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A vida nas prateleiras...

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Não é de hoje que o preço dos insumos e insulinas vem aumentando.
Cada vez que preciso renovar meu estoque, faço uma pesquisa por quatro ou cinco farmácias. A variação pode chegar a 30% do valor...
Isso faz muita diferença!

Além disso, fico de olho nas promoções, seja online ou nas lojas físicas. E se encontro uma lanceta ou as agulhas, por exemplo, com preço melhores, já aproveito para comprar em maior quantidade.

Esse hábito acabou gerando um outro: toda vez que eu viajo, seja no Brasil ou para outro país, aproveito para 'passear' por farmácias e ver o que tem disponível e quais os preços praticados.

Aqui em terras tupiniquins, por exemplo, já vi capital de estado não ter insulina disponível. Para comprar, seria necessário esperar alguns dias, até que o farmacêutico encomendasse de Brasília. Em compensação, também já pude conhecer histórias de acesso a Bomba e Sensor numa cidadezinha de interior no Nordeste.
Por que então a diferença? Na minha opinião, aqui entra o compromis…

A individualidade da doçura...

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"Todo mundo passou por uma situação grave quando foi diagnosticado".
Acho que isso é o que eu mais escuto em palestras, apresentações ou eventos de pessoas com diabetes.
O fato é que não é bem assim.

Eu não tive - e só agradeço por isso! - um episódio de internação ou um colapso que me levasse à uma situação maior de risco. Meu diagnóstico, como já contei por aqui, foi descoberto através de um exame de rotina.

Nesses dez anos de diabetes, cada vez mais tenho a certeza que a gente não pode generalizar.
Tem gente que passa mal com a glicemia pela casa dos 70mg/dL. Enquanto isso, eu já tive uma hipoglicemia de 34mg/dL (acho que foi o mais baixo que registrei nesse tempo todo) e estava consciente, capaz de ir buscar minha coca-cola na geladeira. Claro, senti a aflição imensa pela situação, além da taquicardia, o suor frio... Mas não perdi os sentidos ou precisei de auxílio médico mesmo com essa glicemia tão baixa.

Tem gente que usa muita insulina e tem gente que usa pouco. Aliás…

Para o ano que já chegou...

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Para o novo ano, quero - mesmo! - voltar a fazer pilates. O corpo sente e a mente até mais.
Quero escrever mais. Quero ler mais também.

Quero sentir o caminhar dos dias com mais leveza, em vez de deixar a pressão do relógio tomar conta e assumir a frente.
Me planejar e me organizar melhor na rotina do trabalho em horário comercial.

Quero aprender as letras das músicas que me encantam.
Quero viajar.

Quero seguir sendo 'recarregada' pelos beijos e abraços do meu amor, da minha família, dos amigos.
Quero matar saudades e estar com os meus com mais frequência.

Quero o riso solto.
Quero saúde. Plenitude!

Quero cinema e pipoca.
Quero a preguiça do sofá com delivery.
Quero jantar fresquinho regado à vinho.

Quero dividir e aprender.
Me doar e agradecer. Sempre agradecer!
Quero todas as possibilidades que um novo ano vem oferecer.

Quero acesso para todos.
Insulina? Que não falte!
Informação sendo entregue com qualidade.

Quero construir novas histórias.
E revisitar as antigas. Trazer o …

O balanço das horas...

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Entre o balanço das horas, o pilates ficou de fora. Não, não é o ideal.
2019 não foi exatamente um ano ideal.
Extremismos, agressividade, preconceito pairando no ar. Sei lá, uma energia estranha.
Eu, que sinto a virada do ano como um recomeço, estou até feliz por já estarmos com 2020 dando as caras.

Mas, no fundo, ainda tenho o que comemorar: voltei a trabalhar na minha área base de formação, em uma empresa bem bacana; consegui manter a doçura do diabetes em ordem; minha Rima voou por aí, inspirando e representando tantos pequenos pelo Brasil afora...

