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Uma voltinha pelo universo glicêmico...

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Controle: ato ou efeito de controlar(-se). No diabetes e na vida. E nem sempre a gente tem a vida sob controle.  Quer saber? Com o diabetes também não. Mesmo quando acha que sabe tudo! Um jantar levinho: cenoura, palmito, alface romana fresquinha.  Parmesão em pedaços, uma foccacia deliciosa. A glicemia antes de começar a comer me brindou com um unicórnio: 100mg/dL. Certeira!! Me dei ao luxo de tomar um vinho para acompanhar.  Comi pouco e na hora achei que não precisasse - ainda - da insulina.  Medi duas horas depois e a glicemia estava 157mg/dL, estável.  Dormi sem aplicar insulina de ação rápida. O medo da hipoglicemia me faz tomar esse tipo de decisão... Hoje acordei, medi: 111mg/dL.  Geralmente acordo com a glicemia na casa dos 90mg/dL. Então, fui olhar o gráfico da madrugada: a doçura bateu na casa dos 250mg/dL. O resultado da decisão (errada) de não aplicar insulina para a foccacia. Pão é pão! Pão faz a glicemia flutuar pelo universo glicêmico. Eu sei disso. Eu tenho clareza abs

Crônicas do Isolamento -- Ainda...

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Quarentena, dia 551. Até aqui, quinhentos e cinquenta e um dias evitando exposição que traga riscos.  Até aqui, ainda esperando por dias melhores, mas sem deixar de reconhecer a sorte de estarmos bem e com saúde. Ainda não acabou. Ainda não tem vacina suficiente. Ainda questionam a ciência.  Ainda tentam convencer o povo sobre remédios com ineficácia comprovada. Ainda insistem em dizer que máscaras não protegem. Ainda tem quem ignore a importância do distanciamento. Ainda tem hospital lotado. Ainda tem uma CPI tentando provar que o presidente é culpado. Ainda tem desdém pelas mortes ocorridas. Ainda tem quem acredite em conspiração chinesa. Ainda tem escolas sem condição de voltar a receber seus alunos.  Ainda tem - muitos! - desempregados.  Ainda tem luto. Ainda tem luta!  Ainda dói pensar em tudo que poderia ter sido evitado se os governantes desse Brasil continental fossem sérios e tivessem trazido as vacinas logo que elas foram oferecidas.  Se eu não consigo mudar isso, eu ainda ac

A vida de doçura como ela é!

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Esses dias eu estava muito diabética! Brincadeiras à parte, a coisa ficou esquisita por aqui.  Pelo que eu pude avaliar, foi uma sucessão de fatores: insulina de ação rápida de menos, comida demais, ansiedade para resolver pendências de trabalho lá no alto e um ataque à uma quantidade de açúcar que não costuma acontecer.  Vamos aos fatos: Para começar, um flashback da volta do feriado. Fugimos para a roça aproveitando a folga. Por lá foi tudo bem ao longo dos quatros dias. Glicemias super comportadas.  Voltamos na terça-feira e chegamos no Rio no final da tarde.  Paramos numa delicatessen para garantir o jantar, que o cansaço da viagem e o que precisaria ser organizado para o dia seguinte ainda iam consumir o restinho de energia que sobrou. Começa aqui o potencial causador do caos glicêmico: do lado da loja em que compramos a pizza do jantar e o pão do café da manhã, tinha uma outra lojinha que vende só pastel de belém (aquele docinho português que é feito de massa folhada, ovos e aç

Crônicas do Isolamento -- Eu nem vi!

