Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

03 julho, 2016

Do tipo que cuida...


Li um artigo publicado pela página GlicOnLine sobre as pessoas que amam alguém com diabetes (inclusive postei na fanpage do blog no Facebook...) que eu gostei bastante e concordo totalmente.

Para acessar na íntegra é só clicar aqui mas, em linhas gerais, o que se fala é que o cuidado de quem está próximo a algum docinho faz muita diferença no controle da glicemia e na maneira como encaramos o dia a dia com diabetes.

Eu não tenho a menor dúvida sobre isso e posso atestar. Desde o dia 1 da minha nova condição, todas as minhas pessoas entraram nessa comigo. Minha família, meus amigos do peito e até quem não era assim tão próximo.

"Os cuidados com diabetes exigem atenção para algumas atividades de rotina como contar carboidratos, medir a glicemia antes de comer, aplicar insulina, entre outras. Com o tempo essas atividades ficam mais automáticas e até parecem naturais. No entanto, por serem "24/7" como dizem (24h por dia 7 dias por semana) esses cuidados nunca terminam..."

E é justamente aí que se enquadram todos esses que ajudam e cuidam, mesmo sem perceber que estão fazendo. O carinho vem numa receita feita sem açúcar para mim, numa mensagem para saber como como foi a minha consulta, naquelas perguntinhas rápidas só para checar se está tudo bem durante a trilha, o bloco ou a viagem. Veio desde o começo quando queriam saber como estava indo a adaptação às injeções de insulina, quando me traziam um chocolate ou um biscoitinho que encontraram e acharam que podia ser uma boa opção sem açúcar. E segue quando acompanham cada passo da minha vida doce, do meu lado.

Mas o ponto alto é que não há cobrança. Não fazem isso me apontando os dedos e chamando a minha atenção... Eles fazem porque estão juntos, eles querem aprender sobre a condição para poderem garantir que eu estou bem.

Isso tudo me fez voltar a uma postagem que vi há algum tempo e que me chamou bastante atenção:
"Eu sou uma diabética tipo 3: aqueles que amam um diabético e se tornaram parte do sistema de suporte deles - e que sempre carregam algum açúcar na bolsa!"

Essa ilustração e declaração me emocionam, porque mostra a verdade absoluta de quem está perto de mim. São os meus 'Tipo 3'! São aquelas pessoas incansáveis que se preocupam e cuidam de mim incondicionalmente, que querem saber se a hipoglicemia passou, se o indicador da balança subiu, se a glicada desceu, se eu estou me alimentando bem, se a agulha que estava em falta chegou, se o Libre está funcionando, se eu voltei para o pilates, se eu já vi a nova insulina que foi anunciada.

São muitos os 'se', são muitos os meus Tipo 3.
Eu tenho certeza que ter essas pessoas nos meus dias contribui um tanto para que eu conviva tão bem com o diabetes.
Para vocês, meu obrigada gigante, do fundo do coração e com toda a minha doçura.


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