Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

06 abril, 2018

Modo biônico - pra começar outra vez: 1º Ato!

Tentativa e erro... erros e acertos.
Diabetes é assim.

Um dia uma unidade de insulina funciona para corrigir um lanchinho. No dia seguinte, você toma duas para o mesmo lanchinho e pode não funcionar.
Depende de tantas variáveis!

E foi por isso que eu aceitei fazer o teste com a bomba de insulina da Roche.

- Ué! Mas você não se adaptou à esse tipo de tratamento.

Pois é.
Não curti e pretendia negar quando a Roche entrou em contato comigo. Marcamos um café para bater um papo e eu fui até lá pensando em como negar com gentileza e simpatia.

Cheguei, nos encontramos e em 5 minutos eu já tinha mudado de ideia.

Eu sou muito adaptada ao tratamento com as canetas de insulina. Não me incomodo em furar a pança para aplicar e a verdade é que não preciso usar muita insulina de correção.
Além disso, sou muito sensível à insulina de ação rápida... Recentemente minha dose de insulina basal foi reduzida e o passo seguinte seria mudar a minha caneta da insulina de bôlus para a que permite meia dose, em vez de uma unidade inteira.

Foi justamente por causa desta última questão que eu optei por testar o AccuChek Combo. Nessa bomba é possível regular a quantidade de insulina em micro-doses (a mínima é de 0,0025 unidade).
Decidi tentar!
A bomba é um sistema de infusão contínuo de insulina. Ou seja, ele fica conectado ao meu corpo o tempo todo e vai liberando insulina em quantidades pré-estabelecidas (definidas pela minha médica, junto com a Educadora da Roche) a cada 3 minutos.

O Combo não funciona com um sensor, mas com um glicosímetro daqueles de furinho no dedo e tirinhas. O grande diferencial é que ele se comunica diretamente com a Bomba, por bluetooth, e é aí que a mágica acontece.

Na instalação da Bomba são definidos os meus parâmetros para a relação insulina / carboidrato (uma unidade de insulina para compensar uma quantidade específica de carboidrato), a quantidade de insulina basal para o dia (hora a hora), a minha faixa alvo de glicemia (a mínima e a máxima aceitáveis) e informações sobre condições especiais de saúde (prática de exercícios, período pré-menstrual, doença, etc).
Assim, quando eu meço a glicemia, a bomba recebe os dados da medição, eu adiciono a quantidade de carboidratos que eu vou ingerir e pronto: a bomba começa a liberar a insulina necessária.

Uma coisa que achei bem prática foi o fato do cartucho de insulina da Bomba se conectar diretamente  à caneta. Fica fácil transferir...



A aplicação da cânula e do cateter também foi bem simples de executar.
O aplicador é grande, mas no final das contas, essa agulhina é que 'abre' o caminho para a entrada da cânula:

A previsão inicial é de dois meses para o teste.

Hoje foi o grande dia e agora estou, mais uma vez, em modo biônico.

Em breve, mais notícias sobre a experiência!!

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