Um sol de verão e uma insulina que se foi!

Desde que voltaram os ensaios de batucada do meu bloco e os shows que já antecipam o gostinho do carnaval, minha glicemia começou a cair e foi preciso fazer algumas mudanças nas minhas doses de insulina: redução da basal, ajustes na relação insulina / carboidrato... 

Abaixa daqui, monitora dali e a doçura foi voltando para o lugar.

Cada vez que é necessária uma alteração das doses de insulina, eu acabo ficando um pouco ansiosa.
Não tem jeito, é uma coisa que interfere diretamente no meu cuidado, na minha saúde.
Então, a cada aplicação com essas quantidades menores de insulina, eu ficava num movimento de espera e acompanhando com muita atenção aos valores que o sensor e o glicosímetro me entregavam.

Com tudo se reorganizando, fui pegando - de novo - a confiança a cada aplicação, a cada refeição. 

Veio Natal, uma viagem delicinha no Reveillon, a volta pra casa. 
E aí, uma esquisitisse passou a dominar minha glicemia dia e noite... 
A sensação de que a insulina estava fazendo de absolutamente nada!!


No fluxo ~ mede - aplica - come - verifica ~, sempre um susto com um gráfico esculhambado me mostrando que tinha alguma coisa errada:


Pensei em diversas possibilidades: já teria que voltar às quantidades de insulina que eu usava antes dos últimos ajustes; teria colocado a dose errada na hora de aplicar; ou esquecido de conferir se o refil de insulina estava com bolha. 

Enfim, como eu já estava de volta à rotina, nem considerei que fosse algum efeito direto de uma comida diferente. Mas seguia sem entender o que estava deixando tudo nas alturas!

Pois de repente me veio a voz de um unicórnio salvador na mente, dizendo a própria insulina poderia estar 'passada'.

Eu uso, como insulina de ação rápida, a Fiasp.
Sou um pouquinho estabanada e, por isso, sempre carrego comigo duas canetas: a minha NovoPen Echo (que usa um refil de vidro e regula de meia em meia unidade) e mais uma caneta descartável. Se uma cair e quebrar, tenho a outra de backup.

Fui refazendo as rotas percorridas pelas minhas insulinas antes de começar a ver esses valores tão fora de contexto e lembrei que, logo no dia primeiro, enquanto estava numa cachoeira, percebi que a minha mochila tinha passado algum tempinho embaixo de um sol grandão! 
Bingo: enquanto a Echo segura mais a onda por ser uma caneta de proteção térmica, a descartável tem uma embalagem plástica. 

Acreditei que esse poderia ser o problema e ontem testei para ver se a teoria se confirmava. 

- Medi, tomei café da manhã, apliquei com a descartável. 
- Monitoriei, vi que ficou ruim, esperei...
- Corrigi com a insulina da Echo Pen...
- Medi, almocei, apliquei com a descartável. 
- Monitoriei, vi que ficou ruim, esperei...
- Corrigi com a insulina da Echo Pen e a doçura, finalmente, foi voltando para o lugar!

Ah, mas por que você não aplica com uma caneta só?
Porque geralmente eu acabo usando a Echo Pen quando preciso regular as doses com meia unidade.

Problema esclarecido, fica (de novo) a lição e a enorme certeza que o diabetes está longe de ser uma 'ciência exata'! 

E o lembrete de que o meu estojo térmico deve estar comigo em cada passeio por aí, mesmo quando eu realmente acho que ele não será necessário por estar num lugar de temperaturas mais amenas.

A conservação correta da insulina é tão importante quanto o tratamento em si.
Vamos em frente, com insulina protegida e de olho em cada gota!!!

 



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