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Mostrando postagens de 2018

Consulta Pública: o DM2 e o coração...

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Já contei para vocês sobre o Movimento Para SobreViver.
A campanha lançada em julho deste ano vem para trabalhar no cuidado dos idosos com diabetes tipo 2 e na prevenção do desenvolvimento das doenças cardiovasculares (DCV).

Agora está no ar uma consulta pública sobre a inclusão de um medicamento no protocolo de tratamento do sistema público de saúde através do SUS, para pessoas diagnosticadas com DM2 e que tenham desenvolvido uma DCV. Trata-se da EMPAGLIFOZINA.

- Ah, mas por que incluir um novo medicamento no protocolo de tratamento?
De acordo com estudo desenvolvido pela Boehringer Ingelheim, este medicamento "reduziu significativamente o risco de morte cardiovascular, infarto não fatal e AVC / derrame não fatal em 14% quando associado ao tratamento padrão, em pacientes com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular."
Mais: "houve uma redução de 38% no número de mortes cardiovasculares...".

Idosos com DM2 têm maior chance de desenvolver este tipo de complicação:

Colômbia, con mucho gusto!

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Para mim, viajar é um dos grandes prazeres da vida. A cada nova viagem, uma nova visão de mundo. Mais cultura, mais conhecimento, mais alegria, mais vontade de sair por aí e seguir explorando o planeta.

Um dos medos que eu tive no meu diagnóstico foi justamente o de não poder mais viajar. Na minha falta de entendimento sobre a condição, eu cheguei a pensar que o diabetes se tornaria um fator impeditivo.
Não! Não mesmo. Mas isso só foi possível porque eu decidi aprender sobre o diabetes e me dispus a ficar de bem com ele.

Hoje, com a saúde e a doçura numa boa, nada me impede de fazer o que eu gosto e nem de viajar!

O destino desta vez foi a Colômbia.

Foram 6 horas de voo.
8 dias pelo país
que tem 10.000.000 de habitantes na capital
está a aproximadamente 2.600m acima do nível do mar com 2 horas a menos de fuso horário.

Foram 35 agulhas
1 dose a menos de insulina basal por dia
1 tirinha para testar cetona
19 hipoglicemias registradas
20 episódios de hiperglicemia
Cerca de 132 medições f…

Para transformar e propagar o conhecimento...

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Há quase 8 anos eu me apresentei para as redes através do meu Insulina Portátil. A cada dia, desde então, eu procuro entender um pouquinho mais sobre o diabetes, sobre como ele interfere - ou não - na minha vida e sobre como traduzir o meu aprendizado em informação para outras pessoas que convivem com a condição.

Desde o meu diagnóstico, muita coisa mudou.
Minha insulina, meu glicosímetro, meu trabalho...

Hoje, além do blog, eu me dedico a traduzir as notícias sobre a doçura em uma linguagem de mais fácil compreensão também na Revista EmDiabetes.
E, por causa disso, tive a chance de participar do I Workshop Diabetes para Jornalistas e Influenciadores como paciente e profissional!!

Direitos, controle, tratamentos, tecnologia...

Hipoglicemia, carboidratos, basal, bôlus... 
Um monte de assuntos, um monte de termos, tanto sentido! 

Foram dois dias de discussões, de troca, de conhecimento adquirido e dividido, de encontros, abraços e reconhecimento.
A chance de ampliar a visão acerca da condi…

Para além do horizonte...

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Hoje foi um dia daqueles... trabalhando até a madrugada, pouco tempo de sono e uma dor de cabeça perturbando. No café da manhã, a correção para o pão na chapa foi mais pela fome do momento do que pela contagem de carboidratos de fato. Resultado: uma hipo que demorou a compensar!! Suco... nada! Mel... nada! Água de coco... só aí a doçura voltou pro lugar. 
Tinha um almoço de trabalho e acabei desistindo de ir. A ‘ressaca’ da hipoglicemia bateu forte e preferi ficar quietinha.
- Tá vendo, o diabetes limita sim.
Não, eu sigo não concordando com isso. Não acho que o diabetes me limite. Na verdade, o que eu consigo enxergar hoje é que, por causa do diabetes, eu aprendi a respeitar os limites do meu corpo.
Passar no Banco, checar e-mails, responder mensagens, pensar se ainda faltava alguma coisa na mala... Estava cansada, super atarefada, mala por terminar e eu só ia sossegar quando chegasse no aeroporto. O que aconteceu?? O corpo pediu para parar antes! Respeitei. Respirei e dei a trégua neces…

Do nosso - doce - poder!

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Sempre digo que o diabetes não interfere em nada na minha vida. Hoje, mais ainda, o que eu consigo perceber é que a vida é que interfere no diabetes.

Eu trabalhava, assim como tantas outras pessoas, naquele esquema 8h / dia (que nunca eram somente as oito horas), 5 dias / semana (fora as respostas imediatas muitas vezes necessárias ao longo do final de semana). Viajava à beça. Mas eu nunca reclamei desse esquema de trabalho, meus projetos eram meus xodós. Me dedicava por inteira e defendia como se fosse 'dona' daquilo tudo que saía do papel e se formava na minha frente.
Só que, no fundo, isso acabava sendo sim uma fonte de estresse e interferia diretamente na minha doçura.

