Tipo assim...


Tudo que escrevo aqui no IP é sobre a minha doce vivência e portanto o diabetes tipo 1 é sempre o ator principal.
Mas já até falei sobre algumas formas de prevenção e de como reconhecer os sintomas no caso do diabetes tipo 2 também.

Só que com tantos assuntos ligados a um e a outro, nunca fui às vias de fato e expliquei exatamente quais são as diferenças entre os dois, embora já tenha tratado sobre isso vagamente...

Chegou a hora!

De uma maneira bem simples e lógica, se resume assim:
DM1 é quando seu pâncreas não produz mais a insulina. Trata-se de uma condição (cientificamente falando, é classificado como uma doença... Mas não sou muito fã do termo) autoimune. Isso pode se causado pela ação de um vírus, de uma bactéria ou até mesmo por estresse.
É mais comum ser diagnosticado em crianças e adolescentes.

No DM2 o organismo continua produzindo insulina, mas não em quantidades suficientes para suprir todo o açúcar e toda gordura que são ingeridos. São os casos que atingem, na maioria das vezes, adultos - embora atualmente já se registrem casos mesmo em crianças - que estejam acima do peso.
 
(Vale lembrar que além do diabetes tipo 1 e do tipo 2, tem o Diabetes Gestacional e fala-se também do LADA, como já explicado por aqui.)
 
Em termos médicos, de acordo com a definição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia:

Diabetes Tipo 1:
Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando a deficiência de insulina. Nesse caso podemos detectar em exames de sangue a presença desses anticorpos que são: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM 1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

Diabetes Tipo 2:
Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem.

Acho que por isso tanta gente me pergunta, quando descobre que tenho DM: "Mas você come muito doce?"
Não se trata disso.
 
O pâncreas deu defeito, travou. Zerou a produção.
Essa é a diferença que eu, quando fui diagnosticada, também não sabia.

Naquela época, meu vago conhecimento me dizia que insulina era para os casos graves.
Grande engano.
 
Quando não produzimos mais a insulina de forma natural, temos que colocar para dentro de alguma maneira. E é isto o que nós, docinhos tipo 1, fazemos.
 
 
 

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