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Sobre açúcar, cuidado e afeto...

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Que saudade de um cinema! Cheiro de pipoca, a decisão pelo filme... sozinha ou acompanhada, sempre foi uma escolha para qualquer dia em que sobrasse um tempinho. Agora, em casa, os filmes pelos canais por assinatura e online tem trazido algum momento de respiro frente às notícias de todo dia. Não tive coragem, ainda, de voltar às salas e às telonas... Outra coisa que o tempo em casa tem me trazido é espaço a mais para colocar a leitura em ordem. Tenho muitos livros por aqui ainda esperando sua hora de sair das prateleiras... Sim, amo livraria tanto quanto cinema! Imagina então a tentação de estar em um lugar que tenha os dois juntos? Chegava a ir bem antes da hora da sessão para poder passear pelos corredores paquerando os livros. Numa dessas, achei o livro 'Sem Açúcar, com Afeto', da Sônia Hirsch, meio solto, fora do lugar. Comprei e adorei.  Ele já estava incluído na biblioteca do IP e, depois, descobri que foi lançado um novo livro: 'Sem Açúcar, com + Afeto'. Trata-

Crônicas do Isolamento -- Calma, paciência e consciência!

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Novo ano, novos dias por vir e eu tô viva. Só agradeço por estar viva e ter a oportunidade de abraçar meus amores, meus amigos, minha família. Por estar aqui e ter a chance de resgatar tanto amor que andava preso no fundo do peito, pressionado por medo e cuidado. Eu tô viva. E pude sentir de novo a batucada da bateria regendo as batidas do meu coração.  Eu tô viva. E haja insulina e sensor e tirinha para manter a doçura sob controle nesse viver tão estranho e tão intenso dos últimos vinte e dois meses. Mas agora, vendo novamente a enxurrada de novos casos de covid aparecendo, me pego querendo voltar para a concha.  Por mim, pelos meus.  Será que é realmente seguro circular por aí?  Será que é seguro que a gente se exponha, mesmo em lugares abertos e ao ar livre, para reencontros? Será? De novo me vejo preocupada com um espirro no meio da manhã, mesmo que tenha a consciência de que ele é resultado do ar condicionado geladinho em cima de mim durante a noite.  Me vejo agradecendo por sent

Crônicas do Isolamento -- Em transição...

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Estou saindo do transe, entrando em um movimento de transição.  Aqui no Rio foi liberada a circulação sem máscaras em locais abertos desde o dia 28 de outubro. Claro, existem requisitos: 75% da população vacinável ou 65% da população geral já imunizada, nível de risco até o laranja (passou pelo vermelho a obrigatoriedade das máscaras em locais abertos volta). Em locais fechados, permanece a obrigatoriedade. Eu, particularmente, ainda não me sinto totalmente confortável com esta mudança. Foi tão difícil conscientizar sobre as máscaras e quando chegamos a um ponto de ver a maioria se valendo dessa proteção, ela é suspensa.  Sei que os dados vêm mostrando a queda do número de novos casos, mas sei também que ainda não acabou. Novas variantes, sintomas diferentes… A pandemia segue, infelizmente, e o que nos cabe é manter com os cuidados mínimos a que temos acesso.  Não preciso nem comentar que vacina é base e é fundamental, certo? A vacina é que nos permitiu avançar no movimento de voltar à

Meu IP, um doce pré adolescente...

