Crônicas do Isolamento -- Resista!

Eu nunca me imaginei circulando por aí usando máscaras que não fosses as de Carnaval (que eu adoro!).
Essa, com requisitos específicos de proteção, elásticos que pegam atrás das orelhas, até então me remetiam somente à médicos, profissionais de saúde… 

Via imagens que vinham do Japão e, apesar de entender o conceito por trás da escolha - se um estava doente, cabia a esse um proteger os demais e por isso saía de máscara - eu só conseguia pensar em como aquilo devia ser desconfortável.

A pandemia chegou e a máscara veio como boia salva-vidas: era o que se tinha de mais seguro na tentativa de nos proteger do vírus.
Um mês. Seis meses. Um ano…
Durante todo esse tempo, acompanhando as notícias, os novos casos, o número triste e absurdo de perdas, as máscaras foram permanecendo, se tornando cada vez mais e mais necessárias. 
E eu, que achava que seria passageiro e logo não precisaríamos mais delas, fui me acostumando na marra. 
Um ano e meio e seguimos.
Se é o que temos para trazer mais segurança, não há o que discutir.

Foi assim com o diagnóstico do diabetes - “se existe um tratamento, vou me apegar a ele” - e tem sido assim com os cuidados que podem me ajudar a passar mais longe da COVID-19.

Me incomoda, acho um saco falar de máscara, fica suando, gruda no meu nariz a cada respiração. 
E daí?
Aquela velha história do ‘aceita que dói menos’.

Escolher me proteger vem na mesma linha de escolher me manter sob controle (e viva!!) aplicando minha insulina corretamente diariamente.
E, considerando que vemos (des)governantes sem máscaras, sem protocolos e sem vergonha, a escolha pelo uso das máscaras é um ato de resistência.

Atingimos a marca de cem milhões de brasileiros vacinados com a dose única ou a segunda dose.
É um marco grande e importante, considerando as perdas por covid no país, as forças contra vacina que tivemos que ultrapassar, as falsas notícias tão difundidas tentando derrubar a ciência...
Mais de 70% da população do Brasil já foi imunizada com a primeira dose. 
Viva o povo brasileiro. Essa realização é do povo e do SUS!

Eventos estão começando a voltar a acontecer e, embora algumas imagens de pessoas sem máscara me choquem e ainda me causem um certo pânico nesses casos, sei o quanto isso é libertador. 

Fico feliz por chegarmos ao ponto de ter a volta desses eventos com público, ver pessoas novamente juntas. 
Vai chegando a hora de aplacar a saudade, de conseguir sair para encontrar os amigos, de dar um mergulho no mar sem medo (ou com um pouco menos de medo). 

Falta menos que faltava, mas é preciso lembrar que a pandemia não acabou.
Enquanto isso, o respeito, a máscara, os cuidados e toda a precaução possível seguem.

Respira. Resista!
Vai passar.





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