Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

08 setembro, 2016

"...a batida da vida o ano inteiro..."

Extasiada! Acho que essa é a palavra que resume o que ainda está por aqui... Maracanã vibrando por pessoas que não conhecem a definição de impossível.

Eu não estava tão no espírito olímpico (reforço o que já tinha dito: respeito máximo aos atletas, só não consegui curtir tanto o 'evento'...) mas estar presente na abertura dos Jogos Paralímpicos foi emocionante. Sentir tão de perto a força de cada um que estava ali dando seu máximo, fossem os voluntários ou cada atleta, me trouxe uma baita energia.

Foi super tranquilo entrar com meus lanchinhos, glicosímetro, insulina e agulhas. Na verdade, mal olharam a minha bolsa e no raio X passei sem problemas, mas para evitar qualquer transtorno eu estava com o meu atestado!

Eu tinha levado minhas barrinhas (e um kit básico para uma hipoglicemia, com mel e chocolate) e não comprei nada lá para comer, mas pude ver que não estava tão fácil. Sem falar dos preços, entre as opções industrializadas eu vi amendoim e pacotes de batata-frita. Tinham sanduíches e pipoca também, mas a fila da pipoca estava sempre grande e os sandubas chegavam a ter uma espera de 15 a 20 minutos para sair.
O docinho se comportou muito bem, mesmo com a emoção à flor da pele durante toda a cerimônia.

As crianças que levaram a bandeira dando passinhos de superação e mostrando uma alegria contagiante com os bracinhos levantados quando ouviam seu nome ser anunciado... Me arrepio só de lembrar! O tombo da Marcia Malsar transformou um susto em uma reação de cumplicidade: um estádio inteiro se levantou com ela e seguiu de pé, aplaudindo e vibrando. Tão bonita e tão reconfortante esta união.

Numa época em que ando desacreditada da humanidade, isso tudo me fez ter esperança por dias e tempos melhores. Voltei para casa leve, meio em transe.
Apesar dos pesares, ouvir o hino do nosso país ainda faz meu coração bater. Tem muito a mudar, tem muito a melhorar. Falta respeito pelo cidadão, falta acesso ao básico.
Educação, saúde, dignidade.

Voltando o foco para a causa que eu passei a conhecer a fundo com um diagnóstico inesperado há 7 anos, quando falamos do diabetes falta, além de insumos e tratamento multidisciplinar, conhecimento. A doença, que é crônica, não tem a atenção que deveria. Tantos docinhos por aí que não tem informação mínima, mal consegue uma consulta.

Educação em diabetes é citada como luxo. Pasmem: não é! É uma ferramenta fundamental para um bom controle e uma - muito - melhor qualidade de vida. Sem conhecimento os pacientes não conseguem nem saber pelo que podem e devem lutar.



Mas vamos em frente. Assim mesmo, no plural!

Pouco antes de ir embora, um encontro e um papo rápido com a Cris, nossa jornalista e apoiadora querida. Sabemos que temos muito pela frente, mas sabemos que temos um time determinado a fazer acontecer.








"...eu ponho fé é na fé da moçada
que não foge da fera, enfrenta o leão..."




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