Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

31 dezembro, 2015

Pra virar a página!

Sabático: descanso; orgia; férias.

Descanso teve.

Orgia também, mas no sentido da cumplicidade sem fim. Dos abraços, dos sorrisos, da força. Troca sem qualquer limite. Amor também. Nenhum duplo sentido, só o reconhecimento e alegria em constatar que a vida segue mais fácil com as minhas pessoas em volta.

Férias...
Sou daquelas que se pudesse comprava mais férias, em vez de vender.
E aí me vi com um tempo pra mim.
Um tempo que teve data pra começar e, na minha cabeça, duraria uns 2 meses. São 11 até aqui!
De liberdade, de um monte de livro, de praia, de viajar por aí, de sono, de passar o dia fazendo n a d a. Ou tudo! Mas tudo que eu pudesse escolher. 
Inexplicável essa sensação.

Pensamento voando. 
Planos novos, planos refeitos, planos postos em prática.

2015 foi um ano que eu deixei acontecer.

Foi um ano de conquistas no caminho da educação em diabetes, um ano de muito aprendizado. Um ano que me deu a chance de ver meu nome publicado num livro mas que roubou um pedaço do meu coração quando transformou minha Giló em estrela. 

2015 foi um ano que começou me trazendo alívio e termina da mesma forma!
Quanta coisa!! Quanta mudança. 
Revolução azul e do bem, glicemias variando como nunca e me enlouquecendo, mas uma atividade física na rotina - salve meu pilates!

Para mim, todo final de ano é a mesma coisa: fico numa ansiedade sem fim. Primeiro porque gosto dessa virada. Acho que a troca ajuda a limpar, a levar sapos que talvez ainda estejam engasgados, a acalmar o coração dos momentos tristes passados e principalmente a renovar a esperança de dias novos, todinhos em branco esperando para serem preenchidos.
Eu sei, clichê máximo! Mas me faz bem. 

Aproveito a virada pra agradecer, reavaliar o que aconteceu, rir de novo com tudo de bom que passou.

Mas uma outra coisa contribui para essa ansiedade toda... Tenho a impressão que as pessoas correm o tempo todo! 
Andam correndo nas ruas, nos carros, nos corredores. É um atropelo!!
Ninguém se olha, ninguém se cumprimenta. Relógio batendo os últimos tic-tacs do último mês do ano. 
Ufa.

Vamos em frente que atrás vem gente, já a dizia a filosofia ouvida tantas vezes em casa desde que eu era pequena.

Que venha então o novo.

Que a gente corra menos e se encontre mais.
Que digite menos e converse mais.
Que prometa menos e realize mais.
Que a gente perceba que o mundo real vai mundo além do virtual.
Que haja razão, mas que esta seja equilibrada pelo coração.


Pode vir, 2016.
E traz a bagagem cheia de respeito, de calma, de tranquilidade, de saúde e alegria. 
Que a intolerância fique longe.
Que seja de menos dedos apontados e mais mãos dadas.

30 dezembro, 2015

A evolução da doçura...

Tudo é uma questão de referência.
Com o diabetes também. 

Ainda temos tanto a conquistar. Num mundo ideal não faltariam insulinas, não haveria tensão para saber se as tirinhas estarão disponíveis ou não...

Mas a verdade é que evoluímos e muito!
Existem canetas - eu não sei se me daria tão bem com seringas e frascos, por exemplo. 
Existem glicosímetros, um grande avanço no controle de todo dia.
Existe educação em diabetes e um caminho que preza que o paciente deve se envolver no seu tratamento. A garantia? Uma melhor qualidade de vida.

Mas não era assim. 

A história do diabetes vem de longa data. Segundo a matéria do site HealthUnlocked, em 1872 foi encontrado um documento com registros de uma doença caracterizada pela "emissão frequente e abundante da urina". A data deste tal documento é estimada em 1500AC!

No século II DC foi dado o nome de diabetes a esta condição, na Grécia.

Os indianos, seguidos pelos chineses e japoneses, foram os que primeiro observaram que esta urina em excesso era mais doce. O sinal para isso foi o fato de sempre haver uma concentração de formigas e moscas próximas ao xixi. Mas isso só se tornaria um indicador mesmo após estudiosos confirmarem a ligação, nos séculos XVII e XVIII.

Daí veio o termo 'mellitus', que significa mel, em latim!

Somente no século XIX é que surgiu a percepção de que havia dois tipos distintos de diabetes. À época, a distinção foi dada pelos sintomas e evolução da saúde em pacientes de diferentes faixas etárias: um atingia mais os jovens e se apresentava com mais gravidade; o outro surgia em pessoas com mais idade e peso excessivo.

Por um tempo, os tratamentos chegaram a utilizar uma super alimentação, porque se acreditava que as pessoas diagnosticadas com diabetes perdiam muitos nutrientes pela urina, e até ópio.
A evolução foi direto para uma dieta restritiva: nada de carboidratos!

Depois, ainda no século XIX, se sugiram as dietas da aveia, do leite, da banana...
(e a gente sabe que algumas dessas teorias em dieta seguem até hoje!)

Muita coisa aconteceu!
Até a descoberta que o pâncreas tinha outra função além da produção de enzimas digestivas, não se sabia exatamente o que causava o diabetes.

Mas depois disso, muitos estudos foram feitos.
Algumas pesquisas foram interrompidas pela Primeira Guerra Mundial e em 1921 veio a luz. Sir Frederick Banting finalmente trouxe a maior de todas as descobertas... Com a insulina, grande parte dos problemas estava resolvida.

Vieram as tiras reagentes com a urina, depois com sangue - mas que precisavam de uma amostra muito grande.
Os glicosímetros - tantos modelos, tantas marcas - se fixaram como uma das melhores ferramentas para controle e automonitorização da glicose.

Quanta coisa!

Eu sei que nada disso invalida o que ainda precisa ser melhorado, mas acho que ajuda a acreditar e ter esperança de que o que ainda precisa ser feito pode não demorar para se concretizar.

Apesar da sensação de que ninguém liga e ninguém se preocupa com o que falta, existem sim pessoas e instituições que seguem na briga por um mundo doce mais leve, mais fácil.

Que assim seja. E que seja rápido - e constante também!

28 dezembro, 2015

Missão: cuidar.

Numa época em que a cada dia se descobre uma falcatrua ou um desvio de verba que deveria ser para a saúde, é bom ver que ainda existe quem preze pelo bem dos pacientes e coloque a qualidade de vida, o acesso a bons tratamentos e a medicamentes em primeiro lugar.

Aqui no Rio, a Fundação Osvaldo Cruz mostra, com seriedade e envolvimento, que o bem estar das pessoas é tão importante quanto a solução para uma condição de saúde ou uma doença séria.

Desde o início do funcionamento da Instituição, há 115 anos, o trabalho feito é para "promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente de cidadania".

Aí está toda a diferença na atuação da Fiocruz.


Pesquisas, vacinas desenvolvidas, papel fundamental erradicando epidemias...