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Setembro chegou e eu nem vi! A glicemia, o trabalho, a pandemia… Tem uma nova variante mas não tem vacina para todos. Tem instrução de manter o distanciamento e o uso das máscaras, mas tem um montão de gente por aí ignorando! Que difícil isso tudo. Quando eu acho que está perto de termos uma virada e uma grande melhora na situação, vem uma sacudida de aumento de novos casos. Tô cansada. Cansada de lavar as compras.  Cansada de passar álcool em tudo. Cansada de ter que me privar de encontros e abraços.  Mas tô mais cansada ainda dessa galera que não respeita os cuidados mínimos de prevenção e, pela falta de responsabilidade, expõe quem passa do lado. Até quando?? O fato é que enquanto não houver consciência, mais longe ficamos da solução. Ainda dói quando penso que já poderíamos estar em uma situação bem menos crítica e em tudo que nos deixou nesse patamar avassalador de mortes. Minha esperança está no aumento - ainda que menor do que o deveria ser - do número de pessoas vacinadas no Br

Crônicas do Isolamento -- Mais uma dose?!!

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Eu sou chata. Quer dizer, eu estou chata. Desde o começo da pandemia venho me cuidando e me mantendo em casa. Faço isso porque, além de saber que minimamente é o que pode garantir uma proteção a mim e aos que estão no meu entorno, sei também que isso é o correto no caminho para acabar com esse caos. Se tenho a oportunidade trabalhar de casa, não tem razão para me expor além do necessário E por muito tempo, me mantive assim. Não saía. Não encontrava.  Não ia ao mercado.  O que podia chegar na minha casa, ok.  Se não tinha proteção e segurança, esquece.    Isso não era frescura. Era um cuidado para além do meu umbigo.  Era para manter um mínimo de controle de riscos.  Era isso o que estava ao meu alcance fazer. Era amor. E por esse amor, sigo ainda à esta máxima.  Me permito, depois da vacina, parar em um restaurante com mesinha em espaço aberto e sentar para almoçar. Me permito ir ao hortifruti escolher meus legumes e minhas frutas pessoalmente.  Me permito. E me permito também não esta

Fiasp: a insulina turbinada!

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O que é, o que é: "pode ser injetado no início de uma refeição ou até 20 minutos após iniciar uma refeição"? Essa é a Fiasp, a insulina ultra rápida que chegou no Brasil no início do ano passado e já vem sendo utilizada por muitos.  Eu, interessada nos benefícios que ela trazia, logo quis mudar da que usava - NovoRapid - para a Fiasp, mas só este ano isso aconteceu.  O fato é que, por causa da pandemia, suspendi minhas consultas com a minha endócrino e ela, corretamente, me orientou a seguir com o tratamento como estava até que pudesse fazer meus exames e estar no consultório pessoalmente.  A expectativa ficou rodando por aqui...  Esperei (ansiosamente!!) e em fevereiro, depois de fazer os exames pendentes e me consultar, minha Super Endócrino autorizou a mudança.  Com as insulinas ultra rápidas, a regra básica é esperarmos mais ou menos 15 minutos a partir do momento da aplicação para então iniciar a refeição, para dar tempo da insulina começar a agir. Na teoria, meu entendi

Crônicas do Isolamento -- "A gente quer viver pleno direito"

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Me lembro quando foi anunciado que a partir da próxima segunda-feira deveríamos ficar trabalhando de casa por duas semanas. Uma semana depois, já se ampliou esse período para dois meses. Seguimos postergando até ser decretado que não voltaríamos ao escritório até o final do ano.  O tempo está passando desde o primeiro dia de quarentena e a memória alterna em lembranças que são muito claras ou, as vezes, como se fosse um vulto.  Já são dezoito meses dessa pandemia que ainda causa medo, tristeza, ansiedade. No meio de tudo isso, uma certeza: a vacina é o nosso maior escudo.  Hoje acordei e cedinho já estava no posto de aplicação esperando pela minha segunda dose.  A glicemia toda esquisita. Hipo no despertar, hiper de rebote... Haja insulina na espera da vacina!! Os atendentes estavam meio enroladas: muita gente esperando seu momento. Ufa! Esperei na minha fila com paciência. E enquanto esperava, fiquei observando as pessoas. Uns agarrando o comprovante da primeira dose com força (eu, in