Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

22 março, 2017

Vivendo e (re)aprendendo!

"Vou tomar um sorvete normal, nada de diet! Depois eu meço a glicemia e, se precisar, tomo insulina."

Tomei, medi e não precisou.
- Uau! O açúcar não alterou em nada.

Mágica?
Não. Uma conjunção de fatores e a máxima de que não é o açúcar o grande bandido no controle do diabetes.

Entre alguns outros fatores (dosagem errada de insulina, falta de exercícios, um estresse no meio do dia...), são os carboidratos de modo geral que interferem na glicemia, sejam eles doces ou salgados, no prato principal ou na sobremesa.

Mas lá no começo, apesar de entender o que são os tais carboidratos, eu ainda tinha em mente que o açúcar era sim o vilão. Que só servia mesmo para ajudar a compensar uma hipoglicemia e que deveria ser evitado de qualquer maneira.

Ok, isso em parte é fato. Mas nos meus oito anos de vida doce, aprendi muita coisa. E uma das mais importantes foi que posso comer o que quiser. Para isso, preciso apenas de quatro coisas: responsabilidade, moderação, uma aliada chamada contagem de carboidratos e insulina.

Pronto! Lá se foi por terra a teoria de que aquele brownie maravilhoso tem que ser deixado de lado; de que a torta de limão que você ama nunca mais vai poder estar presente; de que o brigadeiro da festa do sobrinho vai ficar só enfeitando a mesa.

A gente pode tudo. A gente só precisa aprender a fazer tudo sem deixar o cuidado para trás.
Uma trilha pode, com reforço no lanchinho antes e durante. O doce preferido também pode, com uma refeição mais leve para equilibrar antes, por que não?!
Medir a doçura antes e depois e corrigir os carboidratos com a insulina de ação rápida são nossas maiores ferramentas.

O tempo me ajudou a aprender e entender mais sobre o diabetes e sobre como meu organismo responde à diferentes tipos de alimentos e situações.

Por isso de novo eu digo: entenda a sua condição.
Se informe.
Questione.
Opte por você e pela sua saúde sempre.
Se cuide.
Vá em frente!

E é assim, com o sorvete preferido do momento - com açúcar, nada zero! - que faço um brinde à vida doce.
Porque quanto maior o controle, maior a liberdade!!




20 março, 2017

Combo da Doçura!

Tem novidade no ar!

Eu acredito que viver bem com diabetes é absolutamente possível.
Pode não ser sempre fácil, mas é possível.
E acredito também que é com educação em diabetes e conhecendo mais e mais sobre essa doçura que a gente consegue conquistar dias tranquilos e qualidade de vida. Nada de guerra, em vez disso uma parceria com o diabetes.

Cada um encara o diagnóstico de uma maneira, mas entender a condição faz a gente descobrir que não precisa parar de viver, de fazer o que gosta.

Então, hoje faço dois convites:
O primeiro é para que você olhe para dentro, olhe em volta e preste atenção em tudo que te faz bem. Pontue cada coisa que te deixa mais alegre, que te garante um sorriso no rosto, que te move e te faz ir em frente. Agora pense se não vale muito mais a pena continuar se cuidando para viver bem com tudo isso aí que te faz feliz...

O segundo convite é para um sorteio!!
Nesse mês que completo oito aninhos de uma vida bem doce, que eu aprendi a levar com leveza, quero reforçar que esse é o melhor caminho.
Por isso, tem um combo bem bacana esperando por algum docinho ou alguma docinha:


- Bottons do meu IP, para você colocar na bolsa, na camiseta, na mochila e ajudar a levar por aí mais informação sobre o lado leve do diabetes

- Uma pulseira de couro para te fazer lembrar sempre o quão forte você é ("I am stonger than diabetes!")

- Um livro 'Diabetes: conheça mais e viva melhor', escrito e autografado pelo PhD Mark Barone.


Para participar é muito simples: preencha o formulário (acesso por este LINK) até o dia 30/03/2017. Não é um cadastro, são algumas informações para eu saber um pouquinho mais de cada um que está participando. Só!
Depois é esperar pelo resultado... O sorteio vai acontecer dia 31.
Ah, o envio é por minha conta!!

Pode compartilhar, divulgar e convidar os amigos.

Boa sorte e muita saúde, sempre.


15 março, 2017

Altos (bem altos!) e baixos da doçura...

Depois de uma semana entre remédios e repousos e glicemias completamente descontroladas, o controle está voltando por aqui.
Não sei o que eu tive exatamente - uma gripe forte, sem febre, mas com uma falta de ar que me deu bastante trabalho - estou aliviada por estar me sentindo melhor! Além da tosse, que já incomodava bastante, e da dificuldade para respirar (que me deu um certo pânico), a impossibilidade de controlar as glicemias me derrubou.

