Pra ser biônico!

MiniMed 670G: "o primeiro sistema híbrido de circuito fechado do mundo".

Ou, como foi amplamente noticiado após a aprovação ocorrida no dia 28 de setembro deste ano pela FDA (agência americana reguladora de alimentos e medicamentos), o pâncreas artificial.

Esse aparelhinho aí não é um controle de videogame, nem uma grande obra de ficção científica e menos ainda um 'pager' com super poderes de um super herói ultra moderno.
Quer dizer, essas referências finais - super poderes e super heróis - podem sim ser aplicadas!

A bomba de insulina é um recurso bastante utilizado hoje. A segurança que traz, com um monitoramento constante das glicemias, diminui o risco de hipoglicemias e dá uma maior liberdade em termos até de alimentação.

Os estudos sobre o desenvolvimento de um pâncreas artificial vem sendo realizados há alguns anos, por diversas instituições de pesquisa e de saúde. Já houve teste em um paciente e, em outra ocasião, o anúncio de um modelo de dispositivo único para aplicação de insulina e leitura de glicemias. 

Então qual é a diferença agora?
De acordo com a Medtronic (a fabricante), este modelo requer menos intervenções do usuário, deixando o sistema ainda mais confiável, já que um único equipamento faz a monitoração da glicemia e a liberação da insulina. A partir de algumas opções, o usuário define o quanto 'automatizada' deve ser a operação no dia a dia... 

A previsão é que ainda no primeiro semestre de 2017 ele esteja disponível para comercialização. 

Como eu gosto de ouvir sempre a opinião de quem usa e sabe na prática o que um bom controle glicêmico representa, trago o depoimento de uma amiga 'bombada' sobre esta novidade:
"Sou Sheila, tenho 46 anos e sou DM1 há 31. Para aplicar a insulina durante todo este tempo usei seringa, por alguns anos cheguei a usar um tipo de pistola à pressão (sem agulhas) e depois, quando a fábrica fechou, de volta às seringas. Nunca gostei das canetas, então em Novembro de 2014 fui direto para a bomba de insulina. O que mais gosto? Do sensor e seus alertas para hipoglicemias. Foi por isso que tive a indicação para este tratamento. 
De lá para cá, minha hemoglobina glicada não passou de 7%, fazer as correções nas refeições é super rápido, prático e moderno e percebo que o controle do diabetes ficou finalmente possível para mim.
Minha expectativa com o pâncreas artificial é de que ele possa corrigir a elevação da glicemia. Da mesma forma, quando a glicemia estiver caindo, além de suspender a insulina basal (o que a bomba atual já faz), quem sabe ela possa injetar o glucagon. Acho que ainda não será neste lançamento recém aprovado, mas chegaremos lá!"

Taí! Uma docinha querida - para quem quiser saber mais, recomendo o blog dela: Histórias de uma Diabética - que já passou por alguns tratamentos diferentes e também acredita que podemos conviver bem com o diabetes. 

Que venha o pâncreas artificial e que não pare por aí! 
Um viva à insulina sempre, mas outro para cada uma dessas pessoas que se empenham em busca de novas soluções por melhores condições de saúde para nós!!



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