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Mostrando postagens de 2022

Crônicas do Isolamento -- Enfim, o negativo!!

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10 dias depois do primeiro positivo para o covil-19, enfim negativei: Que chatice esse vírus! Que esquisito ter que voltar a deixar de sair, de ir ao mercado, de ir às reuniões de trabalho presenciais, aos ensaios, aos encontros. E, mais esquisito ainda, estar na mesma casa que o Rafa e não podermos nem ficar perto um do outro.  Realmente esse tal covil não veio para passar despercebido... Ainda bem que agora, após três doses da vacina, os efeitos foram leves (no meu caso, só mesmo a garganta incomodando, nariz bem congestionado e um cansaço de leve até para atividades mais corriqueiras e sem muito esforço). O que me chamou muito a atenção nesses dias de contaminação é que a minha glicemia não sofreu alterações.  Uma ou outra correção de insulina com doses menores do que o necessário e nada além disso.  Realmente foi uma tranquilidade neste sentido.  A falta de apetite que chegou junto com o coronavírus me levou quase 2,5kg!! Inacreditável!  Apesar de já ter passado e de estar livre do

Crônicas do Isolamento -- Em modo de espera...

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Uma semana desde que foi confirmado que eu tinha sido contaminada com o coronavírus. Hoje fiz um novo teste e continuo positivada: Está beeeem clarinho, mas o traço que indica o positivo ainda está lá... Tenho escutado, a cada dias, sobre mais pessoas que ainda não tinham se contaminado positivarem também. Com a suspensão do uso de máscaras até em ambientes fechados, não me causa tanta estranheza assim. O me deixa um pouco assustada (e bem chateada) é perceber - na prática - que realmente o covid-19 vai se transformando, evoluindo e atingindo mais gente numa velocidade enorme.  Graças à vacina, no geral as pessoas têm relatado sintomas leves (tosse, uma situação similar à de uma crise alérgica, cansaço). Mas é grande o número de novos infectados diariamente... As notícias voltaram a anunciar os números crescentes, inclusive de internações.  Por aqui, minhas glicemias seguem na meta (ufa!!). A oxigenação também está boa e sem alterações. A minha voz, que quase foi embora nos primeiros d

Saber mais para agir melhor!

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Tenho muitos amigos médicos e, com o diabetes acabei me tornando muito próxima da minha endocrinologista e da minha gineco. Criamos uma relação de parceria mesmo.  Quanto mais eu me envolvia no meu tratamento, mais eu queria tirar dúvidas ou esclarecer sobre questões que não conseguia ainda controlar muito bem.  E, sabendo que a convivência com o diabetes é um aprendizado constante, essa troca acontece até hoje (e sei que não vai deixar de ser uma prática). O problema é que tenho consciência do quanto sou privilegiada por poder trocar informações de qualidade e de confiança com esses profissionais.  Na maioria das vezes, o que acontece é diferente.  O pouco tempo dedicado à consultas, seja na saúde pública ou na saúde privada, nem sempre é suficiente para nos tranquilizar ou nos deixar realmente a par do que está acontecendo.  Quando se trata do momento de um novo diagnóstico então, absorver as informações fica mais difícil.  Imaginem só se for o caso de diagnósticos em crianças?! Pois

Crônicas do Isolamento -- Entrei para a estatística!

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E o tal de COVID-19 me pegou! Setecentos e três dias depois de iniciado o meu isolamento ainda em 2020, testei positivo pra esse vírus. De fato, há algum tempo já vinha deixando de usar máscara em alguns lugares (mantendo o uso ainda quando estava trabalhando de forma presencial no escritório e quando ia ao mercado). Minha confiança absoluta para fazer isso veio das três doses de vacina até aqui e, claro, por acompanhar os casos em queda no país.  Mas a verdade é que a pandemia não acabou.  As novas variantes continuam aparecendo, pessoas continuam perdendo a vida nesse combate injusto... Eu, como grupo de risco que sou - e, mesmo que alguns considerem que esse 'título' já não se aplica mais, porque pessoas sem qualquer comorbidade registraram consequências muito maiores eventualmente do aquelas com doenças preexistentes, eu continuo me colocando nesse 'pacote' por precaução - fico pensando agora se me precipitei em ter relaxado e deixado a máscara de lado.  No fundo, n

A volta aos canteiros de obras!