... E a preocupação contínua pelo bem de todo mundo.
Em 2015, quando tanto se ouviu sobre falta de insulinas, de insumos, de acesso à tratamentos a que se tem direito, eles mais uma vez deram um passo no sentido oposto, lançando um portal dentro do site principal, mas especificamente sobre diabetes.
Cuidados, sintomas, a importância em cuidar e manter a glicemia sob controle, o foco na educação em diabetes. Também tem depoimentos de mães de docinhos falando sobre as dificuldades e as conquistas no dia a dia...

Uma abordagem direta para crianças e jovens, diabetes na gravidez, dicas de nutrição e um link direto para busca de artigos sobre pesquisas em andamento.

Um desejo para o novo ano? Que haja mais comprometimento como esses vindo de outras instituições e de especialistas que acompanham e cuidam de tantos outros convivendo com o diabetes por aí.

No mais, saúde pra dar e vender!

26 dezembro, 2015

Doçura na mesa!

Não sei vocês, mas comigo o almoço em família sempre vem acompanhado de um pecadinho: gula!
Bate papo gostoso na mesa e comida boa são um convite pra comer. E sem parar!! 

Mas muita calma nessa hora... Olha a glicemia, dona Juliana!

O Natal é bem assim, né. Com tantos quitutes fica difícil resistir. 
Só que não dá pra perder o controle. Carboidratos e insulina na medida, um furo no dedinho antes e depois das guloseimas e tudo fica bem.

Aí dá pra comer rabanada, panetone e até torta delícia de chocolate com nozes!!
(A foto não está das melhores, mas vale pelo flagra!)

E pra quem acha que isso é um ato de rebeldia master na vida doce, pode tratar de rever seus conceitos.
Tudo feito com o cuidado devido e de olho na doçura. Sem risco, com conhecimento.
É a fórmula que mais dá certo, vai por mim. 
Bom apetite! 

21 dezembro, 2015

1 - 2 - 3 - 4 ----- 5!!!!!

Foram, até aqui, quase 700 posts publicados!
Tantos assuntos... Conversas que surgiram a partir de comentários deixados por aqui, cumplicidade numa situação em que o outro se identifica nessa vida doce. 
A doçura aproximando.

Lá em 2010 nascia meu Insulina Portátil, pela vontade de mostrar como eu tinha conseguido entender a nova condição trazida pelo diabetes.
Hoje a motivação é a mesma, mas a certeza desse caminho é muito, mas muito maior.

Em 5 anos a gente muda.
De opinião, de casa, de atitude.

Com meu IP não seria diferente.
Em 5 anos eu vejo como os temas abordados mudaram. Quer dizer, se ampliaram.
Como a minha visão mudou. 
Como a tranquilidade aumentou. 
Como as dúvidas crescerem, mas junto com elas cresceram também a vontade de buscar esclarecer e a vontade de dividir e aprender.

Em 5 anos mudou a dosagem da insulina, mudou o glicosimetro.
Meu trabalho também mudou. Assim como mudaram os meus dias: mais tempo dedicado à educação em diabetes.
E também é cada vez maior minha intenção e a minha certeza em fazer do meu Insulina Portátil o caminho para mostrar que (con)viver com o diabetes é possível e pode ser leve.

E depois desses 5 anos, tem mudança na página. De cara nova e de logo nova, olha aí:

Camila, querida, quanta dedicação neste trabalho!
Foi gratificante ver o seu empenho em entender esse mundo do diabetes e todas as minhas intenções com a primeira marca, feita num power point sem qualquer entendimento técnico. 
Super obrigada!!

Que meu IP possa ser o caminho de conhecimento e da informação, do positivismo e de fazer acreditar que o diabetes não é uma sentença.

Obrigada por todos os cliques, obrigada pelos comentários, obrigada por virem junto e acreditar.
Obrigada!!!!!

16 dezembro, 2015

Muita calma nessa hora!!

E antes que o ano terminasse (pode acelerar??), teve revisão com a minha Super: consulta com a endócrino para colocar tudo no seu devido lugar e entrar em 2016 com o pé direito.

Os exames estavam ok: uma hipo levinha pós 12h de jejum, mas sem maiores conseqüências. A tal da glicada subiu mais um pouquinho. Agora, de 7,2% para 7,5%.

Como dessa vez eu engrenei mesmo nos exercícios, tudo indica que a causa foram as correções feitas para as diversas hipoglicemias que eu tive durante a viagem para o Peru e a Bolívia e nessas últimas semanas por aqui também.
Sem alardes e dessa vez eu nem fiquei tão desapontada... já esperava que fosse acontecer.

Peso bom, pressão boa, nenhum roxinho inquisidor (ufa!), pézinhos tinindo. Um exame físico mais aprofundado na tireóide (tudo ok!) e partimos para os ajustes nas doses da insulina.

Como as glicemias de jejum ainda seguem um pouco mais baixas que o ideal, reduzimos em uma unidade a dose de insulina antes da ceia.
Outra mudança foi na dosagem da Novo Rapid, já que vez ou outra as correções estavam levando à hipoglicemias depois das refeições.
Tudo, claro, sujeito aos resultados que virão nos próximos dias, que serão de acompanhamento preciso!

No mais, alguns dos exames hormonais estão um pouco fora do que deveriam e por isso, serão repetidos em janeiro.

Cansei!!
Posso dormir e acordar dia 31 de dezembro? Sim, porque faço questão de estar bem ligadinha para acompanhar a virada e celebrar o novo que chega!

Já que acelerar não dá e metade do mês desligada também não, que sigamos, com calma e com alma, porque agora falta pouco.
(Ilustração de Monica Crema)






10 dezembro, 2015

I n s p i r a .... r e s p i r a .... i n s p i r a ........


Ansiedade por notícias de quem não está 100%, um filme antes de dormir.
Última checada nas janelas e nas luzes da casinha. 
Boa noite!

Bom dia! 
Sai da cama, abre a porta do quarto, chega na sala. E descobre que a sala virou um aquário. Hein? 
Alagada.
É sério?! Era: vazamento num cano da coluna principal do prédio.
Chama o porteiro que chama o bombeiro hidráulico que liga pro síndico.
Fecha o registro.

Mais ou menos 1 hora depois, a percepção - num estalo - de que faltava alguma coisa: medir a glicemia, tomar insulina e café da amanhã.
Feito!

Quebradeira. 
Tudo seco.
Mais quebradeira.
Tudo seco.
E mais. Água!! Chegamos no foco.
Peraí, tem que ver o apartamento de cima.

Muito calor!
Opa, será?!? Glicemia foi a 45.
Corrige. Espera. Relaxa.
Oi?! Relaxa?
Próxima: espera de novo.

Quebra mais.
Quebra tudo que tem que quebrar.
Limpa tudo. 
E agora? 

Agora desaba!

Mais ou menos 1 hora depois, percebi que tinha dormido. Tinha apagado.
Corpo pesado. 

Levanta e sacode a poeira... Literalmente!!
Banho, glicemia: 170.
Jantar.


Isso nunca fez tanto sentido.

08 dezembro, 2015

Sobre a pré-diabetes...

