Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

04 março, 2016

Da doçura do dia a dia com o sal do mar...

De uma viagem que começou com um voo perdido em função de uma hipoglicemia e seguiu um tanto torta nos primeiros dias - telefone furtado numa fração de segundos em Recife! - os dias que se seguiram foram de tranquilidade... opa, não fosse por um pequeno doce detalhe: as glicemias, principalmente de jejum, estavam completamente fora de contexto.

Em Recife já andavam variando entre 115 e 130 mg/dL na primeira medida do dia, mas até aí eu desconfiava que tinha errado nas correções dos jantares anteriores. Viagem que segue, a segunda parada era Japaratinga.

Japaratinga é um paraíso cercado de mar, que fica em Alagoas. Sol, areia brilhando com as ondas que vão batendo. De lá, outras praias incríveis: Antunes, Carneiros, Riacho, São Miguel dos Milagres, Toque, Lages, Morro.

Lugares para curtir e explorar. Para caminhar para todos os lados. Caminhar, caminhar, caminhar!

Bonito assim:



Voltando à doçura, só parei realmente para prestar atenção de que alguma coisa estava estranha quando vi os números do primeiro dia em Japaratinga.
Pois bem... jejum = 179 mg/dL. Não engoli, fiquei encucada, mas o número estava lá e não havia nada a fazer se não corrigir. Tomei a insulina basal, a rápida e um bom café da manhã. 3 horas andando, extasiada com a paisagem que ia mudando a cada passo, e quando paramos para almoçar, docinho bem azedo: 254 mg/dL!! Choque. As mãos estavam lavadas, a lanceta era nova. Finalmente o alerta foi acionado... só podia ser a insulina.

Lembrei que tinha levado a caneta da Levemir num dia de carnaval, sem o case que mantém a temperatura. Essa mesma caneta era a que estava comigo na viagem e entendi que ela não estava mais em condições de uso.

Como tinha outra lá, ainda lacrada, decidi trocar e fazer o teste. Bingo!
Glicemia de jejum = 92 mg/dL. Que alívio!

Uma falha operacional que teve um efeito bem ruim. Atenção nunca é demais e os cuidados com a conservação da insulina tem que ser constantes.

De volta à normalidade, entre peixes, lagostas, e muita macaxeira, além desses sustos, a média da viagem ficou em 135,9 mg/dL. Gostei, viu! Erros e acertos nas correções (algumas coisas que não são habituais acabaram sendo calculadas sem tanta precisão), mas achei bem razoável considerando que a comida regional é mais carregada.
Uma hipo registrada antes de um jantar (de leve, 64 mg/dL) e nada mais.

Um planejamento prévio garantiu os lanchinhos que foram consumidos durante as horas de andança e teve até 'glucagon' natural que a irmã levou para mim na bagagem: oreos e coca-cola!

Meus sachês de mel e meus oreos voltaram intactos para casa e eu, confesso, fico feliz por não precisado usar e nem ter tido qualquer emergência.

Apesar dos tropeços com a insulina, foram dias de sossego, calmaria, bate papo e diversão.


E eu voltei cheia de planos, de projetos, de vontade e de querer começar já!!
Chegou março. O ano está cheio, a cabeça e o coração também.
Que os projetos saiam do papel, que tudo corra bem e que o que não está tão bem assim, se ajuste.

Pé direito em riste, para garantir passos bem grandes e firmes, hora de continuar por este 2016.

2 comentários:

  1. Que bom q voltou, Juliana!
    Essa "pegadinha" da conservação da insulina foi "ótima"...Imaginei-me tb "checando" todas as hipóteses...Bingo grande pra vc!Graças a Deus deu tudo certo.

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    1. Obrigada, Renata! Pois é, esses aprendizados não tem intervalo... rs.
      Mas ficou tudo bem!! Beijo pra vocês! :)

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