Por uma questão pessoal, quando alcançamos uma fase do projeto próxima ao encerramento, decidi sair. Desde então, trabalho de casa. Uma reunião aqui e lá, mas na maior parte do tempo estou trabalhando em casa. Com isso, gerenciar meus horários, as minhas refeições e o meu tempo ficou bem mais fácil.

Agora, a…

Monitoramento constante... ligação direta!

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A monitorização da glicemia é uma das maiores ferramentas que nós, docinhos, temos para controlar a condição. Com o avanço da tecnologia, cada vez mais recursos vêm sendo apresentados neste sentido, desde os glicosímetros que medem cetonas até os que funcionam com monitorização contínua.

Seja com um furinho na ponta dos dedos ou nos sensores aplicados ao corpo, o fato é que um aparelho que nos dá os registros da variação glicêmica ao longo do dia é um grande e importante aliado no autocuidado e na busca de uma melhor qualidade de vida.
Atualmente, a novidade que vem chamando atenção é o Eversense, um sensor lançado pela Senseonics em parceria com a Roche, que agora foi aprovado pela FDA (U.S. Food and Drug Administration), órgão americano responsável pela validação de novos alimentos e medicamentos para o uso e o consumo humano. 
O diferencial deste em relação ao Free Style Libre, que já é vendido aqui no Brasil, é o tempo de uso: enquanto o Libre funciona por catorze dias, o Evers…

#parasobreviver

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“A campanha ‘Para SobreViver’ tem por objetivo colaborar para o prolongamento e melhoria da vida dos idosos com diabetes tipo 2, alertando para o risco cardiovascular nesta população.”
Com esta meta foi lançada, no alto do Corcovado com o Cristo Redentor como cenário, o Movimento #parasobreviver. Apesar de serem a maioria entre as pessoas com diabetes, quem convive com o tipo 2 da condição ainda tem pouco ou nenhum controle da doença. Seja por falta de acesso à informação e orientação ou por falta de acesso ao acompanhamento adequado e aos medicamentos, o fato é que menos de 10% dos diabéticos tipo 2 tem resultados satisfatórios em termos de adesão e evolução do tratamento.
Destes, os idosos ainda apresentam resultados piores. Com a idade mais avançada, a compreensão sobre o que fazer e como / quando se medicar pode ficar prejudicada e, infelizmente, em alguns casos esses pacientes chegam a ser esquecidos, como se fossem invisíveis. Meio que deixados de lado porque “já não tem muito mais …

Tri-legal!

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Clichê pode? Pode sim!
Então, lá vai: viajar é ótimo, mas voltar para casa é muito bom. 
Sair por aí e deixar a rotina de lado por uns dias sempre faz bem. Desta vez, meu destino foi o Rio Grande do Sul. Eu só tinha ido a Porto Alegre uma vez, num bate-e-volta, para assistir a um show do Paul McCartney. Agora, com um tempinho maior, pude conhecer a capital gaúcha, passear, curtir o frio, muuuito frio! Parque, cultura...
Ah, essa cidade das carnes e dos churrascos... e das polentas, e das massas, e das cucas... haja contagem de carboidratos!!!!
A glicemia até que se comportou bem. Por uns dois dias eu tive um pico grandão depois do lanche da tarde. Erro meu no cálculo, por não saber exatamente o que considerar. Pastel de forno e x-coração foram corrigidos no chute...  Não tinha como saber a quantidade exata de carboidratos e tive que jogar com a sorte. Outro fator que pode ter interferido foi o fato de ser uma semana pré-menstrual. Com os hormônios em ação, a glicemia fica um tanto qua…

Sobre a sensibilidade da doçura...

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Depois da consulta para revisão e ajustes de doses e até mudança da caneta, passando a usar agora a que corrige com 0,5 unidade, voltei na minha endócrino para avaliarmos como foram os primeiros dias.

Ainda não alcançamos o que ela espera em termos de pós prandial, principalmente. Mas estamos caminhando bem.
Os resultados já apresentam algumas melhoras e, com isso, passamos para o desafio seguinte: a correção de glicemia e carboidratos.
Praticamente uma aula de matemática!
Multiplica de um lado, divide de outro, subtrai antes de dividir...
O que acontece é que eu tenho uma sensibilidade muito grande para a insulina de ação rápida. Uma unidade a mais pode fazer a minha glicemia despencar e me causar uma hipo daquelas!!
Então, voltamos lá no início e recalculamos tudinho.

Antes de entrar nas contas, uma pausa para explicar um pouquinho sobre um dos índices que foi modificado: o fator de sensibilidade (FS). Ele está relacionado diretamente à variação da glicemia. Seguindo padrões estabel…

Naturalmente Doce!

