Crônicas do Isolamento -- Haja (des)controle!

Se tem uma coisa que eu sinto falta nesse mundo pandêmico é de poder viajar.
Seja a passeio ou a trabalho, viajar me completa, me motiva e me encanta sempre!
E os eventos de diabetes não ficam fora dessa conta. 

Junta nesse pacote a chance de passar horas dividindo e ouvindo histórias reais e cheias de doçura sobre o diabetes, compartilhando abraços, glicemias e aprendizado... 

Enquanto os encontros presenciais não podem acontecer, os virtuais vão dando um gostinho de longe dessa missão aí!

Aconteceram, nos dias 18 e 19 de junho, os eventos da ADJ para Jornalistas e Influenciadores. 
Depois, no dia 27 de julho, o evento da Novo Nordisk pelos 100 anos da insulina. 
Antes, em maio, o Diabetes On. 
E tem mais por vir!

Rever os amigos que chegaram com o diabetes é sempre um alento, um carinho no coração e nesse pâncreas que não funciona. 

A cumplicidade de estarmos falando a mesma língua e sentindo tal e qual o impacto das novidades tecnológicas dos tratamentos, das insulinas mais moderninhas, dos acessórios que facilitam a monitorização da glicemia é única. Quando estamos em um evento 'diabético', a troca de olhares, os risos reconhecidos, as histórias que se assemelham são de uma força sem medidas. 

Faz falta a expectativa de uma viagem desse mundo de doçura, nem que seja um bate e volta rapidinho.

Discussões sobre situações inusitadas, os apitos de bombas alheias, aquele monte de gente na mesa do almoço ou na hora da diversão no bar furando o dedo ou dando aquele confere no sensor, insulina pra cá, insulina pra lá...
É divertido sermos maioria. É muito forte sermos maioria!
Aquela história de se reconhecer no outro, sabe? Digo e repito: faz muita diferença.

Me pego pensando no futuro. Com ou sem máscara? Com ou sem restrição?
A esperança absoluta é por abraços frequentes, por andar livremente por aí.

"Venho acordando sem a impressão de ter despertado, sabe como? Percebo os acontecimentos e processo, câmero lenta, mas sem conseguir pegar com a mão. Então, de repente, tudo acontece, e os eventos ficam assim, assentados, com ares definitivos. As coisas acontecem em ondas irrefreáveis, é isso, uma depois da outra".
Pego as palavras do Flavio Cafieiro, no livro O Frio aqui Fora, para ajudar a definir o que sinto nessa loucura de pandemia que chegou, virou o mundo e ainda não foi embora. 

Sigo meio 'de altos' ainda, como se acumulando as vontades e os sentimentos para quando tudo isso passar. 
Enquanto isso, vou trabalhando a paciência. 
Haja (des)controle [de glicemia e de expectativas]!

Às instituições, obrigada pela possibilidade de nos atualizar e sempre ressaltar a importância de trabalharmos juntos pelo bem coletivo. 
Aos meus amigos, obrigada por sempre compartilharem suas experiências e suas histórias.

Fiquem firmes! 
Estamos juntos, mesmo que virtualmente.

Quarentena, dia 502.

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