"Comigo não tá!"

O Jornal da BAND apresentou no dia 03/09 uma matéria chamando a atenção para a falta de precisão dos glicosímetros (link para acesso ao contúdo completo aqui).

Esta questão não é de hoje - há quase 2 anos o Fantástico apresentou um estudo que chegou a gerar polêmica com a SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes, por ter sido baseado somente nos manuais dos aparelhos... Numa outra ocasião, uma denúncia de pacientes colocou a mesma SBD em alerta contra um glicosímetro que estava sendo distribuído pelo estado de Minas Gerais e que vinha apresentando resultados errados, causando graves problemas.

Como colocado pelos jornalistas da Band, algumas marcas de glicosímetros chegam ao Brasil e nem ao menos são testadas antes de serem disponibilidades para uso. Se por um lado a ANVISA afirma que esta responsabilidade não é da agência, o Ministério da Saúde informa que eles deveriam sim fazer os testes de precisão e qualidade.

A verdade é que enquanto a responsabilidade é jogada de um para outro, a segurança do paciente está em cheque!
Falta integração, falta colaboração e falta trabalho conjunto.
Por que a SBD não atua junto à estas instituições? Por que não há uma cobrança mais dura e pontual?

O Hospital de Clínicas da UNICAMP realizou um estudo com 5 marcas comercializadas e 4 delas foram reprovadas. Sabe o que aconteceu? Aparentemente nada: uma destas que não passou está sendo distribuída para os docinhos de São Paulo pela Secretaria de Saúde.

Difícil ver a saúde sem a consideração adequada. Difícil não ter para onde recorrer, já que os 'responsáveis' são os primeiros a sair do campo de visão de quem precisa de ajuda.

Estou desde o início de agosto tentando fazer uma denúncia na ANVISA sobre o problema que tive com um dos sensores do Libre e simplesmente não consigo. Uma hora é a plataforma de internet que não é aceita pelo sistema deles, uma hora o sistema está fora do ar... Mas eu sou chata e vou insistir até efetivar o registro. A decepção e sensação de 'abandono' é que incomodam, já que quem deveria estar aberto para nos apoiar não tem estrutura e convicção para isso.

Sigo com a máxima de quem convive com a doçura: fique sempre atento às suas medições, em qualquer variação que não faça muito sentido e em qualquer comportamento estranho, diferente do habitual. A gente passa a reconhecer estas pequenas alterações. Se acontecer, entre em contato com o seu médico! Por enquanto, essa ainda é a nossa maior segurança.


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