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Mostrando postagens de 2018

Sobre a sensibilidade da doçura...

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Depois da consulta para revisão e ajustes de doses e até mudança da caneta, passando a usar agora a que corrige com 0,5 unidade, voltei na minha endócrino para avaliarmos como foram os primeiros dias.

Ainda não alcançamos o que ela espera em termos de pós prandial, principalmente. Mas estamos caminhando bem.
Os resultados já apresentam algumas melhoras e, com isso, passamos para o desafio seguinte: a correção de glicemia e carboidratos.
Praticamente uma aula de matemática!
Multiplica de um lado, divide de outro, subtrai antes de dividir...
O que acontece é que eu tenho uma sensibilidade muito grande para a insulina de ação rápida. Uma unidade a mais pode fazer a minha glicemia despencar e me causar uma hipo daquelas!!
Então, voltamos lá no início e recalculamos tudinho.

Antes de entrar nas contas, uma pausa para explicar um pouquinho sobre um dos índices que foi modificado: o fator de sensibilidade (FS). Ele está relacionado diretamente à variação da glicemia. Seguindo padrões estabel…

Naturalmente Doce!

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Muito se fala atualmente sobre representatividade. De fato, é fundamental que qualquer pessoa se reconheça no que está ao seu entorno. Seja em outras pessoas, músicas, filmes, propagandas, teatro, livro. O real e o virtual. Da cultura à saúde.
Imagina então reconhecer em um personagem uma condição igual à nossa?! Pode fazer toda a diferença!
Pensando nisso, a Roche e a ADJ Diabetes Brasil lançaram há um tempinho dois amigos docinhos como nós: a Bete e o Didi.  Eles usam o Accu-Chek Combo e tem tudinho à mão: a bomba, o cateter, a cânula, o glicosímetro...
Não tenho dúvida que ter um amigo com as mesmas condições de doçura vai ajudar muita gente, dos pequenos até os grandes, a aderir ao tratamento, a buscar aprender mais sobre o diabetes, a não ter vergonha quando fura o dedinho ou aplica insulina por aí e a se empenhar mais no autocuidado.   
E eu já tenho a minha companheira aqui!!  Ela chegou e junto comigo a Bete vai reforçar ainda mais o caminho da educação em diabetes e me ajudar…

Por um novo olhar...

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Saiu a minha primeira nota do MBA em Gestão de Saúde.
E, para minha surpresa, tirei nota máxima na disciplina!

Não que eu não me achasse capaz, mas já faz um bom tempo desde que cursei a última pós-graduação (a atual é a terceira...) e nas anteriores eu não tive prova formal, somente elaboração de trabalhos e atividades em aula.

Nunca fui daquelas alunas que buscavam o dez. O que eu queria era garantir que tinha compreendido o conteúdo e como aplicar na minha profissão e/ou no meu trabalho. Mas sempre gostei de estudar, isso sim.

Quando decidi me matricular neste curso, minha motivação era ter uma base melhor e mais concisa para a atuação na área da saúde, que começou de maneira informal por conta do meu diagnóstico. Queria trocar conhecimento, aprender, me atualizar, entender. Unir o autoconhecimento ao comprometimento; seguir nesse caminho de fazer acontecer.

Logo na primeira matéria - Gestão de Pessoas - dois conceitos que se aplicam ao que eu acredito:
- "nosso modo-de-estar-…

Tudo novo de novo...

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Volte três casas Jogue o dado novamente Você perdeu uma rodada
Parece jogo de tabuleiro, mas é diabetes mesmo.

A gente define tratamento, aí muda insulina, aí muda dosagem, aí estabiliza tudo, aí a glicemia cai, aí a doçura sobe à beça, aí a insulina parece água, aí, aí, aí...
São muitos fatores todo dia e isso está longe de ser um problema.
A questão é que tudo influencia. E a gente tem que aprender, caminhando com a rotina.


Como minhas glicemias andaram variando bastante - teste com a bomba, mudança na dose da Tresiba, relaxei com horários de algumas refeições - em um intervalo de apenas 1 mês foi preciso refazer os meus exames.

Minha Super Endócrino queria analisar bem direitinho a quantas essa vida doce estava indo.













Pois bem, assim foi feito.