Hoje o programa Bem Estar, da Globo, tratou de um tema que ainda confunde muita gente: o pré-diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, "antes do diabetes tipo 2 se desenvolver, há quase sempre um período de pré-diabetes onde níveis de açúcar no sangue estão em uma zona de perigo acima do normal, mas abaixo do nível considerado diabético".

A variação glicêmica que caracteriza a condição de pré-diabetes é entre 100 e 125 mg/dL.
Mas essa situação pode ser revertida e não é difícil. Só requer um esforço pessoal...

Fique atento e entenda como identificar e o que fazer em casos de pré-diabetes.
Segue a matéria apresentada hoje pelo Endocrinologista Antonio Chacra e pela Nutricionista Alessandra Rodrigues:

Pessoas com histórico de diabetes na família ou na gestação, obesos, sedentários e acima dos 40 anos são as que têm maior risco de serem pré-diabéticas. No entanto, já está cientificamente comprovado que é possível prevenir a diabetes do tipo 2 com a redução de apenas 5% a 10% do peso corporal, sem tomar remédio. Não é necessário sequer atingir o IMC ideal.
Será que estou chegando lá?
Há quatro perguntas a responder. O “sim” em pelo menos uma delas significa que é hora de checar os níveis de açúcar no sangue. A dosagem é um teste muito simples, disponível no SUS, nos planos de saúde e a R$ 8 em serviços privados.
• Está acima dos 40?
• É sedentário?
• Está obeso?
• Tem casos de diabetes na família?
O que ocorre no corpo
Quando uma pessoa está no quadro de pré-diabetes, isso significa que o pâncreas não está conseguindo produzir insulina suficiente para quebrar o açúcar e permitir que ele entre dentro da célula ou há uma resistência da célula à entrada do açúcar. Por isso, os níveis de açúcar estão aumentando na corrente sanguínea e iniciando os danos ao corpo.
Dois passos para uma grande recompensa
Fazer atividade física moderada à intensa, 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, e reduzir a quantidade de calorias são dois passos para alcançar a grande recompensa, que é evitar a doença. A recompensa pode ser ainda maior, ao evitar a diabetes você também reduz risco de doenças cardiovasculares, dos rins e problemas de mobilidade e visão no futuro.
No vídeo do programa (que pode ser acessado direto por aqui) há boas dicas, esclarecimentos de algumas dúvidas e recomendações bem importantes:
- Incluir mais fibras (sempre elas) na alimentação (aveia, linhaça, folhas verdes...)
- Maneirar a quantidade de ingestão de sucos concentrados, que contém uma grande porção de frutose e, consequentemente, carboidratos
- Atentar para o fato de que não são só os doces e o açúcar que influenciam na variação da glicemia
- Reunir os amigos para ter mais estímulo na hora e praticar exercícios

Vale destacar novamente que estamos tratando de uma variação que pode ocorrer quando há propensão ao diabetes tipo 2.
No diabetes tipo 1 isso não acontece por ser uma doença autoimune e que, portanto, não há como prevenir.

Nunca é tarde para aprender e rever seus hábitos!


07 dezembro, 2015

Diabetes na pressão!

Falta de medicamentos e insumos é inadmissível em qualquer circunstancia. Mas quando se tratam de medicamentos e insumos necessários para manter uma doença crônica sob controle, esse falta pode ser fatal, me perdoem o jogo com as palavras!

Diabetes é um diagnóstico referente à não produção de um hormônio fundamental pelo organismo, para nossa sobrevivência. A medicina, anos atrás, resolveu este problema quando descobriu que poderia utilizar insulina injetável para recompor esta falha. E agora, o Estado, responsável por garantir a saúde de todos os cidadãos, não cumpre a sua parte.

Nem comento sobre a inclusão ou não dos análogos de insulina entre os medicamentos distribuídos aos pacientes - embora essa briga também esteja no ar.





O fato é que pacientes tem sido obrigados a se virar para garantir que não faltem tirinhas, insulinas, agulhas, lancetas...

Não bastasse a matemática diária para manter um bom controle glicêmico, agora precisam torcer para ter os insumos mínimos necessário.

Um absurdo que vem se repetindo aqui no Rio e em alguns outros estados do Brasil.







Por causa disso, a Sheila, da página Histórias de Uma Diabética, criou uma campanha no site Panela de Pressão, que vai direto ao ponto: você preenche seus dados (nome e e-mail) na página da Campanha (aqui) e uma mensagem é encaminhada diretamente para o Secretário de Saúde do Estado do RJ, Felipe Peixoto, e para o Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz.

Lá já tem um texto base para a mensagem - que pode ser alterado e/ou complementado:
"Prezados Secretários de Saúde do Estado e Município do Rio de Janeiro, 
O diabetes é uma doença silenciosa. As pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 do Rio de Janeiro estão sofrendo com a falta de insumos para o tratamento desta doença que, em breve, se tornará uma epidemia. É preciso enfrentar esta situação de frente pois o problema só tende a aumentar. Negar insumos, postergar compra, não priorizar os doentes de uma doença crônica que cresce a cada ano é ignorar o direito garantido pela justiça e, o que é pior, ignorar o prejuízo que esta falta de insumos está fazendo na saúde de tantas crianças, jovens e adultos portadores de Diabetes tipo 1 e 2 em todo o Estado do Rio de Janeiro. Queremos a regularização no fornecimento dos insumos (insulinas, fitas, cateteres, cânulas, canetas, sensores e bombas de insulina) , queremos a obediência a uma decisão judicial, queremos dormir tranquilos sabendo que nosso tratamento está garantido pela justiça e é administrado responsavelmente pelos nossos governantes."

Eu já fiz a minha pressão! Não leva nem um minuto.
Participe e divulgue.
O problema é muito sério e precisa ser resolvido com urgência!



06 dezembro, 2015

Um tropeço na insulina...

Um hábito que é repetido constantemente torna a gente mais experiente, mas pode trazer um excesso de confiança que pode também levar a um tropeço...

Ontem segui com o processo normal antes do almoço: lavei as mãos, medi a glicemia, esperei o resultado e peguei a caneta de insulina para aplicar a dose corretiva.
Tudo tranquilo, certo? Errado! Durante a aplicação eu percebi que tinha pego a caneta errada: em vez estar aplicando as duas unidades de NovoRapid (de ação rápida), estava usando a Levemir (basal, que é a que eu uso em jejum e mais ou menos 12 horas depois, à noite).
Um segundo sem respirar, mais uns dois pensando no que fazer. A decisão, claro, foi falar com a minha Super Endócrino e contar a ela o que tinha acontecido.

Primeira recomendação: nada de pânico. Segunda: reduzir essas mesmas duas unidades da dose de basal da noite. 
Recomendação final: monitorar a glicemia e qualquer coisa, ligar para ela.

Ai ai... Quando digo que o diabetes não é uma ciência exata é justamente por essas coisas. 

Por mais que eu saiba da importância do cuidado e da atenção com a monitorização da glicemia, tem horas que eu entro no modo 'piloto automático'. Sei o que precisa ser feito e faço, mas fazer sem atenção pode ser bem arriscado. 

