Pra ser forte!

Já comentei aqui algumas vezes sobre Associações que tem o papel de auxiliar os pacientes a entender mais sobre o diabetes e aprender a conviver bem com esta condição...

Sou fã da Associação de Diabetes Brasil, a ADJ, que realiza importantes trabalhos envolvendo pacientes, buscando a melhoria do tratamento e, principalmente, da qualidade de vida.

Durante o Congresso Mundial de Diabetes, em 2013, tive a oportunidade de conhecer a Associação Protetora dos Pacientes Diabéticos Pobres, hoje chamada de Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, que foi criada em 1926.

O objetivo destas Associações não é ensinar o tratamento, mas ensinar o paciente a se tratar.
O embasamento é comum: só o próprio paciente pode controlar 100% o seu tratamento.

E isso não significa somente prestar atenção nos horários e nas dosagens de insulina ou de medicamentos... significa assumir a sua condição e acreditar que o diabetes não tem o papel de acabar com tudo o que você gosta.

Sabendo que o número de pacientes com diabetes, infelizmente, vem crescendo no mundo todo, as Associações atuam no sentido de juntar forças, por meio de reuniões e atividades com os pacientes. Assim, fica mais fácil entender que dúvidas e medos existem sim, mas que eles podem ser superados quando o paciente se propões a participar do seu tratamento, a ser parte de maneira integral, a conhecer.

Neste sentido, foi criada a Aliança Internacional de Pacientes (International Alliance of Patients' Organizations - IAPO), com sede em Londres.
Qualquer organização de qualquer lugar do mundo pode se associar (a taxa é de 30 Libras por ano).
O conceito base da IAPO é de que os membros devem acreditar que os pacientes devem sempre estar no centro das atenções em termos de cuidados com a saúde.
Seja local, regional ou mundialmente, o que eles fazem é dar o suporte aos pacientes, suas famílias e cuidadores.

No Brasil, além da ADJ, tem instituições relacionadas aos cuidados com pacientes com câncer, problemas renais, etc. que também fazem parte da IAPO.

Eles não atuam somente com o diabetes, mas independente da condição à qual eles estão trabalhando, a intenção é a mesma: tornar mais forte a voz dos pacientes, inclusive dando a oportunidade de interferir e ajudar a redefinir as políticas públicas de saúde.

Cabe a nós, paciente, nos empenharmos para ter cada vez mais conhecimento e mais força!
Não, não é da noite para o dia e nem exatamente simples... Mas também não é impossível. E juntos, mais fácil!!
Busque as Associações da sua cidade e, se não tiver, tente identificar outros pacientes com a mesma condição... quem sabe até comecem uma!

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