Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

31 dezembro, 2015

Pra virar a página!

Sabático: descanso; orgia; férias.

Descanso teve.

Orgia também, mas no sentido da cumplicidade sem fim. Dos abraços, dos sorrisos, da força. Troca sem qualquer limite. Amor também. Nenhum duplo sentido, só o reconhecimento e alegria em constatar que a vida segue mais fácil com as minhas pessoas em volta.

Férias...
Sou daquelas que se pudesse comprava mais férias, em vez de vender.
E aí me vi com um tempo pra mim.
Um tempo que teve data pra começar e, na minha cabeça, duraria uns 2 meses. São 11 até aqui!
De liberdade, de um monte de livro, de praia, de viajar por aí, de sono, de passar o dia fazendo n a d a. Ou tudo! Mas tudo que eu pudesse escolher. 
Inexplicável essa sensação.

Pensamento voando. 
Planos novos, planos refeitos, planos postos em prática.

2015 foi um ano que eu deixei acontecer.

Foi um ano de conquistas no caminho da educação em diabetes, um ano de muito aprendizado. Um ano que me deu a chance de ver meu nome publicado num livro mas que roubou um pedaço do meu coração quando transformou minha Giló em estrela. 

2015 foi um ano que começou me trazendo alívio e termina da mesma forma!
Quanta coisa!! Quanta mudança. 
Revolução azul e do bem, glicemias variando como nunca e me enlouquecendo, mas uma atividade física na rotina - salve meu pilates!

Para mim, todo final de ano é a mesma coisa: fico numa ansiedade sem fim. Primeiro porque gosto dessa virada. Acho que a troca ajuda a limpar, a levar sapos que talvez ainda estejam engasgados, a acalmar o coração dos momentos tristes passados e principalmente a renovar a esperança de dias novos, todinhos em branco esperando para serem preenchidos.
Eu sei, clichê máximo! Mas me faz bem. 

Aproveito a virada pra agradecer, reavaliar o que aconteceu, rir de novo com tudo de bom que passou.

Mas uma outra coisa contribui para essa ansiedade toda... Tenho a impressão que as pessoas correm o tempo todo! 
Andam correndo nas ruas, nos carros, nos corredores. É um atropelo!!
Ninguém se olha, ninguém se cumprimenta. Relógio batendo os últimos tic-tacs do último mês do ano. 
Ufa.

Vamos em frente que atrás vem gente, já a dizia a filosofia ouvida tantas vezes em casa desde que eu era pequena.

Que venha então o novo.

Que a gente corra menos e se encontre mais.
Que digite menos e converse mais.
Que prometa menos e realize mais.
Que a gente perceba que o mundo real vai mundo além do virtual.
Que haja razão, mas que esta seja equilibrada pelo coração.


Pode vir, 2016.
E traz a bagagem cheia de respeito, de calma, de tranquilidade, de saúde e alegria. 
Que a intolerância fique longe.
Que seja de menos dedos apontados e mais mãos dadas.

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