Do ano que fica, o agradecimento e o reconhecimento pelo que ensinou e me trouxe como desafio e crescimento.

Gosto dessa energia de chegada do novo ano. Desde as últimas horas do 31 de dezembro já começo a pensar em tudo que aconteceu. O que foi lição, o que foi conquista, o que foi novidade, o que foi choro, o que foi riso.

Gosto de mentalizar o positivo.
Gosto do branco.
Gosto dos desejos de leveza e paz.

Para cada um de vocês, do fund…

O alerta vermelho!!

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Todo mês aumento em ma unidade a minha dose de basal durante o período menstrual.
Meu controle fica mais difícil e as variações de glicemia bem mais frequentes.

Claro que essa instabilidade toda gera ansiedade, irritação e traz aquela sensação chata de que não estou no comando. Parece que faço tudo errado. Parece que insulina vira água!

Algumas vezes esqueço dessa interferência dos hormônios e só no terceiro ou quarto dia do ciclo me dou conta da razão de toda a alteração na doçura. Pronto, faço os ajustes devidos na insulina de todo dia.

Mas esse dezembro... ah! Esse foi demais!!
Natal, rabanada, dias de papo no sofá na casa da Mamy, preguiça de feriado. Junta tudo, mistura com os dias do período e o resultado não poderia ser diferente: aquela montanha-russa de glicemias que chega a dar inveja às mais radicais e cheias de loopings dos parques de diversão.

O que ocorre é que durante o período menstrual o organismo perde um pouco da sensibilidade à insulina. E eu, apesar dos dez anos c…

Preconceito: a contramão do cuidado.

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Ao longo dos anos, conheci pessoas e conheci outras rotinas. O diabetes é o elo. Os tratamentos são diferentes, assim como a forma de enxergar a condição é diferente.

Diabetes é pessoal e intransferível. Duas pessoas com o tipo 1 são absolutamente distintas, por exemplo. E talvez tenha sido por isso que eu tive tanta dificuldade em entender que os casos de preconceito com pessoas diabéticas eram reais.

Por aqui, nunca passei por uma situação assim. Nem no batuque, nem em casa, nem nas minhas viagens, nem no trabalho. Ao contrário, tenho ao meu redor pessoas dispostas a aprender e ajudar.

Mas infelizmente não é sempre assim.
Já ouvi histórias de gente que não tem apoio da própria família; gente que passa por um processo seletivo enorme e, ao final, acaba sendo 'descartado' porque tem diabetes; gente que até em meio à diversão é taxado como louco, por sentir - no corpo e na alma - as variações provocadas pela doçura do diabetes.

Vez ou outra me perguntam o que pode influenciar n…

9 anos de doçura pelas redes!!!

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Diabetes é sobre cumprir horários e tarefas.
Dizer que nada mudou na minha vida depois do diagnóstico seria uma mentira das grandes. Eu tenho diabetes. Desde 2009, eu tenho diabetes tipo 1.
E eu nem sabia o que era isso. Achava que diabetes era diabetes e só.

Aprendi que não.
Tem tipo 1, tipo 2, tipo Lada, tipo Moody... Tem insulina na caneta, na seringa e na bomba. Tem agulha de 4mm, agulha de 8mm, até de 12mm. Tem gente que aplica sozinho, tem gente que não. Tem gente que prefere o sensor, tem gente que nem gostou! Tem furo no dedo, furo na barriga, furo na perna.
Mas tem gente, infelizmente que não tem nada disso.
Porque diabetes não é sentença para quem tem... mas pode ser para quem não pode ou não consegue ter acesso à médicos, ao tratamento e à informação.

Não pode ser assim.
Não pode uma doença que já foi classificada como fatal seguir matando pela falta de acesso a tudo isso. Não pode!

Diabetes é tipo educação continuada, sabe?
Diabetes é todo dia.

Eu tenho diabetes. E a cada …