Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

01 outubro, 2016

Informação pelo controle remoto...

O programa Globo Repórter do dia 30/09 trouxe dois temas que já são bem falados mas, na prática, ainda cobertos de mitos e 'achismos'.

Hipertensão e Diabetes são duas doenças crônicas que, infelizmente, tem sido mais diagnosticados ultimamente. Além de outras coisas, as duas tem em comum o fato de serem silenciosas. Os sintomas nem sempre são conhecidos e isso acaba trazendo ainda mais riscos.

Mais especificamente sobre o diabetes, eu me incluo nesse número de pessoas que, até o diagnóstico, mal sabia a diferença entre os tipos 1 e 2. Esse, na minha opinião, ainda é um dos maiores problemas: a falta de informações ao alcance das pessoas.

Claro que acho ótimo ter um programa na TV aberta tratando sobre o assunto, mas mesmo num programa que foi planejado e pensado, visando esclarecer dúvidas e alertar sobre essas condições de saúde, os estigmas estavam lá: ainda na abertura, os 14 milhões de diabéticos do Brasil foram classificados como os que "enfrentam as limitações causadas pelo diabetes", cuja origem está no "sedentarismo e excesso de peso".

Opa!! Calma aí...
Doença autoimune não tem qualquer influencia com isso. E, por mais que ainda seja difícil acreditar, nós vivemos bem e sem limitações sim.

Não sem um esforço e menos ainda sem o cuidado e o tratamento necessários, mas é possível viver bem e evitar as complicações.

Bom, ato falho - que me incomodou mesmo! - para trás, e o programa seguiu bem.

Foram apresentadas as particularidades do DM1 e do DM2, foram levantados os riscos e as complicações que podem surgir quando não se tem um bom controle glicêmico e, principalmente, foram mostrados exemplos de que se pode conviver numa boa com a doçura.

Gostei de ver o destaque dado para a importância da educação em diabetes. Apesar de não terem usado esse termo em nenhum momento, o contexto do que foi apresentado foi exatamente este.

A abordagem da questão de ganho de peso, que pode vir com o uso da insulina, foi muito importante também. Esse é um ponto delicado e que não pode ser deixado de lado (recentemente foi divulgada uma notícia de morte por diabulimia que pegou de jeito quem convive com essa condição...).

Uma outra coisa que ficou bem clara é como o apoio da família - ou a falta dele - interferem. De um lado, a família que se integra ao tratamento do docinho. Que cuida, acompanha, participa. Do outro, a mulher que nem almoça mais com o marido, pois ele não abre mão de uma dieta mais equilibrada pela gordura de todo dia.

Aqui, só para lembrar, cabe uma observação: a alimentação saudável e equilibrada é recomendada para todos, com DM ou não, já me disse uma vez a minha Super Endócrino!

A ênfase de que o caminho pode ser cheio de restrições não passou despercebida. Não nego que existem obstáculos, mas volto a repetir que quanto mais sabemos e nos envolvemos com a nossa condição, mais liberdade vamos ter.

Por fim, destaco a fala da coordenadora do grupo de docinhos que, juntos, seguem no caminho de exercícios e troca de conhecimento: "por causa da falta de informação, muitos diabéticos tem uma qualidade de vida ruim". Entender a 'doença' é fundamental, não vou me cansar de dizer!!

Volto ao ponto da alimentação: a visão quadrada de que somente os doces são uma "restrição" também foi derrubada. Mas teve um ato falho quando disseram que o molho da massa ajuda a equilibrar. Depende, né... Mas o recado ficou claro quando colocado que uma composição com fibras e proteínas ajuda na absorção dos carboidratos.

E, falando neles, foi levantada a bola da contagem dos carboidratos. Ótimo, mas poderiam ter entrado um pouquinho mais no assunto, já que ainda é um tanto desconhecido.

Num balanço geral, fico feliz por ver o diabetes como centro das atenções. É preciso falar sobre o diabetes, sempre! Uma doença que pode ser bem controlada, mas que ainda carrega o peso de ser uma doença fatal, quase uma sentença...

Para quem quiser ver o programa na íntegra, é só entrar nesse link: Globo Repórter 30/09/2016.

Ver uma emissora aberta que tem um grande alcance dando atenção aos efeitos positivos trazidos pela influência do conhecimento e da informação no tratamento foi um alento!



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