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Feita de insulina... e purpurina!

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Dizem por aí que o Carnaval acabou...  No fundo, acho que nunca acaba!  A purpurina segue brilhando pela casa, pelo corpo, pelas fantasias mesmo depois de lavadas.  A memória do que foi, mais uma vez, vivido, também permanece por um tanto de tempo. Esse eu acho que não sei nem medir.  Do mesmo jeito, o Carnaval para quem é mesmo da folia começa bem antes.  Na ideia pulando da cabeça para o armário e para a busca de tecidos e acessórios que vão montar a personagem da vez.  Nos ensaios que já vão dando o gostinho do que será a temporada de batucada. No planejamento da lista de mercado e dos insumos da doçura, para manter o corpo saciado e a glicemia bem cuidada.  Por aqui, Carnaval é sempre uma potência, uma inteireza! Muito brilho, muita diversão, muito riso, muito batuque, muita gente.  E eu adoro.  Adoro a invenção das fantasias em grupo, adoro poder sentir esses dias de Momo com toda a intensidade que é devida.  Viver bem o Carnaval.  Viver só o Carnaval.  - E o diabetes?  O diabetes

Das emoções do primeiro mês do ano...

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Um monte de gente por aí comentando que janeiro não acaba, que hoje é dia infinito de janeiro...  Eu, sinceramente, não tenho essa percepção.  Janeiro é um mês alegre por aqui. Celebrar a nova idade me traz uma felicidade enorme.  Agradecer por tudo que chega cheio de luz e amor, agradecer pela minha saúde, agradecer por ter discernimento para lidar com as curvas desse caminho diabético... Comemorar! E esse ano ainda foi num axé grandão dentro do meu bloco com meu amor e nossos amigos. Com homenagem, música pra lembrar que o tempo é rei, um monte de beijo, de abraço, bolo de morango (sem ser diet sim!). Almoço com a família, mensagens e ligações e registros tão especiais! Uau!! Um privilégio chegar aos 46 assim. [podem dizer que eu pareço ter bem menos!!!! :)] Além de toda essa emoção, janeiro vem com os novos dias do novo ano, com os sinais do carnaval já passando pela casa e pela rua... Eu adoro! Mas meu janeiro foi intenso também. Depois da virose que apareceu logo no início do mês

Sai pra lá, inferno astral!

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Dizem por aí que nos trinta dias que antecedem o aniversário, tem um período de inferno astral.  Eu não costumo dar muita ideia para isso não, mas esse ano vou combinar aqui que, seja lá como for, o meu já tá selado, registrado, carimbado, avaliado...  Na última semana fiquei derrubada por uma virose que me pegou de jeito.  Dor no corpo, uma moleza sem fim e muita febre!  No domingo eu estava bem, feliz voltando de uma viagem deliciosa em Búzios com a família feita por amigos de infância. Segunda à tarde a minha temperatura já estava alterada, avisando que algo estava estranho. Dali para frente foi um dia depois do outro de febre.  Glicemia normal (só começou a subir bastante com os remédios).  Cheguei a ir para o hospital e fizeram vários exames na emergência: sangue, cutucada no nariz, raio x de tórax e face. Uma observação importante: no atendimento fui perguntada sobre alergias, mas em momento algum me questionaram sobre outra condição de saúde. Nem quando falei do diabetes mediram

Dia 1: seguimos! E para muito além do diagnóstico…

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Eu já achei que fosse passar, já achei que com a insulina tudo ia se reverter de uma vez. Também já achei que insulina era porque eu tinha um tipo grave. Já achei que um corte no dedo seria o fator que levaria à uma amputação.  Já achei... Eu sou um clichê!  Eu choro, eu rio, eu quero abraço, eu pego ranço, eu fico puta, eu tenho esperança. Eu sinto.  Sinto tudo. Sinto muito.  Muito o amor que emana pra mim. Muito o apoio que vem sem eu nem pedir.  E sinto muito também por quem não pode se cuidar como é de direito. Sinto muito por não termos, ainda, uma educação em diabetes e o acesso de fato universal e igualitário a todos que convivem com essa condição.  Do filme Palavras nas Paredes do Banheiro, os destaques que fazem sentido pra o tempo de diagóstico e de constante crescimento e aprendizado depois dele: "É difícil não se sentir a doença quando você é tratado como ela" "Você deve ter autonomia pra se tornar a pessoa que busca ser" "É bom ser ouvido e não obs

Dos dias que passaram aos novos dias que vão chegar…

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Acho que o maior desafio que apareceu nesse meu caminho com diabetes tem sido, sem dúvida, o climatério.  Nunca tive tanta dificuldade em manter a glicemia estável desde o meu diagnóstico! Controle de glicemia começa com monitorização e passa por decisões quase infinitas que vão definir a quantidade de insulina necessária: o que eu vou comer, o quanto de exercício eu fiz (ou não...), se eu tô gripada, cansada, se tem algo diferente ou fora do planejado acontecendo, se dormi pouco, se perdi a hora, se a basal foi ajustada (ou se precisa ser)...  Agora, além de tudo isso, estou tentando entender como meus hormônios estão trabalhando (ou não estão!) e como vão interferir na organização glicêmica diariamente com esse brinde climatérico de ter resistência à insulina. Exames, várias rodadas de consulta com as minha médicas - a endócrino e a gineco - e uma reorganização que começa nas doses de insulina e chega aos hábitos no dia a dia (mais especificamente a inclusão da atividade física na ro

"A palavra foi feita para dizer"

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"Quem escreve deve ter todo o cuidado para a coisa não sair molhada. Quero dizer que a página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias. É como pano lavado que se estira no varal. (...) A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer." Com esse texto de Graciliano Ramos no livro A Palavra não foi feita para Enfeitar, eu me coloco aqui de peito - e palavras - abertos para agradecer.  A imagem às vezes fala por si só.  Ler é escolha; a palavra precisa ser recebida, acolhida.  E isso é o que eu vejo e recebo aqui todos os dias desde o 21 de dezembro de 2010, com um 'oi' tímido mas cheio de coragem nesse blog que acabava de nascer.  Se a leitura não tem sido muito o primeiro caminho para descoberta, entretenimento, acolhimento e diversão nesse momento em que o visual acaba sendo a estrela por todos os lados, imagina só quando a leitura é sobre a convivência com uma doença crônica autoimune? 

Um pouco de férias, um pouco de climatério e um tanto de doçura!

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Não consegui fazer tudo que eu planejei, mas tudo que eu fiz nesse período de férias foi além das minhas expectativas! Os efeitos do que eu vivi na FLIP (a Festa Literária Internacional de Paraty) ainda estão flutuando aqui pelo coração e pelos meus escritos.  Encontros, trocas, livros - e a minha Rima circulando por lá.  Como bem ouvi, a literatura infanto-juvenil considerada "fora do padrão" precisa alçar voos bem maiores para que a realidade seja refletida em absoluto.  Mostrar o que é de verdade, para muito além do que querem que seja mostrado nesse tal padrão... Para além da FLIP, mar, meu amor, preguiça em casa, aquela pesquisadinha básica de novos móveis pra compor a casinha, passeio pelo shopping para ver o que está rolando nesse clima de Natal, reinício dos ensaios do meu bloco querido...  Cada dia tem sido aproveitado ao máximo. Posso dizer, sem dúvidas, que me desliguei totalmente das demandas e das preocupações do trabalho.  E, no finalzinho dos dias de descanso,