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Muito se fala atualmente sobre representatividade. De fato, é fundamental que qualquer pessoa se reconheça no que está ao seu entorno. Seja em outras pessoas, músicas, filmes, propagandas, teatro, livro. O real e o virtual. Da cultura à saúde.
Imagina então reconhecer em um personagem uma condição igual à nossa?! Pode fazer toda a diferença!
Pensando nisso, a Roche e a ADJ Diabetes Brasil lançaram há um tempinho dois amigos docinhos como nós: a Bete e o Didi.  Eles usam o Accu-Chek Combo e tem tudinho à mão: a bomba, o cateter, a cânula, o glicosímetro...
Não tenho dúvida que ter um amigo com as mesmas condições de doçura vai ajudar muita gente, dos pequenos até os grandes, a aderir ao tratamento, a buscar aprender mais sobre o diabetes, a não ter vergonha quando fura o dedinho ou aplica insulina por aí e a se empenhar mais no autocuidado.   
E eu já tenho a minha companheira aqui!!  Ela chegou e junto comigo a Bete vai reforçar ainda mais o caminho da educação em diabetes e me ajudar…

Por um novo olhar...

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Saiu a minha primeira nota do MBA em Gestão de Saúde.
E, para minha surpresa, tirei nota máxima na disciplina!

Não que eu não me achasse capaz, mas já faz um bom tempo desde que cursei a última pós-graduação (a atual é a terceira...) e nas anteriores eu não tive prova formal, somente elaboração de trabalhos e atividades em aula.

Nunca fui daquelas alunas que buscavam o dez. O que eu queria era garantir que tinha compreendido o conteúdo e como aplicar na minha profissão e/ou no meu trabalho. Mas sempre gostei de estudar, isso sim.

Quando decidi me matricular neste curso, minha motivação era ter uma base melhor e mais concisa para a atuação na área da saúde, que começou de maneira informal por conta do meu diagnóstico. Queria trocar conhecimento, aprender, me atualizar, entender. Unir o autoconhecimento ao comprometimento; seguir nesse caminho de fazer acontecer.

Logo na primeira matéria - Gestão de Pessoas - dois conceitos que se aplicam ao que eu acredito:
- "nosso modo-de-estar-…

Tudo novo de novo...

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Volte três casas Jogue o dado novamente Você perdeu uma rodada
Parece jogo de tabuleiro, mas é diabetes mesmo.

A gente define tratamento, aí muda insulina, aí muda dosagem, aí estabiliza tudo, aí a glicemia cai, aí a doçura sobe à beça, aí a insulina parece água, aí, aí, aí...
São muitos fatores todo dia e isso está longe de ser um problema.
A questão é que tudo influencia. E a gente tem que aprender, caminhando com a rotina.


Como minhas glicemias andaram variando bastante - teste com a bomba, mudança na dose da Tresiba, relaxei com horários de algumas refeições - em um intervalo de apenas 1 mês foi preciso refazer os meus exames.

Minha Super Endócrino queria analisar bem direitinho a quantas essa vida doce estava indo.













Pois bem, assim foi feito.

E com os resultados na mão, nova consulta e novos ajustes.

Muda basal, muda bôlus e forma de correção, muda parâmetro de aplicação, muda caneta... muda, muda, muda.

Tudo se adequa! Lá vamos nós!!

Nos exames, o resultado da glicada acabou send…

I Fórum Colônia Azul - o paciente em foco!

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Ano passado, o Dr. Rodrigo Siqueira realizou a primeira Colônia Azul. Um final de semana de atividades, educação em diabetes e integração entre crianças, jovens e adultos com diabetes tipo 1. O objetivo era quebrar estigmas e fazer com que o reconhecimento se desse pela convivência entre iguais.
Entre doses de insulina e muitas medições de glicemia, a descontração foi o caminho para o esclarecimento que, por fim, tornou possível a transformação e a aceitação do diagnóstico, deixando ainda mais clara a visão de que viver bem com diabetes é possível.
No próximo sábado o Dr. Rodrigo novamente coloca a pessoa com diabetes em foco, no I Fórum Colônia Azul Diabetes Rio.  O evento contará com palestras de médicos, especialistas e pessoas com diabetes, que com seus exemplos e conhecimento levarão motivação para outros. (O programa completo está disponível no site do evento
O Dr. Rodrigo me contou um pouquinho mais sobre esse projeto:
IP: Estamos acostumados a ver eventos deste tipo para profiss…

Vigilância para o controle...

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Recentemente recebi uma ligação do Ministério da Saúde (MS), da qual eu cheguei a duvidar.
Quando o atendente se identificou e disse que estava coletando dados para o Ministério, eu desconfiei. Hoje em dia qualquer informação mais específica sobre os nossos hábitos, rotina e moradia pode ser utilizada para o 'mal'... Foi só quando ele entrou em detalhes e explicou que se tratava de apurações para o VIGITEL que eu aceitei participar.

O Vigitel - Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - é parte do trabalho que o MS faz a fim de monitorar o avanço e o controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT, que incluem hipertensão arterial, câncer, diabetes, doenças respiratórias e cardiovasculares).

Funciona assim: a cada ano o MS faz contato telefônica com cidadãos de todo o país. Neste momento, são colhidos os seguintes dados:
- Peso
- Altura
- Prática de atividades físicas
- Consumo de legumes, raízes, verduras, suco…