Minhas glicemias ficaram estáveis e não tive qualquer problema, além do susto.
Agora - mais do que nunca - olho bem aberto e 100% de foco quando estiver cuidando da minha doçura!


05 dezembro, 2015

Faxina pela saúde!

Hoje é sábado e sábado é dia de... faxina!
Em uma campanha lançada pelo Ministério da Saúde, essa é a proposta com o objetivo de eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti.

Reproduzo aqui na íntegra a matéria divulgada por eles, destacando os motivos e a importância desta ação:

"A reprodução do aedes aegypti, também conhecido como o "mosquito da dengue", costuma ser mais intensa durante o verão. O mosquito, que também é o transmissor da chikungunya e do vírus zika, não escolhe o bairro ou casa para se reproduzir. Ele precisa apenas de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos. A principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito da dengue, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação.

Para chamar a atenção sobre a importância da limpeza para eliminação dos focos do aedes aegypty, o Ministério da Saúde lançou a campanha "Sábado da Faxina - Não dê folga para o mosquito da dengue". A ideia é que toda a população dedique um dia da semana para verificar todos os possíveis focos do mosquito, fazendo uma limpeza geral em sua residência e impedindo a reprodução do aedes.

O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Mais de 4% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito. O Ministério da Saúde registrou, até 14 de novembro, 1,5 milhão casos prováveis de dengue no país. O aumento é de 176%, comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 555,4 mil no ano passado.

Em 45 dias um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. É bom lembrar que o ovo do aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão.

O governo federal também está fazendo sua parte, com a capacitação de pessoal de estados e municípios para identificar locais de proliferação do mosquito e distribuição de larvicidas, inseticidas e kits de combate. O Ministério da Saúde repassou, até novembro deste ano, R$ 1,25 bilhão aos governos estaduais e municipais para o combate ao mosquito".

O assunto é muito sério e todos precisam agir imediatamente. 

Para nós, docinhos, ainda há um risco maior agregado, por sermos portadores de doença crônica.

As dicas do Ministério da Saúde vão direto ao ponto e ensinam o que fazer para prevenir que o mosquito se reproduza:
Todo cuidado é pouco e atenção contínua é fundamental!

04 dezembro, 2015

A doçura dos dias...


Novembro se encerrou e a cabeça ficou a mil...
Muito feito e um tanto mais por fazer.

A alegria de comprovar na prática que a união faz a força.
Essa força criou uma r-evolução azul, um movimento que levou informação por aí e que agora tem um caminho mais extenso a percorrer.

Dezembro chegou trazendo um respiro. 
A energia investida no Dia Mundial foi bem grande. A sensação boa também foi sem limite.
E agora, nos primeiros dias do último mês do ano, o tempo é de reorganizar as ideias, somar os assuntos e planejar os próximos passos. 

Recentemente me perguntaram o que me motiva nos cuidados com o diabetes.
Pois bem... Me motiva a escolha pela vida, acima de tudo. Me motiva seguir bem e com saúde pra viajar, trabalhar, curtir meus amigos e minha família todo dia. Me motiva meu tamborim e o mundo que eu ainda tenho a explorar.
Não, nada disso vem sem esforço e sem a nossa contrapartida.
Então, escolha se cuidar. Escolha pelo seu tratamento. Se aproprie dele! 
Busque o que faz sentido para você. Preze por quem você ama. Opte por estar bem. 
Essa é a melhor solução!
Quando não estiver fácil, não esqueça que é possível.

De novo, repito o que uso como um mantra: diabetes não é sentença.
Defina seu rumo, sem restrição, sem impedimento.


23 novembro, 2015

No caminho da solução...

Boas notícias devem ser comemoradas e compartilhadas!

No mundo do diabetes, temos mais um avanço: a suspensão do uso de insulina após um transplante de ilhotas pancreáticas numa paciente com 35 anos de diagnóstico!!

Pra ficar mais fácil entender, as ilhotas são grupos de células do pâncreas responsáveis pela produção dos hormônios glucagon (células alfa) e insulina (células beta).
Há algum tempo ouvimos falar de transplante de células tronco para casos de diabetes tipo 1 - vale lembrar que o Brasil hoje é referência nesta pesquisa - e de transplante de pâncreas.
Agora, o transplante de ilhotas pancreáticas (após vários anos de estudos e pesquisas, inclusive no Brasil) se mostra uma alternativa menos invasiva, além de trazer resultados num menor espaço de tempo.

O procedimento de sucesso foi realizado em julho deste ano pelo McGill University Health Center (MUHC), em Quebec, e funciona da seguinte maneira: "as células das ilhotas foram separadas a partir de um doador (...). Dois dias mais tarde, as ilhotas isoladas foram implantadas no pâncreas do paciente através de um pequeno cateter no abdômen, sem necessidade de cirurgia. Todo o procedimento foi realizado na sala de radiologia da MUHC."

Depois do transplante e de um tempo de monitoramento pela equipe médica, foi comprovada produção de insulina, suspendo assim o uso das injeções diárias.

A matéria completa está disponível no blog Eu e a Bete, do Pablo Silva. Vale conferir!

Mais informações também na página do Hospital Israelita Albert Einstein.

Que só um entre muitos casos de sucesso.



16 novembro, 2015

A geografia do diabetes...

O grande dia passou, mas isso não significa que agora a gente vai ficar parado...

E seguindo na busca por mudanças, inicio a semana com um pedido.
A página 'A Diabetes e Eu' está fazendo uma pesquisa que visa mapear os maiores problemas pelos quais as pessoas com diabetes passam, seja de atendimento médico, seja de falta de insumos ou qualquer problema relacionado ao tratamento e cuidado.
É importante que todo mundo contribua, assim o resultado vai ser muito mais abrangente.

Basta entrar na página do Mapeamento do Descaso, preencher com as suas informações (sua identificação é opcional) e deixar o seu depoimento.

"O Mapa do Descaso Diabetes Brasil é um projeto de médio e longo prazo que buscará reunir, planificar e mapear casos de descaso com as pessoas com diabetes por todo o país. Com isso, será possível verificar quais são os maiores problemas e onde eles estão, para então podermos cobrar das autoridades as políticas públicas necessárias."

A cada mês, no dia 14, o mapa será atualizado.

Participe, compartilhe, divulgue.
A união faz a força e o resultado beneficia todo mundo!


15 novembro, 2015

De uma grande r-evolução azul!

Ontem foi um dia cheio e com um misto de emoções.
A ansiedade pelo que eu não via acontecer na cidade, pela falta de divulgação e pela perda de oportunidade em aproveitar o Dia Mundial do Diabetes para fazer um grande esclarecimento à população.

No Maracanã aconteceu, na parte da manhã, a ação liderada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que oferecia testes de glicemia e exames de fundo de olho.
Na Lagoa, uma ação da Associacão Carioca de Diabéticos em uma parte da manhã e no início da tarde abordava as pessoas que estavam passando para dar informações sobre cuidados, principalmente com o 'pé diabético'.

Sim, toda atividades é válida, útil e importante.
Sem nenhuma dúvida, as pessoas que passaram por estes locais de grande circulação foram beneficiadas.