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Entrei na Enel em julho de 2019. Oito meses depois, foi declarada a pandemia.  Inicialmente fomos orientados a ficar em casa por duas semanas, enquanto se avaliava - mundialmente - a real proporção da transmissão do vírus, até então, desconhecido.  Antes que se completassem as duas semanas, já recebemos a nova orientação: sessenta dias em casa.  E no meio desse período, com a gravidade da situação e o grande aumento no número de casos e de perdas registradas diariamente, já se anunciou na empresa que até o final daquele ano deveríamos ficar na modalidade de trabalho remoto.  2020 passou, veio 2021 e entre os altos baixos pandêmicos, chegaram as vacinas!  O alívio trazido pela ciência foi, aos poucos, nos libertando para reencontros e possibilidades de respirar do lado de lá da porta de casa.  Eu, viajante fugaz, já sentia tanta falta de estar rodando por estradas e voando pelos céus do Brasil e do mundo, que me bastava uma voltinha de carro pela cidade para que a emoção tomasse conta. 

"Liberdade, liberdade"...

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Já ouvi falar sobre a evolução dos sensores com o Libre 2 e o Libre 3. Mas, sabendo que ainda não tinha previsão de chegar por aqui, deixei de lado e nem me aprofundei em entender quais eram as novidades que eles trariam... Mas hoje, acompanhando o G7 Summit - evento apresentado por sete médicos especializados em tratamento do diabetes - a curiosidade bateu forte!  Isso sem contar a ansiedade agora pra ter logo o Libre 3 em terras brasileiras.  Sim, já posso pular o Libre 2 e ir direto para o 3 e vou contar o porquê. O Libre 3 vem todo diferente!  A começar pelo fato de que não será mais necessário o leitor.: basta o celular e tudo acontece como mágica (ou quase...). Com o Libre 3, as leituras de glicemia serão feitas a cada minuto e as informações imediatamente enviadas para o aplicativo no celular. Isso mesmo: a gente não vai precisar nem escanear o sensor!!  Outra coisa boa é que o sensor é bem menor que o atual: É praticamente o sensor trabalhando 'sozinho' no monitoramento

Cadê a insulina que estava aqui??

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Cadê a insulina que estava aqui? Há umas três semanas vinha procurado pela insulina Fiasp nas farmácias - online e físicas - e não consigo encontrar. Uso os refis para caneta e não acho em lugar nenhum. Ainda tinha dois em casa quando comecei a busca, não espero terminar para comprar e repor. Mas comecei a ficar ansiosa com a falta constante... Consegui esta semana uma caneta descartável na Drogaria Pacheco e comprei para garantir. De qualquer forma, resolvi ligar para o laboratório, porque recebi retorno das farmácias dizendo que a Novo Nordisk não estava entregando.  Fui super bem atendida e, para minha surpresa, eles não tinham qualquer registro de distribuição irregular ou falta do produto para distribuição. Enfim, vão verificar o que está acontecendo aqui pelo Rio e, enquanto isso, me indicaram algumas farmácias / distribuidoras que fazem a venda direto à pacientes: - 4 Bio  {site ou pelos telefones 3579-2999 e 3508-2900, para São Paulo, ou 0800-882-4030 para as demais localidades

Crônicas do Isolamento -- Um respiro de liberdade

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Viver em um país com proporções continentais tem dessas coisas: enquanto em lugar ainda se vê no SUS a distribuição de seringas e tiras teste para medir a glicemia em quantidades menores que o devido, em outro o sensor de monitorização contínua é incorporado como parte dos insumos necessários ao tratamento. Foi possível observar estas diferenças de acesso ao longo da pandemia também: enquanto alguns estados já avançavam nas campanhas de imunização, outros sequer tinha recebido os primeiros lotes de vacina. Agora seguimos assim, mas desta vez em relação aos protocolos de cuidado com a situação da covid-19 no Brasil. Embora pareça que sim, a pandemia não acabou. Avançamos na cobertura vacinal - somos mais de 80%  de brasileiros que receberam a cobertura com até 3 doses da vacina - mas já começamos a abrir mão de algumas formas de proteção.  Se não se há mais restrições de isolamento e nem de ocupação em locais fechados, ainda tínhamos a exigência de comprovantes de vacina como o ´passapo

Pra criar - e manter - um bom hábito!