E com os resultados na mão, nova consulta e novos ajustes.

Muda basal, muda bôlus e forma de correção, muda parâmetro de aplicação, muda caneta... muda, muda, muda.

Tudo se adequa! Lá vamos nós!!

Nos exames, o resultado da glicada acabou send…

I Fórum Colônia Azul - o paciente em foco!

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Ano passado, o Dr. Rodrigo Siqueira realizou a primeira Colônia Azul. Um final de semana de atividades, educação em diabetes e integração entre crianças, jovens e adultos com diabetes tipo 1. O objetivo era quebrar estigmas e fazer com que o reconhecimento se desse pela convivência entre iguais.
Entre doses de insulina e muitas medições de glicemia, a descontração foi o caminho para o esclarecimento que, por fim, tornou possível a transformação e a aceitação do diagnóstico, deixando ainda mais clara a visão de que viver bem com diabetes é possível.
No próximo sábado o Dr. Rodrigo novamente coloca a pessoa com diabetes em foco, no I Fórum Colônia Azul Diabetes Rio.  O evento contará com palestras de médicos, especialistas e pessoas com diabetes, que com seus exemplos e conhecimento levarão motivação para outros. (O programa completo está disponível no site do evento
O Dr. Rodrigo me contou um pouquinho mais sobre esse projeto:
IP: Estamos acostumados a ver eventos deste tipo para profiss…

Vigilância para o controle...

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Recentemente recebi uma ligação do Ministério da Saúde (MS), da qual eu cheguei a duvidar.
Quando o atendente se identificou e disse que estava coletando dados para o Ministério, eu desconfiei. Hoje em dia qualquer informação mais específica sobre os nossos hábitos, rotina e moradia pode ser utilizada para o 'mal'... Foi só quando ele entrou em detalhes e explicou que se tratava de apurações para o VIGITEL que eu aceitei participar.

O Vigitel - Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - é parte do trabalho que o MS faz a fim de monitorar o avanço e o controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT, que incluem hipertensão arterial, câncer, diabetes, doenças respiratórias e cardiovasculares).

Funciona assim: a cada ano o MS faz contato telefônica com cidadãos de todo o país. Neste momento, são colhidos os seguintes dados:
- Peso
- Altura
- Prática de atividades físicas
- Consumo de legumes, raízes, verduras, suco…

'Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado...'

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Em novembro de 2017 a ANVISA, depois de uma grande ação da ADJ Diabetes Brasil, em conjunto com outras 30 Associações de diabetes do país, se propôs a analisar e ajustar a forma com que os glicosímetros são avaliados e aprovados, uma vez que não existe um padrão e nem a obrigatoriedade do cumprimento da ISO 15.197 de 2013, que estabelece os requisitos mínimos de precisão aos quais um monitor de glicemia deve ter para ser considerado confiável e apto para o uso.

A boa nova é que, após quase dois anos de negociação, foi finalmente emitida uma Instrução Normativa (IN 24), que "dispõe sobre os critérios para o registro, alteração e revalidação relativos ao desempenho analítico de instrumentos auto-teste para glicose e seus consumíveis" e torna obrigatório o cumprimento da ISO 15.197/2013:
As empresas fabricantes tem até 180 para se adequarem ao que preza a Instrução Normativa, sob pena de terem seus produtos retirados do mercado caso não haja adequação e se os seus respectivos m…

OneTouch Reveal: 1, 2, 3... testando!

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Umas emana com o OneTouch e estou gostando bastante!
O monitor é bem pratico e fácil de operar: a tira reagente puxa a gotinha de sangue super rápido e o aplicativo é bem amigável.
Eu não sou a maior especialista em tecnologias, então quando um aplicativo é, ao mesmo tempo, objetivo e informativo, tem todo o meu apreço!
O OneTouch Reveal é assim...

A começar pela transferência de dados do glicosímetro para o app, que pode ser feita mesmo quando o monitor não está do lado do celular.
Depois de baixados os dados, podemos editar as informações e marcar os registros das medições com indicações de pré ou pós refeição.