Mas o Rio é grande, enorme! E a informação tem que alcançar o máximo de pessoas possível.

O diabetes é epidêmico e não podemos fugir desta realidade.
Tem muita coisa que melhorou, mas ainda tem muito mais a melhorar.
Faltam insumos, falta educação em diabetes para os pacientes, para a família. Falta o entendimento de que o diabetes não limita sua vida e de que a culpa pelo diagnóstico não é sua e pode nem ser do açúcar.

Há um tempo conheci pessoas queridas, que convivem diariamente com esta condição, como eu. Este ano, nos aproximamos mais e percebemos, de cara, o objetivo comum de mostrar que é possível viver bem com o diabetes. E mais: levar conhecimento e a certeza de que os diabéticos espalhados por aí não estão sozinhos.

Nasceu a nossa R-EVOLUÇÃO.
Uma revolução azul, uma rebeldia do bem, por uma causa única.

E decidimos sair das telas e do mundo virtual direto para o papel.
Fizemos um panfleto onde destacamos as diferenças entre DM1 e DM2 e listamos os principais sintomas que podem indicar diabetes.

Do papel para a rua!
A Urca e o Leme foram os locais escolhidos. A abordagem às pessoas nem sempre é simples. Interromper um passeio, uma conversa ou uma caminhada para falar sobre saúde foi um desafio no começo, mas depois seguimos a mil! E, de todos que abordamos, somente uma mulher não quis ouvir.
O saldo? Absolutamente positivo.
A conclusão? Nada novo: os mitos e o estigma relacionados ao diabetes ainda seguem.

A gratificação foi ouvir de tantas pessoas que iam ler, guardar, entregar pro amigo, pra mãe, pro tio.

Todo mundo conhece alguém - um familiar, o primo do vizinho, a tia da colega do trabalho - que tem diabetes.
Infelizmente novos diagnósticos são feitos a cada ano e nem sempre os pacientes tem o acolhimento e o apoio necessário, seja do médico ou das pessoas próximas.

Nossa tarde de revolução foi pontual e também não pôde levar a informando a muitos outros pontos da cidade, mas poder ajudar com nosso trabalho de formiguinha fez valer o meu dia!





Ainda fui surpreendida com um pôster sobre do Dia Mundial do Diabetes bem na entrada da loja dos amigos e que estava sendo inaugurada justamente ontem!
Ju e Marquinhos, não canso de agradecer. Sucesso sempre para vocês no Empório Mandacaru.

Para terminar, chegando em casa vi que tinha um e-mail especial me esperando: as propostas de nova logo do blog, que a Camila fez questão de me entregar no dia 14/11. Uau!
Mais detalhes sobre isso logo, logo...

Obrigada à SBD pela chance de agregar como Influenciadora Digital.
Obrigada Pablo, Sarah, Daniel e Silvia, pela confiança e por me ensinarem tanto.
E obrigada aos meus amigos parceiros e cúmplices e à minha família, que não só cuidam de mim, como acreditam e apóiam essa busca por dias melhores na vida de cada um que convive com a doçura.

Que venha o próximo Dia Mundial de Diabetes.
Que venha o próximo Novembro Azul.
Que venha 2016, porque a gente tem muito a fazer ainda!!

13 novembro, 2015

Pela qualidade de vida, pelo fim do tabu e pela saúde!

Hoje é sexta, hoje é azul.
Mais uma vez, destaco o porquê: as sextas azuis foram estabelecidas pela ONU dentro do movimento pelo dia mundial do diabetes.
A campanha segue a cor azul - que foi definida por eles também - e preza por todas as sextas usarmos qualquer peça de roupa ou acessório em azul e postar nas redes sociais. Isso é uma forma de chamar a atenção para o diabetes e tudo que vem junto: a prevenção, a importância de explicar sobre o que é esta doença que ainda assusta tanto, o alerta para os cuidados fundamentais no dia a dia de quem convive com esta condição e, claro, de mostrar que o diabetes não limita ninguém. Que podemos viver bem e feliz.

Amanhã é o grande dia: 14/11.
O Dia Mundial do Diabetes.
Esta data foi escolhida por ser o dia de nascimento de um cara chamado Frederic Banting, que foi um dos responsáveis pela descoberta da insulina nos idos de 1921.

Mas por que um dia todinho pelo diabetes?
Por causa do grande aumento de casos de diabetes no mundo.
Assim, em 1991, o dia foi instituído pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial de Saúde.
Como já disse algumas vezes aqui no IP, o símbolo - o famoso círculo azul - representa a união dos povos pela causa.

24 anos depois, ainda não temos o alcance que precisamos...
O número de novos diagnósticos continua crescendo e a falta de entendimento sobre a condição segue como um empecilho para que as pessoas consigam se tratar.

Mas enquanto esperamos que seja dada a devida atenção à questão, podemos fazer a nossa parte!

O diabetes é uma doença crônica que, quando não cuidada, pode trazer sérias conseqüências.
Por isso a importância desse dia e de todo o mês de novembro: quanto mais falarmos sobre o assunto, quanto mais mostrarmos e explicarmos o que é o diabetes, maior será a possibilidade de levar à todas as pessoas a compreensão de que é possível manter uma vida normal convivendo com a doçura.

Existem muita ações planejadas em vários estados e cidades do país (na página oficial e na fanpage do Facebook do Dia Mundial do Diabetes tem toda a relação de tudo que vai acontecer por aí amanhã...), mas se na sua cidade ou no seu bairro não tiver nada programado ou se você não puder participar das atividades previstas, você pode fazer acontecer.

Vista azul e explique pro seu vizinho o por quê da cor nesta data.
Fale sobre o diabetes e assim instigue as pessoas à sua volta a pensar, entender e elas também poderão difundir a informação.

Tire uma foto com os amigos, com a família, e compartilhe. Da mesma forma, divulgue informando sobre o azul e o nosso dia.

Se vir alguém de azul na rua, pergunte se é pelo Dia Mundial e pelo diabetes. Se não for, aproveite a deixa e explique. Assim, mais uma pessoa vai estar envolvida e vai passar a informação para outra, que vai passar para outra e assim por diante.

A gente pode fazer a diferença com pequenos gestos, com pequenas ações.
Juntos somos mais fortes!!


06 novembro, 2015

Mais responsabilidade = mais liberdade!


Defina limite...
O que te limita?

Medo de altura ou do escuro pode limitar.
No meu caso, água fria pode limitar!
Mas o diabetes não me limita.

No fundo, penso que o que limita mesmo é a falta de conhecimento, a falta de insumos, a falta de cuidado e de assistência. 

Evolução é o movimento no sentido de entender que se uma condição de saúde séria tem tratamento, precisamos ser responsáveis e nos fazer donos da situação.

A consulta médica periódica é fundamental, mas só o tempo passado dentro do consultório não vai garantir que tudo vai ficar bem até o próximo encontro com o médico.
O auto-cuidado é a contrapartida.