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Para criar um novo hábito, é preciso dedicação, insistência, repetição. Seja no trabalho, na atividade de lazer que está sendo descoberta, no desenvolvimento de um talento específico e até - no meu caso - na prática de atividades físicas.  Desde fevereiro venho buscando me dedicar por 20 ou 30 minutos diários ao exercício.  Se não der, 10 minutinhos.  Se não puder todo dia, venho tentando pelo menos duas ou três vezes por semana. Não foi de repente e não foi por uma paixão que surgiu pela endorfina...  Foi por um desafio do bem lançado pela equipe de trabalho.  Sim, isso mesmo. Por questões de saúde e bem estar de todos!  Assim seguimos: uma competição saudável que estimulou até aqueles mais travados pela preguiça (eu mesma!) a levantar do sofá e começar a mexer o corpo.  E, surpreendentemente, fui tomada pela vontade de fazer cada vez mais.  Um dia de pilates de solo no meio da sala, em casa mesmo. Alguns dias aproveitando o mar da viagem de férias para garantir umas boas braçadas. Ou

Uma boa viagem!

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O mar cura.  Amar cura.  Viajamos eu e Rafa.  Precisávamos desses dias de sossego, riso, choro, calma, sono, preguiça. De calor, de mergulho, de aventura, de registros iluminados dessa nossa caminhada juntos.  Há dois anos vinha esperando por férias efetivamente sentidas como férias. E agora, depois de viver a pandemia com todo cuidado, precaução e respeito, decidimos viajar e aproveitar o - merecido - tempo de descanso para curar mente e corpo. Das dores pandêmicas de tanta perdas geradas pela irresponsabilidade dos nossos governantes, das dores físicas geradas pela falta de movimento trazida pelo isolamento, das dores do coração que eventualmente surgem em momentos de decisões difíceis...  Como esses dias foram importantes e fizeram bem.  Fomos para Ilha Grande e, aos quarenta e cinco do segundo tempo, decidimos complementar a viagem com uns dias em Paraty.  Vacinados com as três doses, conseguimos curtir sem o grande receio que até então vinha acompanhando todos os passos dados. A I

13 anos: por isso tudo, eu só agradeço!

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Treze anos atrás, depois de confirmar o diagnóstico de diabetes tipo 1, eu aplicava a primeira dose de insulina de um tratamento que ainda era um pouco nebuloso, mas que eu já sabia que seria o responsável por salvar a minha vida.  Desde então, todos os dias são de começar e terminar dando um confere na doçura! Primeira tarefa do dia: medir a glicemia. Última tarefa do dia: medir a glicemia.  Isso é inegociável, daquelas funções do dia que eu não abro mão.  - Ah, mas você é toda certinha.  - Nossa, é tão legal você se cuidar tanto... Essas são algumas das coisas que eu venho ouvindo nesse tempo todo.  Sim, sou toda certinha.  Não, não me cuido porque é legal. Me cuido porque se não for assim, eu realmente vou ficar doente.  O diabetes tipo 1 não me caracteriza como uma pessoa doente. Eu sou diabética - inclusive, não me incomodo de ser chamada ou identificada assim - e me cuido justamente para que não me torne uma pessoa com complicações ou qualquer questão mais grave de saúde.  E se t