Um coisa que eu achei bem bacana é que ele te sinaliza quandonuma glicemia está repetindo um padrão fora do seu intervalo alvo no mesmo horário:



Comigo aconteceu sempre próximo ao jantar e esse alerta funcionou para eu rever tanto o que estava comendo no lanche da tarde e podia ser responsável por essas alterações na glicose, quanto para avaliar se as minhas correções estavam…

Quando a falta de atenção traz o alerta!

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Um furinho no dedo e o registro da glicemia antes de dormir: 104mg/dL. Um copo de suco para manter tudo em ordem durante a noite e pronto, hora de fechar os olhinhos.

A lua foi descansar, o sol assumiu seu posto e o dia começou.
Banho e café da manhã. Para deixar a doçura organizada, um novo furinho no dedo: 180mg/dL.
Estranho. Nada comum para mim uma glicemia de jejum assim!

Contei carboidratos devidamente, corrigi e segui.
Mas aqueles cento e oitenta não saíam da cabeça.

Decidi refazer o dia anterior para tentar pensar em algo que pudesse ter causado esse resultado esquisito.
Pensei, repensei.
Refiz os caminhos.
Repassei as atividades.
E aí percebi qual foi o problema!!

Desde que encerrei os testes com a bomba da Roche, eu passei a tomar a minha dose de insulina basal na hora do almoço. Como não era um hábito, coloquei o alarme no telefone para não esquecer...
O que aconteceu ontem é que, quando o alarme tocou, eu estava chegando para um almoço com amigos do último projeto que eu tr…

Para medir a doçura: ‘Select’ e ‘Reveal’...

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A Johnson&Johnson lançou em 2017 um novo glicosímetro da linha OneTouch, o OneTouch Select Plus Flex.

Entre os diferencias, ele se conecta com um aplicativo por bluetooth - o OneTouch Reveal - que é baixado gratuitamente em smartphones.





A sincronização do medidor com o aplicativo é bem simples e rápida. Uma vez que o aparelho está emparelhado com o aplicativo do celular, a cada medição de glicemia a sincronização e transferencia de dados pode ser feita.

Mais uma questão que é bem legal é a possibilidade de enviar relatórios dos resultados de glicemia por email ou mensagem, com um PDF dos registros feitos.

Dentro da ação de lançamento da J&J, alguns influenciadores foram convidados a testar e avaliar o glicose e aplicativo e eu fui uma das pessoas chamadas para participar!!
Adoro ter a oportunidade de conhecer novos recursos que vem para deixar o nosso dia a dia e o controle da doçura ainda mais fácil...

De cara já achei o OneTouch Select Plus Flex super atrativo. Pequeno, bem…

Pesquisa e Educação em Diabetes...

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Educação em Diabetes se faz, acima de tudo, para trazer o conhecimento ao paciente.

Tratamentos, tipo de insulina, modo de operar uma seringa ou uma caneta, alimentação, como fazer a monitorização das glicemias...
A lista é grande e o aprendizado constante.

Nesse sentido, o CEFET/RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica) está realizando uma pesquisa para avaliar o "conhecimento de usuários de insulina (frasco ou caneta) sobre a conservação da mesma".
Isso é de extrema importância, já que uma insulina que não tenha sido conservada como apropriado acaba perdendo o efeito.

Eu já tive uma hiperglicemia por usar uma insulina que tinha passado quase 12 horas no calor do verão do Rio. Contei no IP e na época até dei algumas dicas sobre como evitar isso, além de relembrar, em linhas gerais, sobre as formas corretas de conservação.

A Raiane Pereira é técnica em enfermagem no CEFET e uma das coordenadores da pesquisa.
Segundo ela, com as respostas registradas será possível planejar …

Diabético por tabela?? Diabético por amor...

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Recentemente estava no Chá de Bebê de uma amiga e, em algum momento, uma senhora me parou e pediu para prestar atenção ao que o marido dela me mostrava. Quando olhei, ele estava apontando para o braço para me mostrar que também estava usando um Libre. Ele tinha visto o meu e isso foi a deixa... Perguntou se eu estava bem, voltou para o papo com os amigos e a mulher dele puxou a conversa comigo. 

Ele tem diabetes tipo 2 e há algum tempo já faz o uso de insulina. Ela não... 
Mas é ela quem 'faz' o tratamento dele.

