Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

18 janeiro, 2017

Pra escolher pelo sim, todo dia!

O diabetes não é uma ciência exata. A conta não é linear, não é simplesmente tomar uma dose de insulina e seguir para encarar o dia.
Tem furo no dedo.
Tem números a serem analisados, decisões a serem tomadas.
Tem conta, tem interpretação.

Tem muitas variáveis que não são passíveis de medição: o calor e o frio, o humor, um problema que aparece, o emocional que pode ir do chão ao céu por diversas razões.

O que a gente faz com isso tudo?
Eu sigo aprendendo a balancear cada parte dessa matemática da doçura, todos os dias. Porque diabetes é um dia de cada vez.

Pegue dois dias e repita suas refeições, sem tirar nem pôr. 
Os números se alteram, porque de um dia para o outro as emoções, a condição do tempo, a correria entre um compromisso e outro também se alteram.

Diabetes é querer viver todos os dias!
Foi assim que eu quis enxergar a minha condição desde o meu diagnóstico.

Aprendi que existe tratamento.
Aprendi também que eles são vários e que só a prática vai mostrando com qual deles nós nos damos melhor.

Aprendi que ter uma doença crônica não significa estar doente.
Aprendi que quando o médico se torna parceiro, as coisas fluem com muito mais facilidade. 
Aprendi que a confiança da gente aumenta quando a família e os amigos sabem e participam, de perto ou de longe, com carinho e uma preocupação saudável.

O mundo do diabetes me trouxe outras tantas pessoas doces... E, ainda que algumas eu nem conheça pessoalmente, eu tenho apreço por elas. 
Eu torço pela melhora de uma hipoglicemia severa, eu torço para que não fiquem sem os seus insumos, eu torço para que busquem entender mais sobre a condição. 
Eu prezo pela saúde delas.
Eu torço pela vida delas!

Mas aprendi que isso precisa ser escolha; cada docinho precisa escolher se cuidar. 

Esta semana soube do falecimento de uma docinha com idade próxima à minha.
Eu não a conhecia pessoalmente e nunca sequer tinha falado com ela. Mas por um amigo em comum, conheci um pouquinho da história.
As complicações de um diabetes mal cuidado por nunca ter aceitado a condição deram o destino final. Quanto me dói ver uma batalha perdida assim...

Uma sensação de impotência, uma vontade de gritar pela rua que o diabetes não precisa ser uma sentença. 

Aderir ao tratamento - que requer atenção 24 horas por dia, 7 dias por semana - pode ser chato sim. Às vezes dá preguiça, outras vezes cansa. Mas na maioria delas, dá conforto e esperança. Dá energia e certeza de que viver bem é possível.

Mas a gente tem que fazer acontecer...
O que me pegou de jeito foi a pancada dessa realidade que, até então, passava longe. Foi ver na prática que, se não tiver a atenção devida, o diabetes pode dar uma baita rasteira.

A briga é constante e o empenho é a cada momento.

O resultado de toda essa dedicação?
Mais um respiro.
Mais um sorriso.
Mais um abraço.
Mais uma dança.
Mais uma viagem.
Mais de tudo que a gente quiser...


06 janeiro, 2017

'Mas que calor, ô ô ô, ô ô ô!

Nesses tempos em que o calor é o companheiro diário, é preciso tomar muito cuidado com a conservação das insulinas.

Em geral, insulinas devem ser mantidas sob refrigeração até o início do uso. Após abertas, podem ser mantidas fora da geladeira, em temperatura ambiente que não ultrapassem 30 graus celsius e sem incidência direta do sol.

Para ir à praia ou nos dias mais quentes em que eu precise passar muito tempo na rua, seja a trabalho ou diversão, uso o estojo Pen Plus Case, da Dia Pak.




Já falei dele por aqui e continuo recomendando!

É leve, tem espaços específicos para o sachê de gel (que fica congelado e mantém a temperatura por até 12 horas), para as insulinas e até para um lanchinho.






Na época comprei por mais ou menos R$ 65,00. Verifiquei que hoje tem disponível na Diabetic Center por R$ 104,00, R$ 108,47 na Diabetes Service e na Droga Diet por R$ 120,00. Nessa última tem um modelinho mais simples, sem divisórias ou compartimentos, por R$ 20,00.
A Farmácia Doce Vida Diabetes também tem um modelinho de estojo desses, que mantém a temperatura por 6 a 8 horas e está a R$ 31,90.



Antes de descobrir este case, eu usava o isopor tradicional.

Tenho um pequeno que vem numa bolsinha térmica, da marca Gela Kent.

Para viagens ou para quando é preciso transportar uma quantidade maior do que duas canetas de insulina, ele é melhor. Só não é prático para uso no dia a dia... 





Na Ultrafarma e na Droga Diet tem modelos similares por R$ 24,63 e R$ 23,00, respectivamente.


O Ateliê Bo Hille é mais uma ótima alternativa para estojos térmicos! O modelo deles tem espaço para duas canetas, glicosímetro, insumos e mais um compartimento para documentos: é forrado com manta térmica Etaflon, que mantém a temperatura interna por até 6 horas". 
Tem lisos e com estampadas personalizadas. 

Opcões não faltam para manter a nossa insulina protegida... 
Isso pode parecer besteira ou exagero, mas não é!! A insulina perde suas propriedades se levada à temperaturas muito altas ou mesmo muito baixas (já fica a dica: congelar jamais!) e a gente acaba descobrindo isso da pior maneira: quanto depois de tomar a dose devida, vê que a glicemia está completamente fora do controle.

