Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

25 abril, 2018

Último Ato: o ponto de interrupção...

15 dias e só! Foi todo o tempo em que eu fiquei com o AccuCheck Combo...

A decisão por fazer um novo teste com o sistema de infusão continuo de insulina - a bomba - foi para tentar, mais uma vez, 'funcionar' com um tratamento inovador e que nos poupa de algumas injeções ao longo do dia.

Estava disposta a deixar a bomba cumprir o seu papel.
Junto com Larissa, a minha educadora, fui entendendo o sistema e acompanhando os resultados.
Ela e a minha endócrino, a Monique, estavam sempre em contato para fazer os ajustes necessários nas doses de insulina e as duas em contato diário comigo! Isso já trouxe, de imediato, uma segurança nessa tentativa de seguir com uma nova terapia.

Mas, por mais que eu estivesse absolutamente monitorada e orientada, a doçura não se comportou como a gente esperava.
Um ajuste aqui, outro ajuste ali, a certificação da contagem de carboidratos bem corretinha e nada parecia fazer efeito.



Minhas glicemias de jejum estava batendo a casa dos 180mg/dL, as glicemias antes e depois das refeições variavam perto dos 200 e pouco e, no 15º dia, quando bateu 299mg/dL antes do almoço, mesmo corrigindo a carga de carboidratos do café da manhã, eu me assustei.

Liguei para a minha médica e esse acabou sendo o ponto de interrupção do teste.

Os números estavam muito além dos meus resultados padrão.



Ela já vinha preocupada por causa dos resultados altos frequentes e com esse último registro, considerou que eu estava em risco.

A tecnologia de fato me encanta. Ter um equipamento no qual é possível programar doses distintas de insulina conforme respostas do nosso organismo, é um grande avanço.
Mas a terapia e a forma de uso não me deixam mais confiante e confortável do que a que eu costumo usar, que é o tratamento com as canetas de insulina. Acabo me sentindo ansiosa com as glicemias tão alteradas. Além disso, como diz a Monique, sou muito "bicho solto" e ficar presa à um equipamento não é muito a minha...

A conclusão que eu tiro, de novo, é que não é uma terapia para todas as pessoas.
E a não ser que fosse imprescindível para garantir o melhor controle da condição, eu optaria por continuar.

Ficam a experiência (tudo devidamente registrado aqui: 1º Ato; 2º Ato; 3º Ato; 4º Ato) e o conhecimento adquirido sobre um outro tipo de tratamento.
Agradeço à Roche pela possibilidade de testar este tipo de terapia e ao Rafael, à Lari e à Carol por todo o acompanhamento e ajuda.

Tudo de volta à normalidade por aqui.
Canetas a postos, furos na pancinha sendo feitos diariamente e a - nova - promessa de cumprir o revezamento dos pontos de aplicação!!


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