Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

23 janeiro, 2014

Tipo assim...


Tudo que escrevo aqui no IP é sobre a minha doce vivência e portanto o diabetes tipo 1 é sempre o ator principal.
Mas já até falei sobre algumas formas de prevenção e de como reconhecer os sintomas no caso do diabetes tipo 2 também.

Só que com tantos assuntos ligados a um e a outro, nunca fui às vias de fato e expliquei exatamente quais são as diferenças entre os dois, embora já tenha tratado sobre isso vagamente...

Chegou a hora!

De uma maneira bem simples e lógica, se resume assim:
DM1 é quando seu pâncreas não produz mais a insulina. Trata-se de uma condição (cientificamente falando, é classificado como uma doença... Mas não sou muito fã do termo) autoimune. Isso pode se causado pela ação de um vírus, de uma bactéria ou até mesmo por estresse.
É mais comum ser diagnosticado em crianças e adolescentes.

No DM2 o organismo continua produzindo insulina, mas não em quantidades suficientes para suprir todo o açúcar e toda gordura que são ingeridos. São os casos que atingem, na maioria das vezes, adultos - embora atualmente já se registrem casos mesmo em crianças - que estejam acima do peso.
 
(Vale lembrar que além do diabetes tipo 1 e do tipo 2, tem o Diabetes Gestacional e fala-se também do LADA, como já explicado por aqui.)
 
Em termos médicos, de acordo com a definição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia:

Diabetes Tipo 1:
Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando a deficiência de insulina. Nesse caso podemos detectar em exames de sangue a presença desses anticorpos que são: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM 1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

Diabetes Tipo 2:
Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem.

Acho que por isso tanta gente me pergunta, quando descobre que tenho DM: "Mas você come muito doce?"
Não se trata disso.
 
O pâncreas deu defeito, travou. Zerou a produção.
Essa é a diferença que eu, quando fui diagnosticada, também não sabia.

Naquela época, meu vago conhecimento me dizia que insulina era para os casos graves.
Grande engano.
 
Quando não produzimos mais a insulina de forma natural, temos que colocar para dentro de alguma maneira. E é isto o que nós, docinhos tipo 1, fazemos.
 
 
 

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