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Sombra e água fresca!

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Quem trabalha como autônomo, pode acabar atropelado pelos dias. Noite em cima de pautas pra escrever, manhãs e tardes pesquisando, respondendo e-mail... Definir uma rotina de trabalho, mesmo em casa, é fundamental. Senão, a gente acaba entrando em um movimento de trabalhar todo dia, toda hora, sem qualquer intervalo.
Claro que a vantagem de poder fazer meus próprios horários é enorme e me aproveito disso. Só tomo cuidado para não me perder: nem trabalhar demais, nem deixar o dia passar sem trabalhar.
Desde que comecei a trabalhar de forma independente, venho ajustando o profissional ao pessoal. Nesse tempo, também entendi que eu preciso e devo tirar férias. Pois aqui estou, começando mais uma!!
Mala pronta e mais uma viagem começando... Duas etapas: primeiro, Fortaleza; depois, Bonito.
Água!  Água de lavar a alma, de agradecer, de brincar. Água de rio e água de mar. Sossego, diversão, aventura! E, claro, cuidado. 




Diabetes não tira férias, não é mesmo?! 
Então, além de cangas, biquinis e protetor…

Inexata...

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"Que o mundo é sortido
Toda vida soube
Quantas vezes
Quantos versos de mim em minha alma houve
Árvore, tronco, maré, tufão, capim
Madrugada, aurora, sol à pino e poente
Tudo carrega seus tons, seu carmim
O vício, o hábito, o monge
O amor
O amor
A gente é que é pequeno
E a estrelinha é que é grande
Só que ela tá bem longe
Sei quase nada, meu Senhor
Só que sou pétala, espinho, flor
Só que sou fogo, cheiro, tato
Plateia e ator
Água, terra, calmaria e fervor
Sou homem, mulher
Igual e diferente de fato
Sou mamífero, sortudo, sortido, mutante
Colorido, surpreendente, medroso e estupefato
Sou ser humano
Sou inexato".

Em dia de completar mais um ciclo, pego emprestado o poema da Elisa Lucinda para reafirmar o que eu sou, agradecer e celebrar.

Sou tudo isso, junto ou um pouquinho de cada vez.
O racional e o passional.
O sentimento.
A resistência.

Mas sabe o quê? Quero - ainda - um tanto mais!!
Quero ser paciência, resiliência...
Quero mudar. Aprender.
Se cair, erguer a cabeça e leva…

"Dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo"...

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E de repente, depois de perder um sensor e ter que esperar até o dia seguinte para conseguir comprar outro, me vi completamente perdida. Foi a primeira vez que me senti desorientada tendo como 'único' recurso o furo no dedo. E achei isso uma insensatez!

Quando fui diagnosticada, a primeira coisa que pensei foi o quanto eu era grata por existir um tratamento. Simples assim! Insulinas, tiras teste, lancetas... todas as ferramentas para me manter bem.

No dia a dia, fui entendendo que cada furinho nos dedos me proporcionava um melhor controle e uma melhor qualidade de vida. De vida saudável, de vida real, trabalhando, viajando, passeando, curtindo meu carnaval e até uma preguicinha de vez em quando.

A monitorização da glicemia é uma das maiores evoluções no tratamento do diabetes.
E aí chegaram os sensores! Fissurei na proposta antes mesmo do Libre aportar em terras brasileiras...
Assim que foi possível, me rendi a ele.

O que acontece é que me acostumei a ver a minha glicemia map…

Consulta Pública: Análogos de Insulina de Ação Prolongada

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A CONITEC está com mais uma Consulta Pública referente ao diabetes:
Até o dia 17 de janeiro, pessoas com diabetes, familiares, médicos e outros profissionais da área de saúde vão poder dar a sua opinião em relação ao uso das insulinas análogas de ação lenta.

Trata-se das insulinas tipo degludeca, glargina e detemir. Na prática, são as insulinas Tresiba, Lantus, Toujeo, Levemir.

