Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

20 outubro, 2015

Conhecimento gera (r)evolução!

Antigamente, o diagnóstico do diabetes era acompanhado de um tratamento na base do não pode:
não pode açúcar
não pode pizza
não pode correr
não pode viajar
não pode se cansar
não pode
não pode
não pode!

Claro que sem os recursos que a gente tem hoje (glicosímetros, canetas) tudo era mesmo mais difícil.
Tirinha reagente na urina dava a indicação de que poderia haver uma alteração na glicemia para maior ou para menor, mas não indicava exatamente o quanto estava variando.

A tecnologia avançou e os cuidados individuais levam os paciente a terem um maior controle das glicemias. Junto com isso, o conhecimento colabora (muito!) e nos dá maior liberdade na alimentação, nas atividades do dia a dia e, principalmente, nas ações diretamente ligadas ao tratamento.

O que falta mudar é o entendimento de que o diabetes saiu do patamar de sentença para uma classificação - em termos médicos - de doença crônica.

Eu, particularmente, nem me refiro a ele como doença. Na minha visão, é uma condição de saúde séria que requer cuidados.
Não se trata de negação, longe disso! Sou responsável e sigo meu tratamento, esta é a minha opção todo dia. Se não fizer isso, aí sim posso ficar doente.

Eu entendi que me cuidando e seguindo meu tratamento, posso sim levar a vida numa boa e sem restrições.

Por isso, não me canso de falar que a informação deve ser difundida e que o entendimento acerca da condição também e parte do tratamento. Bato repetidamente na tecla de que aderir ao tratamento é a maneira mais sensata e segura de seguir. Assim, não precisamos abrir mão do que gostamos e não fica a sensação e o peso de que o diabetes chegou para nos privar do que é bom.

Saímos da seara do 'não pode' para uma visão do infinito!
Pode açúcar
Pode massa
Pode pedalar
Pode mergulhar
Pode saltar de bungee jump
Pode viajar
Pode morar sozinho
Pode tocar tamborim e ir atrás do bloco na avenida
Pode viver sem medo!

Não sabe, pergunte.
Tem dúvida, questione.
Tem receios? Eu também! Busque conhecimento.
Tem uma informação? Confirme e divida.
Para o alto e avante!
Respire fundo, fure o dedinho, ajuste a dose do elixir salvador e vá em frente.

Tem dias que dá preguiça, tem dias que são chatos, tem dias que as coisas dão errado. Mas tem muitos, muitos outros que dão certo.
Com os primeiros a gente aprende. Com esses outros, a gente se motiva!

Para frente é que se anda!!

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