Quero aprender sempre mais. E recomendo que todo mundo siga assim!
Isso se faz em parceria com seu médico, buscando informação com especialistas, trocando informação e vivência com outros docinhos, entendendo como a sua insulina age no organismo depois de aplicada, como um alimento interfere nas glicemias, que recursos podemos usar para um melhor controle da glicose, porque manter uma rotina de atividades físicas é importante...
Ufa! Parece muito... e de fato não é exatamente simples. Mas quanto mais soubermos sobre cada passo do nosso tratamento, a adesão será de maneira mais consciente. Então, a ação para o cuidado passa a ser mais fácil, quase automática.

Tem dia que dá defeito, tem dia que a refeição habitual resulta numa glicemia esquisita... Pois bem, mais motivos então para que a gente se comprometa a buscar conhecimento e entendimento sobre o diabetes.

Revolução é o movimento de colocar em prática o entendimento de que precisamos ser responsáveis pela nossa saúde.

Ninguém pode tomar insulina por mim. Ninguém pode me obrigar a monitorar a glicemia.
Por mais que eu tenha a minha volta pessoas que se preocupam comigo (coração com a mão para cada um!), a escolha pelo caminho do cuidado tem que ser minha. Antes de qualquer coisa, eu sou a responsável por prezar pela minha saúde.

Pois bem, a minha revolução é pegar tudo que eu venho aprendendo e seguir dividindo a minha vivência com o diabetes com tantas outras pessoas.
Porque se é possível para mim, é possível para você também.

03 novembro, 2015

Pelo diabetes e pela democracia!

No meio de tantas coisas que ainda buscamos nesse mundo doce, o acesso à informação, à educação em diabetes e a tratamentos e medicamentos que trazem mais saúde com qualidade para os pacientes são os mais urgentes.

Nenhuma dúvida que o glicosímetro é fundamental para o controle diário das glicemias e, consequentemente, nos ajustes das doses de insulina. E também não há dúvida que o entendimento da condição e o auto-cuidado geram emponderamento no paciente e isso se reflete de maneira positiva e direta no controle do docinho.

Falta de insulinas, de tirinhas e de conhecimento prejudicam o dia a dia de quem convive com a doçura e precisa desses insumos para viver.
Sim, dentre os insumos, faço questão de incluir o conhecimento.

Mas com tantos tipos de insulina disponíveis hoje em dia, não dá para deixar de lado o fato de que os análogos ainda não foram incluídos nos Protocolos de Saúde.

Pois tem uma turma brigando por isso com afinco!




Com base nos artigos 1º e 196 da Constituição Federal Brasileira, que prezam que "nosso país é uma República Federativa, e que seu poder emana do povo, a quem a saúde deve ser garantida como um direito universal, enquanto dever do Estado Democrático de Direitos", a advogada Debora Aligieri criou a página Diabetes e Democracia, através da qual se unem pessoas diversas com o objetivo comum de lutar por melhores condições de saúde e, principalmente, garantir que sejam fornecidos e subsidiados pelo governo.






Não só os análogos de insulina (aliás, já assinou a petição? se não, é só entrar aqui; para maiores informações sobre o objeto da petição, o vídeo da Dra. Karla Melo é bem esclarecedor), mas tantos outros assuntos importantes e que precisam de soluções imediatas.

Recomendo conhecer e ajudar.
Mas como contribuir??
Com o seu depoimento, nos assuntos relacionados e pertinentes ao seu dia a dia.

O meu já foi dado e reproduzo aqui na íntegra:
É simples assim. 

Nossa vivência será transformada em material para a comprovação da necessidade em disponibilizar melhores tratamentos para tantas pessoas que ainda não tem acesso.

Participe, leia, divulgue. Quanto maior for o alcance, maiores também vão ser as chances de atingirmos cada um dos objetivos que estão sendo buscados!





30 outubro, 2015

De azul, no Rio!

Faltam duas semanas para o Dia Mundial do Diabetes e tem atividade bacana planejada para o Rio!

Caminhada, corrida e atividades para crianças.
A boa fórmula informação + diversão!

Olha só:
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela página da coordenação do evento.

Para acompanhar e participar das ações que vão acontecer nas outras cidades, a dica é ficar ligado no site do Dia Mundial de Diabetes. Está tudo lá, no mapa de atividades!




29 outubro, 2015

A doçura na TV!

Pense num programa focado essencialmente nos poréns da doçura: o que é, como cuidar, como viver bem, como prevenir...
Já imaginou?
Eu também, várias vezes!!

A notícia boa é que agora ele existe! O 'De olho na Diabetes' estreou há alguns dias pela TV Luau, de Nova Friburgo e é apresentado pela Educadora em Diabetes Márcia de Jesus.
A cada semana ela entrevista "médicos, pacientes e familiares, informando as últimas pesquisas e novidades relativas ao diabetes".

Sempre comento que falta divulgação, que precisamos levar o conhecimento às pessoas. E é isso que a Marcia está fazendo.
Mais: os episódios podem ser acessados na íntegra no site do Programa e no canal de youtube da TV Luau.

Sucesso e vida longa ao programa!
Que seja um caminho na direção da prevenção e do cuidado com o diabetes.


23 outubro, 2015

Unidos no azul!

Assunto recorrente e que ainda tem muito espaço para ser preenchido: nosso Dia Mundial do Diabetes!

Já olharam o material deste ano que está disponível no site? (para ficar fácil, clique aqui que já vai direto para a página!)
O material, como eu já contei, é de download gratuito.

Uma dica boa e que também não é difícil de colocar em prática é imprimir os cartazes e pedir para colocar no mural de avisos do trabalho, na portaria ou no elevador do prédio, nas salas de aula de cursos, da faculdade... Tem muita alternativa simples.

Dá para incluir as crianças nas atividades: por exemplo, um encontro no play do prédio ou em até casa para fazer os círculos azuis, que é o grande símbolo da nossa campanha. Cartolina branca ou azul, tinta, glitter, fitas e o que mais ajudar na criatividade.

Ainda temos algumas sextas até o dia D. Ou seja, oportunidades de vestir azul e postar as fotos nas redes sociais, pelos blogs (eu e meus queridos amigos do Insulina Portátil podemos divulgar) chamando a atenção para a importância da prevenção e dos cuidados com a doçura.

Uma tarefa ainda mais fácil é compartilhar conhecimento!
Não dá trabalho e a gente pode fazer toda hora.

E no dia 14 de novembro, junte seus amigos, sua família e espalhem o azul.
Pic-nic na pracinha perto de casa, caminhada pelo bairro, balões azuis, laço de fita amarradinho na bolsa, no vestido, na blusa, no boné. Vale tudo!
Vem com a gente!!
Tem muito ainda a ser feito, todo apoio é válido e juntos somos mais fortes!
Tem dúvida, a gente ajuda com o maior prazer.



22 outubro, 2015

Razão e des-controle!

Algumas operadoras de celular tem, hoje em dia, um plano para acesso à internet no exterior que funciona da seguinte maneira: você paga um valor fixo de X reais por dia, mas somente quando usar.

A questão é que no dia que você decide ativar o uso, você parte do princípio que já pagou mesmo e então acaba relaxando e passa o restinho desse dia focado na internet. 

Cheguei à conclusão que o efeito de uma hipoglicemia é quase o mesmo!!!

