~ esse rio é minha rua ~

Descobri, na prática, porque a Joelma diz que quando chega no Pará se sente bem e o tempo voa!
Eu estou apaixonada por aquela terra. 


Conheci bem pouco desse estado tão farto, mas esse pouco já tomou meu coração. 

Explorar mais um pontinho - até então - desconhecido do nosso país, é uma das minhas maiores alegrias!
O Pará já estava em foco há um tempinho e consegui juntar, numa mesma viagem, a história e a gastronomia de Belém com a cultura e as raízes da vida marajoara. 
Que encantamento!!

Fomos em uma época que eles chamam de "inverno" amazônico, que é o período de chuvas. 
Mas isso em nada atrapalhou a estadia por lá...
A chuva é aquela grandona que vem de uma vez e logo passa. 
Refresca e depois abre caminho para a gente seguir caminho. 

Belém é um berço da história do nosso país.  
Desde a época da colonização passando pela fase do garimpo, Belém foi base de desenvolvimento e crescimento do Brasil, fazendo com que nos tornássemos rota econômica de grande importância. 

Ter a oportunidade de caminhar pela histórica e pela cultura paraense, entre um tacacá e um belo peixe assado, foi um privilégio!

Ouvi dos guardas do Círio a história da imagem de Nossa Senhora de Nazaré encontrada no ria logo ali atrás de onde foi instalada a basílica, vi os achados do garimpo que guardam histórias duras de exploração que, por fim, se relacionam à luta pela independência e crescimento pelo Pará, Tocantins, pelas águas do Araguaia e do Xingu...
Comi nas cuias feitas a partir da casca do coco seco, provar sabores regionais - ai, que saudade do taperebá e do tucupi!!, gastei insulina corretamente com o sorvete de castanha com geleia de cupuaçu (vale cada gota!!)...
Vi as onças e os guarás pelo Mangal das Garças, passei pelo Ver o Peso (mas não arrisquei a garrafada pra menopausa não!!), caminhei pelas ruas dessa cidade tão acolhedora prestando atenção em cada detalhe.







A Ilha do Combu foi um capítulo à parte.
A 15 minutos de travessia de lancha saindo do Terminal Hidroviário Ruy Barata, em Belém, vale o dia!
Pela Ilha, diversos restaurantes que oferecem sucos de frutas regionais, caipirinhas, peixes e mergulhos no rio. Alguns tem uma estrutura com parquinhos para crianças e piscinas... preferi parar e curtir em um que não tem esse tipo de 'extra', mas que tem rede, calmaria e uma sumaúma de 400 anos de idade que encanta por si só (Saldosa Maloca, recomendo demais!).



Ainda no Combu, a visita à fábrica de chocolates da Dona Nena - Filhas do Combu - é imperdível. Você pega mais um barquinho a partir do restaurante escolhido e em minutos chega na fábrica. 
Na visita guiada, ouvimos sobre a produção de um chocolate intenso e 100% natural, naquele pedacinho de Ilha que só teve acesso à energia elétrica a partir de 2011.

Depois de Belém, o Marajó era o destino. 
Passado o susto pelo sacolejo do catamarã na entrada da maior Ilha marítimo-fluvial do mundo, chegamos já entendendo que os búfalos é que tomam conta das ruas! 
Em cada esquina, em cada caminho.


Enormes... e mansos. É o que dizem, preferi não testar a paciência deles!! Um toquinho de leve para sentir o couro, durante e visita à Fazenda Mironga e deixei o resto da missão para a insulina, lutando para organizar a doçura com o doce de leite de búfala.

                                                        

As praias de rio são tão belas quanto exóticas. 
Barra Velha, Pesqueiro, Céu, Caju-una, pela cidade de Soure.
Água Boa e Joanes, em Salvaterra.

Um mergulho entre ondas de água doce seguido por um caldo de turu (o molusco que surge nos troncos das árvores dos igarapés!!), um barquinho navegando pelos Igarapés em meio à vegetação dos mangues que abraça quem passa por ali!












O marajó é especial... 
E, para coroar, o carimbó: o pé esquerdo marcando o passo, o direito conduzindo os giros, a saia rodando no ritmo da batida do tambor e um sorriso que não sai do rosto enquanto essa mágica acontece. 

Ah, Pará! Que saudade eu já sinto... 
Que logo eu esteja por aí de novo. 


- E a glicemia?
Foi uma loucura! 
Logo que eu comecei a época dos ensaios e shows para o Carnaval, minha glicemia começou a cair e eu tive que reduzir as doses de basal e de insulina rápida.
Pois bem, o que aconteceu é que essa redução começou a se mostrar ineficiente bem durante a viagem ao Pará!! 
Foi preciso recalcular a rota insulínica e, aos poucos, ir adequando as doses considerando a culinária local e o vai e vem pelos passeios diários. 

-- E viva a educação em diabetes e o autoconhecimento!! -- 
Com paciência e uma análise de cada variação apitando no sensor, deu tudo certo!











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