A saga do sensor que se vai...

Eu uso o FreeStyle Libre desde 2016. 
Tive uma resistência logo que foi lançado, principalmente por causa do preço. Mas quando coloquei na ponta do lápis, considerando principalmente quantos monitoramentos eu poderia fazer ao longo do dia, o custo-benefício passou a ser muito maior comparando com as pontas de dedo. 

Enfim, me rendi, comprei os sensores e segui. 


Só que, de uns dois anos para cá, tenho percebido uma qualidade bem inferior no produto. 
Tive algumas ocorrências com falha de leitura e estabilidade no funcionamento e em todas as vezes recorri ao suporte da Abbott. 

Pois na última semana tive um problema com dois sensores, um depois do outro, sem intervalo.
Não é possível que um produto que agora custa R$299,90 (para 14 dias de uso) esteja ficando pior.
Quanto maior o preço, menor a qualidade??

Vamos aos fatos: 
No sábado à noite, enquanto eu me arrumava para um casamento, meu sensor soltou. 
Estava no braço esquerdo, aplicado direitinho como orienta o fabricante.
Não bati o braço, não arranquei me enxugando pós banho, não estava na piscina ou no mar...
Como eu tinha compromisso, deixei aquele sensor de lado, coloquei um novo e segui. 
E, para minha absoluta surpresa, com menos de 12h da aplicação do sensor novo ele já estava apresentando defeito. 

Primeiro mostrava uma linha vermelha inconstante indicando várias hipoglicemias. Depois, aparecia a sigla LO (de 'low', para indicar hipoglicemia). Por fim, começou a aparecer uma mensagem de que aquele sensor não estava funcionando e que eu deveria substituir por outro. 

 



Inacreditável! 
Em 12h, praticamente R$600,00 no lixo! 
~ e aqui cabe uma observação: pelo que tenho acompanhado nas redes sociais dos relatos de pessoas que também usam o sensor, esses problemas têm sido cada vez mais frequentes ~ 

Enquanto isso, medindo com a tira-teste, tudo dentro da normalidade (tinha até um unicórnio por lá!):


Como no final de semana o serviço de suporte ao cliente da Abbott não atende, fiquei com esse segundo sensor no braço até o dia seguinte e finalmente liguei para pedir a troca.
Levei 40 minutos para ser atendida... haja paciência! 

Expliquei o corrido, respondi a todas as perguntas investigativas feitas [em que braço estava?, qual era a posição no braço? há quantos dias estava instalado? você fez movimentos bruscos? qual o código de erro? confirma por favor o número de série] e depois de um longo tempo, finalmente foram autorizadas as duas substituições por sensores novos. 

Atualmente, a troca é feita diretamente em uma das farmácias credenciadas (no meu caso, fui em uma unidade da drogaria Venâncio e o processo foi bem simples, sem estresse e burocracias). 
Apenas com o número do meu CPF retirei os sensores. 

A tecnologia em saúde é incrível. 
Eu celebro tudo que vem para nos dar mais conforto no tratamento, seja qual for a condição de saúde. 
Adoro o libre e uso porque sinto que me traz mais liberdade mesmo. 
Mas precisamos ter um mínimo de garantia de que esses caminhos são seguros. 
Eu não posso correr o risco de usar uma ferramenta que deveria me ajudar e agora vem me trazendo insegurança e risco. 

Alô Abbott, precisa ver isso aí!
Um produto que interfere diretamente na decisão que nós tomamos a cada leitura de glicemia precisa ser confiável. 
Nós, clientes, pacientes, merecemos respeito e o devido cuidado com a nossa saúde. 

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