Tive uma hipo na terça-feira à tarde. Estranha, meio fora de contexto. Minha glicose foi a 40 mg/dL!
Como estava em um shopping, logo fiquei pensando em um milhão de coisas gostosas que poderia comer "pra aproveitar".
Escolhi um donut recheado de chocolate.

Compensei o momento e já fui pensando - justificando para mim mesma - que estava garantindo um extra para o caso da glicemia seguir baixando.
Certo??
Não! Errado!! 

E eu sei que estava errado! Só que enquanto fico com a sensação de que a glicemia não está compensada, fico querendo comer mais e mais. E meio que me aproveitando da situação... exatamente o ponto do valor fixo de X reais: uma vez ativado 'o serviço', teria que aproveitar para usar. 

Difícil gerenciar a urgência de uma hipo com a razão viu!

Mas o que acontece é que ingerindo mais carboidratos que o necessário, a glicemia volta a descompensar, só que com uma hiper.




6 anos e meio de doçura e ainda sou sacudida por um eventual episódio de hipo! Essa sensação de que nada é suficiente e que não vai compensar a glicemia demora a passar.


Enfim, o passo seguinte foi medir a glicemia uns 20 minutos após comer o donut (confesso, comi com gosto!). Estava em 90 mg/dL e se manteve boa ao longo da tarde e da noite.

Pronto! A tal da razão tinha voltado para o lugar.







A doçura é assim. 
Por mais que façamos tudo conforme o protocolo, tem horas que foge do nosso controle. Fatores externos e emocionais, além dos físicos, também podem influenciar... 

E quando isso acontece, no meio desse sobe e desce, tenho mais certeza da importância de seguir meu tratamento, me cuidar e conhecer mais e mais sobre a condição. 

Cada dia, uma lição!


20 outubro, 2015

Conhecimento gera (r)evolução!

Antigamente, o diagnóstico do diabetes era acompanhado de um tratamento na base do não pode:
não pode açúcar
não pode pizza
não pode correr
não pode viajar
não pode se cansar
não pode
não pode
não pode!

Claro que sem os recursos que a gente tem hoje (glicosímetros, canetas) tudo era mesmo mais difícil.
Tirinha reagente na urina dava a indicação de que poderia haver uma alteração na glicemia para maior ou para menor, mas não indicava exatamente o quanto estava variando.

A tecnologia avançou e os cuidados individuais levam os paciente a terem um maior controle das glicemias. Junto com isso, o conhecimento colabora (muito!) e nos dá maior liberdade na alimentação, nas atividades do dia a dia e, principalmente, nas ações diretamente ligadas ao tratamento.

O que falta mudar é o entendimento de que o diabetes saiu do patamar de sentença para uma classificação - em termos médicos - de doença crônica.

Eu, particularmente, nem me refiro a ele como doença. Na minha visão, é uma condição de saúde séria que requer cuidados.
Não se trata de negação, longe disso! Sou responsável e sigo meu tratamento, esta é a minha opção todo dia. Se não fizer isso, aí sim posso ficar doente.

Eu entendi que me cuidando e seguindo meu tratamento, posso sim levar a vida numa boa e sem restrições.

Por isso, não me canso de falar que a informação deve ser difundida e que o entendimento acerca da condição também e parte do tratamento. Bato repetidamente na tecla de que aderir ao tratamento é a maneira mais sensata e segura de seguir. Assim, não precisamos abrir mão do que gostamos e não fica a sensação e o peso de que o diabetes chegou para nos privar do que é bom.

Saímos da seara do 'não pode' para uma visão do infinito!
Pode açúcar
Pode massa
Pode pedalar
Pode mergulhar
Pode saltar de bungee jump
Pode viajar
Pode morar sozinho
Pode tocar tamborim e ir atrás do bloco na avenida
Pode viver sem medo!

Não sabe, pergunte.
Tem dúvida, questione.
Tem receios? Eu também! Busque conhecimento.
Tem uma informação? Confirme e divida.
Para o alto e avante!
Respire fundo, fure o dedinho, ajuste a dose do elixir salvador e vá em frente.

Tem dias que dá preguiça, tem dias que são chatos, tem dias que as coisas dão errado. Mas tem muitos, muitos outros que dão certo.
Com os primeiros a gente aprende. Com esses outros, a gente se motiva!

Para frente é que se anda!!

16 outubro, 2015

Sobre o diabetes: pra entender e prevenir!

Ouvimos falar muito sobre esse tal diabetes.
Verdades, mentiras... mitos.

Uma doença que já foi classificada como fatal e hoje - graças a muito estudo, muita pesquisa e à busca por melhor qualidade de vida de quem convive com esta companhia diária - já é considerada como crônica.

Da mesma forma, falamos sobre prevenção, conscientização e educação. Mas para começar a pensar nisso tudo, é preciso explicar e esclarecer o que é o diabetes.

Para termos a real noção da gravidade da situação, lanço mão da estatística apresentada em 2014 no Atlas da Federação Internacional de Diabetes - IDF:
387 milhões de pessoas no mundo tem diabetes!! E 46,3% destas pessoas ainda nem foram diagnosticadas corretamente.

Já falei algumas vezes no IP sobre as particularidades do tipo 1 e do tipo 2 (explicadinho aqui), mas faltando menos de 30 dias para o Dia Mundial de Diabetes, é importante lembrar sobre o que de fato significa ter diabetes.
Esse é o primeiro passo!

De acordo com a definição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o "Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta de insulina ou um defeito na sua ação resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia."


De volta aos números registrados pela IDF, tem mais um que assusta:
A expectativa é que em 20 anos terão mais 205 milhões de pessoas com diabetes no mundo!

Esta conclusão é baseada no monitoramento que vem sendo feito há alguns anos e que traz outros dados que assustam:

  • O número de pessoas com DM 2 vem crescendo progressivamente em todos os países
  • O diabetes levou à morte 4,9 milhões de pessoas em 2014
  • Mais de 79.000 crianças desenvolveram diabetes tipo 1 em 2013 
Como mudar esta situação?
Como reconhecer um sintoma e buscar atendimento médico e tratamento?

Os sintomas mais comuns são fome e sede excessiva, poliúria (aquela vontade constante de fazer xixi), cansaço e fadiga frequentes, perda brusca de peso, alterações na visão, formigamento.
Percebendo qualquer destes sintomas, não demore a buscar ajuda profissional.
Eu, por exemplo, tinha vários desses sintomas mas também tinha 'desculpas' para cada um deles! Só descobri realmente o que estava acontecendo comigo num exame de rotina... Já contei essa história e fica novamente o alerta.

E por falar em alerta, deixo também o da Sociedade Brasileira de Diabetes:

A Campanha do Dia Mundial do Diabetes vem exatamente cumprir esse papel.
É preciso levar informação e esclarecimento à todo mundo. 

O círculo azul, que representa a união dos povos contra o diabetes - muita mais sobre isso aqui - é o nosso símbolo. 

A educação em diabetes é o caminho.
O conhecimento é parte da solução!





14 outubro, 2015

Contagem regressiva!