Aconteceu comigo uma vez. Esqueci de colocar a insulina no case para um dia de folia no carnaval e depois segui usando a mesma caneta. Só me liguei no que estava acontecendo quando a doçura em jejum bateu a casa dos 200mg/dL. Não vale a pena correr esse risco, vai por mim!





03 janeiro, 2017

2017: valendo!

Pé na estrada pra receber 2017! 

Paraty foi o destino da vez. Mar e montanha por todos lados, cachoeira e até banho de chuva na rua. 
Alma lavada!!

O sossego só não foi maior por conta da lotação da cidade... mas é assim né, viajar em feriados dá nisso.



Quando a gente se mexe a doçura fica tinindo, nenhuma novidade. Mas é sempre bom comprovar isso na prática. 

Na água ou nas ruas de pedras da cidade, a atividade foi grande. Exercício sem nem sentir e nos dois últimos dias foi preciso reduzir a dose da insulina basal.

Nesses 5 dias fora, acho que só precisei usar a insulina de correção umas duas ou três vezes. Até sobremesa rolou sem correção e sem alterar a glicemia!! 

E como acontece em cada vez que viajo, fui munida de tudo que precisava: meus lanchinhos variados, insulinas - incluindo canetas extras, bolsinha térmica e todos os insumos que pudesse precisar. No mais, docinho ali pela casa dos 100mg/dL, em média. Tão bom!!!





Tudo perfeito? Não. Mesmo ficando de olho nas glicemias com freqüência, teve hipo também. Antes do jantar na última noite lá... Um melzinho enquanto esperava o prato e quando compensei me liguei de como estava irritadinha antes. Quase atropelei uma mocinha andando na rua, que não decidia se ia ou se ficava. Ai ai ai! Juro que eu passo batida nesse sintoma tão clássico. Sempre acho que não me altero, mas a verdade é que fico um pouco alterada sim.

Pois bem, mesmo sem corrigir os carboidratos da refeição, na madruga a doçura caiu de novo. Coca-Cola pra compensar e mais algumas horinhas de sono me esperavam.

De volta em casa, só penso que a minha dedicação ao meu tratamento e à minha vida doce é minha maior e grande meta deste e de todos os anos.

Porque quando eu estou bem, eu não tenho limites.
Terra, mar, ar; qualquer canto é lugar! 


31 dezembro, 2016

2016: check; 2017: pode chegar!

Mais 365 dias se foram, mais 365 estão chegando.
Aquela mesma sensação de renovação, de esperar por dias cheios de bem e de energia.
Não gosto muito da expressão 'dias melhores'... acho que por mais que a gente tenha passado por momentos complicados, no fundo vem junto crescimento, amadurecimento, sempre fica um aprendizado, seja a experiência boa ou nem tanto assim.

Esse ano que está terminando hoje não foi dos mais calmos para mim. Uma perda que, por mais que já esperasse, pesou. Por outro lado, a conclusão de um processo que me sugou, mas que agora traz uma espera que, ainda que tenha um tempo incerto, só me dá alegria!

A vida é assim. O novo e o velho andando juntos, um recomeço por dia.


Desde o meu diagnóstico, nunca precisei ir tanto em consultas com a minha endócrino como aconteceu em 2016. Hormônios praticamente do avesso e a busca pela razão... por fim, ajustamos o que foi preciso e deixamos tudo no eixo de novo.

Sobre a escolha de viver bem com a doçura?! Ah, essa se mantém aqui, firme e forte!
E, nesse aspecto, 2016 trouxe muita novidade. Insulina nova, novos amigos, novos projetos, muitas interações, muitas coisas divididas, muitas conversas, muitas ideias. Oba! Gosto assim, gosto muito.

Que a doçura siga me levando por estes caminhos cheios de boas surpresas e conquistas.
Que a saúde aliada ao bem estar siga sendo meu ponto de partida e de chegada.
Que eu siga aprendendo.

É hora de fechar este ciclo de 2016...



Eu apenas queria que você soubesse que aquela menina ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada, não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e sua fé e se olhar bem no fundo até o dedão do pé

Eu apenas queria que você soubesse que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte das novas feridas pois tem a saúde que aprendeu com a vida...

Vem, 2017.
Tô aqui, prontinha!

25 dezembro, 2016

Querido Papai Noel...

Apesar de não ter mandado minha cartinha - desculpa aí a falta de atenção - meu presente não poderia ter sido melhor. Sem embrulho nem laço de fita: ter junto, perto e presente todas as minhas pessoas! Aqui vale uma observação: fisicamente ou não.

Sei que foi pago em 12 meses, mas gosto assim. Um pouquinho por mês, para calibrar o coração e deixar os dias bem melhores.
Ah, também sei que quem vê de fora acha isso bem piegas. Mas, quer saber? Adoro piegas!!!

Como não amar ter queridos do lado desejando junto o que eu aguardo e desejo mais?
Ai ai... 

A doçura até que se comportou... um pouco mais baixa ontem, um pouco mais alta hoje - e ganhei até rabanada sem açúcar!!
Como rolou uma hipo de leve cedinho, acreditei que a glicemia ficaria baixa ao longo do dia. Rá: esse tal diabetes que quer fazer gracinhas. Subiu, corrigi e tudo sob controle agora, para curtir o finalzinho desse 2016 estranho e esperar por um 2017 mais leve, mais humano (posso incluir esse pedido com pouquinho de atraso?!).

Por aqui, a noite foi feliz.
De riso, de amor, harmonia e de um querer tão grande!
Mas também foi de ter esperança por um mundo melhor... por que não?

Ah, posso dar uma dica, Sr. Noel?
Solidariedade é baratinho e tem um efeito enorme. Dá pra incluir mais esse na lista e distribuir, sem moderação?

Obrigada, mais uma vez!