Modo biônico - pra começar outra vez: 1º Ato!

Tentativa e erro... erros e acertos.
Diabetes é assim.

Um dia uma unidade de insulina funciona para corrigir um lanchinho. No dia seguinte, você toma duas para o mesmo lanchinho e pode não funcionar.
Depende de tantas variáveis!

E foi por isso que eu aceitei fazer o teste com a bomba de insulina da Roche.

- Ué! Mas você não se adaptou à esse tipo de tratamento.

Pois é.
Não curti e pretendia negar quando a Roche entrou em contato comigo. Marcamos um café para bater um papo e eu fui até lá pensando em como negar com gentileza e simpatia.

Cheguei, nos encontramos e em 5 minutos eu já tinha mudado de ideia.

Eu sou muito adaptada ao tratamento com as canetas de insulina. Não me incomodo em furar a pança para aplicar e a verdade é que não preciso usar muita insulina de correção.
Além disso, sou muito sensível à insulina de ação rápida... Recentemente minha dose de insulina basal foi reduzida e o passo seguinte seria mudar a minha caneta da insulina de bôlus para a que permite meia dose, em vez de uma unidade inteira.

Foi justamente por causa desta última questão que eu optei por testar o AccuChek Combo. Nessa bomba é possível regular a quantidade de insulina em micro-doses (a mínima é de 0,0025 unidade).
Decidi tentar!
A bomba é um sistema de infusão contínuo de insulina. Ou seja, ele fica conectado ao meu corpo o tempo todo e vai liberando insulina em quantidades pré-estabelecidas (definidas pela minha médica, junto com a Educadora da Roche) a cada 3 minutos.

O Combo não funciona com um sensor, mas com um glicosímetro daqueles de furinho no dedo e tirinhas. O grande diferencial é que ele se comunica diretamente com a Bomba, por bluetooth, e é aí que a mágica acontece.

Na instalação da Bomba são definidos os meus parâmetros para a relação insulina / carboidrato (uma unidade de insulina para compensar uma quantidade específica de carboidrato), a quantidade de insulina basal para o dia (hora a hora), a minha faixa alvo de glicemia (a mínima e a máxima aceitáveis) e informações sobre condições especiais de saúde (prática de exercícios, período pré-menstrual, doença, etc).
Assim, quando eu meço a glicemia, a bomba recebe os dados da medição, eu adiciono a quantidade de carboidratos que eu vou ingerir e pronto: a bomba começa a liberar a insulina necessária.

Uma coisa que achei bem prática foi o fato do cartucho de insulina da Bomba se conectar diretamente  à caneta. Fica fácil transferir...



A aplicação da cânula e do cateter também foi bem simples de executar.
O aplicador é grande, mas no final das contas, essa agulhina é que 'abre' o caminho para a entrada da cânula:

A previsão inicial é de dois meses para o teste.

Hoje foi o grande dia e agora estou, mais uma vez, em modo biônico.

Em breve, mais notícias sobre a experiência!!

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