Crônicas do Isolamento -- De um (não) carnaval que passou

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Não teve Carnaval. Mas teve. E por já imaginar que seria assim, a decisão por sair do Rio nesses dias foi a mais acertada.  Não é novidade que eu vivo o Carnaval de corpo, alma e coração.  Então eu sabia que se ficasse por aqui e houvesse uma fagulha - pequena, que fosse - seria o suficiente para acender o fogo da folia e me fazer ir para a rua. Por mais consciente que eu seja. Por mais racional que eu me mantenha nesses tempos ainda pandêmicos.   E se por um lado eu sou contra porque entendo que ainda é arriscado, que ainda é preciso respeitar e prezar pelo coletivo, por outro eu sou a favor porquê, afinal, pode tudo. Pode festa fechada, pode mega evento, pode estádio de futebol, só não pode o Carnaval.  Cancelar a festa do povo, a festa das comunidades, enquanto se mantém todo o resto com autorização para acontecer é incompreensível. Pode deixar lotar espaços fechados, mas não pode deixar o Carnaval se espalhar pela Avenida, sob o céu azul de verão do Rio de Janeiro? Fiquei sentida. 

Crônicas do Isolamento -- tudo embolado...

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Ei, psiu... Como vocês estão?  Tudo bem? Tudo uma loucura? Particularmente, é assim que eu me sinto aqui: no meio da loucura!  Num momento meio embaçado, sem conseguir dar conta de tudo que está acontecendo no mundo. Vacinação a todo vapor. Mas a das crianças mais lenta do que deveria.  A dúvida ainda sobre eficácia, obrigatoriedade, responsabilidade.  Nova variante da variante. Sério isso? Quando a gente acha que já chegou no limite da velocidade de contágio, vem essa sub ômicron ainda mais ágil. Tá parecendo glicemia isso, né? Você se tranquiliza achando que o dia vai ser na plenitude da meta glicêmica e de repente surge um 200 no monitor.  Aliás, por aqui ando meio desorientada até na monitorização. Perdi 4 sensores direto. O primeiro parou de funcionar faltando 5 dias pra acabar, o segundo faltando 2, o terceiro eu esbarrei e arranquei no dia seguinte ao que tinha colocado e o quarto parou de funcionar faltando 4 dias para o prazo.  Me irritei, desanimei e passei um longo tempo ent

Sobre açúcar, cuidado e afeto...

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Que saudade de um cinema! Cheiro de pipoca, a decisão pelo filme... sozinha ou acompanhada, sempre foi uma escolha para qualquer dia em que sobrasse um tempinho. Agora, em casa, os filmes pelos canais por assinatura e online tem trazido algum momento de respiro frente às notícias de todo dia. Não tive coragem, ainda, de voltar às salas e às telonas... Outra coisa que o tempo em casa tem me trazido é espaço a mais para colocar a leitura em ordem. Tenho muitos livros por aqui ainda esperando sua hora de sair das prateleiras... Sim, amo livraria tanto quanto cinema! Imagina então a tentação de estar em um lugar que tenha os dois juntos? Chegava a ir bem antes da hora da sessão para poder passear pelos corredores paquerando os livros. Numa dessas, achei o livro 'Sem Açúcar, com Afeto', da Sônia Hirsch, meio solto, fora do lugar. Comprei e adorei.  Ele já estava incluído na biblioteca do IP e, depois, descobri que foi lançado um novo livro: 'Sem Açúcar, com + Afeto'. Trata-

Crônicas do Isolamento -- Calma, paciência e consciência!

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Novo ano, novos dias por vir e eu tô viva. Só agradeço por estar viva e ter a oportunidade de abraçar meus amores, meus amigos, minha família. Por estar aqui e ter a chance de resgatar tanto amor que andava preso no fundo do peito, pressionado por medo e cuidado. Eu tô viva. E pude sentir de novo a batucada da bateria regendo as batidas do meu coração.  Eu tô viva. E haja insulina e sensor e tirinha para manter a doçura sob controle nesse viver tão estranho e tão intenso dos últimos vinte e dois meses. Mas agora, vendo novamente a enxurrada de novos casos de covid aparecendo, me pego querendo voltar para a concha.  Por mim, pelos meus.  Será que é realmente seguro circular por aí?  Será que é seguro que a gente se exponha, mesmo em lugares abertos e ao ar livre, para reencontros? Será? De novo me vejo preocupada com um espirro no meio da manhã, mesmo que tenha a consciência de que ele é resultado do ar condicionado geladinho em cima de mim durante a noite.  Me vejo agradecendo por sent