Num desabafo, ela me contou que geralmente ia a todas as consultas com ele, entrava na sala dos médicos, apresentava o histórico de glicemias e doses de insulina e ele mal comentava. Uma situação em que ela estava no papel principal - sendo a paciente - e ele como um mero coadjuvante. 

A questão é que para o bom controle do diabetes, não bastam insulinas e glicosímetros. É preciso assumir a sua própria condição, tomar à frente, focar no autocuidado! 
Eles chegaram a ter pro…

Último Ato: o ponto de interrupção...

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15 dias e só! Foi todo o tempo em que eu fiquei com o AccuCheck Combo...

A decisão por fazer um novo teste com o sistema de infusão continuo de insulina - a bomba - foi para tentar, mais uma vez, 'funcionar' com um tratamento inovador e que nos poupa de algumas injeções ao longo do dia.

Estava disposta a deixar a bomba cumprir o seu papel.
Junto com Larissa, a minha educadora, fui entendendo o sistema e acompanhando os resultados.
Ela e a minha endócrino, a Monique, estavam sempre em contato para fazer os ajustes necessários nas doses de insulina e as duas em contato diário comigo! Isso já trouxe, de imediato, uma segurança nessa tentativa de seguir com uma nova terapia.

Mas, por mais que eu estivesse absolutamente monitorada e orientada, a doçura não se comportou como a gente esperava.
Um ajuste aqui, outro ajuste ali, a certificação da contagem de carboidratos bem corretinha e nada parecia fazer efeito.



Minhas glicemias de jejum estava batendo a casa dos 180mg/dL, as glicemi…

4º Ato: os números do Combo da doçura...

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É pré, é pós, é na hora de fechar os olhinhos para sonhar, é no meio da madruga...

Um bom controle do diabetes está diretamente relacionado ao auto-monitoramento da glicemia.
Na prática, a gente sabe que nem sempre é possível medir a glicemia tanto quanto seria o ideal. Mas, em teoria, o glicosímetro é um dos nossos melhores amigos e, seja com sistema de monitprização contínua - sensor - ou com tirinhas e furos nos dedos, acompanhar a variação glicêmica é o passo fundamental para manter a doçura em ordem.

Com o AccuChek Combo, tenho conferido a minha glicemia entre 8 ou 9 vezes ao dia. E aí estão os meus números desde o começo da vivência em modo biônico:

Já fizemos ajustes nas dosagens de insulinas depois da análise de alguns deles e continuamos buscando uma adequação.

Pois bem, o que é uma grande vantagem no AccuChek Combo - a possibilidade de programar doses diferentes de insulina por intervalos de tempo (a cada hora!), é uma questão que acaba me deixando insegura. A cada dois ou t…

Do tipo que se importa...

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Há algum tempo fiz um post comentando sobre um desenho que eu tinha visto referenciando uma pessoa com ‘diabetes tipo 3’.
Brincadeiras à parte, achei a classificação justa e bem bacana.

Não posso falar por todo mundo, mas eu sei a diferença que faz ter alguém cuidando, mesmo sem a gente pedir, se preocupando, mesmo quando a gente sabe que está tudo bem, questionando, só por querer aprender o que fazer para ajudar a deixar a gente mais segura e confortável.
Faz um bem danado - no coração e na glicemia também, tenho certeza! - saber que alguém zela pela nossa saúde. Que alguém busca conhecimento, que pergunta, que questiona. Por mim, por vocês...

Eu posso dizer sem qualquer dúvida que meu time de ‘diabéticos tipo 3’ é grande! Bem grande!!
E eu tenho uma gratidão enorme por isso.

Hoje eu falo para cada um que é amigo, irmão, pai, mãe, tio ou tia. Para os avós, os amores, os filhos. Para os chegados, os que nem conhecem direito, mas que se importam.

A gente que convive com a condição vive em um …

3º Ato: As surpresas dos dias no modo 'bombada'!

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Até aqui, 9 dias com a bomba...

...e sigo embolada nas madrugadas. Seja com a bomba presa no short do pijama ou solta na cama (mas devidamente presa na cânula pelo cateter), eu me espalho e ela não me acompanha. Mas vou resolver isso com o tempo e a prática.

Ao longo da semana a glicemia até que se comportou bem.
Algumas variações além do esperado, alguns resultados pós refeição batendo a casa dos 200 mg/dL, que podem ter sido em função de correções erradas.