Eu sei que o corticóide descompensa a glicemia e ainda tinha o anti-histamínico e o xarope. Mas eu realmente não consigo ficar tranquila sabendo que a glicemia chega perto de 300mg/dL, mesmo depois de ajustar as doses de insulina basal e mesmo usando mais unidades de insulina para corrigir as refeições.

Em uma semana, a montanha-russa por aqui foi com bastante emoção:
E aí meu racional não funciona nessas horas, simples assim.
Fico com raiva, por mais que saiba que isso não ajuda em nada para manter a doçura em ordem! Mas não consigo segurar... Dá uma agonia comer as coisas que eu estou acostumada e ver que nem com uma dose maior de insulina foi possível domar a glicemia.

Agora os remédios acabaram, a falta de ar acabou e a tosse também já está quase sumindo.
O cuidado excessivo com 48 horas de repouso foi uma medida de segurança da minha Endócrino. O receio dela era uma cetoacidose, por conta da glicose bem mais alta que o ideal!

Ainda não voltei totalmente para o ritmo.
Tentei pilates esta semana. Não deu: cheguei no estúdio com uma baita hipoglicemia que foi resultado da dose de basal maior, no primeiro dia sem o corticóide. Dei meia volta e fiquei quietinha em casa.

Continuo medindo a glicemia antes e depois de cada refeição e estou bem mais tranquila vendo os números mais organizados e dentro de um intervalo sem risco. Minha dose de Tresiba está sendo gradualmente reduzida e percebo uma redução na necessidade das correções também.

Enfim, acabou o tumulto!
Sigo com atenção no docinho, na hidratação e sem muitas estripulias por aí até estar 100% de novo.










13 março, 2017

Força, raça e gana sempre...

Há 8 anos eu venho aprendendo diariamente a ser doce.
Há 8 anos eu resolvi que faria de um susto, um recomeço.
Há 8 anos eu decidi que a doçura não seria um obstáculo para nada.

Há 8 anos o diagnóstico que chegou de supetão me fez parar e, depois de muito choro, respirar fundo e levantar a cabeça para me jogar com tudo naquela nova realidade.

2 consultas com a Endocrinologista e mais uma com a Nutri, algumas lancetas jogadas fora enquanto eu descobria como funcionava o mecanismo do glicosímetro e dez dias depois, um atestado em inglês e outro em francês seriam, junto com as minhas insulinas, os companheiros de uma viagem de trabalho fora do país. Em nenhum momento pensei em não ir... Não se tratava de um desafio, mas da vontade de mostrar - já naquele momento - que não seria o diabetes que ia impor qualquer limitação aos meus dias.

Até hoje tem sido assim!
Nem todo dia é bom, nem todo dia é calmo... O receio de uma hipoglicemia ainda paira no ar algumas vezes; a tensão na espera pelo resultado dos exames ainda acontece.

Mas a parceria da minha médica, sempre respondendo todas as minhas perguntas e esclarecendo as minhas dúvidas com paciência, o cuidado e o amor de quem está comigo, tomando conta e fazendo o possível para entender como esse tal diabetes tipo 1 funciona, são fatores insubstituíveis no meu tratamento.

São 8 anos sem complicações!! (ufa!)
Sorte? Não. Dedicação, empenho. Acima de qualquer coisa, querer estar bem.
De lá para cá, foram quase 12.000 furinhos nos dedos e mais ou menos 8.500 injeções na pancinha ou na perna.
Reclamações?? Nenhuma!
Nem um roxinho eventual me tira o foco de que estou prezando pela minha vida todos os dias.

Em todo esse tempo eu também aprendi que não é sempre assim.
Que faltam recursos, falta informação, falta atenção à quem convive com esta condição. E exatamente por causa dessa situação, nesse tempo eu consegui enxergar que educação em diabetes não é só para o paciente.

Uma vez minha Super Endócrino brincou dizendo que por minha causa ela estava reavaliando os conceitos que tinha em relação ao diabetes tipo 1. Que quanto mais tempo passava, melhor era o meu controle e menores as minhas doses de insulina; que até então, tudo que ela via era o oposto.
Nem pensei para responder, só disse a ela que eu nunca estive sozinha. Que desde o início, sem qualquer pedido meu, as minhas pessoas buscaram se informar sobre o que era esse tal diabetes para poder me ajudar com o que fosse preciso. E assim, desde o início eu me senti segura e acreditei que tudo ficaria bem.

