Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

17 março, 2015

Pra ser responsável!

Voltando ao tema de ontem e colocando de novo o paciente como ponto principal do assunto, levanto a bandeira de um envolvimento maior de quem, diariamente, é o responsável por tomar as decisões, por escolher o que colocar no prato, por avaliar qual a dose de insulina de ação rápida precisa (e se precisa), por decidir como se exercitar, por querer seguir em frente 'de bem' com o diabetes.

O paciente, que precisa pensar e definir tudo isso, tem que acreditar que ele pode.

comentei sobre isso com a minha Endócrino na época do Congresso Mundial, já conversei com amigos - da área de saúde ou não, já coloquei esta posição para a família e sou mesmo a maior defensora dessa tese.

Vejo na prática (comigo!) como faz diferença e influencia de maneira positiva todos os dias.

Conviver com a condição demanda que haja sim uma mudança. Se não se alimentava bem, precisa se ajustar. Se comia muitos doces, se adequar. Se não fazia exercícios, começar. O foco deve ser no que se quer conquistar, acima de tudo: melhor condição de saúde, melhores níveis de glicose, mais energia, corpo mais definido, entrar numa roupa que não cabia mais... seja o que for, determine uma meta e vá atrás.

Juro que hoje, com um pouco mais de conhecimento e levando o diabetes de uma maneira leve e sob controle, minhas metas são colocar a atividade física na minha rotina diária e - ainda!! - baixar a minha hemoglobina glicada!

Defina um prazo para voltar às metas estabelecidas e avaliar os resultados. Isto certamente vai ajudar no processo de tomar as rédeas da situação.
O nosso próprio exemplo deve ser nossa maior fonte de aprendizado e nosso maior motivador.

Como destaca a Aliança Internacional de Pacientes (International Alliance of Patients' Organization - vou falar sobre eles em post específico...), com base em diálogo e parceria entre os pacientes e os médicos o paciente se sente mais motivado. Este é o passo inicial para o processo de 'empowerment', que em tradução livre significa dar poder ao paciente.

Ainda de acordo com a Aliança, para que este processo aconteça é necessária uma mudança na maneira como os pacientes são atendidos. O atendimento deve passar a ser centrado no paciente, de modo que ele seja informado e envolvido em todas as fases do tratamento. A partir daí, as decisões acerca do tratamento passam a ser tomadas em conjunto pelo médico e pelo paciente e o paciente representa um papel importante: o de relatar os avanços do seu tratamento para o correto acompanhamento do especialista.

O mais importante desta nova maneira de lidar com o paciente é que ele passa a ter o entendimento pleno da sua condição de saúde e a ter um maior comprometimento nos seus cuidados diários!
Dê o primeiro passo: pergunte, tire dúvidas, tenha interesse e questione sobre o seu tratamento!

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