Como se fosse a primeira vez...

Pertinho, mas longe o suficiente para garantir o respiro tão desejado. 

Quarentena: 10 meses e 5 dias. Depois de tanto tempo, decidimos aproveitar as férias para sair do Rio e buscar um refúgio. 
Descanso no meio da natureza, a possibilidade de viajar mantendo o cuidado e a segurança que o momento impõe.

Pegamos a estrada com uma bagagem maior do que o usual...
Muito além de biquini, short e um casaquinho, um kit para evitar a exposição na cidade: água mineral, coca-cola para o caso de uma hipo no meio da madrugada, um biscoitinho, frutas. 
Como a ideia era evitar a exposição mesmo fora de casa, preferimos levar esses quitutes em vez de ir comprar em uma padaria ou um mercadinho. 

A escolha foi feita pensando nisso tudo. Um lugar perto que não precisasse chegar de avião, que não tivesse uma grande circulação de pessoas, que tivesse espaço para ficar a toa sem preocupação. 
O Sítio Itaúna (pousada de amigos queridos), em Penedo, garantiu tudo que a gente buscava e precisava para esses 5 dias de chamego e descanso. 



Já no primeiro dia, um banho de riacho dentro da pousada e um mergulho na piscina de água natural para relaxar, cercados pelo verde. 

Um alívio ficar ao ar livre, sem aglomeração e no meio da natureza. 
A sensação de estar solta depois desse período extenso trancada em casa foi maravilhosa. Poder ficar de cara com o céu pelo lado de fora da parede parece ter 'reiniciado o sistema', sabe...

O Parque Nacional de Itatiaia era como um quintal de casa. Cachoeiras, trilhas, sol, muito verde! 



A glicemia, que há muito não via uma movimentação do corpo tão grande, chegou a se assustar!! Teve hipo e teve paradinha para correção com mel. Mas foi impressionante perceber (lembrar, na verdade!) que, tal como a gente já sabe, o exercício físico foi o responsável por uma necessidade de insulina bem menor e uma estabilidade glicêmica bem maior. 

Foi uma viagem singular.
Pousada, passeios, restaurantes... tudo como se fosse a primeira vez. 

Desde que recebemos a orientação de ficar em casa - sem ir ao escritório, sem ir à mercados, sem sair despretensiosamente, só para dar uma voltinha - ir à um restaurante também tinha virado coisa do passado. 
Em Penedo nós fomos. Claro, com todos os protocolos, limpando mesas e cadeiras com álcool e só tirando a máscara para comer e beber. 


Apesar de ser estranho ter que usar de tantos recursos de proteção e afastamento, foi uma delícia ter de volta - ainda que minimamente - a sensação de viajar.
Arrumar a malinha e pegar a estrada significou um tanto! 

Um escape das notícias, da pressão da pandemia e a possibilidade de estar em outro lugar. 
Corpo, alma e a doçura do diabetes reorganizados!!

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