Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

02 fevereiro, 2018

Mas é Carnaval... ainda bem!!

Confete pelo chão da casa, purpurina na cama, fantasias espalhadas... prenúncios do carnaval que se anuncia!

É chegada a hora e por aqui a folia é intensa. Os ensaios já trazem esse ar de alegria e os blocos já estão começando a ganhar a avenida.
Lá vou eu para mais um ano de dias que parecem infinitos, de encontros, de brilhos, do lúdico e da diversão sem limite.

Como eu espero por esse tempo! E justamente por isso, eu me preparo.
Não quero correr o risco de perder momentos de alegria por uma falta de cuidado.

Se todo ano é igual, porque falar sobre a preparação para a folia de novo?
Porque é esse planejamento que faz toda a diferença.
A 'receita' não tem muita alteração, o que precisa ser feito é ajustar o plano conforme as condições e recomendações de tratamento do momento.

Minha dose de insulina de hoje é diferente da que eu tomava há um ano, meu peso está um pouquinho maior - o que me dá uma certa segurança, sabendo que vou perder uns quilinhos nas próximas semanas - e também tenho uma experiência maior sobre os efeitos de horas e horas desfilando meus tules e purpurinas por aí.

- Ah, mas é chato ter que fazer tanta coisa para poder curtir o carnaval.
Não, chato é não conseguir curtir o carnaval!

Medir a glicemia em intervalos de 3 horas, fazer lanchinhos práticos (que já vão na minha bolsa, para eu não ficar na mão!) ao longo dos caminhos das baterias e fanfarras, beber muita água são coisas pequenas frente à tudo que a folia de Momo me proporciona de bom. Faço de sorriso aberto!

Nos dias em que eu sou foliã dentro da bateria, o cuidado é redobrado.
Tocar um instrumento (e correr e dançar e rir e me emocionar) por até quatro horas seguidas gasta muita, mas muita energia. E não dá para brincar com a sorte...
O reforço nos carboidratos é essencial para segurar a glicemia.
Café da manhã mais que caprichado, sachês de mel ao meu alcance durante todo o tempo em que eu vou estar tocando e uma redução na minha dose de insulina basal. E vale ressaltar: não faço nada sem a orientação da minha endócrino!

Vale registrar que o apoio dos amigos faz toda a diferença!!!! Os meus - minhas pessoas! - sabem da minha condição, sabem o que fazer se eu tiver uma hipo e cuidam mesmo. Me sinto bem mais segura com essa força extra.

Na edição de janeiro da nossa Revista EmDiabetes tem essas e outras dicas para curtir o carnaval sem medo (aqui, ó...)

Separa a pochete - está super em alta e cabe glicosímetro, telefone, chave de casa, lanchinhos..., capricha no brilho e vai com tudo!



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