Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

17 março, 2018

Aprender... saber... aceitar!

Aceitar.
Essa era a maior missão assim que ouvi o diagnóstico do diabetes tipo 1, há exatos 9 anos.

Mas aceitar sem saber não funciona.
Isso eu fui entendendo dia após dia, semana após semana, até hoje.
Saber de fato o que significava conviver com essa doença foi o que me fez acalmar, depois do pânico inicial.

Porque quando eu ouvi a minha endócrino dizer o que aquele monte de exames revelava, eu me apavorei.
Tudo que eu havia escutado sobre o diabetes era que amputava, restringia, limitava e matava.
Que carga pesada!

- Esquece tudo o que você não sabe sobre isso. Insulina é um hormônio que o seu organismo deixou de produzir. Por isso, vamos precisar repor.
Foi assim que a Monique conseguiu me fazer parar para respirar e escutar, com mais clareza, tudo o que ela tinha que me dizer sobre a condição, sobre o tratamento...

Sabendo eu conseguia - racionalmente - aceitar.

Coração mais tranquilo, organismo se reorganizando e voltando para o equilíbrio natural, resolvi ir além: queria aprender, entender tudo sobre o DM.

Informações em formas de depoimentos, livros, conversas.
Juntava uma pecinha dali, outra daqui. Trazia esse conhecimento para a minha realidade, adequando à minha rotina o que eu podia e o que cabia.

Assim tem sido nesses 9 anos.
E como eu me sinto melhor e mais segura!

Hoje me vejo novamente naquela consulta de duas horas em março de 2009 - um susto que eu jamais vou esquecer - e me coloco no lugar de quem foi diagnosticado recentemente...
Certa vez me perguntaram o que eu diria para alguém que acabou de se saber diabético.
Uma única resposta: calma.

Complemento com um 'recado' do Valter Hugo Mae, do livro O Filho de Mil Homens:
"...parecia-lhe que a vida era aprender, saber sempre mais e mudar para aceitar sempre mais."

Até aqui eu vou aprendendo e perguntando e ensinando e conversando.
Até aqui a doçura está tinindo, sem qualquer complicação.
Até aqui eu tenho ido em frente acreditando.

Calma.
Tudo vai dar certo!
(Le Beausset / França, 2009)


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