Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2021

Uma voltinha pelo universo glicêmico...

Imagem
Controle: ato ou efeito de controlar(-se). No diabetes e na vida. E nem sempre a gente tem a vida sob controle.  Quer saber? Com o diabetes também não. Mesmo quando acha que sabe tudo! Um jantar levinho: cenoura, palmito, alface romana fresquinha.  Parmesão em pedaços, uma foccacia deliciosa. A glicemia antes de começar a comer me brindou com um unicórnio: 100mg/dL. Certeira!! Me dei ao luxo de tomar um vinho para acompanhar.  Comi pouco e na hora achei que não precisasse - ainda - da insulina.  Medi duas horas depois e a glicemia estava 157mg/dL, estável.  Dormi sem aplicar insulina de ação rápida. O medo da hipoglicemia me faz tomar esse tipo de decisão... Hoje acordei, medi: 111mg/dL.  Geralmente acordo com a glicemia na casa dos 90mg/dL. Então, fui olhar o gráfico da madrugada: a doçura bateu na casa dos 250mg/dL. O resultado da decisão (errada) de não aplicar insulina para a foccacia. Pão é pão! Pão faz a glicemia flutuar pelo universo glicêmico. Eu sei disso. Eu tenho clareza abs

Crônicas do Isolamento -- Ainda...

Imagem
Quarentena, dia 551. Até aqui, quinhentos e cinquenta e um dias evitando exposição que traga riscos.  Até aqui, ainda esperando por dias melhores, mas sem deixar de reconhecer a sorte de estarmos bem e com saúde. Ainda não acabou. Ainda não tem vacina suficiente. Ainda questionam a ciência.  Ainda tentam convencer o povo sobre remédios com ineficácia comprovada. Ainda insistem em dizer que máscaras não protegem. Ainda tem quem ignore a importância do distanciamento. Ainda tem hospital lotado. Ainda tem uma CPI tentando provar que o presidente é culpado. Ainda tem desdém pelas mortes ocorridas. Ainda tem quem acredite em conspiração chinesa. Ainda tem escolas sem condição de voltar a receber seus alunos.  Ainda tem - muitos! - desempregados.  Ainda tem luto. Ainda tem luta!  Ainda dói pensar em tudo que poderia ter sido evitado se os governantes desse Brasil continental fossem sérios e tivessem trazido as vacinas logo que elas foram oferecidas.  Se eu não consigo mudar isso, eu ainda ac

A vida de doçura como ela é!

Imagem
Esses dias eu estava muito diabética! Brincadeiras à parte, a coisa ficou esquisita por aqui.  Pelo que eu pude avaliar, foi uma sucessão de fatores: insulina de ação rápida de menos, comida demais, ansiedade para resolver pendências de trabalho lá no alto e um ataque à uma quantidade de açúcar que não costuma acontecer.  Vamos aos fatos: Para começar, um flashback da volta do feriado. Fugimos para a roça aproveitando a folga. Por lá foi tudo bem ao longo dos quatros dias. Glicemias super comportadas.  Voltamos na terça-feira e chegamos no Rio no final da tarde.  Paramos numa delicatessen para garantir o jantar, que o cansaço da viagem e o que precisaria ser organizado para o dia seguinte ainda iam consumir o restinho de energia que sobrou. Começa aqui o potencial causador do caos glicêmico: do lado da loja em que compramos a pizza do jantar e o pão do café da manhã, tinha uma outra lojinha que vende só pastel de belém (aquele docinho português que é feito de massa folhada, ovos e aç

Crônicas do Isolamento -- Eu nem vi!

Imagem
Setembro chegou e eu nem vi! A glicemia, o trabalho, a pandemia… Tem uma nova variante mas não tem vacina para todos. Tem instrução de manter o distanciamento e o uso das máscaras, mas tem um montão de gente por aí ignorando! Que difícil isso tudo. Quando eu acho que está perto de termos uma virada e uma grande melhora na situação, vem uma sacudida de aumento de novos casos. Tô cansada. Cansada de lavar as compras.  Cansada de passar álcool em tudo. Cansada de ter que me privar de encontros e abraços.  Mas tô mais cansada ainda dessa galera que não respeita os cuidados mínimos de prevenção e, pela falta de responsabilidade, expõe quem passa do lado. Até quando?? O fato é que enquanto não houver consciência, mais longe ficamos da solução. Ainda dói quando penso que já poderíamos estar em uma situação bem menos crítica e em tudo que nos deixou nesse patamar avassalador de mortes. Minha esperança está no aumento - ainda que menor do que o deveria ser - do número de pessoas vacinadas no Br