Explico: tenho muito medo de fazer hipoglicemia. E aí, em alguns casos, não levo tão na teoria a contagem dos carboidratos. Calculo como deve ser e - que fique bem claro - por minha conta, acabo descontando alguma coisa no valor total. Com isso, o erro pode acontecer.
Sei que eu peco pelo excesso, acabo sendo conservadora, mas com um tratamento novo, ao qual eu ainda estou me adaptando, prefiro assim...

A supresa nesses últimos dias foi a tal da bolha!
Uma bolha pequena, mas que tem um poder grande de interferir na correta liberaç…

2º Ato: As primeiras impressões da minha parceria com o Combo...

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Quatro dias completos com a Bomba e eu já fiquei embolada no cateter de madrugada e presa no braço da cadeira!
Nada grave, nada sério, só a falta de hábito mesmo.
Mas até aqui, tudo está indo bem.

Estou achando o Accu-Chek Combo prático de manusear. O fato de não ter que ficar mexendo na Bomba o tempo todo deixa tudo mais fácil... O glicosímetro do combo acaba funcionando como um controle remoto. A gente mede a glicemia, informa a quantidade de carboidratos que serão ingeridas e, com as configurações que já foram inseridas na bomba referentes às quantidades de insulina, ela calcula a dose necessária e a mágica acontece: a insulina começa a ser liberada.

Ontem fiz a primeira troca da cânula. Sem mistério! Foi bem tranquilo.
O aplicador é grande e apesar de parecer complicado, à primeira vista, é simples de usar.
 A agulha é retirada...
 ... e é este filamento que fica dentro da pele depois de aplicada a cânula.
Com os resultados das glicemias registrados nesses primeiros dias, consegui…

Modo biônico - pra começar outra vez: 1º Ato!

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Tentativa e erro... erros e acertos.
Diabetes é assim.

Um dia uma unidade de insulina funciona para corrigir um lanchinho. No dia seguinte, você toma duas para o mesmo lanchinho e pode não funcionar.
Depende de tantas variáveis!

E foi por isso que eu aceitei fazer o teste com a bomba de insulina da Roche.

- Ué! Mas você não se adaptou à esse tipo de tratamento.

Pois é.
Não curti e pretendia negar quando a Roche entrou em contato comigo. Marcamos um café para bater um papo e eu fui até lá pensando em como negar com gentileza e simpatia.

Cheguei, nos encontramos e em 5 minutos eu já tinha mudado de ideia.

Eu sou muito adaptada ao tratamento com as canetas de insulina. Não me incomodo em furar a pança para aplicar e a verdade é que não preciso usar muita insulina de correção.
Além disso, sou muito sensível à insulina de ação rápida... Recentemente minha dose de insulina basal foi reduzida e o passo seguinte seria mudar a minha caneta da insulina de bôlus para a que permite meia dose, em …

A continuação. Ou, o (re)começo...

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Diagnóstico. Blog. Um artigo... Congresso da IDF.
Educando Educadores. Influenciadora junto à SBD. Uma R-evolução Azul.
Movimento Diabetes Rio. Comunicação e Saúde... Fiocruz.
Uma Revista. Jornalismo. Outro Congresso.
Um Café. Associação de Tanguá...

A doçura me levou por um caminho novo, de cuidado e aprendizados constantes.
De uma busca por melhores condições e do viver bem diário.
Uma busca por mim e por outros tantos iguais.

Devagar, de mansinho...
A minha vivência sendo dividida; a confiança sendo conquistada.

A engenharia, companheira de tantos - bons! - anos, foi ficando mais devagar. A gestão de projetos e as minhas hidrelétricas seguem no coração, mas não mais na rotina do trabalho.

E agora?
Como agregar o conhecimento adquirido com a profissão ao conhecimento adquirido através da educação em diabetes? Tinha algum sentido pensar nisso?

Sim!!
E foi justamente na busca pelo que faz sentido que, agora, aos 4.0, chegou a hora de fazer tudo novo de novo.
Agora tudo recomeça!

Inscr…

#vempacote

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Essa semana um outro lado da minha história foi contado pela Vanessa, no Portal De Bem com a Vida, da Accu-Chek.

