Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

09 outubro, 2014

Pra dar o primeiro passo!

Uma coisa que me chamou bastante atenção nas palestras e workshops que eu assisti ano passado no Congresso Mundial de Diabetes foi a importância dada à relação médico-paciente.

Sendo mais objetiva, para a falta dela!

Muito foi falado sobre a burocracia que permeia as consultas. O tempo contado, o 'roteiro' das consultas, a análise direta dos exames e o 'ok' (ou não) sobre os resultados.

Mas e o sentimento do paciente sobre conviver diariamente com o diabetes? Sobre as dúvidas que surgem quando há poucas opções num restaurante? Ou, até mesmo, sobre a falta de recursos para ter em casa alimentos mais saudáveis, integrais e afins, que são mais caros?

Não estou aqui dizendo que o endocrinologista deve ser psicólogo. Nada disso, cada um tem o seu papel.
Mas desde o início fui mal acostumada - melhor, como diz um amigo, bem acostumada - a ter um tratamento no qual a primeira preocupação não era com o dado no papel, mas no processo como um todo.

O cuidado com o paciente deve ser a prioridade absoluta. 
A confiança ganha pelo paciente é que vai estar diretamente ligada à lcapacidade dele de ser o líder e o responsável pelo seu tratamento.

Da mesma forma, minha Super me abriu um canal de comunicação imediato. 
Eu tinha os telefones dos consultórios, o celular e o email, que ela fez questão de frisar que lia e respondia. 
Como sempre tive o pé atrás de achar que poderia estar incomodando, reluto até o fim para ligar porque ela pode estar com algum paciente, ou em casa curtindo a família, ou, ou, ou...
No final das contas, ela abriu a comunicação digital para falar sobre o resultado de algum exame recebido e dali me senti à vontade para tirar dúvidas, fazer mini consultas sobre alimentação e dosagens de insulina, pedir indicação de livros e artigos e até opinião!

Aonde eu quero chegar?
Isto dá ao paciente a certeza de que ele pode ir adiante com o tratamento sabendo que o médico está junto, muito além das salas dos consultórios. 
Não precisa ser todo dia, longe disso - nenhuma das partes ia gostar. Mas também não precisa ser somente em casos de urgência.

Afirmo com certeza que este processo de comunicação traz um efeito muito positivo no próprio gerenciamento da condição de docinho.

De volta ao Congresso, enquanto esperava uma determinada palestra começar, peguei o final de outra logo que entrei e o que ouvi me chamou a atenção:
"If your doctor only take 5 minutes to talk to you, don't go there anymore. Change your doctor!"
("Se o seu médico só dispõe de 5 minutos para falar com você, não volte mais lá. Mude de médico!)

É isso!

Tão importante quanto estabelecer a dosagem e os horários dos medicamentos é estabelecer uma relação de confiança. 

Novamente sobre a minha Super Endócrino, a maneira como ela deu o suporte pós diagnostico foi o 'gatilho' para que eu compreendesse sem medo a situação e quisesse, de cara, assumir meu tratamento.

Torço e espero por um tempo em que este seja o padrão de cuidado e tratamento!
A boa relação com o paciente e a individualização do tratamento (ja falei um pouco sobre este ponto aqui no IP, mas ainda tem mais a ser dito - e o farei em breve) são as duas principais vertentes a serem consideradas.


  


Nenhum comentário:

Postar um comentário