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Jejum e ansiedade pré-exame: o 'antigo' normal nos tempos de quarentena!

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Mesmo depois de 11 anos de diabetes, fazer os exames periódicos para acompanhamento ainda é uma coisa que me deixa ansiosa. Ter que ficar de jejum por algumas horas me traz uma ansiedade enorme de entrar em hipoglicemia. Com a mudança de parâmetros para alguns exames, reduzindo de 12h para 8h esse intervalo de jejum, já melhorou bastante! De fato, não tenho tido grandes episódios de hipo nesses casos, mas segue a expectativa por furar o bracinho, coletar o sangue e  cumprir com a missão. Há algum tempo, justamente por conta dessa tensão de hipo pré-exame, optei por fazer a coleta domiciliar. Mesmo com a prioridade no laboratório (Lei estadual 7434/2016: "os hospitais, clínicas, postos de saúde e laboratórios de coleta de sangue, públicos e privados, credenciados ou não à Rede Estadual de Saúde, ficam obrigados a oferecer atendimento diferenciado aos portadores de Diabetes Mellitus, no tocante aos horários de exames que venham a ser feitos em caráter de jejum total, dando-lhes pri…

Consulta em tempos de pandemia: que dilema!

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Uma hipoglicemia daqui, outra dali... Mais uma, e mais outra e um movimento de repetição percebido numa sequência quase diária. Só tinha uma coisa a fazer: chamar a minha Super Endócrino! Mandei uma mensagem para ela e decidimos que, como já tinha um certo tempo que eu não ia lá, o ideal era marcarmos uma consulta. Ela voltou a atender pessoalmente há dois meses - inclusive, por trabalhar em hospitais e ter ficado na linha de frente, ela teve COVID logo no início das pandemia - e eu estava realmente precisando sair de casa, ainda que fosse para uma consulta médica!Desta vez, fui sem exames (não consegui achar o último que tinha feito de jeito nenhum... e estava achando isso bem estranho!). Máscara, álcool, carona do namorado para ir e vir, me poupando de taxis ou transporte público. No prédio onde fica o consultório, o único incômodo: pessoas que não respeitam regras!! Só podem dois no elevador, entra um terceiro [fiquei tão chocada que nem consegui agir...], tem que usar máscaras, ma…

Crônicas do Isolamento -- Reflexos de uma Quarentena

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Lá se vão 6 meses! Passei pelas 5 fases:  Negação: no começo, achei que fosse só uma questão pontual que não chegaríamos aos números tão absurdos de casos e óbitos.Raiva: fiquei louca vendo que as pessoas não respeitavam as orientações de segurança e prevenção... já tinha percebido que esse era o caminho para deixar a situação um pouco menos grave.Negociação / barganha: comecei a agir em todas as minhas 'frentes': amigos, família, namorado, colegas de trabalho. Minha intenção era só uma: garantir que todos os que eu quero bem tivessem entendido a importância de ficar em casa, protegidos. Minhas ferramentas foram simples: facilitar o acesso a mercado e diversão online!! Depressão: me fechei para tudo e para todos. Não queria ver notícias, não queria conversar pela tela do computador, não queria participar de eventos online, não queria mais falar sobre o assunto. Travei! Me voltei para a casa e o trabalho. Só! Não tinha vontade de fazer mais nada. Até dos meus livros eu estava afa…

Crônicas do Isolamento - - Querendo ver o mais distante...

