Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

28 novembro, 2017

Glicosímetros em cheque...

Não é de hoje que os glicosímetros estão em foco. 
Além de ser um instrumento para nortear as nossas decisões de todo o dia em relação ao nosso tratamento, eles tem sido foco de atenção máxima por conta da confiabilidade. 

Existem muitas marcas de glicosímetros no mercado hoje em dia. 
Quando compramos direto nas farmácias, seguimos a indicação dos nossos médicos. Mas quando os pacientes recebem pelo sistema público de saúde, vale o que está disponível e foi adquirido por um processo de licitação. 

Aí é que entra o primeiro problema... 
A Lei de licitações do Brasil estabelece que a compra de qualquer produto ou a contratação de qualquer serviço seja feita pela proposta de menor preço. Com isso, a qualidade não é avaliada e fica em segundo plano. 

O segundo problema começa nesse ponto.
Em tese, os glicosímetros adquiridos para uso nas unidades de saúde ou distribuição aos pacientes pelo sistema público nem sempre são confiáveis ou precisos.

A discussão já foi tema do Fantástico e do Jornal da BAND, só que as análises foram superficiais ou evasivas e não chegaram a uma definição que trouxesse benefícios diretos para quem precisa desses aparelhos.

Por causa dessas incertezas, a ADJ Diabetes Brasil, junto com outras 30 associações do país, foi atrás da ANVISA afim de requerer providências. 
Pois bem, recentemente uma ata de reunião com o posicionamento desta Agência foi encaminhada para a ADJ, firmando o compromisso em mudar a maneira como os glicos serão escolhidos... 
Para entender:
O trabalho será realizado em duas fases: a primeira, que tem previsão de aproximadamente 9 meses,  será em cooperação entre o INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), para definir a metodologia de análise dos glicosímetros; a segunda fase será uma cooperação entre o INCQS e a ANVISA para realização das análises, utilizando como base a comparação com o que está informado no registro do produto.

A Sociedade Brasileira de Diabetes, que tem a lista dos aparelhos adquiridos por meio de licitações no Brasil, "está elaborando relatório com informações à respeito das queixas de usuários e profissionais de saúde sobre glicosímetros utilizados em secretarias de saúde e vendidos em drogarias".

O prazo para conclusão desse trabalho é extenso (2019...).
Pelo menos, finalmente temos uma ação séria e real sobre o que define e direciona o tratamento de quem convive com o diabetes!

Um erro de leitura no glicosímetro - veja bem: leitura, e não interpretação pelo usuário - pode ter graves consequências para os pacientes. 





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