Status: mantendo uma certa distância da farinha...

Sabe aquelas clássicas perguntas que todas as pessoas com diabetes escutam inúmeras vezes sobre "o que você pode comer?" e "o que interfere na sua glicemia?"? 
Ouso dizer que para as duas perguntas a resposta é a mesma: tudo. 


Desde que eu saiba como funciona a contagem de carboidratos e use a insulina para isso com a devida orientação médica, eu posso comer tudo (viva a educação em diabetes!).
E, sobre o que interfere na nossa glicemia, não tem resposta diferente dessa: tudo!!  
Um remédio, um estresse, a falta de atividade física, insulina demais ou de menos, cansaço, sono, gordura, açúcar e por aí vai. 

O fato é que com o tempo de diagnóstico, além de seguir aprendendo sobre a condição, eu vou me conhecendo mais e entendendo melhor sobre os efeitos da alimentação, dos exercícios, de uma gripe, do excesso de trabalho e de tantas outras coisas no meu corpo e no meu controle glicêmico. 

Há pouco tempo, logo após o carnaval, eu positivei para covid-19 (que saco isso!). 
Fiquei caidinha, com uma moleza e febre me perturbando por uns 3 dias e a tosse persistente por um tempo ainda depois.
Junto com isso e com a medicação, uma dor de estômago que não me abateu, mas gerava um incômodo de levinho. 

Decidi, por conta própria, dar um tempo em farinha de trigo. 
Pão, macarrão, biscoito e afins. 
Não tenho resistência nem alergia à glúten (ao menos, nunca soube ou testei) e nunca me senti mal por comer coisas com farinha. Foi só mesmo uma decisão para tentar poupar o estômago que estava esquisitinho.

Um dia, mais um, depois outro. 
A covid passou, voltei à rotina de trabalho, mas escolhi manter uma certa distância da farinha. 

Comecei a nem sentir mais falta dela e, junto com isso, comecei a perceber meu corpo como se estivesse desinchando. 
A mudança tem sido física e na balança. 

Não estou numa proibição. Me permiti uma pizza semana passada, um hamburguer no final de semana anterior... 

Não é nada radical, mas a verdade é que tenho me sentido bem sem a tal da farinha todo dia. 
Só que, em paralelo, a minha maior surpresa e mais perceptível mudança foi na variação glicêmica!! 
É impressionante como a minha estabilidade melhorou nesse período (e como reduziu a quantidade de insulina de ação rápida que eu aplico…)
Meu tempo na meta aumentou, não tenho tido picos de glicemia após as refeições.

  

Num momento em que o climatério me trouxe uma resistência à insulina, qualquer melhora nesse sentido é comemorada!

Não quero aqui começar uma defesa super hiper mega gigante de todos pararem de consumir glúten. Não sou especialista, não sou profissional de saúde, não sou celíaca. 
Estou só dividindo a minha experiência como pessoa que nunca antes tinha parado de comer qualquer coisa farinhenta. 

Adoro um pão na chapa, adoro uma boa massa, mas agora prefiro seguir sem o consumo exagerado e, às vezes, até sem nem ter tanta vontade e comendo só porque estou acostumada com os hábitos que já ficam ali guardados. 

Toda mudança tem seus efeitos. 
Essa, que eu nem tinha planejado, está me rendendo bons frutos. 
Vou em frente assim, sem querer 'catequizar' ninguém nesse sentido, mas pela minha saúde e pelo meu bem estar. 
(E se existem razões melhores que essas, eu não conheço!!)
 

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