Faltam só 30 dias para o Dia Mundial do Diabetes!!
Pra começar, vamos lembrar o porque do círculo azul: o símbolo foi estabelecido pela ONU e representa a união dos povos contra o diabetes.

Sabia que o azul foi uma das últimas cores a serem enxergadas e definidas?
Quem conta essa história é a turma do Follow the Colours. E eles falam mais sobre essa cor que é tão presente nos nossos dias doces:
"Muitos aspectos positivos são atribuídos ao azul. Ele simboliza a paz, a realização espiritual, tranquilidade, amizade, confiança, fidelidade e integridade. É também a cor de todas as virtudes intelectuais: sabedoria, inteligência, ciência, controle, concentração, independência. Tem o poder de acalmar e relaxar as pessoas. É relacionado a purificação, expulsa energias negativas, além de favorecer a amabilidade, a paciência, a serenidade. Estimula a busca da verdade interior, bondade, ordem, disciplina".

Que tal?
A razão pela escolha do azul pode não ter sido sobre estes significados todos, mas faz sentido, não faz?!

O mais importante é a gente lembrar o propósito do grande dia: o movimento, que segue ao longo do ano todo, visa esclarecer e prevenir sobre o diabetes, que hoje é um problema de saúde global.

O material da campanha já está disponível na página do Dia Mundial do Diabetes, para download gratuito.

E tem uma novidade bacana relacionada à campanha deste ano!
A Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD) lançou um concurso de fotografias, o 1 º Concurso Fotográfico 'O Diabetes e Você'.
"O objetivo do projeto é mostrar, através da fotografia, o olhar do paciente sobre o diabetes".

As fotos devem ser enviadas por e-mail (botucatuabad@gmail.com) ou pelo Instagram (@abadbotucatu), e serão expostas no Shopping Botucatu, em São Paulo.
Qualquer pessoa pode participar e o prazo para envio é o dia 30/10 e o resultado sai no dia 31/10.
Curiosa!!



Sei que tem bastante coisa bacana sendo pensada e planejada para o grande dia.

Para acompanhar e participar, é só ficar atento à página: www.diamundialdodiabetes.org.br.

Que muito mais forças se unam até lá!



13 outubro, 2015

Sobre duas rodas, na maior aventura dos dias latinos!

O inimaginável! Quando um dos amigos sugeriu, fiquei com o pé atrás. Um certo medo só em ouvir o local ande seria realizada a aventura: Estrada da Morte, Bolívia.

A Estrada da Morte, conhecida também como 'Camiño de los Yungas', foi construída na década de 30. Reza a lenda que o fato dela ser tão estreita e sem qualquer proteção, foi uma maneira de vingança dos construtores da época: prisioneiros de guerra escravizados!

Por que razão faríamos isso, então??
Porque seria uma oportunidade sem igual!

Depois de bater papo com um outro amigo aventureiro, que já tinha feito essa rota de bike no início do ano, fui convencida pela emoção que ele passava, enquanto contava e me mostrava algumas fotos...

Topei por saber que seria diferente de tudo que já tinha feito e visto por aí.
Sabia que não seria simples e que o exercício envolvido era muito mais do que eu estou habituada.

Chegando em La Paz, fomos ainda no primeiro dia procurar a agência. Apresentações concluídas, percebi que a estrutura oferecida dava suporte: cada um receberia capacete, jaqueta e calça de proteção, uma bicicleta de primeira, com duas suspensões, e lanches ao longo do percurso para manter a energia (apesar disso, tinha levados meus quitutes na mochila).

Além de tudo isso, seríamos acompanhados por dois guias e teríamos um ônibus de apoio.

A ansiedade no dia era enorme! Encontramos o nosso grupo cedinho (no total, éramos 10 pessoas) e seguimos de ônibus até o ponto de partida do trecho que seria feito pedalando.

Uma vez equipados, pegamos nossas bicicletas e depois das instruções, estávamos prontos!


Estava na hora de explorar os 68km de natureza e do desconhecido!!

Altitude inicial: 4.700m.

Os primeiros 20km foram em estrada asfaltada, o que para mim funcionou para me adaptar à bike e ao frio, que ainda estava fazendo companhia.

A boa surpresa é que nenhum de nós sofreu por causa da altitude.

A partir do km 20, seria um novo desafio: todo o restante do percurso seria por uma estrada de cascalho. Pedras soltas, areia e, diferente do trecho inicial, uma única via. Ou seja, seria preciso dividir o espaço com a passagem eventual de outros veículos. 

A cada 6 / 8 km, uma parada para reunir o grupo, ouvir as informações sobre o trecho seguinte e 'reabastecer'. Eu tinha tomado um café da manhã reforçado e uma dose de insulina de jejum 30% menor do que a minha dose padrão. Nestas paradas, bebia um gole do isotônico que recebemos antes da largada, mesmo sabendo que continha açúcar: preferi garantir uma reserva a correr o risco de uma hipoglicemia.

A cada etapa concluída, uma comemoração e um furo no dedinho para ver como meu doce estava se comportando. 

Durante todo o trecho percorrido, a minha concentração foi absoluta! Não tinha espaço para qualquer deslize. 

Dos 68km totais, os 10km de subida foram feitos por todo o grupo de ônibus.

No meio do caminho, o inesperado, mesmo sabendo que havia o risco: uma amiga caiu. A apreensão foi grande! A lente dos óculos escuros que ela usava quebrou e fez um corte no supercílio. 
Os primeiros socorros foram feitos pelo guia de um outro grupo e logo depois, por um de nossos guias. 
O problema foi que a ambulância, que deveria estar a postos em algum ponto da rodovia, não estava em lugar nenhum! Apesar dela precisar voltar para La Paz, acabou ficando com a gente até o final. 

Decidi medir a glicemia depois do susto e, como eu imaginava, tinha dado um baita pico: 308 mg/dL.
Enquanto esperávamos até que tudo estivesse resolvido, sabia que o meu doce também ia começar a voltar ao normal. Mas cheguei a questionar se continuaria pedalando ou se iria no ônibus... 

Enfim, depois de mais ou menos uma hora e sabendo que ela estava bem, apesar do incômodo pelo corte, seguimos e eu vi que dava para continuar de bike. 
Como os meninos perceberam que eu tinha ficado meio hesitante, com a decisão por seguir em frente eles foram me escoltando por um tempo. 
Super obrigada meus queridos, fez muita diferença!

Nesse ponto, o sol já tinha aparecido. O dia ficou mais agradável e pudemos tirar parte das roupas de frio que estavam por baixo da roupa de proteção. 

Fui até o km 60, firme e forte de bicicleta. Dali em diante, não consegui. As palmas das minhas mãos estavam bem doloridas por causa do esforço para controlar a bicicleta no cascalho e o calor estava demais!

Os 8km finais eu fui no ônibus, já repassando toda a grande aventura do dia. 

 Um misto de êxtase, tensão e alegria. Conquista e superação!

Num lugar que parece intocado, a sensação de estar sendo engolida pela natureza. 



Altitude final: 1.500m.
Glicemia final: 144 mg/dL.

Eu só tinha a agradecer.