Crônicas do Isolamento -- Para repensar os limites...

As notícias começam a trazer uma pontinha de melhoria na situação da pandemia no Brasil. 
Com o avanço - ainda menor do que o desejado - da vacinação no país, os números de novas internações estão caindo e o número de vidas perdidas também. 

Claro, enquanto ainda tiver uma única morte por dia ou por semana ou por mês em função da irresponsabilidade pelo atraso na compra das vacinas, ainda não está bom. 

Mas '51' sempre foi uma boa ideia... E ver que nas pesquisas 51% da população considerando o governo do presidente ruim ou péssimo é um alento! Não entendia a dificuldade em considerar ruim ou péssimo tudo que vem dele e ver que já passa da metade o número de insatisfeitos vai trazendo mais uma luz. 

A moda por aqui agora é escolher a vacina.
E lanço mão do que já vem sendo amplamente repetido: vacina boa é a que está no braço. 
Eu estava aberta a correr para a que tivesse pronta e disponível.
Chegou coronavac, eu queria. 
Chegou astrazeneca, eu queria.
Pensaram em trazer logo a sputinik, eu já queria. 
A da Johnson? Queria também. 

Faço uma observação para a vacina da pfizer (a que eu tomei): quando divulgaram que o intervalo entre as doses considerado no Brasil seria de três meses e não de duas semanas, como orientado na bula. 
Travei aí!! 
Meu medo era tomar uma vacina que não tivesse eficácia. Minha decisão foi buscar informações com médicos confiáveis. 
Uma amiga me esclareceu e tranquilizou: não se trata de um intervalo "errado", apenas diferente do que havia sido testado. 

Os testes de um medicamento ou vacina precisam ter parâmetros definidos, senão são esgotáveis as possibilidades de análise e o processo não se concluiria nunca. 

Segui firme, feliz e emocionada para o meu dia de receber a primeira dose. 

Por que eu estou contando essa história?
Porque eu entendo o receio e as dúvidas que balançam... 
Então, dividir que aconteceu comigo e o que eu fiz para me tranquilizar é só uma sugestão de caminho quando isso acontecer. 
Busquem saber mais e esclarecer suas dúvidas. Só não escolham deixar de tomar a vacina por achismo. 
Ser vacinado é a maior ferramenta de combate ao vírus que trouxe uma pandemia e já levou tantas vidas...

Qual o limite??

Repense! 

Ando mais distante das redes, dos jornais, do online.
Tirei 10 dias de férias para descansar o corpo e a mente! 
Essa pandemia é cruel e a gente precisa cuidar do que sente... 
Aumenta a saudade, aumenta a ansiedade, aumenta a glicemia, aumenta a quantidade de insulina necessária, aumenta a vontade de que tudo isso passe logo. 

Fiquei de perninhas para o ar. 
Uma escapada rápida para o sítio da família do namorado na roça, uma visita à lojas de móveis para organizar o espaço de trabalho em casa, uma caminhada ao ar livre de mãos dadas com meu amor para deixar o sol esquentar a alma e prnto. 
Agora, de volta ao trabalho, estou tentando prolongar a sensação de calmaria que as férias trouxeram para manter a coluna ereta, a mente sã e o coração tranquilo. 

Cada vez mais prezo por respeitar os momentos e não sair atropelando tudo. 

Quarentena, dia 481.
Vai passar. 
 

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