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Crônicas do Isolamento -- Contra uma pandemia de ignorância, a vacina!

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O ano mudou mas o comportamento egoísta e ignorante não ficou para trás.  Da mesma forma, minha inconformidade segue...  Não é possível que tantos óbitos e tantas histórias tão tristes não comovam ou façam essas pessoas entenderem que o vírus não escolhe gente, lugar ou horário. O vírus não é parado por paredes ou currais vips de festas sem noção. E também não seleciona ou filtra os que estão em casa se protegendo X os que não ligam e vivem nessa roleta russa de contaminação. Esse é o maior problema: os que se consideram sem risco - e, na verdade, são só sem noção - propagam e levam para quem está se isolando e se cuidando.  É duro ver que medidas simples, como máscaras e distanciamento, vem sendo ignoradas. E, com isso, tantos perdendo o direito à vida. Já houve um tempo em que o diabetes era classificado como doença fatal, sem qualquer possibilidade de tratamento. Com a dedicação de inúmeros cientistas e médicos, muito se evoluiu. No meu diagnóstico, apesar de todo susto, eu coloquei

Pra (re)começar (re)organizando a bagunça!

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Na primeira segunda-feira do ano teve a primeira consulta do ano, para já começar com tudo organizado! Depois de ter deixado passar 1 ano sem nem me dar conta , marquei esta primeira visita à minha endócrino exatamente 4 meses depois da última. Não dá para ficar no risco, ainda mais sendo parte do tal grupo de risco em relação à pandemia. Tive um recesso entre o Natal e o Reveillon e acabei saindo da rotina. Comi mais, dormi mais, fiz exercícios de menos...  Claro que isso teve um reflexo imediato no corpo e nas glicemias! Os gráficos falam por si:  Peso: 64,4 Kg. Já venho mais cheinha há algum tempo. Mas agora, o fato é que o peso maior está interferindo na minha dosagem de insulina basal. Foi preciso aumentar (2 unidades).  Como referência, meu peso saudável (não sou fã de magreza que deixa as pessoas pele e osso) é cerca de 10 quilos a menos do que isso... Muito além da estética, estar mais cheinha me incomoda pelas roupas apertadas e por me sentir pesada.  Claro que o isolamento e

Vaza, dois mil e vinte!

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Jamais imaginei ficar tanto tempo isolada dos meus e de tanta coisa que gosto de fazer por aí. Desde parar para tomar um cafezinho enquanto andava pela rua para resolver alguma coisa até um show delícia em um sábado qualquer no Circo Voador.  Não teve ensaio, não teve batucada, não teve dia de chão à toa com a família e os amigos, não teve viagem, fila de aeroporto...  O que teve esse ano foi cuidado e proteção. O amor sendo o combustível para manter a decisão de seguir quarentenando.  Até aqui, lá se vão 291 dias de isolamento.  Nesse isolamento, entre tempos e horas passando numa lentidão absurda e outros passando como se num piscar de olhos, chegamos ao final de 2020.  Que ano louco, insano!  Eu, que não sou de planejar mil resoluções de ano novo mas gosto de fazer a clássica retrospectiva e reavaliar o que passou, deste ano só consigo pensar que tenho sorte por conseguir chegar até aqui livre desse vírus.  Vi e ouvi casos muito próximos. Amigos, familiares de amigos, amigos de amig

O meu lugar...

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Quando eu saí do projeto que trabalhava em 2015, a empresa me ofereceu um daqueles programas de reavaliação de carreira. Eu nem sabia exatamente do que se tratava, mas decidi ver como era e no que aquilo poderia me ajudar. Já que eu conseguia reconhecer que não me encaixava mais em tudo o que o mundo corporativo me exigia, estava disposta a ouvir quais eram as alternativas. Na época, apesar de ter decidido não renovar meu contrato depois de 7 anos no projeto (e, ao todo, 16 anos atuando na área), estava cheia de dúvidas. Medo do desconhecido... quem nunca?? Ao longo do processo, uma reavaliação das minhas realizações. Não as das empresas e projetos nos quais eu tinha trabalhado, mas o que EU tinha realizado, executado, criado. Verbos em primeira pessoa: fiz, organizei, coordenei, liderei, desenvolvi. Podem acreditar: foi muito difícil! Não por não ter feito, organizado, coordenado, liderado ou desenvolvido. Mas por achar que tudo isso era de um monte de gente, e não meu somente.

Crônicas do Isolamento -- A vida de viés...

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Lá se vão 261 dias desde o início efetivo dessa quarentena. Enquanto sigo em casa e tento dosar a equação racional x emocional - e, em paralelo, conter a raiva por quem parece ainda não acreditar no tamanho do estrago que esse virus pode causar - tenho buscado manter o foco no que é possível e está ao meu alcance.  A quem nega que a doença ainda está solta pelo ar, basta ver os números que voltaram a crescer no Rio e em quase rodos os outros estados do país.  Jornais falam de segunda onda. Eu penso em uma onda que nunca chegou a virar marola nesse período. Ao contrário, diferente do que se previa, agora ela chega derrubando independente de idade, raça, gênero, convicções de atleta... Mesmo assim, bares e praias lotados. Shows e restaurantes lotados. Shoppings e salões lotados.  Sol, calor, cerveja, diversão, aglomeração... Barba, cabelo e bigode; unha, maquiagem, botox. Roupa nova para o final do ano...  Hospitais lotados! Nâo entendo. Falta respeito, falta cuidado, falta compaixão. So

Crônicas do Isolamento -- Que me passe...

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Uma conjunção de fatores: uma voltinha de carro para ver a movimentação por outro ângulo, uma visita à uma loja de móveis para comprar cadeira 'de escritório' para trabalhar em casa, uma paradinha no caminho para comer - dentro do carro mesmo! - e uma mudança no clima trazendo um frio que está longe de ser um novembro carioca.  Foi o suficiente para a moleza no corpo e o nariz meio entupido deixarem no ar a dúvida sobre os sintomas. Gripe ou o tal do vírus?  Depois de 8 meses em casa, com raras saídas, decidimos dar uma volta em um dia de feriado para aproveitar o tempo do lado de fora do apê. A ideia era só levar os descartes de agulhas e tirinhas para o local de coleta e depois passear um pouco para ver a cidade. Decidimos então passar pela loja de móveis e, como não estava cheia, entramos.  Por aqui, recentemente a empresa já me informou que o home office vai se estender até março de 2021, pelo menos. Então, por mais que já tenha me organizado e arrumado a minha estação de t

É preciso estar atento e forte!

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14/11 - Dia Mundial do Diabetes.  Até março de 2009, eu mal sabia que existia mais de um tipo de diabetes. Logo naqueles primeiros dias de diagnóstico , uma enxurrada de novos termos e novos processos vieram: lanceta, glicosímetro, basal, bôlus, hipoglicemia, contagem de carboidratos...  Fácil não foi, mas com o apoio que eu tive, foi super possível. Família, amigos - os de perto e os de longe, no trabalho, no pilates, no carnaval! Essa rede foi muito importante para eu ter certeza de que não estava sozinha, de que realmente tinham pessoas ao meu redor prestando atenção e me dando a mão.  No começo tudo ainda é muito confuso. Doses de insulina, os altos e baixos da glicemia, refeições, horários das aplicações, exames, resultados...  ˜ Atenção ao dobrar uma esquina  Uma alegria, atenção menina Você vem, quantos anos você tem? Atenção, precisa ter olhos firmes Pra este sol, pra esta escuridão Atenção  Tudo é perigoso Tudo é divino maravilhoso ˜ Eu tinha, naquela época, 31 anos e, de repe