Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

11 julho, 2017

Lipohipertrofia: muito além da estética!

Já ouviu falar em lipohipertrofia (LH) ou lipodistrofia? Nomes esquisitos, não é? Mas para quem convive com a doçura, são mais comuns do que se imagina. 

A lipohipertrofia é um acúmulo de gordura nos locais de aplicação da insulina. Isso acontece quando não é feito o devido revezamento dos locais. Eu costumo aplicar nas coxas, nos braços e - muito mais! - na barriga. E adivinhem o que aconteceu? Lá estão os meus 'gominhos' na pança, pela falta de revezamento adequado.

- Mas se você sabe que precisa alternar os locais de aplicação, por que não fez?

Porque no dia a dia, na correria, numa hiper, naquela corrigida rápida antes de começar a sessão do cinema... a praticidade acaba falando mais alto, aplico na barriga mesmo e sempre penso que "é só dessa vez, na próxima eu aplico no braço".

No verão e em dias mais quentes, aplico na perna sem qualquer problema. O uso de vestidos, shorts ou saias ajuda bastante. A mesma coisa para os braços, afinal as camisetas sem manga imperam. Agora, nesse período de temperaturas mais baixas e casacos sendo companheiros inseparáveis, nada de passar frio: a barriga é sempre a escolhida. E, por mais que eu ache que não vai ter problema, que nunca vai acontecer, acontece. Aconteceu comigo!
De leve, nada gritante, mas está aqui e sim, me incomoda. Ah, incomoda a minha endócrino também e levei um baita puxão de orelha na última consulta. 

O fato é que isso não é só uma questão estética. Segundo o Dr. Augusto Pimazoni Netto, a LH pode interferir no controle da glicemia:
"O aspecto mais importante dessa alteração é que ela pode interferir na eficácia da terapia insulínica, uma vez que quando a insulina é aplicada nessa massa de tecido gorduroso, pode apresentar um retardo significativo na absorção de insulina, levando o paciente a picos de hiperglicemia. Mais tarde, esse retardo pode levar a uma redução perigosamente baixa dos níveis sanguíneos de glicose, uma vez que a absorção de insulina e a consequente liberação para a corrente sanguínea fica prejudicada num primeiro momento após a injeção e, depois, toda a insulina é liberada mais rapidamente, levando à situação oposta, de hipoglicemia".
(A entrevista dele sobre o assunto está publicada na página da SBD e pode ser acessada, na íntegra, por este link: LH_Dr. Pimazoni)

Portanto, assunto sério e puxão de orelha bem dado.
Com esta chamada de realidade, estou prestando mais atenção nas aplicações e tentando manter mais intervalos para a pancinha, além de manter mais rotatividade nos outros locais. 

Vale dizer que a LH não é permanente. Com o rodízio, o local afetado tende a voltar ao normal.

Para não errar na hora de aplicar, fica a dica:
(Imagem e detalhes sobre o rodízio: DiabetesMed)

Não basta aprender nem saber, a gente precisa colocar em prática o que é melhor para o nosso tratamento.
Ação e reação, é simples assim!







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