Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

15 abril, 2018

3º Ato: As surpresas dos dias no modo 'bombada'!

Até aqui, 9 dias com a bomba...

...e sigo embolada nas madrugadas. Seja com a bomba presa no short do pijama ou solta na cama (mas devidamente presa na cânula pelo cateter), eu me espalho e ela não me acompanha. Mas vou resolver isso com o tempo e a prática.

Ao longo da semana a glicemia até que se comportou bem.
Algumas variações além do esperado, alguns resultados pós refeição batendo a casa dos 200 mg/dL, que podem ter sido em função de correções erradas.

Explico: tenho muito medo de fazer hipoglicemia. E aí, em alguns casos, não levo tão na teoria a contagem dos carboidratos. Calculo como deve ser e - que fique bem claro - por minha conta, acabo descontando alguma coisa no valor total. Com isso, o erro pode acontecer.
Sei que eu peco pelo excesso, acabo sendo conservadora, mas com um tratamento novo, ao qual eu ainda estou me adaptando, prefiro assim...

A supresa nesses últimos dias foi a tal da bolha!
Uma bolha pequena, mas que tem um poder grande de interferir na correta liberação da insulina pela bomba.
O que acontece é que quando forma uma bolha no cartucho de insulina, ela impede a passagem da insulina e aí, o que vem pelo cateter é só ar. E ar não faz a glicemia baixar, é simples assim!!

Consultei meu time de educadoras - a Lari e a Carol - e com a orientação delas, fiz o procedimento para eliminar a tal indesejada. Parei a bomba, dei o comando para preencher o conjunto de infusão e lá se foi a bolha. Tudo e volta ao seu devido lugar.

Depois da bolha, uma hipo. A primeira com a bomba... Por mais que racionalmente eu tenha a consciência de que o ideal é ingerir 15 gramas de carboidratos, na prática fui em frente e a doçura foi também. Quem nunca?!

Hoje, um sustinho me pegou despertando: glicemia de jejum estava 208 mg/dL. Isso não é comum para mim e me deixou meio apreensiva. Mensagens enviadas para as educadoras e para a minha endócrino, decidi trocar logo a cânula, já que era dia.
Aí entendi o que estava acontecendo!
Quando dei o comando para preencher a cânula...
 ...percebi que o cateter estava obstruído! A insulina vinha por todo o cateter, mas não saía como deveria.
(Essa pontinha é que estava 'entupida')
Era esse o problema.
A insulina não estava entrando no meu organismo e a glicemia seguia alterada.

Fiz a troca do conjunto completo - cateter, cânula e cartucho - e não achei complicada, só achei trabalhosa.

O que me dói é ver esse cartucho com um restinho de insulina ir para o lixo........
Accu-Chek Combo como companheiro e vamos em frente no modo biônico!



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