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Agosto passou. 
Desde o começo dessa situação declarada de quarentena, só coloquei a carinha na rua 3 vezes.
Por aqui, tenho a sorte de estar protegida em casa, ter mercados próximos que seguem abastecidos e fazendo entrega, insulinas e sensores em quantidades suficientes, o trabalho andando bem e os meus com saúde. Lá fora, as notícias continuam me assustando. Não me conformo com o egoísmo e a falta de senso comum de tantos... Do uso de máscaras ao distanciamento do outro, a falta de respeito é enorme. E o que me parece é que a cada notícia de queda do número de casos, isso tudo se amplia na mesma proporção dos novos casos de óbitos que vêm em seguida. Uma loucura essa conta! Não consigo acompanhar e, ao mesmo tempo, me manter tão positiva. Ainda não alcancei esse equilíbrio...Por mais que já tenham ido meses assim.Não me acostumei com a falta de política pública para proteger nossa gente. Não me acostumei com as máscaras no queixo - e agora, no cotovelo, a nova moda!Não me acostumei c…

Tim-Tim!

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Quando se pensa em diabetes, o que vem de imediato é sempre cercado de tabu: vai ficar cego, vai amputar, vai isso, vai aquilo....Ainda se prendem à ideia de que o diagnóstico do diabetes é sinônimo de uma vida cheia de limitações.  Por isso, ter pessoas experientes - seja pela profissão, seja pela vivência com a condição - falando sobre assuntos que trazem dúvida, é um alento! E foi assim que a ADJ - Associação de Diabetes Brasil juntou um grande time para falar sobre 'O Consumo de Bebidas Alcoólicas e o Diabetes':  Denise Franco (endocrinologista), Juliana Baptista (que é nutricionista, educadora em diabetes e tem DM1 há 33 anos), Beatriz Bernardo (nutricionista) e Moizes Barros (bartender).
Quando eu fui diagnosticada, dei a sorte de ter no caminho uma médica que, em vez de me trazer os clássicos 'nãos' diabéticos, me explicou que eu ia aprender, com calma, que com educação e autocuidado eu poderia ir em frente sem medo.
Assim aconteceu. A educação em diabetes foi uma de…

Na onda dupla...

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Aparecer nas redes sociais dividindo a vida diabética com todo mundo me trouxe muitos amigos, muitos aprendizados, muitos desafios no que diz respeito ao meu controle e à minha busca sempre por um autocuidado cada vez maior. 
Hoje - 11 anos e meio depois do diagnóstico e quase 10 anos após o primeiro post no Blog - fico feliz com o retorno que tenho de tanta gente agradecendo pelo que eu compartilho e até em como inspiro. Poder ajudar só mostrando minha própria vivência como exemplo é tão gratificante!
Mas, desde que fiz os testes com a bomba de insulina e decidi não adotar como tratamento, essa se tornou a situação de maior dúvida e questionamento!! E eu faço questão de responder, sem qualquer problema. Não me adaptei, não gostei de ter algo pendurado em mim o tempo todo, minha glicemia ficou muito instável e eu preferi seguir com as múltiplas injeções diárias de insulina.  (Para quem quiser saber mais sobre esse processo, desde o início dos teste até a decisão de parar, é só clicar nos …

Crônicas do Isolamento -- Um tanto de quarentena...

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Uma sensação de meses vazios.
Sem encontros, sem sair por aí, sem poder ir e vir.
Ainda assim, sei que sou privilegiada: estou em casa, protegida da pandemia, garantindo meu trabalho, meus insumos, meus momentos de descontração.
Procuro fazer tudo que está ao meu alcance para tentar manter mente e corpo são.
(quer dizer, sendo bem honesta, o corpinho tá meio de lado com a falta de exercícios... essa parte eu ainda não consegui organizar e ter o ímpeto de começar)O que de mais certo eu continuo fazendo é ficar de olho na minha doçura. Meço a glicemia umas oito vezes por dia e fico alerta à qualquer variação esquisita.
Foi justamente por isso que levei um susto um dia desses. 
Medi antes de dormir e estava numa boa: 89mg/dL. Relaxei!
No dia seguinte, medi na maior tranquilidade e lá estava um resultado de 185mg/dL gritando!!Um início de pânico achando que poderia ser um sinal do tal do covid-19 enquanto buscava pela calmaria, tentando entender o que poderia ter acontecido. Até que me dei cont…