Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

25 setembro, 2015

Check-list pra diversão!

Diversão também pode - e deve - estar entre a rotina de nós, docinhos.
Limite só na glicemia!

Jogos de futebol, shows ou festas em estádios, eventos de grande porte como festivais de música... Todas as boas opções são válidas. A única coisa que precisa é um certo planejamento e uma atenção a alguns detalhezinhos.

Se estiver disponível, vale procurar saber sobre qualquer restrição específica do evento com antecedência.
Quando não dá pra ter acesso a essas informações, a solução é a gente se programar e usar o conhecimento pra poder curtir sem risco e sem preocupação.

Pra começar, minha sugestão é sempre levar um atestado médico. É bem útil para o caso de qualquer problema na entrada por conta das agulhas e das insulinas. 
Outra coisa bem importante é localizar o posto médico logo que entrar.
Se estiver sozinho, coloque a carteirinha de identificação de paciente diabético no bolso, bem à mão.

Se estiver com amigos, família, cônjuges, explique o que fazer em caso de emergência. Por mais que no dia a dia eles vejam a gente furando o dedinho, tomando insulina, na prática pode ser que eles nem sempre saibam como fazer.
Isso vale também pra uma hipoglicemia. Importante explicar os sintomas e como agir se preciso.

Como nesses show, festas ou jogos geralmente tem lanches mais pesados e gordurosos, uma opção é levar seu próprio lanchinho: barrinhas, biscoitos, vá de acordo com a sua preferência.

E por fim, um tênis confortável e muita água!

Pronto!! Tudo certo para aproveitar com tranquilidade. 

20 setembro, 2015

Folga latina...

Hora de colocar a malinha nas costas de novo!
Desta vez o destino são a Bolívia e o Peru.
Roteiro pronto, amigos e animação garantidos e o kit da doçura em mãos.

Insulinas - com carga extra, cálculo da quantidade de agulhas, tirinhas e lancetas com um % a mais e alguns lanchinos também: mel, cookies e barrinhas sem açúcar, minhas badanadas companheiras de sempre.

Parte vai na mala, parte na mochila comigo para o caso de ser preciso durante o voo e a conexão.

Passaporte e atestado em espanhol, cartãozinho de identificação de pessoa com diabetes e tudo pronto!

Devo ficar uns dias off por causa da viagem. Na volta, tudo sobre os dias passeando pela história Inca!

18 setembro, 2015

A matemática da alimentação

Para nós, docinhos, uma das maneiras de manter uma alimentação equilibrada e saudável é usando a Contagem de Carboidratos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, desde 1994 ela foi estabelecida como ferramenta nutricional no Brasil e vem sendo cada vez mais utilizada para um melhor controle da glicemia.

Trata-se de calcular a quantidade total de carboidratos de cada refeição para, se preciso, compensar a quantidade excessiva com a dose de insulina adequada (que deve ser definida pelo seu médico, conforme seu tratamento).

Mas antes de começar efetivamente a usar a contagem de carboidratos, é preciso entender como cada alimento interfere na nossa glicemia.

É importante entender a diferença e saber identificar quais são os carboidratos simples - que atingem a corrente sanguínea em até 15 minutos após a ingestão e por isso levam a uma elevando rápida da glicose - e os complexos, que levam entre 15 minutos e 2 horas para chegar na corrente sanguínea.

Eles estão bem presentes no nosso dia a dia e são fáceis de distinguir. 

Alguns exemplos:
- Simples: massas e pães preparados com farinha branca, doces, leite, iogurte, biscoitos;
- Complexos: massas e pães preparados com farinha integral, legumes, leite e iogurte desnatados, aveia, grãos em geral...


O começo pode ser mais difícil, mas aos poucos a gente acaba fixando os valores dos alimentos e a contagem passa a ser mais natural.
Uma dica que eu dou é medir a glicemia pós prandial no início do processo de contagem. Observando e avaliando os resultados medidos, a gente consegue perceber o que interfere mais ou menos e vai ajustando os errinhos que podem acontecer.

Além de ajudar bastante no controle do diabetes, a contagem de carboidratos permite uma escolha mais variada de alimentos.
Um alerta:por considerar quantidade e não a qualidade do carboidrato, pode haver uma má utilização da contagem. Não podemos deixar de lado a moderação!

