulina com doses menores do que o necessário e nada além disso.  Realmente foi uma tranquilidade neste sentido.  A falta de apetite que chegou junto com o coronavírus me levou quase 2,5kg!! Inacreditável!  Apesar de já ter passado e de estar livre do

Crônicas do Isolamento -- Em modo de espera...

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Uma semana desde que foi confirmado que eu tinha sido contaminada com o coronavírus. Hoje fiz um novo teste e continuo positivada: Está beeeem clarinho, mas o traço que indica o positivo ainda está lá... Tenho escutado, a cada dias, sobre mais pessoas que ainda não tinham se contaminado positivarem também. Com a suspensão do uso de máscaras até em ambientes fechados, não me causa tanta estranheza assim. O me deixa um pouco assustada (e bem chateada) é perceber - na prática - que realmente o covid-19 vai se transformando, evoluindo e atingindo mais gente numa velocidade enorme.  Graças à vacina, no geral as pessoas têm relatado sintomas leves (tosse, uma situação similar à de uma crise alérgica, cansaço). Mas é grande o número de novos infectados diariamente... As notícias voltaram a anunciar os números crescentes, inclusive de internações.  Por aqui, minhas glicemias seguem na meta (ufa!!). A oxigenação também está boa e sem alterações. A minha voz, que quase foi embora nos primeiros d

Saber mais para agir melhor!

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Tenho muitos amigos médicos e, com o diabetes acabei me tornando muito próxima da minha endocrinologista e da minha gineco. Criamos uma relação de parceria mesmo.  Quanto mais eu me envolvia no meu tratamento, mais eu queria tirar dúvidas ou esclarecer sobre questões que não conseguia ainda controlar muito bem.  E, sabendo que a convivência com o diabetes é um aprendizado constante, essa troca acontece até hoje (e sei que não vai deixar de ser uma prática). O problema é que tenho consciência do quanto sou privilegiada por poder trocar informações de qualidade e de confiança com esses profissionais.  Na maioria das vezes, o que acontece é diferente.  O pouco tempo dedicado à consultas, seja na saúde pública ou na saúde privada, nem sempre é suficiente para nos tranquilizar ou nos deixar realmente a par do que está acontecendo.  Quando se trata do momento de um novo diagnóstico então, absorver as informações fica mais difícil.  Imaginem só se for o caso de diagnósticos em crianças?! Pois

Crônicas do Isolamento -- Entrei para a estatística!

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E o tal de COVID-19 me pegou! Setecentos e três dias depois de iniciado o meu isolamento ainda em 2020, testei positivo pra esse vírus. De fato, há algum tempo já vinha deixando de usar máscara em alguns lugares (mantendo o uso ainda quando estava trabalhando de forma presencial no escritório e quando ia ao mercado). Minha confiança absoluta para fazer isso veio das três doses de vacina até aqui e, claro, por acompanhar os casos em queda no país.  Mas a verdade é que a pandemia não acabou.  As novas variantes continuam aparecendo, pessoas continuam perdendo a vida nesse combate injusto... Eu, como grupo de risco que sou - e, mesmo que alguns considerem que esse 'título' já não se aplica mais, porque pessoas sem qualquer comorbidade registraram consequências muito maiores eventualmente do aquelas com doenças preexistentes, eu continuo me colocando nesse 'pacote' por precaução - fico pensando agora se me precipitei em ter relaxado e deixado a máscara de lado.  No fundo, n

A volta aos canteiros de obras!

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Entrei na Enel em julho de 2019. Oito meses depois, foi declarada a pandemia.  Inicialmente fomos orientados a ficar em casa por duas semanas, enquanto se avaliava - mundialmente - a real proporção da transmissão do vírus, até então, desconhecido.  Antes que se completassem as duas semanas, já recebemos a nova orientação: sessenta dias em casa.  E no meio desse período, com a gravidade da situação e o grande aumento no número de casos e de perdas registradas diariamente, já se anunciou na empresa que até o final daquele ano deveríamos ficar na modalidade de trabalho remoto.  2020 passou, veio 2021 e entre os altos baixos pandêmicos, chegaram as vacinas!  O alívio trazido pela ciência foi, aos poucos, nos libertando para reencontros e possibilidades de respirar do lado de lá da porta de casa.  Eu, viajante fugaz, já sentia tanta falta de estar rodando por estradas e voando pelos céus do Brasil e do mundo, que me bastava uma voltinha de carro pela cidade para que a emoção tomasse conta.