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Onze anos. Cento e trinta e dois meses.  Quinhentos e setenta e duas semanas.  Quatro mil e quinze dias.  Esse é o tempo de vida desse blog.  Lembro que ouvi quando lancei o blog no ar - tímida, insegura, com medo de que alguém jamais teria interesse por algo que eu escrevesse aqui - um comentário geral sobre a 'moda' de blogs: "começar é fácil, difícil é manter". No meu caso, foi quase isso, com um ajuste nessa afirmação: começar não foi fácil. Foi apenas um ímpeto de coragem e de firmeza porque a motivação era maior do que tudo que me dava medo.  Depois de me descobrir diabética, eu descobri uma nova forma de viver o diabetes. Nada semelhante àquilo tudo que eu entendia como sentença...  E desde então, a motivação continua maior! Porque ainda existem pessoas que pensam que vão morrer disso mesmo.  Que pensam que o diabetes não tem jeito.  Que pensam que insulina é punição.  Mas não é. Nem punição, nem algo sem solução.  Me manter no ar não tem sido exatamente uma mi

Crônicas do Isolamento -- A volta ao escritório...

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Voltei ao presencial. Depois de um ano e oito meses, uma convocação para trabalhar no escritório. Projetos novos em análise, prazo de conclusão chegando e um espaço novinho esperando para ser ocupado.  A empresa, antes em Niterói, agora fica no Rio.  A expectativa era grande: estar de volta ao office sem o home; encontrar aquela galera que a gente se acostumou a ver através das câmeras do computador. Ansiedade tipo primeiro dia de aula! Não tinha nm roupa para essa ocasião. O peso aumentou, o que tinha no armário não estava exatamente confortável e foi preciso uma ou duas voltinhas em lojas para resolver essa questão.   Máscaras a postos, chegou o dia e lá fui eu. Reencontros, sorrisos escondidos mas sentidos com os olhos e, não teve jeito, abraços!! Não sabia como seria o dia por lá.  Apesar de estar fisicamente no local de trabalho, ainda tinham reuniões online acontecendo. Então, a agenda estava um tanto indefinida e sem previsão de horário de almoço ou uma paradinha para o café. Na

Hipo sem crise!

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Quando alguém me pergunta, aleatoriamente, qual é o meu maior medo em relação ao diabetes, a resposta é imediata: hipoglicemia.  Lembro claramente da primeira hipo que tive (já sabendo do que se tratava) no dia seguinte ao do meu diagnóstico.  Enjoo, uma sensação de fraqueza, de que eu não ia conseguir andar se tentasse levantar.  A partir dali, comecei a prestar atenção às sensações que me avisam que a glicemia está despencando: suor frio, mãos trêmulas, corpo não querendo me obedecer. É medir e confirmar: 60mg/dL, 72mg/dL; 45mg/dL... do que eu me lembro, a hipoglicemia mais complexa que eu já registrei foi de 34mg/dL. E aí tem a regra dos 15g de carboidratos.  Até 70mg/dL, essa é a quantidade indicada de carboidratos simples (aqueles que agem mais rápido para fazer a glicemia subir, como suco, refrigerante, mel...). O problema é que na hora que o corpo descompensa com hipo, a razão vai embora. O resultado é que eu comia tudo que estivesse pela minha frente! Coca-cola com chocolate co

Obrigada, Floripa!!

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Férias em tempos pandêmicos são diferentes. Eu, que adoro viajar, me segurei nesses últimos 18 meses. Posterguei o período de férias do ano passado porque estava em casa e não iria me expor. Até tomar a vacina, estava reclusa e evitando qualquer risco.  Deixei para este ano os dias de descanso e valeu a pena.  Com duas doses de vacina, decidi que ia aproveitar para ir atrás do sol. Floripa foi o destino escolhido.  Tenho uma relação especial com a Ilha da Magia.  Amigos, família, um lugar que me acolheu logo que me formei e faz parte da minha história.  Mais: como eu já conheço bem, não ficaria naquela ansiedade de sair, turistar e explorar novos lugares.  Passagem comprada, comecei a organizar e planejar tudo que seria preciso para viajar em tempos de restrições sanitárias.  Máscaras KN95, comprovação da vacinação contra a covid-19, álcool 70 em embalagem de até 100ml (é o limite permitido pelas companhias aéreas), atestados para insulinas e insumos - um na mochila de mão e outro na m