A SBD tem um Manual de Contagem de Carboidratos disponível para download (só clicar aqui).
Vale a consulta ao Manual, mas antes de tudo, a orientação e consulta com o/a seu/sua endocrinologista!



Em frente, com mais uma maneira de manter a doçura sob controle!!





14 setembro, 2015

Uma pitada de talento!

Faltam 2 meses para o Dia Mundial de Diabetes e, dentro das diversas ações programadas para o grande dia, a Sociedade Brasileira de Diabetes lançou hoje, em parceria com a TV Band, um concurso de dar água na boca: Concurso de Culinária Saudável - Adoçando sem açúcar.

Tem uma receita de família que gosta e já adaptou para uma versão sugar free? Conhece alguém que faz uma sobremesa imperdível ou um risoto de dar inveja, sem açúcar e com ingredientes saudáveis?

Então chegou a hora de mostrar os dotes culinários e concorrer.
As 5 melhores receitas serão apresentadas no Programa Dia Dia!!

Doce ou salgado, você escolhe.
Como eu nunca criei nada, acabo adaptando receitinhas da mamy ou algumas que encontro na internet mesmo, vou ficar só esperando as delícias que virão.

O prazo para envio é dia 14/10. As receitas devem ter o valor nutricional indicado e uma foto do participante com o prato pronto.
As regras para participação estão todas aí embaixo:  
Boa sorte e mão na massa!



11 setembro, 2015

De 1 pra 2: o prato recheado de saúde!

Lá vamos nós ressaltar mais uma vez a importância de uma boa alimentação - nunca é demais!
Mas hoje o foco são os docinhos que convivem com o tipo 2 do diabetes.

A diferença principal entre um tipo e outro, como explicado pela Sociedade Brasileira de Diabetes aí embaixo, é que o tipo 1 é uma doença autoimune, que leva à interrupção na produção de insulina pelo organismo. O tipo 2 acontece quando o organismo não produz insulina suficiente para combater a quantidade de açúcar e/ou gordura ingeridos:
Com atenção e o comprometimento no tratamento, o diabetes tipo 2 pode ser controlado com uma boa rotina de atividades físicas e, claro, com uma alimentação adequada.

Para ajudar nessa tarefa, quem dá as dicas e as orientações é a minha amiga querida Flavia Marques de Castro que, além de ser Nutricionista, é Educadora em Diabetes.
"Características da Alimentação Para o paciente com Diabetes Tipo 2, visando buscar as melhores opções e garantir um prato saudável: 
O consumo de alimentos com carga glicêmica reduzida deve ser sempre priorizado. Esses alimentos elevam a glicemia de forma mais lenta, ajudando a manter o diabetes sob controle. 
Mas que tipos de alimentos são esses? São as frutas, verduras e alguns legumes. 
Isso não quer dizer que os cereais devam ser excluídos da dieta, mas para evitar picos hiperglicêmicos, devemos valorizar o consumo dos integrais - arroz, pães, massas, biscoitos, que possuem mais fibras e elevam a glicemia mais lentamente.  
As fibras solúveis presentes na batata yacon e na aveia ajudam no controle glicêmico. Por isso, recomenda-se o consumo desses alimentos no seu dia a dia. As leguminosas (feijões, vagens) também ajudam no controle da glicemia, pelo seu teor de fibras solúveis. A combinação arroz integral com feijão é excelente! 
Outro cuidado importante envolve o consumo da frutose, que é o açúcar das frutas. Ela se transforma em glicose no organismo e sabemos que quando há excesso de glicose no sangue e a mesma não é absorvida, essa situação está associada à resistência insulínica. Ou seja, a insulina funciona de forma mais lenta e a glicose demora a ser absorvida. A glicose, nossa maior fonte energética, transforma-se então em energia excedente, que passa a ser acumulada no tecido adiposo (obesidade), e no fígado (esteatose hepática).  
Isso significa que é para restringir o consumo de frutas? Não! Quando consumimos as frutas, principalmente com a casca, as fibras auxiliam na absorção dessa frutose e ajudam para que a glicemia não fique tão elevada. 
Mas é importante ressaltar que a frutose também está presente em produtos industrializados. Ela tem sido adicionada no xarope de milho, que por sua vez é utilizado em refrigerantes, sucos de caixinha, ketchup, mostarda, frutas enlatadas, bolos e pudins. Então, ação número um: olho no rótulo! 
Quanto às carnes, ovos e peixes, por não terem proteína podem ser consumidos à vontade? Não. Esses alimentos têm gordura em sua composição e essa gordura em excesso interfere na glicemia também. O excesso de gordura na alimentação pode favorecer a formação de radicais livres e acabar gerando uma resposta inflamatória. Quando isso ocorre, é mais difícil controlar a glicemia. Aqui vale então lembrar das gorduras saudáveis, que são as presentes no abacate, azeite, nozes e nas castanhas."  
Parece difícil, dá a impressão que são muitas regras para serem cumpridas. Mas na verdade, o que está apresentado aqui são recomendações para melhores hábitos alimentares. A melhoria na saúde, principalmente para quem convive com o diabetes, é certa!