Algumas pessoas já sabiam, outras ainda não.
- Ah, mas então você estava escondendo isso?

Não, jamais.
Mas tem horas que a gente precisa se guardar um pouquinho...

E eu respeitei o meu momento.
Estar grávida sem pança crescendo já gera uma curiosidade naturalmente.
São muitos 'por quês', de todos os lados:

- Por que você não faz inseminação?
- Por que você não pode engravidar? (não, não é o caso!)
- Você não consegue engravidar por causa do diabetes? (a mais recorrente de todas...)

Respostas simples: não faço questão de gestar, nunca tentei engravidar e, portanto, nunca soube se tenho algum problema que me impeça de ter uma gravidez na pança. E não, não é por causa do diabetes.
É simplesmente porque a adoção, para mim, é só uma outra maneira de ter um filho.
E aí, quando o reloginho bateu, fui atrás do que precisava para 'engravidar'.
Bati um papo sobre isso…

Aprender... saber... aceitar!

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Aceitar.
Essa era a maior missão assim que ouvi o diagnóstico do diabetes tipo 1, há exatos 9 anos.

Mas aceitar sem saber não funciona.
Isso eu fui entendendo dia após dia, semana após semana, até hoje.
Saber de fato o que significava conviver com essa doença foi o que me fez acalmar, depois do pânico inicial.

Porque quando eu ouvi a minha endócrino dizer o que aquele monte de exames revelava, eu me apavorei.
Tudo que eu havia escutado sobre o diabetes era que amputava, restringia, limitava e matava.
Que carga pesada!

- Esquece tudo o que você não sabe sobre isso. Insulina é um hormônio que o seu organismo deixou de produzir. Por isso, vamos precisar repor.
Foi assim que a Monique conseguiu me fazer parar para respirar e escutar, com mais clareza, tudo o que ela tinha que me dizer sobre a condição, sobre o tratamento...

Sabendo eu conseguia - racionalmente - aceitar.

Coração mais tranquilo, organismo se reorganizando e voltando para o equilíbrio natural, resolvi ir além: queria aprend…

Consulta Pública: Bombas de Insulina

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No último ano conseguimos - isso mesmo, plural de quem luta junto pela melhoria nos tratamentos e na qualidade de vida de tantas pessoas com diabetes - a aprovação dos análogos de insulina de ação rápida dentro dos tratamentos oferecidos pelo SUS.

Agora, a CONITEC traz uma nova consulta pública, que requer a participação de todos.

Desta vez, o alvo são as bombas de insulina:
"O produto é um aparelho pequeno e portátil, de uso externo, que possibilita a liberação de insulina ao longo do dia. Associado a um sistema inteligente de comunicação, que permite medir a glicemia, gerenciar dados glicêmicos e obter cálculo de bôlus. A proposta de incorporação desta tecnologia, na consulta pública vigente, tem como objetivo a participação social na discussão da linha de tratamento do diabetes, disponível no SUS".

A consulta pública é uma grande ferramenta para registro da opinião de pacientes, familiares, cuidadores médicos e demais profissionais de saúde, no que se refere ao medicament…

Os olhos não veem... mas a doçura sente!

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Pode até ser 'sem-vergonhice' da minha parte... Mas o fato é que quando estou com o Libre, o gráfico acaba me levando na busca firme por um melhor controle.

Tomar insulina para correção e depois avaliar o resultado é uma baita ferramenta. Sigo aprendendo que em condições diferentes e dias diferentes, a dose de insulina para bôlus pode variar e aquela que eu uso normalmente pode não ser suficiente.

Quando estou sem o sensor, acabo não corrigindo sempre. Eu sei que isso não está certo e que não deveria fazer assim. Mesmo assim, arrisco - por conta própria - e como não estou vendo o pico, porque estou sem o gráfico, 'finjo' que nada aconteceu. A velha máxima de que 'o que os olhos não veem, o coração não sente'.

Grande engano! No fundo eu sei que não é bem assim.
O corpo sente e vai responder em algum momento...

Eu faço isso sempre? Não!!
Mas uma vez ou outra acaba acontecendo. Uma vulnerabilidade da minha parte, assumo.

Agora, depois de duas semanas de volta ao m…