Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

15 abril, 2017

'Cara' de quê??

- Mas nem parece que você tem diabetes.
- Tão magrinha, você não tem 'cara' de quem tem diabetes.

Qual é a 'cara' do diabetes?
Que 'cara' tem essa doença crônica que é séria e requer atenção a todo momento?

Depende.
Tem dias que tem cara de preguiça. Outros, que tem cara de aventura, ou de calmaria!
Em outros mais, cara de quem quer seguir aprendendo para se cuidar melhor.

Eu sei que já foi uma doença impossível de controlar, eu sei que tem dias que a gente quer jogar tudo para o alto. Mas a maior verdade é que a gente pode sim domar essa fera. Eu não estou doente, mas tenho a clareza de que posso ficar se não me cuidar.

De novo a notícia de uma docinha de 31 anos que perdeu a vida por complicações vindas de um período em que ela não seguiu o tratamento da doçura bateu pesado por aqui... Apesar de não a conhecer pessoalmente, fiquei sentida. Não tem julgamento e nem "e se...". Tem só a certeza mais forte que a gente precisa ser dono da nossa condição.
Não está conseguindo? Peça ajuda.
Não entendeu o tratamento? Pergunte.
Mas não deixe passar.

Medir a glicemia pelo menos 3 vezes ao dia, tomar injeções de insulina - o nosso hormônio salvador, encarar a atividade física como parceira e parte do tratamento, seguir uma alimentação equilibrada, mesmo que de vez em quando a gente dê uma escapada para as gulodices que aparecem. Quando a gente aprende a se cuidar, a gente tem mais liberdade. Para comer, para passear, para viajar, para fazer o que mais gosta. Para viver!
Viver.
Viver com uma condição que não pediu para entrar e já chegou dizendo que não vai sair (pelo menos, por ora...). Mas ainda assim, viver.
Viver bem.
Viver feliz.
Levar uma vida normal.

O que você mais gosta de fazer?
Pois pegue isso e coloque aí a 'cara' que você quer dar para o diabetes.
Você escolhe.
A gente escolhe.

Por causa disso, quando me dizem que "você não tem cara de quem tem diabetes" eu sorrio em resposta. Isso é tudo que eu busco.
Ter o diagnóstico de diabetes não me faz ser e nem ter a 'cara' de uma pessoa doente. Não mesmo!

O diabetes não é uma sentença. O diabetes tem a 'cara', o jeito e o poder que a gente dá para ele!
E por mais que tenham momentos em que eu tenha vontade de me esconder para ver se dou uma volta na glicemia, ficar 'de bem' com a doçura ainda é a minha escolha, todos os dias.

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