Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

03 setembro, 2014

Pra ser parte da solução.

Já falei por aqui que uma das coisas que me fizeram logo de cara simpatizar com a minha endocrinologista e ganhar uma baita confiança desde o começo foi o fato dela não ter me jogado no colo um monte de 'ordens' relacionadas ao meu tratamento sem nem saber como era o meu dia a dia, como era a minha vida real.



Isso é muito importante num cenário onde o novo chega sem avisar e já causando alarde.

E vejo que hoje os médicos e profissionais de saúde tem buscado cada vez mais se aproximar dos pacientes, avaliando cada um individualmente.

Horários, alimentação, exercícios, trabalho... entender com funcionava a rotina dos pacientes é fundamental para adequar o tratamento.

Dois anos e meio depois da primeira vez que abordei esta questão no IP, vejo que isso deu frutos.

Na ultima semana a SBD publicou um artigo de duas psicólogas que trabalham em grupos de Educação em Diabetes na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, onde elas apresentam resultados positivos desta interseção.
A matéria está disponível na integra, mas destaco alguns trechos aqui:

"Cabe ao profissional de saúde ser o principal parceiro do paciente na jornada de conhecer sua doença e aprender a lidar com ela. Sendo o diabetes uma doença crônica, ou seja, “para sempre”, mesmo que tudo seja feito corretamente em determinado momento o tratamento vai necessitar de ajustes e este deve ser feito junto com os profissionais."

"Levantar com o paciente seus horários de trabalho, refeição, sono, nos permite adequar a medicação a sua realidade. Saber dos seus hábitos alimentares, comidas prediletas, datas importantes nos permite adequar sua alimentação para um bom controle glicêmico. Entrar em contato com sua visão sobre o diabetes, quais seus receios e medos, saber do seu momento de vida atual, nos permite introduzir a informação necessária para seu autocuidado. Ensinar como tomar a medicação, medir a glicemia, cuidar dos pés ou aplicar a insulina possibilita prevenir o avanço da doença. Viabilizar a prática de atividade física ajuda a manter o controle glicêmico além de todos os benefícios do exercício (condicionamento muscular e cardiovascular), ou seja, o caminho para trabalhar com todas essas informações só é possível com a integração do médico, nutricionista, psicólogo, enfermeiro e educador físico em torno de um único objetivo: levar o paciente ao controle glicêmico respeitando seu estilo de vida."

Recomendo bastante a leitura.
Esse é o melhor caminho para o bom entendimento da condição.

Defendo o envolvimento do paciente desde o começo assim como defendo que o conhecimento também contribui para um bom controle.
Tomara que a burocracia e os problemas que existem hoje na área de Saúde não atrapalhem este processo!


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