Só sei que foi assim...

Um ano que passou e deixou a sensação de que durou mais de 365 dias! 
Tenho a sensação de que o tempo não foi suficiente para fazer tudo que eu planejei e nem para estar com todos que eu gostaria...

Vacina, pandemia que parece que acabou mas não acabou, a volta do planejamento das viagens por aí, trabalho presencial, boteco com os amigos, encontros com a família... 

Tanto aconteceu! 

No meio disso tudo, sempre, um montão de agulhas e leituras de glicemia e aplicação de insulina e contagem de carboidratos e o equilíbrio na balança e a tentativa (de novo!) de manter uma rotina de exercícios - que ainda não foi como deveria ser. 

Não sou de fazer promessas de ano novo.
A gente já se cobra à beça todos os dias. Acho que essa coisa de prometer para se obrigar a buscar pode deixar tudo mais pesado, em vez de trazer a leveza que o começo do novo ano pode proporcionar. 

Se for prometer, que seja para me estressar menos, ouvir mais. 
Correr menos, relaxar mais. 
Reclamar menos, me divertir mais. 

No diabetes, no trabalho, em casa, em tudo! 

Temos o hábito de achar que nada pode ficar para depois. 
De fato, a insulina e a glicemia não podem... mas a roupa para lavar pode. A louça na pia pode. A cama bagunçada pode. Até o mercado pode. 

A exaustão vem justamente daí, de tentarmos nos colocar à frente do tempo para poupar tempo.
E isso, pasmem, é um recado que eu preciso ler e reler sem medidas. 

Dezembro chegou e está indo embora depois de férias em Buenos Aires (uma delícia, já deixa saudade!), cirurgia do marido, férias das crianças, dias em família, planos de reencontro com os amigos, aniversário deste Blog que eu amo e me traz - a cada dia! - aprendizados e cumplicidade com quem convive com a doçura (viva!! até aqui, são 12 anos de Insulina Portátil me deixando mais forte), consulta desmarcada, hipoglicemia...

Invariavelmente a celebração de um novo ano me deixa esperançosa. 
Este não seria diferente, ainda mais com a saída do verme que, até então, ocupava a cadeira de Presidente da República aqui no Brasil. 

Que nunca mais a gente precise passar pelo desdém de um governante pelo seu povo. 
Pela ganância que sobrepõe a saúde e a educação. 
Pela soberba que se coloca frente ao que é obrigação e dever.

Neste ano que está terminando eu me dediquei bem menos à este espaço do que eu previa. 
Não dei conta. E não, não vou prometer criar planilhas e roteiros e espaços para milimetricamente me dedicar ao Blog e às redes pelo IP... 
O que vou fazer é buscar o equilíbrio entre o que está em excesso nessa balança de tempo e dedicação para que haja mais tranquilidade e possibilidade de me deixar envolver pela escrita e, novamente, pelo meu Insulina Portátil e tudo o que accontece nesse mundo de quem convive com o diabetes.

Fecho esse 2022 com um trechinho do livro O Frio Aqui Fora, de Flavio Cafieiro, "(...) terminando as sentenças com três pontinhos ansiolíticos, abertos a um futuro sempre, sempre, sempre promissor. Sempre. (...) sempre o mesmo pedido pras estrelas, e sempre no final do ano. Sempre, sempre, sempre: no fundo, mesmo descrentes, não paramos de rezar."

Que assim seja para mim e para vocês: menos cobrança, mais diversão. Menos 'e se', mais 'vamos em frente'.

Que a gente coloque na bagagem que quer levar para o Ano Novo mais e mais abertura para o que é leve e faz bem. 


Até já, 2023!


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