Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

02 outubro, 2015

Da minha história doce...

Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 em Março de 2009. Já contei aqui no meu IP como foi isso, como me assustei com o diagnóstico e, principalmente, como até então eu não tinha qualquer informação sobre o que era e o que significaria conviver com o diabetes. 

Tomar insulina, por exemplo, eu ligava diretamente à um estágio grave da doença!

Passado este primeiro momento e já entendendo um pouco sobre o que de fato estava acontecendo, não tinha dúvida que a opção pelo tratamento seria a mais acertada.

Pouco tempo depois, já tinha entendido que o diabetes não era uma sentença. Fui aprendendo no dia a dia que quem convive com o DM pode seguir plenamente, sem precisar abrir mão do que gosta e sem vergonha de ser feliz. Além disso, segui em busca de informações sobre a condição, como a minha endócrino como parceira.

Daí veio a vontade de dividir a minha experiência e mostrar para outros 'docinhos' que era possível lidar com o diabetes e levar a vida numa boa. 

Assim nasceu o blog!


Aqui no Insulina Portátil estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da  glicemia. 

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir os meus passos tentando sempre aprender a ter um melhor controle da minha doçura, se transformou em estímulo para seguir me empenhando no tratamento e mostrando que, se funcionava para mim, podia funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.




Transformei a prática e o aprendizado em um artigo sobre viver com diabetes, que inscrevi no Congresso Mundial de Diabetes de 2013. Depois de 3 meses de ansiedade, recebi a resposta de que meu artigo tinha sido selecionado para ser apresentado como pôster!
Estava confirmada o que viria a ser uma das maiores oportunidades que eu poderia ter para apresentar a minha experiência pessoalmente e ver tantas outras, de médicos, educadores, especialistas e pessoas com diabetes.





O Congresso foi um divisor de águas. Aqueles dias que eu passei ouvindo tantas histórias, tantos depoimentos e conhecendo pessoas que atuam diretamente com o diabetes, fossem pacientes ou profissionais de saúde, ampliaram ainda mais minha visão de que esta condição deve ser encarada com a seriedade que requer - sim, trata-se de uma doença crônica que se não for cuidada pode ser mesmo um grande problema!, mas que o diagnóstico não significa que a vida tem que parar e girar somente em torno de furos no dedinho e cálculos de doses de insulina. 







As ferramentas para manter um bom controle e o docinho em dia devem ser usadas e vistas como algo positivo para que a gente não tenha que abrir mão do que gosta.

O Diabetes Mellitus pede cuidados específicos, mas é gerenciável e, quando bem cuidado, nos traz inclusive uma melhor qualidade de vida.

Sigo tocando meu tamborim pelos carnavais do Rio...
...viajando, explorando e me aventurando pelas maravilhas do Brasil e do mundo e estudando e me empenhando na educação em diabetes.

Este ano participei como observadora do Curso Educando Educadores, coordenado pela SBD e ADJ. Mais uma vez, trocar experiência com pessoas que atuam em diferentes áreas da saúde, mas com o diabetes como ponto comum, foi inspirador.

Na minha opinião, essa é a base da fórmula que permite que a gente não deixe que nada interfira no nosso caminho. 

Pela campanha Identiarte, fui selecionada para gravar na pele o azul que marca o comprometimento com a minha saúde e com a busca sempre por uma vida leve.

Sem qualquer dúvida afirmo que quanto mais conhecimento tivermos, mais fácil vai ser o comprometimento com o tratamento. 
Até aqui, sigo por seis anos e meio sem qualquer complicação.

Opte por viver bem. 
A adesão ao tratamento não é, de maneira alguma, um obstáculo ou um fator limitador. Ao contrário, é uma maneira de seguir plenamente pelo que dá prazer! 


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