Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

10 abril, 2018

2º Ato: As primeiras impressões da minha parceria com o Combo...

Quatro dias completos com a Bomba e eu já fiquei embolada no cateter de madrugada e presa no braço da cadeira!
Nada grave, nada sério, só a falta de hábito mesmo.
Mas até aqui, tudo está indo bem.

Estou achando o Accu-Chek Combo prático de manusear. O fato de não ter que ficar mexendo na Bomba o tempo todo deixa tudo mais fácil... O glicosímetro do combo acaba funcionando como um controle remoto. A gente mede a glicemia, informa a quantidade de carboidratos que serão ingeridas e, com as configurações que já foram inseridas na bomba referentes às quantidades de insulina, ela calcula a dose necessária e a mágica acontece: a insulina começa a ser liberada.

Ontem fiz a primeira troca da cânula. Sem mistério! Foi bem tranquilo.
O aplicador é grande e apesar de parecer complicado, à primeira vista, é simples de usar.
 A agulha é retirada...
 ... e é este filamento que fica dentro da pele depois de aplicada a cânula.
Com os resultados das glicemias registrados nesses primeiros dias, conseguimos - eu, a Monique (minha Super endócrino) e a Larissa (a Educadora que está acompanhando o meu teste) - analisar em que horários seria preciso fazer ajustes nas doses de insulina.

A Monique acabou sendo mais conservadora inicialmente, para evitar uma eventual hipoglicemia. Como não aconteceu e minha glicemia de jejum estava ficando mais alta do que o meu padrão, as doses da madrugada foram aumentadas.

Tanto na bomba quanto no glicoseímetro eu tenho acesso aos meus dados de glicemia medidos, a qualquer momento. E, se por acaso eu esquecer de lançar alguma informação importante (quantidade de carbos, em qual refeição foi o registro, se houve a prática de exercícios...), eu posso editar o respectivo registro e alterar ou acrescentar o que for preciso.

Além disso, o Accu-Chek Combo me dá as médias de glicemia para intervalos de 7, 14, 30, 60 e 90 dias.
E uma vantagem do sistema de infusão contínuo de insulina, na minha opinião, é a possibilidade de poder corrigir a doçura pós-prandial de imediato, com a dose de insulina certa e necessária, nem a mais e nem a menos.
(isso acontece porque a Bomba permite que sejam aplicadas micro doses de insulina, como expliquei  lá no post sobre o 1º Ato dos dias em modo biônico)

Por escolha, decidi continuar usando o Libre.
Não precisa e não há qualquer conexão dele com o Combo, mas como eu estou muito adaptada a esse sistema de monitorização e ele me dá as tendencias de glicemia e os gráficos com a visão da variação ao longo do dia, optei por manter o sensor já que estou com um tratamento novo e com um esquema de insulinização diferente.
Uma observação: as medições no dedinho e no sensor tem ficado bem próximas!

Nesse curto intervalo de tempo, o balanço é positivo. Só não consegui ainda me adaptar ao fato de ter algo pendurado no corpo...
Sigo por aqui tentando manter o cateter em ordem!!



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