Crônicas do Isolamento -- Amanhã vai ser outro dia...

Vai ou fica? Sai ou não sai?
Mantém ou mexe um pouquinho?

Fica. Fica em casa!

Aí vem outra questão: ficar sozinha ou não?
Sei que eu estou no grupo de risco. Só que também sei que estou bem e que sigo com foco no melhor controle possível da glicemia, para minimizar esse risco... Por isso, depois de muito pensar e de muito papo com o namorado, decidi que eu ia.

Uma mudança rápida, de uma casa para outra, com uma escala no caminho para pegar as pequenas que vão ficar junto pela próxima semana. Energia diferente para renovar os ânimos e trazer uma leveza entre as horas!

Na prática, ainda que seja uma mudança só de local, mantendo a limitação de estar 'confinada' em um espaço físico, estar junto é bem melhor. E, em se tratando de limite, a movimentação para sair de uma casa e ir até a outra fica no limite entre uma operação de guerrilha e uma comédia pastelão: papel para apertar o botão do elevador; esquece uma coisa em casa e volta; abre o carro; borrifa a solução de água com água sanitária no tapete do carro; abre a mala; coloca tudo em um saco gigante e guarda; fecha a mala; entra no carro; borrifa; abre a janela; vai devagar; chega na outra garagem; limpezinha nas mãos das pequenas quando entram; a última garagem; estaciona e tira as coisas do carro; papel para apertar o botão do elevador; chinelo do lado de fora; roupa na máquina de lavar; escala do banho.
Ufa!
Respira, faz um café e segue o dia.

Ver a vida do lado de fora pela janela do carro já deu uma aliviada.
Vontade de abrir a porta do carro e dar um corridão pela rua? Sim!
Eu que lute!! Como se diz por aí, vontade é uma coisa que dá e passa (ou não).

O que vem me ajudando bastante a lidar melhor com as restrições desse período de ter que ficar em casa é ter estabelecido uma rotina. Mesmo que não precise ser tão radical assim com ela, faço questão de seguir um protocolo de começar a trabalhar e encerrar o expediente no horário 'normal'. Uma horinha de almoço, com tempinho até pra um descanso. No final do dia, filme, novela, livro, arrumação da casa, chamego... o dia flui!

Especificamente sobre o diabetes, a glicemia está mais estável. Acho que não ter o corre-corre do dia a dia, de lá pra cá entre barca, escritório, reuniões, metrô e tal, ajuda nessa estabilidade.
No mais, o Libre segue no braço - com menos risco de ser arrancado em um esbarrão - usei um único tegaderm para proteger o sensor pelos 14 dias (não ficou nojentinho e nem saindo do braço) e a contagem de carboidratos também parece estar funcionando melhor, sem a pressa da hora certa dos dias úteis de trabalho "off home".

Vamos em frente, sempre.
Amanhã vai ser outro dia...
Espera e esperança andando juntas!



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