A substituição pode ser aos poucos... 
Em vez do arroz branco, amanhã experimente o integral. Em vez de um prato de massa branca caprichado no molho, uma salada de entrada seguida de uma porção de macarrão integral. 
O copo de suco pode ser trocado por uma fatia de fruta. 
O arroz com feijão pode vir acompanhado por um bife (sem gordura!) e espinafre refogado.

Um dia de cada vez e os novos hábitos vão sendo incorporados, garanto! Quando você menos esperar, vai perceber que a alimentação mais equilibrada só traz melhores resultados de glicemia e um melhor controle do diabetes. 


09 setembro, 2015

Pra monitorar o docinho sem dor...

Uma das perguntas mais frequentes que escuto quando vou medir minha glicemia é: "isso dói muito?".

Minha resposta é sempre a mesma: não. Na verdade, depois de seis anos e meio furando o dedinho no mínimo 3 vezes por dia, acho sinceramente que eu já acostumei, embora nunca tenha sido um problema para mim.

Como a tecnologia segue de vento em popa, a novidade do momento é o Genteel, o novo lancetador que promete furos sem qualquer dor.
É compatível com vários modelos de lanceta disponíveis no mercado e pode ser aplicado na palma da mão ou até mesmo no antebraço. Segundo o fabricante, mais conforto e praticidade.

No site tem mais detalhes (por aqui), depoimentos de alguns usuários e o link para a compra.

Para quem tem problemas, quaisquer que sejam, com o lancetador padrão, pode sim ser uma alternativa. Mas o precinho não é nada camarada: $129.

Se pararmos pra pensar que um monitor de glicemia hoje em dia custa menos de R$100,00 e que o câmbio está nas alturas, digo até que seria inviável.

Mas, fica a dica.
Para os pequenos, para pessoas com medo de agulhas ou com mais sensibilidade à dor, talvez valha o investimento!



04 setembro, 2015

Alimentação (im)possível?

Já abordei a alimentação aqui no blog algumas vezes, mas este é um assunto que nunca é repetitivo.

Escolhas saudáveis, os percalços que podem haver num restaurante à quilo ou mesmo na hora das compras no mercado podem dar um certo trabalho de vez em quando, mas é ponto comum que boas escolhas só fazem bem e nos dão, além disso, liberdade até para uma sobremesa...

Por muito tempo, pessoas com diabetes eram proibidas de comer muita coisa.
Doces, sobremesas, massas eram tabu!

Comigo não foi diferente: no início da convivência com a doçura, a nutricionista que me atendeu veio logo com restrições. Não podia comer fruta do conde, que eu adoro, caqui, melancia e por aí vai.
Seguindo nesse rumo, por minha conta saí cortando qualquer coisa que tivesse açúcar na composição!

Aos pouco, fui entendendo que a realidade da doçura não é e não precisa ser restritiva, seja qual for o tipo de diabetes.
Não tem fórmula, não tem receita e nem padrão pré-estabelecido.
O importante e que se aplica para todo mundo é ter como base do dia a dia refeições nutritivas, equilibradas.







E o tabu?
Tem que acabar!
Com moderação, a gente pode tudo.








Pode a fruta do conde, pode um sanduba, a batata frita, pode até um doce ou uma fatia de bolo no aniversário dos amigos.

Analisar as glicemias antes e depois, corrigir com a insulina de ação rápida, fazer contagem de carboidratos são alguns dos artifícios para que tudo fique bem.
Fazer exercícios constantemente também.

Conhecimento aliado ao equilíbrio só trazem benefícios e prazer. Comprovo e recomendo!
Assim fica mais leve, mais agradável.