Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

23 março, 2015

Pra ser forte!

Já comentei aqui algumas vezes sobre Associações que tem o papel de auxiliar os pacientes a entender mais sobre o diabetes e aprender a conviver bem com esta condição...

Sou fã da Associação de Diabetes Brasil, a ADJ, que realiza importantes trabalhos envolvendo pacientes, buscando a melhoria do tratamento e, principalmente, da qualidade de vida.

Durante o Congresso Mundial de Diabetes, em 2013, tive a oportunidade de conhecer a Associação Protetora dos Pacientes Diabéticos Pobres, hoje chamada de Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, que foi criada em 1926.

O objetivo destas Associações não é ensinar o tratamento, mas ensinar o paciente a se tratar.
O embasamento é comum: só o próprio paciente pode controlar 100% o seu tratamento.

E isso não significa somente prestar atenção nos horários e nas dosagens de insulina ou de medicamentos... significa assumir a sua condição e acreditar que o diabetes não tem o papel de acabar com tudo o que você gosta.

Sabendo que o número de pacientes com diabetes, infelizmente, vem crescendo no mundo todo, as Associações atuam no sentido de juntar forças, por meio de reuniões e atividades com os pacientes. Assim, fica mais fácil entender que dúvidas e medos existem sim, mas que eles podem ser superados quando o paciente se propões a participar do seu tratamento, a ser parte de maneira integral, a conhecer.

Neste sentido, foi criada a Aliança Internacional de Pacientes (International Alliance of Patients' Organizations - IAPO), com sede em Londres.
Qualquer organização de qualquer lugar do mundo pode se associar (a taxa é de 30 Libras por ano).
O conceito base da IAPO é de que os membros devem acreditar que os pacientes devem sempre estar no centro das atenções em termos de cuidados com a saúde.
Seja local, regional ou mundialmente, o que eles fazem é dar o suporte aos pacientes, suas famílias e cuidadores.

No Brasil, além da ADJ, tem instituições relacionadas aos cuidados com pacientes com câncer, problemas renais, etc. que também fazem parte da IAPO.

Eles não atuam somente com o diabetes, mas independente da condição à qual eles estão trabalhando, a intenção é a mesma: tornar mais forte a voz dos pacientes, inclusive dando a oportunidade de interferir e ajudar a redefinir as políticas públicas de saúde.

Cabe a nós, paciente, nos empenharmos para ter cada vez mais conhecimento e mais força!
Não, não é da noite para o dia e nem exatamente simples... Mas também não é impossível. E juntos, mais fácil!!
Busque as Associações da sua cidade e, se não tiver, tente identificar outros pacientes com a mesma condição... quem sabe até comecem uma!

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