Crônicas do Isolamento -- Essa mistura do sentir...

Uma Olimpíada postergada em um ano. 
Na esperança por um momento mais leve, a espera mostrou que a pandemia não vai muito bem com planejamentos. 

A simplicidade da abertura, mesmo com a tecnologia a favor, foi tocante e dura. Exaltação à atletas, à profissionais de saúde, aos que se foram antes dos jogos. 

Me emocionei não pela dança ou pelas imagens puramente, mas pela mensagem que faz repensar esses últimos 17 meses em que o mundo virou do avesso.

De novo me pego em um momento de escolher me afastar das notícias. Ainda faltam vacinas, ainda existem absurdos sendo ditos sobre efeitos irreais que elas trazem, ainda tem a política suja agravando o que já é cruel. Não dá para acompanhar. 

Enquanto espero na contagem regressiva pela data da minha segunda dose,  escolho por não ouvir ou ler os jornais para manter o mínimo de sanidade.
E se antes o diabetes e as tais comorbidades eram o foco e o que nos trazia medo, agora o que se mostra é o grande número de mortes entre pessoas mais jovens sem qualquer histórico de comprometimento prévio da saúde. Aquele papo de "eu sou não tenho nada, não preciso me preocupar"... 

Não tem isso! 
Já está mais do que provado que o vírus não seleciona. Pior: ele se transforma, vem com variantes, segue atacando.

O fato de termos alcançado 45% da população brasileira com a primeira dose da vacina não significa que estamos resolvidos. Na verdade, o número a saber é o de 17%, que é o de imunização completa no país. 
Ou seja, ainda estamos longe do que se considera como seguro em termos de imunização. 
Então, você aí que acha que acabou, está achando errado! Pode dar meia volta e colocar a sua máscara. 

Aproveitando o embalo dos jogos olímpicos, é pelo coletivo, lembra?

Cada dia é um a menos no caminho até o fim da pandemia. 
Têm dias mais fáceis, outros nem tanto, que incomodam, enchem o saco. 
Todo sentimento é genuíno, da raiva à alegria. Das dúvidas às certezas. 
Essa mistura do sentir é absolutamente justificável. 

Escolha uma pecinha: 
Aposto que por aí - entre tantas outras - cada uma dessas representa algo que se faz presente, sem ordem certa, sem momento exato.
Aqui também. 

Colocaria algumas mais: 
- insulina
- glicemia 
- hipoglicemia 
- agulha
- sensor

Outras tantas, por quê não?
- ansiedade
- irritação
- paciência 
- impaciência!

Complete com o que precisar.
Use como desejar. 

Escreve.
Fala.
Canta.
Grita.
Chora. 
Ri.
Respira! 

Se puder, fique em casa. 
Se sair, vá com cuidado e proteção. 

Vai passar.

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