Em uma análise inicial, a posição da CONITEC é contra a inclusão deste tipo de insulina no protocolo de tratamento e dispensação pelo SUS. A alegação deles é que "não houve nenhuma diferença estatisticamente significativa entre as insulinas detemir ou degludeca quando comparadas à NPH na redução dos níveis de hemoglobina glicosilada".
(Trecho destacado do Relatório CONITEC para a Sociedade).

Eu tenho diabetes tipo 1 há quase 10 anos. No começo do meu tratamento, usei a insulina NPH. Apesar dela ter cumprido o seu propósito, eu tinha uma variação glicêmica muito grande, com vários episódios de hipoglic…

Dê as mãos aos novos dias...

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“usar as mãos para sobreviver, definir um calendário, seguir o calendário, os detalhes: dar atenção aos detalhes".
(...)
"Firme os dedos, garota
Coragem, garota
Coragem nas mãos".
Assim eu começo o novo ano: com coragem, através das palavras da minha amiga escritora Juliana Leite.
No primeiro romance da Ju - ‘Entre as Mãos’ - ela traz a coragem como protagonista em um caso de superação, de recomeço.
Nas surpresas da vida com uma situação inesperada, a importância de sabermos ter paciência, calma, resiliência e empatia.

Assim foi comigo em relação ao diabetes. O diagnóstico de uma doença da qual eu não tinha qualquer informação foi enfrentado com tudo isso aí.

Sim, começou como um embate, um enfrentamento. Achava que ia “passar” em alguns dias e, depois, em algumas semanas...
Quando entendi que não era bem assim, a coragem chegou. Foi só aí que eu decidi dar as mãos e ficar de bem com essa nova condição.

Usar as mãos para sobreviver, como recomendado na história da Ju, é a missão d…

Para (re)carregar a doçura - do diabetes e do coração!

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Sobre quantas aplicações de insulina fiz no ano, acho que perdi as contas ainda no primeiro mês. As curvas de glicemia registradas na tela do monitor foram me mostrando os caminho a trilhar entre a alimentação e os ajustes na ponta da agulha.

Ação rápida, ação lenta. Ação!
Diabetes é ação todo dia.
A cada dia, uma realidade.
Se dorme pouco ou até demais, se come pouco ou até demais, se faz pouco exercício ou até demais (ou até nenhum!!). Para mim, esse foi o elo mais fraco: a atividade física. Há uns quatro meses o pilates foi deixado de lado. O corpo, a mente e a doçura sentiram!


Viagens. 
Viajar por aí com a doçura e o passaporte como companheiros.
Ver a vida sendo buscada pelas células que giram no frasco do laboratório.

Blog... com mais de 500 mil cliques alcançados.

Um livro! Meu 'primogênito' na arte da escrita.

Um novo rumo foi sendo firmado pelo reconhecimento com o trabalho e pela nova categoria, a de estudante.A pós graduação em gestão de saúde me dando a chance de ampliar o …

Uma 'fábrica de vida' na Dinamarca...

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Dezembro começou em outro continente... De novo na Europa, a Novo Nordisk me levou para a Dinamarca desta vez.

Fui convidada para participar de um evento que apresentou resultados parciais dos estudos com células troncos, realizados pelo Centro de Pesquisa deles. Eu, uma brasileira diagnosticada há pouco menos de dez anos, convidada para pisar onde a vida em potinho vem sendo fabricada.
Que honra! Não me canso de agradecer. Esse evento foi realizado para 15 pacientes de todo o mundo, como parte do programa DEEP - Disease Experience Expert Panel.
Assim como o Patient Journey, que é parte do programa Changing Diabetes, o DEEP é um programa que também tem o ponto central nos pacientes. 15 pessoas, todas com diabetes, reunidas em Copenhagen para encontrar com os responsáveis pelo desenvolvimento dessa grande pesquisa.

Trata-se de um estudo foi iniciado no ano 2000 e tem como objetivo a produção de células beta a partir das células tronco.
Diferente do trabalho que vem sendo realizado pel…