Se a família, os amigos, os amores se envolvem e buscam entender, a gente se sente mais confiante. Isso torna tudo mais fácil!
As decisões em relação aos meus hábitos e ao meu tratamento são só minhas e sigo optando por me cuidar. Mas ter apoio total e ver quem está por perto 'participar' na minha doçura deixa cada etapa do meu dia melhor e mais leve.

Por isso, há 8 anos eu venho agradecendo, bem lá do fundo do meu coração, a cada um que entrou nesse barco comigo desde o primeiro momento e segue junto até hoje.
A cada um que me faz confiar quando estou me sentindo culpada por um resultado mais alto, que me faz ter calma quando eu fico de saco cheio, que me faz comer para evitar uma hipo, que me faz medir a glicemia no meio de um ensaio, que aprende uma receita alternativa para tirar um pouco a carga dos carboidratos, que compra um chocolate diet novo que viu no mercado, que dedica um tempinho por mim...
Amo vocês!

São 8 aninhos de uma vida nova que me trouxe mais amigos, novas experiências e tantos, tantos ensinamentos.

Enquanto a cura não chega, vou em frente com toda a minha força, em busca de mais e mais bons anos convivendo em paz com essa condição de saúde que requer atenção sim, mas que em nenhum momento me limita.


Viajo por aí.
Passeio por aqui. 
Desfilo a vida nos meus carnavais. 
Fico de ponta-cabeça no meu pilates. 
Defino meu rumo. Eu defino, não o diabetes! Esse me acompanha e vivemos bem assim.




11 março, 2017

Pra ajudar a ficar de bem com o diagnóstico...

4 anos atrás fiz um post aqui falando sobre o Programa de Bem com a Vida, da Accu-Chek.
Na época, eu fazia uma crítica, na realidade, ao programa que funciona com um acúmulo de pontos a cada compra efetuada e que gerarão descontos posteriores. Por que a crítica?
Porque as farmácias cadastradas naquele momento praticavam preços bem mais altos que os encontrados em outros locais!

Nunca cheguei a me cadastrar e não soube depois se tinham novos estabelecimentos participando ou se os preços estavam mais adequados.
Mas a questão agora é que o Programa vai ser descontinuado a partir de dezembro de 2017. Desde janeiro não estão mais pontuando e o resgate de pontos em prêmios só será permitido até o final deste ano.

A notícia boa é que o portal segue no ar e vale a pena dar uma olhadinha.
O Portal De Bem com a Vida tem muitas dicas, orientações sobre os produtos da Accu-Chek, receitas, depoimentos, informações sobre exercícios físicos e nutrição e um guia simples e bacana para que foi recém diagnostico.

Achei super legal a ideia do guia. Lembro bem como foi comigo que, por falta de entendimento e qualquer conhecimento sobre o diabetes, me apavorei quando ouvi que precisaria tomar insulina!
Logo depois, a cabeça fervendo com tanta coisa que eu deveria fazer e ajustar a partir do diagnóstico inesperado... Por isso, gostei e divulgo a leitura.

É gratuito (download por aqui), de fácil compreensão e pode ajudar a acalmar os ânimos já num primeiro momento.
Destaco alguns trechinhos que achei importante:
--> O diabetes mellitus é uma condição para toda a vida, que ocorre porque há excesso de açúcar em seu sangue. Isso acontece ou porque não está sendo produzida insulina pelo organismo, ou porque a insulina produzida não está sendo usada adequadamente.

--> Manter o nível adequado de glicemia é uma das coisas mais importantes que você pode fazer para evitar complicações sérias do diabetes. Por isso, é importante medir a glicemia regularmente.

--> A glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar 100mg/dL; Duas horas após uma refeição, a glicemia não deverá ultrapassar 140mg/dL. 
(recomendações IDF - Federação Internacional de Diabetes)

--> Você não precisará eliminar doces e chocolates da sua vida completamente, desde que você esteja consciente de que todas as pessoas devem ingerir alimentos doces com moderação, tendo ou não diabetes.

--> Ao realizar uma atividade física, o organismo usa o açúcar do sangue mais depressa. Os exercícios físicos devem ajudar a manter os níveis de glciemia sob controle.

--> Amigos e parentes podem dar apoio e compreensão. 
(este eu faço questão de destacar, porque ajuda muito! divida seus medos, suas conquistas, seus aprendizados... ter as pessoas que estão à nossa volta dando suporte nos torna mais confiantes.)

Para você que é novo nesse vasto mundo doce, deixo um único conselho: calma. Tudo vai ficar bem!
Acredite. Não desanime!
Pergunte o que quiser e precisar aos seus médicos.
Questione sempre.
Quanto mais a gente sabe sobre a nossa condição, melhor vai ser o nosso controle e a qualidade de vida.

É sim uma doença crônica, mas existe tratamento e com os cuidados devidos a vida segue bem e feliz!